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Desinfeccao, Notas de estudo de Cultura

Desinfecção e esterilização

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 26/06/2012

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ACTA ORTOP BRAS 2(4) - OUT/DEZ,
1994
Desinfecção e esterilização
1
ARTIGO DE REVISÃO E ATUALIZAÇÃO
Desinfecção e esterilização
Erika de Meirelles Kalil 1
Aldo José Fernando da Costa 1
Os ferimentos eram lavados diariamente com uma
esponja que servia a todos os pacientes. Todos esses
ferimentos tornavam-se infectados. A mortalidade após
amputação era em torno de 60%. Só as alas ocupadas
pelas enfermarias de maternidade e cirurgia eram
aquecidas e a água que se bebia provinha diretamente
do Sena. A ala da maternidade era localizada no porão
e freqüentemente enchentes do Sena levavam água e
lixo ao chão desta ala. A febre puerperal era comum e
uma, epidêmica, em 1746, matou 19 de 20 mulheres.
0 triunfo de Florence Nightingale na Criméa foi bem
documentado. Contra uma intrincada e hostil
burocracia militar ela, convincentemente, mostrou que
boas comida e água e ambiente limpo podiam resultar
em queda das taxas de mortalidade em um hospital
militar Seu interesse em higiene hospitalar nunca
decresceu...
"Esterilizadores completaram a evolução para uma
abordagem verdadeiramente asséptica - qualquer
objeto a entrar em contato com o paciente deveria ser
esterilizado... os dados disponíveis sugeriam que
cirurgias eletivas limpas poderiam ser realizadas com
taxas de infecção pós-operatória entre 2 e 5%. 
(Trechos extraídos do livro Prevention and Control of
Nosocomial lnfections, Richard P. Wenzel - 1987)
Desde os primórdios das atividades referentes à área de saúde,
o ser humano tem-se batido com o fator infecção, sendo
freqüentemente derrotado. Essas derrotas, porém, vêm, através
da história, diminuindo em número devido às atenções que
gradualmente foram sendo dispensadas à limpeza, à higiene,
às boas condições ambientais e alimentares, evoluindo para a
desinfecção e a esterilização de materiais hospitalares, entre
outros fatores não menos importantes.
Desinfecção, esterilização e acondicionamento apropriado de
lixo hospitalar tornaram-se fatores de importância capital no
tocante ao controle de infecção hospitalar, garantindo
condições para a recuperação dos pacientes, bem como para
1. Residente de 2 0ano do IOT-HC-FMUSP.
a segurança dos mesmos e das equipes de profissionais de
saúde envolvidas nas atividades hospitalares.
Esterilização é a eliminação ou destruição completa de todas
as formas de vida microbiana, sendo executada no próprio
hospital através de processos físicos ou químicos.
Desinfecção é o processo que elimina todos os
microorganismos ou objetos inanimados patológicos, com
exceção dos endosporos bacterianos. Esse processo não deve
ser confundido com a esterilização, visto que não elimina
totalmente todas as formas de vida microbiana. Por definição,
os dois procedimentos diferem quanto à capacidade para
eliminação dos esporos, propriedade inerente à esterilização.
Alguns desinfetantes, os quimioesterilizadores, podem
eliminar esporos com tempo de exposição prolongado (seis a
dez horas). Em concentrações similares, esses mesmos
desinfetantes, em período de exposição menor do que 30
minutos, por exemplo, podem eliminar microorganismos vi-
vos, com exceção dos endosporos bacterianos, sendo então
denominados desinfetantes de alto nível. Outros podem
destruir bactérias vegetativas, fungos e vírus lipofílicos em
aproximadamente dez minutos (desinfetantes de baixo nível)
e há os que destróem o bacilo da tuberculose e vírus hidrofílicos
em períodos algo superiores a 30 minutos (desinfetantes de
nível intermediário). Feitas essas considerações, pode-se
concluir que os germicidas diferem entre si basicamente
quanto ao espectro antimicrobiano e à rapidez com que agem.
Outro processo envolvido no controle da infecção hospitalar
é a limpeza, que consiste em remoção de materiais estranhos
aos objetos (como sangue, fragmentos de tecidos orgânicos,
sujeira, etc.) com água, podendo-se utilizar também algum
tipo de detergente. A limpeza deve, obrigatoriamente, preceder
a desinfecção e a esterilização.
A descontaminação é o processo pelo qual um objeto tem
removidos os microorganismos patológicos, tornando se
seguro para ser manuseado pelos profissionais competentes.
Em 1968, Spaulding propôs uma abordagem racional à
desinfecção e à esterilização, dividindo o material usado nos
cuidados aos pacientes em três distintas categorias,
baseando-se no grau de risco de infecção envolvido, a saber:
artigos críticos, artigos semicríticos e artigos não críticos.
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ACTA ORTOP BRAS 2(4) - OUT/DEZ, 1

