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Prescrição do enfermeiro na área da saúde
Tipologia: Esquemas
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PREFEITURA MUNICIPAL DE DOURADOS
PREFEITURA MUNICIPAL DE DOURADOS-MS
PREFEITURA MUNICIPAL DE DOURADOS
Délia Godoy Razuk
Prefeito Municipal
Marisvaldo Zeuli
Vice- Prefeito
Renato Oliveira Garcez Vidigal
Secretário Municipal de Saúde
Berenice de Oliveira Machado Souza
Presidente do Conselho Municipal de Saúde
Marcio Grei Vital Alves de Figueiredo
Diretor Departamento de Atenção à Saúde
Mateus Tavares Fernandes
Diretor de Gestão Estratégica do SUS
Edvan Marcelo Morais Marques
Diretor de Vigilância em Saúde
Rafael Dornelas de Faria
Diretor de Gestão Operacional
Rafhael Henrique Torraca Augusto
Diretor de Gestão Financeira
PREFEITURA MUNICIPAL DE DOURADOS
O enfermeiro enquanto componente da equipe multidisciplinar na atenção ao
indivíduo/família/comunidade, deve atuar conjuntamente com outros profissionais de saúde
com o intuito de unir conhecimentos e disciplinas com vistas à promoção da qualidade de
vida e de saúde da população.
Com base na Lei do Exercício Profissional de Enfermagem n° 7.498 de 25 de junho de
1986, regulamentada pelo Decreto n° 94.406 de 08 de junho de 1987, pela Resolução COFEN
159/93 que dispõe sobre a Consulta de Enfermagem e também pela Resolução COFEN
358/2009 que dispõe sobre a Sistematização da Assistência de Enfermagem, o Enfermeiro
exerce privativamente a Consulta de Enfermagem e como integrante da equipe de saúde
realiza prescrição de medicamentos previamente estabelecidos em programas de saúde e
em rotina aprovada pela instituição de saúde.
O Processo de Enfermagem ou Consulta de Enfermagem constitui-se na dinâmica das
ações sistematizadas e inter-relacionadas, seguindo metodologia orientadora do cuidado e
do registro desta prática profissional.
A Consulta de Enfermagem deve estar baseada em suporte teórico que oriente e
ampare cada uma das etapas do processo, dentre eles a Coleta de dados de Enfermagem, o
Diagnóstico de Enfermagem, o Planejamento de Enfermagem, a Implementação e a
Avaliação de Enfermagem.
Neste contexto ressalta-se que a prescrição de medicamentos pode ser desenvolvida
durante o processo, de acordo com a necessidade, desde que incluídas na assistência
integral a saúde do individuo e respeitando o Art. 11, parágrafo II da lei 7.498/86, que
determina a “prescrição de medicamentos estabelecidos em programas de saúde publica e
em rotina aprovada pela instituição de saúde”. Além disso, a Política Nacional de Atenção
Básica, aprovada pela portaria 2488 de 21 de outubro de 2011, que estabelece a revisão de
diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a Estratégia Saúde da Família
(ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS), descreve como atribuição
específica do enfermeiro, a realização de consulta de enfermagem, procedimentos,
atividades em grupo e conforme protocolos ou outras normativas técnicas estabelecidas
pelo gestor federal, estadual, municipal ou do Distrito Federal, observadas as disposições
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legais da profissão, a solicitação de exames complementares, prescrição de medicações e o
encaminhamento, quando necessário, dos usuários a outros serviços.
Nesse sentido, tal protocolo tem como propósito normatizar a Prescrição de pelo
Enfermeiro dos medicamentos estabelecidos na Relação Municipal de Medicamentos -
REMUME e orientando os profissionais envolvidos neste processo, com base em legislações
vigentes e dados bibliográficos.
Orientações gerais quanto à prescrição de medicamentos O enfermeiro durante o processo da consulta de enfermagem poderá prescrever os
medicamentos previamente estabelecidos neste protocolo para um período de até 30 dias.
