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design de produto 01, Notas de aula de Desenvolvimento de Produto

A disciplina Design de produto apresenta um roteiro sobre os principais passos que envolvem a concepção de um produto ou serviço, até o seu estágio final, quando sai da linha de produção.

Tipologia: Notas de aula

2023

Compartilhado em 23/08/2023

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APRENDIZAGEM EM FOCO
DESIGN DE PRODUTO
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APRENDIZAGEM EM FOCO

DESIGN DE PRODUTO

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA Autoria: Aida Franco de Lima Leitura crítica: Silvana Bárbara Gonçalves da Silva A disciplina Design de produto apresenta um roteiro sobre os principais passos que envolvem a concepção de um produto ou serviço, até o seu estágio final, quando sai da linha de produção. Tem início nos conceitos que envolvem os processos de criação, assim como os princípios de estilo e criatividade. Trata dos métodos utilizados para a gestão dos produtos e gestão de projetos, e envolve os processos sobre o projeto conceitual. Por fim, aborda as etapas necessárias ao lançamento de produtos, como a propriedade intelectual. As etapas descritas, os exemplos, os exercícios, entre outras abordagens de aprendizagem, são informações que se completam no intuito de proporcionar um conteúdo que sinalize ao profissional a importância de cada uma das partes para o resultado final. INTRODUÇÃO Olá, aluno (a)! A Aprendizagem em Foco visa destacar, de maneira direta e assertiva, os principais conceitos inerentes à temática abordada na disciplina. Além disso, também pretende provocar reflexões que estimulem a aplicação da teoria na prática profissional. Vem conosco!

DIRETO AO PONTO No contexto do consumer centric design, o consumidor está no centro das decisões e, para atendê-lo do melhor modo, os produtos e serviços são focados nele. Em relação ao conceito de cocriação , como o próprio nome já diz, é o método utilizado para aproximar o usuário de tal modo que ele possa opinar sobre sua aceitação ou adequação do produto, assim como possíveis ajustes e ideias que possam ser ajustadas ao produto. A definição de user experience está ligada à experiência do usuário com o produto ou o serviço consumido. A intenção é que sua trajetória seja a mais agradável possível, evitando que possíveis obstáculos interfiram no seu caminho. A qualidade da aparência de um produto é traduzida por seu estilo. Mesmo que o estilo não interfira na funcionalidade, esse é um fator que agrega valor e interfere diretamente na sua aceitação. Não há uma receita pronta e acabada para atingir um estilo. Porém, um dos ingredientes para a melhor desenvolver o estilo está centrado no desenvolvimento de exercícios, habilidade fundamental aos designers , aplicados nos esquetes, acabamentos, os denominados renderings , e na execução dos modelos. A inspiração, que diz respeito à criação de formas visuais, no primeiro momento, de modo mental, também tem papel fundamental. Fatores sociais, culturais e comerciais interferem no modo como consideramos determinadas formas atrativas ou não. Como por exemplo, na indústria da moda, nos deparamos com fatores culturais. As coleções, lançadas a cada estação, faz com que independentemente da vida útil da peça, elas sejam vistas como velhas. De acordo com a importância que é dada à opinião alheia, muita gente se sente incomodada por estar usando roupas desatualizadas. A questão cultural pode interferir nos valores e

crenças individuais, assim, certos aspectos podem ser valorizados e outros desprezados, em torno de um produto. Um exemplo histórico desse contexto é a Revolução Comunista da Rússia. Esse movimento combatia e considerava politicamente incorreto o estilo de vida luxuoso e de ostentação da burguesia. Desse modo, nos produtos industriais da era soviética, o aspecto do utilitarismo era o predominante, livre de ornamentos ou coisas supérfluas, o oposto do que ocorria no mundo capitalista. No período em que os produtos eram artesanais, apenas uma minoria tinha acesso a eles e quanto mais adornos tinham, mais caros eram. Atualmente, com a produção em escala, o ornamento de um produto não lhe rende prestígio. O estilo e funcionalidade do produto são os atributos que pesam nas decisões comerciais e estão pautadas na gerência do risco, que “é muito maior na introdução de um novo estilo” (BAXTER, 2011, p. 44). A introdução do estilo “rabo de peixe”, nos anos 1930, nos automóveis dos EUA foi muito copiada. Mas, em 1959 os fabricantes se deram conta de que os carros carregavam meia tonelada adicional de metal, desnecessária. Figura 1 – Início e fim do estilo “rabo de peixe” na indústria automobilística Fonte: elaborada pela autora.