ARTIGO DE REVIS√O E ATUALIZA«√O

DesinfecÁ„o e esterilizaÁ„o

Erika de Meirelles Kalil 1 Aldo JosÈ Fernando da Costa 1

ìOs ferimentos eram lavados diariamente com uma esponja que servia a todos os pacientes. Todos esses ferimentos tornavam-se infectados. A mortalidade apÛs amputaÁ„o era em torno de 60%. SÛ as alas ocupadas pelas enfermarias de maternidade e cirurgia eram aquecidas e a ·gua que se bebia provinha diretamente do Sena. A ala da maternidade era localizada no por„o e freq¸entemente enchentes do Sena levavam ·gua e lixo ao ch„o desta ala. A febre puerperal era comum e uma, epidÍmica, em 1746, matou 19 de 20 mulheres. ì0 triunfo de Florence Nightingale na CrimÈa foi bem documentado. Contra uma intrincada e hostil burocracia militar ela, convincentemente, mostrou que boas comida e ·gua e ambiente limpo podiam resultar em queda das taxas de mortalidade em um hospital militar Seu interesse em higiene hospitalar nunca decresceu... "Esterilizadores completaram a evoluÁ„o para uma abordagem verdadeiramente assÈptica - qualquer objeto a entrar em contato com o paciente deveria ser esterilizado... os dados disponÌveis sugeriam que cirurgias eletivas limpas poderiam ser realizadas com taxas de infecÁ„o pÛs-operatÛria entre 2 e 5%. ì

(Trechos extraÌdos do livro ëPrevention and Control of Nosocomial lnfectionsî, Richard P. Wenzel - 1987)

Desde os primÛrdios das atividades referentes ‡ ·rea de sa˙de, o ser humano tem-se batido com o fator infecÁ„o, sendo freq¸entemente derrotado. Essas derrotas, porÈm, vÍm, atravÈs da histÛria, diminuindo em n˙mero devido ‡s atenÁıes que gradualmente foram sendo dispensadas ‡ limpeza, ‡ higiene, ‡s boas condiÁıes ambientais e alimentares, evoluindo para a desinfecÁ„o e a esterilizaÁ„o de materiais hospitalares, entre outros fatores n„o menos importantes. DesinfecÁ„o, esterilizaÁ„o e acondicionamento apropriado de lixo hospitalar tornaram-se fatores de import‚ncia capital no tocante ao controle de infecÁ„o hospitalar, garantindo condiÁıes para a recuperaÁ„o dos pacientes, bem como para

  1. Residente de 2 0ano do IOT-HC-FMUSP.

a seguranÁa dos mesmos e das equipes de profissionais de sa˙de envolvidas nas atividades hospitalares. EsterilizaÁ„o È a eliminaÁ„o ou destruiÁ„o completa de todas as formas de vida microbiana, sendo executada no prÛprio hospital atravÈs de processos fÌsicos ou quÌmicos. DesinfecÁ„o È o processo que elimina todos os microorganismos ou objetos inanimados patolÛgicos, com exceÁ„o dos endosporos bacterianos. Esse processo n„o deve ser confundido com a esterilizaÁ„o, visto que n„o elimina totalmente todas as formas de vida microbiana. Por definiÁ„o, os dois procedimentos diferem quanto ‡ capacidade para eliminaÁ„o dos esporos, propriedade inerente ‡ esterilizaÁ„o. Alguns desinfetantes, os quimioesterilizadores, podem eliminar esporos com tempo de exposiÁ„o prolongado (seis a dez horas). Em concentraÁıes similares, esses mesmos desinfetantes, em perÌodo de exposiÁ„o menor do que 30 minutos, por exemplo, podem eliminar microorganismos vi- vos, com exceÁ„o dos endosporos bacterianos, sendo ent„o denominados desinfetantes de alto nÌvel. Outros podem destruir bactÈrias vegetativas, fungos e vÌrus lipofÌlicos em aproximadamente dez minutos (desinfetantes de baixo nÌvel) e h· os que destrÛem o bacilo da tuberculose e vÌrus hidrofÌlicos em perÌodos algo superiores a 30 minutos (desinfetantes de nÌvel intermedi·rio). Feitas essas consideraÁıes, pode-se concluir que os germicidas diferem entre si basicamente quanto ao espectro antimicrobiano e ‡ rapidez com que agem. Outro processo envolvido no controle da infecÁ„o hospitalar È a limpeza, que consiste em remoÁ„o de materiais estranhos aos objetos (como sangue, fragmentos de tecidos org‚nicos, sujeira, etc.) com ·gua, podendo-se utilizar tambÈm algum tipo de detergente. A limpeza deve, obrigatoriamente, preceder a desinfecÁ„o e a esterilizaÁ„o. A descontaminaÁ„o È o processo pelo qual um objeto tem removidos os microorganismos patolÛgicos, tornando se seguro para ser manuseado pelos profissionais competentes. Em 1968, Spaulding propÙs uma abordagem racional ‡ desinfecÁ„o e ‡ esterilizaÁ„o, dividindo o material usado nos cuidados aos pacientes em trÍs distintas categorias, baseando-se no grau de risco de infecÁ„o envolvido, a saber: artigos crÌticos, artigos semicrÌticos e artigos n„o crÌticos.