Nos casos de usuários com diabetes mellitus e hipertensão arterial sistêmica, desde
que estáveis, o enfermeiro manterá a prescrição iniciada pelo médico, contando que:
O paciente esteja presente à consulta de enfermagem; A última receita apresentada pelo usuário (ou existente no prontuário) não
esteja vencida há mais de 30 dias, ou seja, que o usuário não esteja sem o uso dos
medicamentos no momento;
O paciente não apresente sintomas ou demandas que exijam avaliação
médica imediata;
O enfermeiro, no momento da consulta, observe a adesão e os
conhecimentos do usuário sobre o uso dos medicamentos prescritos e realize educação do
usuário sobre o uso correto dos mesmos, incluindo orientações sobre dose, frequência de
uso, interações medicamentosas e com alimentos, e possíveis efeitos adversos;
O enfermeiro, no momento da consulta ou outra atividade relacionada,
oriente e incentive medidas não medicamentosas (exercício, dieta, cessação do tabagismo,
etc.) para o controle da doença de base, quando pertinente;
Se o paciente possuir problemas cognitivos (mesmo que em decorrência de
idade avançada), que o mesmo esteja acompanhado por responsável/cuidador.
Não seja realizada a retirada de medicamentos prescritos por profissional
médico ou alteração da dose/posologia. Havendo questionamentos quanto à necessidade de
uso, reações adversas ou qualquer outro problema relacionado ao medicamento, o
enfermeiro deverá encaminhar o usuário à consulta médica, discutindo o caso com o médico
da equipe e na ausência desse, outro médico da unidade/referência deverá ser acionado. A
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a) Escabiose : ● Com exsudato purulento : Consulta médica. ● Sem exsudato purulento : Consulta de enfermagem e tratamento medicamentoso.
Medicamento e prescrição:
1) Loção de Permetrina 1% (uso externo): Aplicar direto nos locais, de preferência à noite, aguardar de 08 a 14 horas e lavar em água corrente.
b) Pediculose : ● Com infecção secundária (exsudato purulento): Consulta médica. ● Sem infecção secundária: Consulta de enfermagem e tratamento medicamentoso.
Medicamento e prescrição:
1) Loção de Permetrina 1% (uso externo): Aplicar no couro cabeludo, aguardar de 10 a 15 minutos e enxaguar com água morna. Utilizar por três dias seguidos e repetir após 7 dias (usar com cautela em crianças menores de 2 anos).
OBS: Permetrina 5% pode ser convertida em Permetrina 1% diluindo-se 20 ml da solução de Permetrina 5% em 80 ml de água.
Principais reações adversas (Loção de Permetrina): Queimação, ardência e prurido transitório.
c) Parasitoses (Diagnóstico clínico e/ou laboratorial) ● Criança < 2 anos: Consulta médica e Consulta de enfermagem. ● Criança > 2 anos: Consulta de enfermagem e tratamento medicamentoso.
Medicamento e prescrição: Agente etiológico
Medicamento Apresentação Prescrição Observação
Helmintos Albendazol
Suspensão40mg /ml
10 ml dose única via oral
Repetir após 10 dias Comprimido 400mg
01 comprimido dose única via oral
Repetir após 10 dias
Protozoário Metronidazol*
Suspensão40mg/ ml
Utilizar 35mg/Kg de oito em oito horas por 10 dias via oral
Repetir após 10 dias
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Principais reações adversas Albendazol: Dor epigástrica ou abdominal, dor de cabeça, vertigem, enjoo, vômito ou diarreia (efeitos raros).
Metronidazol: Náuseas, cefaleia, anorexia e vômito. Diarreia, dor epigástrica, cólica abdominal, constipação, mucosite oral e alterações no paladar também podem ocorrer.
d) Doença respiratória – Tosse e/ou dificuldade para respirar ● Avaliar sinais e sintomas:
- Presença de Febre >38ºC, história pregressa de asma ou “bronquite”, frequência respiratória elevada: Consulta médica.