em direção ao produto. Há quatro caminhos para que ocorra essa atratividade. O primeiro diz respeito ao produto já ser conhecido – a venda repetida muitas vezes é que garante o sucesso comercial de um produto. É essencial que o cliente o adquira com frequência. Ao quebrar essa regularidade, seja porque a embalagem foi mudada, por exemplo, quebra-se essa ligação. Por isso é importante manter a identidade visual. De outro modo, se os clientes sentirem que foram induzidos a comprar um produto novo, cuja única mudança está na embalagem, irão se sentir enganados. De nada adianta se um cortador de grama for inovador e revolucionário, mas se o consumidor passar por ele e não o notar. Esse é um aspecto importante no estilo do produto, e do ponto de vista do marketing e vendas, é necessário manter o vínculo com o cliente tradicional. Dessa forma, a imagem anterior do produto deve ser respeitada quando for reestilizada. O segundo é relativo à atração semântica – ao cliente que não teve contato anterior com o produto –, em que é necessário que ele sinta confiança pelo produto por meio da imagem visual. Também é necessário que o consumidor sinta que o produto irá desempenhar sua funcionalidade, o que é diferente de fazer o produto funcionar bem. Muitas vezes não há como testar o produto, e a aparência visual irá facilitar na resolução desse questionamento. O terceiro relaciona-se à atração simbólica, ou seja, se a aparência do produto for o fator preponderante para sua compra, é preciso desenvolver outra ação em torno do estilo. O simbolismo impacta de tal modo que a confiança do consumidor é adquirida na medida em que ele sinta sua autoimagem refletida no produto, que irá auxiliar o consumidor a formar sua imagem perante a sociedade. Incorporar valor simbólico em objetos de uso pessoal, como joia e roupas, é uma das estratégias. O produto terá mais chances de ser

adquirido se ao usá-lo, seja capaz de transmitir uma mensagem, de uma pessoa que queira se mostrar refinada, sofisticada, diferente, inovador e assim por diante. O quarto elemento tem conexão com a atração intrínseca da forma visual – elegância e beleza –, e é a qualidade básica para promover atração visual em qualquer produto. Isso tem relação com o modo como aspectos de percepção visual e determinantes sociais e culturais são incorporados ao produto, como já abordados.

Referências

BAXTER, M. Projeto de produtos: guia prático para o design de novos produtos. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2011. HSUAN-NA, Tai. Design Conceitos e Métodos. São Paulo: Blucher, 2017. TEORIA EM PRÁTICA Uma mudança significativa tem ocorrido no universo pet, que movimenta cifras sempre em ascensão. Os animais domésticos, principalmente cães e gatos, passam cada vez mais a ser tratados como integrantes das famílias, e com demandas que movimentam e abrem novos nichos de consumo. Bebedouros ou comedouros controlados por aplicativos para dispensar alimento novo ou guias e roupas que seguem as tendências da moda aos calçados e todos sofisticados. Tudo o que for possível de se pensar para os animais, alguém colocará no mercado. Porém, infelizmente, uma parte significativa dos animais não tem acesso a todo esse universo de produtos e serviços que o mercado pet oferece. Muitos que foram comprados e presenteados, acabam sendo descartados nas ruas. Deste modo, é comum encontrar por todas as ruas do país animais domésticos abandonados que passam fome, sede e ainda sofrem com as variações climáticas. Não há abrigos para todos e, assim,

públicas, órgãos públicos, anais de eventos científicos ou periódicos científicos, todos acessíveis pela internet. Isso não significa que o protagonismo da sua jornada de autodesenvolvimento deva mudar de foco. Reconhecemos que você é a autoridade máxima da sua própria vida e deve, portanto, assumir uma postura autônoma nos estudos e na construção da sua carreira profissional. Por isso, nós o convidamos a explorar todas as possibilidades da nossa Biblioteca Virtual e além! Sucesso! Indicação 1 O livro é composto por quatro unidades enfocando uma introdução ao projeto de produtos e processos. Na unidade 2, o foco é a gestão do planejamento e desenvolvimento de processos e de produtos. Na unidade 3, a abordagem está em torno dos tipos e características de projetos e processos. Na unidade 4, o foco é no desenvolvimento do produto final. PAULA, L. N.; CARDOSO, A. P.; WOITAS N. Desenvolvimento de produto. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2018. Indicação 2 O artigo integra uma pesquisa que parte da necessidade de melhorar o desempenho criativo e crítico em projetos de desenvolvimento de produtos de estudantes. Tem, ainda, por finalidade verificar os efeitos da intervenção por meio da comparação do desempenho criativo e crítico dos estudantes pré e pós-intervenção.