ACTA ORTOP BRAS 2(4) - OUT/DEZ, 2

Os artigos crÌticos oferecem alto risco de infecÁ„o hospitalar, caracterizados pela contaminaÁ„o com microorganismos elou esporos bacterianos. S„o incluÌdos nesta categoria o material cir˙rgico, os cateteres cardÌacos e vesicais, os implantes, os fluidos para aplicaÁ„o intravenosa e as agulhas de punÁ„o. Devem ser tratados com autoclavaÁ„o, com Ûxido de etileno ou com quimioesterilizadores, se os outros mÈtodos forem inadequados. Os artigos semicrÌticos s„o os objetos que entram em contato com pele lesada e/ou mucosas, devendo estar livres de todos os microorganismos, com exceÁ„o dos esporos bacterianos. Pertencem a este grupo o equipamento de anestesia e de terapia respiratÛria, endoscÛpios gastrintestinais e termÙmetros. Necessitam de desinfecÁ„o de alto nÌvel, com pasteurizaÁ„o ˙mida ou germicidas quÌmicos, como glutaraldeÌdo, perÛxido de hidrogÍnio estabilizado, ·lcool etÌlico e compostos biclorados. ApÛs a utilizaÁ„o de qualquer um desses mÈtodos, o objeto deve ser lavado com composto clorado e seco com um mÈtodo que n„o o recontamine, como ar quente filtrado, sendo depois devidamente embalado. Os artigos n„o crÌticos s„o os que entram em contato apenas com a pele Ìntegra. Seriam os lenÁÛis, os manguitos dos esfigmomanÙmetros, muletas, alguns utensÌlios de alimentaÁ„o, mesas de cabeceira e mÛveis. Estes podem ser devidamente limpos com desinfetantes de baixo nÌvel, como ·lcool etÌlico ou isopropÌlico, hipoclorito de sÛdio, soluÁ„o detergente germicida fenÛlica ou iodofÛlica ou soluÁ„o detergente germicida amÙnica quatern·ria. Deve-se lembrar, no entanto, que as questıes de desinfecÁ„o e de esterilizaÁ„o n„o s„o assim t„o simples como se apresentam. … necess·rio considerar que existem processos inadequados para determinados tipos de material de uso hospitalar. H· materiais termol·beis ou termossensiveis por exemplo. Estes, em linhas gerais, podem ser esterilizados com Ûxido de etileno, sendo esta pr·tica, porÈm, bastante dispendiosa para o sistema hospitalar. 0 que se observa, muitas vezes, È a realizaÁ„o de desinfecÁ„o de alto nÌvel para materiais que deveriam ser esterilizados, em geral, materiais mÈdico-hospitalares semicrÌticos que foram contaminados com vÌrus da SIDA ou da hepatite B ou por bacilos da tuberculose; estes devem receber tratamento visando esterilizaÁ„o, e n„o desinfecÁ„o, obrigatoriamente. Outro ponto a ser considerado s„o os fatores que afetam diretamente a efic·cia dos germicidas. Observa-se que o n˙mero dos microorganismos no material a ser desinfectado acaba sendo proporcional ao tempo que o germicida leva para destruÌ-los. A localizaÁ„o desses mesmos microorganismos deve ser considerada; materiais compostos por v·rias peÁas devem ser desmontados para que o agente germicida possa agir sobre toda a sua superfÌcie, n„o poupando os microorganismos de serem atingidos pelo mesmo. N„o se pode esquecer da