Frequência respiratória normal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) De 0 a 2 meses Até 60mrm* De 2 a 11 meses Até 50mrm De 12 meses a 5 anos Até 40mrm De 6 a 8 anos Até 30mrm Acima de 8 anos Até 20mrm *mrm: movimentos respiratórios por minuto
- Ausência dos sinais e sintomas acima descritos: Consulta com enfermeiro e tratamento medicamentoso.
Medicamento e prescrição:
1) Mikania glomerata (Guaco) : Crianças de 3 a 5 anos - 5ml, 3 vezes ao dia via oral. Crianças > 5 anos - 7,5ml, 3 vezes ao dia via oral. Utilizar por no máximo 30 dias.
Contraindicações
2) Lavagem nasal: Aplicar 1 ml de SF 0,9% em cada narina, ou utilizar uma a duas gotas de solução nasal 0,9%.
e) Diarreia ● Crianças < 2 meses com disenteria ou de 2 meses a 5 anos com desidratação grave: Consulta médica.
Sinais de gravidade de desidratação: letargia, inconsciência, inquietude, irritação, olhos fundos, sinal da prega presente (a prega cutânea retorna lentamente ao estado natural), ou
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● Crianças de 2 meses a 5 anos sem desidratação (Plano A) ou desidratação moderada (Plano B): Consulta com enfermeiro e tratamento medicamentoso.
● Plano A
● Plano B
f) Febre ● Avaliar:
- Presença de Febre >38ºC, sinais gerais de perigo(rigidez de nuca, petéquias, abaulamento da fontanela): Consulta médica. - Ausência dos sinais e sintomas acima descritos: Consulta com enfermeiro e tratamento medicamentoso.
Medicamento e prescrição:
1) Paracetamol 200mg/ml: Se temperatura maior que 37,8°C administrar 10 a 15mg/Kg/dose de 6 em 6 horas por via oral. Caso persista retornar à unidade de saúde.
2) Dipirona 500mg/ml: Se temperatura maior que 37,8°C administrar 1(uma) gota/kg de 6 em 6 horas por via oral. Caso persista retornar à unidade de saúde.
Principais reações adversas Paracetamol: Hepatotoxicidade. Pode ocorrer reação de hipersensibilidade, sendo descritos casos de erupções cutâneas, urticária, eritema pigmentar fixo, broncoespasmo, angioedema e choque anafilático. Não ultrapassar o limite de 35 gotas por dose.
Dipirona: Reações anafiláticas. Raramente a Dipirona monoidratada pode causar reações anafiláticas que, em casos muito raros, podem se tornar graves. Reações anafiláticas leves manifestam-se na forma de sintomas cutâneos ou nas mucosas (prurido, ardor, rubor, urticária, inchaço), dispneia e, menos frequentemente, sintomas gastrintestinais. Estas reações leves podem progredir para formas graves com urticária generalizada, angioedema grave, broncoespasmo grave, arritmias cardíacas e queda da pressão sanguínea.
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g) Alimentação e nutrição
Medicamento e prescrição:
1) Sulfato ferroso 25mg/ml
Definição de anemia para crianças, por faixa etária, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Menores de cinco anos Níveis de hemoglobina inferiores a 11g/dl Entre 5 e 11 anos Níveis de hemoglobina inferiores a 11,5g/dl Entre 12 e 14 anos Níveis de hemoglobina inferiores a 12g/dl
Principais reações adversas (Sulfato ferroso): Pacientes mais sensíveis quando submetidos à terapia com ferro podem, ocasionalmente, apresentar distúrbios gastrintestinais, tais como, náuseas, vômitos, diarreia, dor epigástrica, cólica e constipação intestinal.
h) Candidíase oral (monilíase)
Medicamento e prescrição:
1) Nistatina Suspensão oral 100.000 UI/ml: Aplicar 1 (um) conta-gota(dose equivalente a 1ml) de 6/6 horas na boca da criança por 8 dias.
