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Doce de leite, Notas de estudo de Agronomia

doce de leite produtos agropecuaria

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/05/2010

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DOCE DE LEITE
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DOCE DE LEITE

DOCE DE LEITE

I – GENERALIDADES

A origem do Doce de Leite não é bem conhecida, entretanto segundo estudiosos, este derivado do leite só é produzido e consumido em alguns países da América do Sul. Tecnologicamente, o Doce de Leite se enquadra segundo a legislação em vigor, entre os leites conservados por evaporação e adição de açúcar, de modo que, dada à alta pressão osmótica criada ele pode ser mantido à temperatura ambiente sem sofrer praticamente a ação de microrganismos.

II – DEFINIÇÃO

Entende-se por Doce de Leite o produto, com ou sem adição de outras substâncias alimentícias, obtido por concentração e ação do calor à pressão normal ou reduzida, do leite ou leite reconstituído com ou sem adição de sólidos de origem láctea e/ou creme e adicionado de sacarose (parcialmente substituída ou não por monossacarídeos e/ou outros dissacarídeos). Pode ser adicionado ou não de aromatizantes, creme, chocolate, frutas cristalizadas, amêndoas, até a concentração adequada e parcial caramelização.

III – ADIÇÕES AUTORIZADAS (DILEI)

  • Bicarbonato de Sódio
  • Citrato de Sódio / Fosfato Dissódico
  • Glicose
  • Estabilizantes (Max. 1 %)
  • Corante
  • Amido Modificado

IV – MATÉRIA PRIMA

  • Leite Integral ou parcialmente desnatado, reconstituído ou não.

V – MEMORIAL DESCRITIVO DE FABRICAÇÃO

SELEÇÃO

  • Leite com acidez de origem se possível (13 º D ).
  • Leite que apresente estabilidade térmica (prova do álcool).
  • Leite procedente de animais saudáveis.
  • Leite com conteúdo normal de EST (rendimento)
  • Recuse leite colostral
  • Tacho a vácuo: 30-40 minutos

PONTO

  • Determina uniformidade na cor e consistência entre tachadas
  • Controla rendimento
  • Avaliação do PONTO: » Areômetro de Baumé / Refratômetro » Teste Solubilidade / Viscosidade

ENVASE / TERMOSOLDÁGEM

  • Acondicionamento a quente (dosador)
  • Tipo de embalagem:
    • Latas de folha de flandres (diferentes capacidades)
    • Copos de vidro
    • Copos PP transparente
    • Caixas cartonadas (multifoliadas)
    • Bisnagas (aluminizadas / plásticas)
    • Baldes (plástico atóxico)
  • Após envasado é fechado por recravação / termosoldágem
  • Um choque térmico é aconselhável para maior “ Shelf Life”

VI - VARIEDADES

Obs. Após atingir o PONTO, o doce é retirado do tacho e batido até obtenção de consistência pastosa homogênea. As formas devem ser tratadas com agente antifúngico (Benzoato de sódio / sorbato de potássio).

VII - DEFEITOS x CAUSAS

IX – FLUXOGRAMA DE FABRICAÇÃO

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