CLEMENTE, V.; TSCHIMMEL, K.; VIEIRA, R. Pensamento criativo e crítico no Desenvolvimento de Produto: uma intervenção didática baseada no Design Thinking. Revista Lusófona de Educação, Lisboa, v. 32, ed. 32, p. 75 -92, 2016. QUIZ Prezado aluno, as questões do Quiz têm como propósito a verificação de leitura dos itens Direto ao Ponto , Para Saber Mais , Teoria em Prática e Leitura Fundamental , presentes neste Aprendizagem em Foco****. Para as avaliações virtuais e presenciais, as questões serão elaboradas a partir de todos os itens do Aprendizagem em Foco e dos slides usados para a gravação das videoaulas, além de questões de interpretação com embasamento no cabeçalho da questão.

  1. Ao unir as qualidades de um produto que consiga chamar a atenção e se tornar desejável, os consumidores sentirão como se estivessem sendo “arrastados” em direção ao produto. Assinale o fator que leva o consumidor a ter sua atenção despertada por um produto, em detrimento dos demais. a. O produto já ser conhecido. A venda repetida pode ser a razão do sucesso comercial o produto. b. Atração simbólica. A imagem visual transmite confiança ao consumidor e que o produto é funcional. c. Atração semântica. Irá auxiliar o consumidor a formar sua imagem perante a sociedade. d. O produto terá mais chances de ser adquirido se, ao usá-lo, a pessoa transmitir a mensagem de funcionalidade.

erros, e atento a um problema a ser resolvido. O consumidor não participou da tomada de decisão, assim como não havia premiação para o desenvolvimento do produto. Também não havia grupos de consumidores opinando e nem mesmo ações de cocriação nesse momento.

Desenvolvimento de produtos nos Métodos Funil ou Cascata


Autoria: Aida Franco de Lima Leitura crítica: Silvana Bárbara Gonçalves da Silva TEMA 2

apresentação e modelos, isto é, a configuração; e iv) o projeto em detalhes para a elaboração. Nesse contexto, o gerenciamento das etapas do Funil centram-se em quatro partes essenciais, as quais são:

  1. Inicia no processo de desenvolvimento, no qual as ideias são exploradas para um teste de mercado. O produto pode ser demonstrado por meio de um desenho de apresentação, que será visto por um número reduzido de possíveis consumidores ou vendedores.
  2. Inclui a especificação da oportunidade e do projeto, voltando- se para o projeto conceitual, no qual é selecionado o melhor conceito.
  3. Selecionado, passado por um teste de mercado e, sendo esse satisfatório, serão iniciadas as configurações do produto. Pode ser que ocorra uma retroalimentação em uma das partes das etapas para compreender em quais mudanças implicam e, caso necessário, revisar especificações de oportunidades. Isso poderá gerar revisões das especificações, como de seu projeto conceitual.
  4. Essa etapa se relaciona aos desenhos detalhados do produto e de seus componentes, desenhos para fabricação e elaboração do protótipo. A aprovação final desta etapa encerra o processo de desenvolvimento do produto, que irá, então, para a produção e lançamento no mercado. O Método em Cascata, em inglês denominado de Waterfall, está dentro do escopo que também é denominado de abordagem preditiva ou tradicional, muito empregado pelas organizações de modo geral. Considerado como método preditivo, necessita clareza: no desenvolvimento do escopo e na missão; especificação das atividades, objetivos e sequência; realização prévia de esboço do plano-mestre bem como das atividades e planos de finanças e