OBS: Orientar o responsável pela criança a lavar as mãos e antes de aplicar o medicamento limpar a boca da criança suavemente com um pano limpo e umedecido com água, enrolado em um dedo.
Principais reações adversas (Nistatina): A Nistatina apresenta grande tolerância inclusive por crianças debilitadas mesmo em terapia prolongada. Grandes doses orais podem produzir diarreia, distúrbios gastrintestinais, náuseas e vômitos.
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c) Queixas mais frequentes em gestantes
● Pirose e Azia
Medicamento e prescrição:
1) Hidróxido de Alumínio suspensão oral 61,5 mg/ml: Prescrever 10 ml por via oral após as refeições e ao deitar-se. Evitar o uso por períodos maiores que 2 (duas) semanas.
Principais reações adversas (Hidróxido de Alumínio): Por possuir ação adstringente, o hidróxido de alumínio pode causar constipação intestinal. A administração de altas doses pode causar obstrução intestinal, além de náuseas e vômitos.
● Flatulência e Obstipação intestinal
Medicamento e prescrição:
1) Simeticona 75mg/ml: Prescrever 20 gotas de Simeticona de 8/8h por via oral.
Principais reações adversas (Simeticona): A simeticona não é absorvida pelo organismo. Ela atua somente dentro do aparelho digestivo, e é totalmente eliminada nas fezes, sem alterações. Portanto, reações indesejáveis são pouco prováveis.
● Cefaleia
Medicamento e prescrição:
1) Paracetamol 500 mg comprimido: Prescrever Paracetamol 500 mg de 6/6h por via oral. Não exceder o uso por mais de 5 (cinco) dias.
Principais reações adversas (Paracetamol): Hepatotoxicidade: estudos demonstram que o paracetamol está relacionado a uma importante proporção das ocorrências de danos ao fígado, sendo assim a dose terapêutica máxima em 24 horas usualmente aceita como segura para adulto é de 4000mg (4g). Pode ocorrer reação de hipersensibilidade, sendo descritos casos de erupções cutâneas, urticária, eritema pigmentar fixo, broncoespasmo, angioedema e choque anafilático.
●Prevenção da transmissão do vírus da Dengue, Zika e Chikungunya em gestantes.
Medicamento e prescrição:
1) Spray Repelente de insetos : Usar o repelente em áreas expostas do corpo, e pulverizar sobre as roupas mais finas. Deve ser reaplicado de acordo com a indicação de cada fabricante e em caso de suor excessivo ou contato com água. Não colocar repelente em feridas abertas ou erupções cutâneas. Não colocar perto dos olhos ou boca. Ao usar sprays para a pele, não borrifar o repelente diretamente no rosto. Pulverizar o repelente
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nas mãos primeiro e, em seguida, passar no rosto. Lavar as mãos em seguida. Não aplicar
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Principais reações adversas (Nitrato de miconazol): Reações adversas são raras e de intensidade leve na maioria dos casos. As reações relatadas com maior frequência foram irritação local, prurido e sensação de ardor, especialmente no início do tratamento.
3. PLANEJAMENTO FAMILIAR
Medicamento e prescrição:
1) Anticoncepcional hormonal oral combinado(Levonorgestrel 150 mcg + etinilestradiol 30 mcg): se não estiver amamentando ou se na ausência de aleitamento materno exclusivo, iniciar preferencialmente entre o 1º e o 5º dia do ciclo menstrual, 1 (um) comprimido ao dia via oral por 21 dias, interromper por 7 dias e recomeçar outra cartela. A prescrição do anticoncepcional oral pelo enfermeiro poderá ser feita como uso contínuo, se necessário, tendo a validade de 120 dias para retirada da medicação com segunda via da receita ou fotocópia da mesma.