resistÍncia inata de certos microorganismos, fato que deve ser tratado adequadamente, por exemplo, ampliando-se o tempo de exposiÁ„o do material ao germicida ou escolhendo-se agente mais adequado. Outra vari·vel È a concentraÁ„o do germicida; em geral, esta È proporcional ‡ potÍncia do mesmo. A temperatura, o pH, a umidade relativa e o peso molecular da ·gua utilizada devem ser observados para que se tenha atividade Ûtima do agente germicida. A matÈria org‚nica, como soro, pus, sangue ou fezes, pode interferir na atividade germicida por reaÁıes quÌmicas que a diminua ou a anule, ou protegendo os microorganismos como uma barreira que im- pede a atuaÁ„o do produto sobre os mesmos. Finalmente, deve-se respeitar o tempo estipulado de contato do material com o germicida, para que este ˙ltimo aja satisfatoriamente. Da mesma forma, n˙mero, tipo e localizaÁ„o dos microorganismos afetam os processos de esterilizaÁ„o, bem como a presenÁa de matÈria org‚nica, concentraÁ„o, tempo de exposiÁ„o e fatores fÌsicos, como temperatura e umidade relativa.

DESINFEC«√O

¡lcool S„o utilizados os ·lcoois etÌlico e isopropÌlico. S„o bactericidas r·pidos, eliminando tambÈm o bacilo da tuberculose, os fungos e os vÌrus, n„o agindo, porÈm, contra os esporos bacterianos. Sua concentraÁ„o Ûtima d·-se entre 60 e 90% por volume, sua atividade caindo muito com concentraÁ„o abaixo de 50%. Suas propriedades s„o atribuÌdas ao fato de causarem desnaturaÁ„o das proteÌnas quando na presenÁa de ·gua. Observa-se tambÈm aÁ„o bacteriost·tica pela inibiÁ„o da produÁ„o de metabÛlitos essenciais para a divis„o celular r·pida. S„o usados como desinfetante de alto nÌvel para alguns materiais semicrÌticos e para os n„o crÌticos. N„o se prestam ‡ esterilizaÁ„o, por n„o apresentarem atividade contra esporos bacterianos. Os ·lcoois n„o devem ser usados em materiais constituÌdos de borracha e certos tipos de pl·sticos, podendo danific·-los. Evaporam rapidamente, dificultando exposiÁ„o prolongada, a n„o ser por imers„o do material a ser desinfetado. Compostos biclorados Geralmente usam-se os hipocloritos, de sÛdio ou c·lcio, apresentando estes amplo espectro de atividade antimicrobiana, com baixo custo e aÁ„o r·pida. S„o fatores que levam ‡ sua decomposiÁ„o, interferindo em suas propriedades, temperatura, concentraÁ„o, presenÁa de luz e pH. Acredita-se que estes produtos agem por inibiÁ„o de algumas reaÁıes enzim·ticas-chave dentro das cÈlulas, por desnaturaÁ„o de proteÌna e por inativaÁ„o do ·cido nuclÈico. S„o ativos contra bacilo da tuberculose, vÌrus e fungos. S„o geralmente usados para desinfecÁ„o de materiais n„o crÌticos.

ACTA ORTOP BRAS 2(4) - OUT/DEZ, 4

para tecidos destinados a transplantes, drogas, etc. Para outros artigos, perde para o Ûxido de etileno, justamente devido a seu custo. QuÌmicos lÌquidos H· v·rias subst‚ncias quÌmicas que se prestam ‡ esterilizaÁ„o quando aplicadas por perÌodo de seis a dez horas. S„o recomendadas somente para aqueles materiais que n„o podem ser esterilizados por calor ou Ûxido de etileno. FiltraÁ„o … usada para remover bactÈrias de fluidos farmacÍuticos termol·beis que n„o podem ser esterilizados de outra forma. Ondas curtas Tem-se mostrado eficaz para inativar culturas bacterianas, vÌrus e alguns esporos bacterianos. Deve passar por melhor avaliaÁ„o para seu uso hospitalar.