recursos. Na sequência, plano-mestre e demais são finalizados. Por fim, ocorre a comunicação, os planos de informação para, então, ocorrer a decisão ou revisão necessária, conforme aponta Keeling e Branco (2018). O planejamento é detalhado, abrangendo todas as fases essenciais, inclusive em torno do orçamento, o que mais tarde levará à denominação de preditivo. Sem possibilidades de flexibilidade no seu curso, é mais adequado aos projetos de prazos mais reduzidos. Há de se pensar que projetos de longo prazo podem requerer alterações em virtude das oscilações do mercado, principalmente em relação aos custos. O desenvolvimento rápido em cascata é mais atual, e normalmente é usado para lançar produtos ao mercado mais rapidamente. Ocorre por meio do agrupamento de desenvolvimento em raias paralelas independentes e se torna um desafio as agrupar de modo a conseguir um desenvolvimento rápido e efetivo. O propósito desse modelo é finalizar o projeto o mais rápido possível, de forma a implementar as entregas mais cedo. Isso pode ocorrer em decorrência das pressões da equipe de marketing, interessada em lançar os produtos o mais rapidamente possível no mercado. A aplicabilidade dessa variação necessita ocorrer durante a execução da fase de planejamento, lembrando que essa ocorre uma única vez no modelo em cascata padrão.

que seria considerada a primeira caneta esferográfica comercial. Quem as distribuía era um fabricante de canetas-tinteiro, de nome Eversharp. Mas, antes de as canetas chegarem para que fossem comercializadas, em Chicago (EUA), um comerciante chamado Milton Reynolds, já tinha conhecido a caneta e lançou uma cópia. A venda da réplica provocou uma batalha judicial até que veio a informação que há 50 anos uma outra patente já tinha sido registrada. Reynolds ganhou rios de dinheiro e ainda conquistou o mérito de ser o criador da primeira caneta esferográfica retrátil. Porém, as canetas pecavam na qualidade. As canetas falhavam, vasavam ou não permitiam que a escrita fosse uniforme. Ambos os comerciantes viram as vendas despencarem e saíram do mercado. Então, aparece Parker para inovar o produto e corrige os problemas que tinham estagnado as vendas. Desse modo, ele consegue brilhar no mercado por muito tempo. Entretanto, o verdadeiro pioneiro no quesito comercial é a empresa francesa Bic, que adotou a ideia de um produto descartável, no lugar de substituir a carga. Com esse novo conceito, as canetas Bic custavam algo em torno de meio dólar, enquanto as outras e as canetas tinteiro era muito mais caras. As canetas tinteiros ficaram obsoletas, e hoje é peça de colecionador. Com uma estratégia defensiva, a Bic fez uma releitura das canetas de Parker, porém, aperfeiçoou seu design, incrementou sua engenharia de produção e transformou um produto relativamente caro e durável, em algo de baixo custo e descartável, abocanhando um grande nicho de mercado. Baxter (2011), que relata essa história, explica o quanto é difícil atribuir o pioneirismo a uma só pessoa. Isso porque os irmãos Biro perceberam que sua ideia já havia sido registrada há 50 anos. A estratégia pioneira nem sempre é do inventor, pois um outro que introduz uma mudança radical e o inova também, tem um papel fundamental. E, para completar, necessita-se de um grande

esforço para transformar um excelente produto em sucesso de vendas.

Referências

BAXTER, M. Projeto de produtos: guia prático para o design de novos produtos. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2011. TEORIA EM PRÁTICA O uso de produtos descartáveis tem seus prós e contras. Entre os benefícios estão a facilidade de determinados produtos que facilitam a vida cotidiana, como exemplo, as embalagens para comidas rápidas que podem ir direto ao micro-ondas ou as latas de refrigerantes disponíveis de modo tão prático. Porém, por outra perspectiva, também nos deparamos com o excesso de lixo oriundo dos produtos descartáveis, como as conhecidas garrafas PET, sacolas ou mesmo os canudos de plástico. No Brasil, por volta de 2018, essa discussão veio à tona e redes e marcas conhecidas anunciaram que não mais usariam os canudos ou sacolas. Dados revelam que se alguma medida não for tomada, em 2050 teremos mais canudos nos mares que peixes. A maioria desses produtos, feita de material que não se decompõe, como polipropileno e poliestireno, tem a capacidade de poluir por mais de mil anos. Quais alternativas poderiam ser implementadas para continuar proporcionando comodidade com produtos descartáveis, porém, sem ameaçar de modo tão impactante o planeta? Para conhecer a resolução comentada proposta pelo professor, acesse a videoaula deste Teoria em Prática no ambiente de aprendizagem.