2) Anticoncepcional hormonal oral de progestogênio (Noretisterona 0,35mg): 1 (um) comprimido ao dia via oral a partir da sexta semana após o parto, sem intervalo entre as cartelas. A prescrição do anticoncepcional oral pelo enfermeiro poderá ser feita como uso contínuo, se necessário, tendo a validade de 120 dias para retirada da medicação com segunda via da receita ou fotocópia da mesma.
3) Anticoncepcional hormonal injetável mensal (Enantato de norestisterona 50 mg + valerato de estradiol 5 mg): A primeira injeção deve ser administrada no primeiro dia do ciclo menstrual por via intramuscular profunda (de preferência na região glútea). As injeções devem ser administradas de forma extremamente lenta e a solução deve ser injetada imediatamente após a sua preparação. As injeções seguintes devem ser administradas, independentemente do padrão de ciclo menstrual, em intervalos de 30 ± 3 dias, isto é, entre no mínimo 27 e no máximo 33 dias após a última aplicação.. A prescrição do anticoncepcional injetável pelo enfermeiro poderá ser feita como uso contínuo, se necessário, tendo a receita validade de 120 dias para utilização da medicação.
4) Anticoncepcional hormonal injetável trimestral (Medroxiprogesterona 150mg): Utilizadas principalmente no pós-parto, pois não alteram a qualidade nem a quantidade do leite materno, e por mulheres que tem contraindicações ao estrogênio das pílulas combinadas. Iniciar até o sétimo dia após o início da menstruação e repetir a cada 90 dias. As injeções devem ser administradas por via intramuscular profunda (de preferência na região glútea), de forma lenta e injetada imediatamente após a sua preparação. A prescrição do anticoncepcional injetável pelo enfermeiro poderá ser feita como uso contínuo, se necessário, tendo a receita validade de 120 dias para utilização da medicação.
5) Contracepção de emergência: Levonorgestrel 0,75mg comprimido: 01 comprimido a cada 12 horas via oral, com a primeira dose iniciada, no máximo até 72 horas após a relação desprotegida, ou 02 comprimidos via oral (VO) em dose única. Se houver vômitos até 01 hora após a ingestão dos comprimidos, repetir a dose após alimentar-se.
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Principais reações adversas: Levonorgestrel + etinilestradiol: Alterações da menstruação, náuseas ou tonturas, alterações do peso, alterações de humor ou no desejo sexual, acne, cefaleia comum, dores de cabeça com enxaqueca e sensibilidade dos seios.
Noretisterona: Dor aguda na parte inferior do abdômen.
Enantato de norestisterona + valerato de estradiol: Alterações da menstruação, alterações do peso, cefaleia comum, dores de cabeça com enxaqueca e sensibilidade dos seios.
Medroxiprogesterona: Alterações de humor ou no desejo sexual, náuseas, tonturas e dores de cabeça com enxaqueca.
Levonorgestrel: Sangramento uterino irregular (alterações do padrão menstrual, menstruação irregular, menorragia). Alterações no volume ou duração do fluxo menstrual. Pequenos sangramentos de escape após o uso do medicamento.