PR¡TICAS DE ESTERILIZA«√O

As ·reas de processamento de material devem ser divididas, no mÌnimo, em trÍs ·reas: descontaminaÁ„o, acondicionamento e esterilizaÁ„o/armazenamento. Ao menos a ·rea de desinfecÁ„o deve ser separada das outras duas por barreiras fÌsicas, sendo aÌ que o material ser· recebido, separado e descontaminado. A ·rea destinada ao acondicionamento do material o ser· ao material limpo, porÈm n„o estÈril. A ·rea de armazenamento deve ser de acesso restrito, com temperatura controlada (65 a 72∞C) e com umidade relativa em torno de 35 a 50%. A esterilizaÁ„o deve ser monitorizada para que se garanta que seu objetivo foi atingido. Pode-se lanÁar m„o de indicadores locados preferencialmente dentro da embalagem do material, e n„o fora da mesma, como È pr·tica corrente. Dessa forma, pode-se garantir que qualquer que tenha sido o mÈtodo utilizado para a esterilizaÁ„o, o mesmo atingiu o objeto dentro de seu invÛlucro. 0 funcionamento do equipamento de esterilizaÁ„o pode ser monitorizado por fatores biolÛgicos, como esporos bacterianos. Os artigos que levantarem suspeita quanto ao processo de esterilizaÁ„o ao qual foram submetidos devem obrigatoriamente ser considerados n„o estÈreis; por exemplo, presenÁa de umidade dentro de uma caixa de mate- rial cir˙rgico submetida a esterilizaÁ„o por vapor ˙mido. Quanto ao invÛlucro, exigem-se algumas caracterÌsticas, como permeabilidade ao agente esterilizante, resistÍncia ao calor, ‡ traÁ„o e ao manuseio, impermeabilidade a partÌculas microscÛpicas e isenÁ„o de nutrientes microbianos (amidos) e resÌduos tÛxicos (corantes e alvejantes). H· grande variedade

de materiais utilizados como invÛlucro. Quanto ‡ adequaÁ„o dos mesmos aos processos de esterilizaÁ„o de uso corrente:

Embalagem Processos

Algod„o cru Musselina Papel kraft Papel grau cir˙rgico Papel laminado com polietileno Papel laminado com polipropileno L‚minas de aluminio

Vapor sim sim sim sim n„o sim n„o

Calor seco n„o n„o n„o n„o n„o n„o sim

”xido de etileno sim sim sim sim sim n„o n„o

CRIT…RIOS PARA SISTEMAS DE ESTERILIZA«√O

  1. Uso de baixas temperaturas (menos de 60∞C);
  2. Ser compatÌvel com diferentes materiais: pl·stico ou
  3. Ser um mÈtodo r·pido;
  4. Ser n„o tÛxico para quem o manuseia;
  5. Ser seguro aos materiais a serem esterilizados;
  6. Ser seguro ao meio ambiente;
  7. N„o deixar residuos no artigo;
  8. Manter atividade frente a residuos org‚nicos;
  9. Diminuir a margem de erro humano. Deve ser de f·cil manuseio;
  10. Uso ˙nico de esterilizante, evitando ser esta uma fonte de contaminaÁ„o cruzada;
  11. Ser de baixo custo operacional.

REFER NCIAS

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  2. Crow, S.: Sterilization processes. Meeting the demands of todayís health care technology. Nurs Clin North Am 28: 687-695, 1993.
  3. Fuller, A.: Infection control. Sterilizing instruments. Nurs Times 88: 64-65, 1992.
  4. Maker, V.K. & Kaplan, R.L.: Contact neodymium-yttrium-aluminum garnet laser acts as a sterilizing scalpel. Surg Gynecol Obstet 170: 17-20, 1990.
  5. Palenik, C.J. & Cumberlander, N.D.: Effects of steam sterilization on the contents of sharps containers. Am J Infect Control 21: 28-33, 1993.
  6. Pollack, S.V.: Rapid instrument sterilization. J Dermatol Surg Oncol 16: 438-439, 1990.
  7. Rutala, W.A.: Disinfection, sterilization, and waste disposal; in Wenzel, R.P. (ed): Prevention and Control of Nosocomial Infections, Baltimore, Williams & Wilkins, 1987, p. 257~282.
  8. Tan, R. & Noble, M.A.: Sharps utilization and disposal in British Columbia physiciansíoffices. Can J Public Health 84: 31-34, 1993.
  9. Widmer, A.F., Houston, A., Bollinger, E. & Wenzel R.P.: A new stan dard for sterility testing for autoclaved surgical trays. J Hosp Infect 2 1: 253-260, 1992.