Importante: Apesar de inúmeros estudos terem demonstrado a segurança e efetividade do uso de contraceptivos hormonais em mulheres saudáveis, ainda não há dados completos no que se refere às mulheres com condições clínicas especiais. Neste sentido ressalta-se a importância de serem observadas as seguintes condições clínicas especiais para a prescrição de contraceptivos hormonais:
- Mullheres acima de 35 anos: Mulheres saudáveis e não fumantes acima de 35 anos podem ser usuárias de anticoncepcionais combinados orais (ACO) e se beneficiar da redução do risco de câncer de ovário e endométrio, além da redução de sintomas vasomotores e do efeito positivo na massa óssea na perimenopausa. Entretanto, o risco de infarto agudo do miocárdio (IAM) e de eventos tromboembólicos deve ser levado em consideração. O uso de contraceptivos hormonais de baixa dose aumenta o risco de IAM em duas vezes. O IAM é raro em mulheres antes dos 35 anos, porém seu risco aumenta dez vezes a partir dos 40 anos quando comparado com mulheres de 30 a 34 anos. - Tabagismo: A combinação de tabagismo, idade acima de 35 anos e uso de ACO eleva o risco de eventos trombóticos arteriais. As taxas absolutas de IAM aumentavam substancialmente se as pacientes tiverem mais de 30 anos. - Hipertensão arterial sistêmica (HAS): O uso de ACO parece aumentar a pressão arterial, mesmo com as preparações modernas. Além disso, a preocupação nas mulheres hipertensas se relaciona às possíveis complicações, como acidente vascular encefálico (AVE) e IAM. - Obesidade: Mulheres obesas sem outros fatores de risco cardiovascular que usam contraceptivos hormonais combinados, orais ou injetáveis, apresentam risco aumentado de trombose venosa. - Diabetes: Os critérios de elegibilidade para o uso de ACO em mulheres diabéticas variam de acordo com a gravidade da doença, como a presença de doença vascular periférica, duração maior do que 20 anos de doença e especificamente para mulheres com história de diabetes mellitus (DM) gestacional. Os ACO podem interferir no metabolismo dos
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diabéticas, o uso de ACO deve se aplicar somente às diabéticas não fumantes, menores de 35 anos, sem evidência de nefropatia ou retinopatia e/ou HAS, pois, teoricamente, essas pacientes apresentam risco aumentado de eventos vasculares. Os dados disponíveis sugerem que o uso de ACO não precipita o diabetes tipo 2. Já os contraceptivos somente de progestagênios podem estar associados ao risco de desenvolver a doença.
- Enxaqueca: Mulheres que apresentam enxaqueca com aura têm maior risco de AVE isquêmico trombótico. Entretanto, os estudos sobre uso de ACO em mulheres com enxaqueca não especificam o tipo de enxaqueca e mostram risco de AVE isquêmico aumentado em duas a três vezes para as usuárias de ACO. Assim, pacientes com enxaqueca não devem usar contraceptivos hormonais combinados exceto aquelas com menos de 35 anos e com enxaqueca sem aura, não fumantes e sem outras doenças, desde que com supervisão adequada.
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Medicamento e prescrição:
1) Soro de reidratação oral, pó: Na tabela de hidratação para pacientes com dengue, do Ministério da Saúde, o volume total diário indicado varia de 3 a 4 litros para pacientes com 50 kg, até 6 a 8 litros, para pacientes com 100 kg. Já para crianças, a dose varia de meio litro (10 kg) até 2 litros (40 kg). Dependendo da gravidade, o paciente terá que ser hidratado pela via endovenosa de acordo com critério médico.
**● Febre:
Principais reações adversas (Paracetamol): Hepatotoxicidade: estudos demonstram que o paracetamol está relacionado a uma importante proporção das ocorrências de danos ao fígado, sendo assim a dose terapêutica máxima em 24 horas usualmente aceita como segura para adulto é de 4000mg (4g).Pode ocorrer reação de hipersensibilidade, sendo descritos casos de erupções cutâneas, urticária, eritema pigmentar fixo, broncoespasmo, angioedema e choque anafilático.
3) Dipirona 500mg/ml: Para crianças, se temperatura maior que 37,8°C, prescrever 1(uma) gota/kg de 6 em 6 horas por via oral. Caso persista retornar à unidade de saúde. Para adultos, prescrever 20-40 gotas de 6/6 horas por via oral)
Principais reações adversas: Dipirona: Reações anafiláticas. Raramente a Dipirona monoidratada pode causar reações anafiláticas que, em casos muito raros, podem se tornar graves. Reações anafiláticas leves manifestam-se na forma de sintomas cutâneos ou nas mucosas (prurido, ardor, rubor, urticária, inchaço), dispneia e, menos frequentemente, sintomas gastrintestinais. Estas reações leves podem progredir para formas graves com urticária generalizada, angioedema grave, broncoespasmo grave, arritmias cardíacas e queda da pressão sanguínea.