






Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
doutor em arroz
Tipologia: Notas de estudo
1 / 11
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!







ARQUIVO DO AGRÔNOMO - Nº 9
(^1) Engº Agrº, Pesquisador da EMBRAPA-CNPMS. Caixa Postal 151, 35701-970 Sete Lagoas-MG. Telefone: (^2) Biólogo, Pesquisador da EMBRAPA-CNPMS. Caixa Postal 151, 35701-970 Sete Lagoas-MG. Telefone:
Nand Kumar Fageria 1 Evane Ferreira 1 Anne Sitarama Prabhu^2
Morel P. Barbosa Filho^1 Marta Cristina Filippi^1
- Exigência nutricional do arroz
Tabela 1. Produção e acumulação de nutrientes pela cultura de arroz de sequeiro, sob diferentes níveis de fertilidade do solo.
Produção N P K Ca Mg Zn Cu Mn Fe kg/ha - - - - - - - - - - - - - kg/ha - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - g/ha - - - - - - - - - - -
Baixa Parte áerea 2.110 20 4 53 7,00 5,00 97 16 445 1. Grãos 1.684 51 5 3 0,69 1,86 38 26 54 120 Total 3.794 71 9 56 7,69 6,86 135 42 499 1.
Média Parte aérea 2.992 28 7 72 10,00 7,00 152 20 639 1.
Grãos 2.117 88 7 4 0,83 2,36 46 31 72 137 Total 5.109 116 14 76 10,83 9,36 198 51 711 1.
Alta Parte aérea 3.494 35 7 77 14,00 9,00 178 20 814 2. Grãos 2.104 106 7 4 0,84 2,40 46 32 78 119 Total 5.598 141 14 81 14,84 11,40 324 52 892 2.
Média + adubo verde Parte aérea 3.524 26 10 67 11,00 7,00 176 15 914 3. Grãos 2.403 39 15 5 0,96 2,79 63 31 113 142 Total 5.927 65 25 72 11,96 9,79 239 46 1.027 3.
Os valores são média de três cultivos. No tratamento fertilidade média + adubo verde os dados são de apenas um cultivo.
Parte da planta
Fertilidade do solo
Tabela 2. Produção e acumulação de nutrientes pela cultura de arroz irrigado, sob diferentes níveis de fertilidade, em solo de várzea^1.
Produção N P K Ca Mg Zn Cu Mn Fe kg/ha - - - - - - - - - - - (kg/ha) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (g/ha) - - - - - - - - - - - -
Baixa Parte áerea 5.406 29 6 169 22,00 9,00 443 22 2.728 2. Grãos 4.307 80 19 13 1,91 4,38 177 152 218 620 Total 9.713 109 25 182 23,91 13,38 620 174 2.946 3.
Média Parte aérea 7.987 41 8 154 24,00 11,00 413 24 3.320 3. Grãos 5.523 56 14 14 1,80 6,14 133 125 228 908 Total 13.510 97 22 168 15,80 17,14 546 149 3.548 4.
Alta Parte aérea 10.726 55 11 207 36,00 16,00 642 53 4.902 3. Grãos 5.464 61 15 13 1,68 6,10 134 140 228 884 Total 16.190 116 26 220 7,68 22,10 776 193 5.130 4.
Média + adubo verde Parte aérea 6.879 41 7 144 24,00 9,00 334 26 3.668 3. Grãos 6.332 72 17 15 2,57 7,40 157 139 214 1. Total 13.211 113 24 159 26,57 16,40 491 165 3.882 4. (^1) Os valores são média de três cultivos. No tratamento fertilidade média + adubo verde os dados são de apenas dois anos.
Tabela 3. Método de amostragem sugerido por Jones & Steyn.
Estádio de crescimento Parte da planta Número de plantas por amostragem
Plântulas (< 30 cm) Toda a parte aérea 50-
Período imediatamente anterior à floração As 4 folhas superiores bem desenvolvidas 60-
Não se recomenda fazer amostragem após a floração
Fonte: Jones & Steyn, citados por BARBOSA FILHO & FAGERIA (1980).
Parte da planta
Fertilidade do solo
· Análise de planta
- Fósforo
Correção: a necessidade de fósforo pelas culturas é deter-
- Potássio
Correção: em solos oxídicos, o potássio apresenta peque-
- Cálcio
Correção: a deficiência de cálcio pode ser corrigida atra-
- Magnésio
Correção: para a correção da deficiência de magnésio re-
- Enxofre
Correção: a deficiência de enxofre pode ser corrigida com
Foto 1. Deficiência de nitrogênio em lavoura de arroz. Foto 2. Parcelas com plantas normais (ao fundo) e com deficiência de fósforo (`a frente).
Foto 6. Folhas de arroz com deficiência de enxofre.
Foto 4. Planta de arroz com deficiência de cálcio.
Foto 5. Folhas de arroz com deficiência de magnésio.
Foto 3. Folhas de arroz com deficiência de potássio.
Foto 11. Folhas de arroz com deficiência de cobre. Foto 12. Folhas de arroz com deficiência de boro.
Foto 13. Folhas de arroz com deficiência de molibdênio.
Foto 9. Folhas de arroz com deficiência de zinco. Foto 10. Planta de arroz com deficiência de manganês.
Foto 7. Planta de arroz, em fase inicial de crescimento, Foto 8. Sintomas de toxidez de ferro em arroz irrigado. com deficiência de ferro.
Tabela 5. Doses de micronutrientes para aplicação no solo e via foliar em arroz.
Dose aplicada no solo Dose via foliar (kg/ha) (kg/500 l de água)
Boro Bórax (Na 2 B 4 O 7 - 10,6% B) 10-15 1-
Cobre Sulfato de cobre (CuSO 4 .5H 2 O - 26% Cu) 20-25 1-
Ferro Sulfato ferroso (FeSO 4 .7H 2 O - 20% Fe) - 5-
Manganês Sulfato de manganês (MnSO 4 .4H 2 O - 27% Mn) - 1-
Molibdênio* Molibdato de amônio [(NH 4 ) 6 Mo 7 O 24 .4H 2 O - 54% Mo] 0,5-1,0 0,25-0,
Zinco Sulfato de zinco (ZnSO 4 .7H 2 O - 23% Zn) 20-30 1,0-2,
Tabela 6. Recomendação de adubação de arroz irrigado, para os Estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina (SIQUEIRA et al. 1987).
NITROGÊNIO
Cultivares Altas Médias Baixas % - - - - - - - - - - - - - - - - - kg N/ha - - - - - - - - - - - - - - - - - ≤ 2,5 40 60 90 2,6-5,0 25 45 80
5,0 ≤ 10 ≤ 30 ≤ 70
Adubação fosfatada/cultivo Adubação potássica/cultivo Rio Grande do Sul Santa Catarina Rio Grande do Sul Santa Catarina
3,1-6,0 31-60 Médio 40 40 40 60
6,0 > 60 Bom ≤ 20 ≤ 20 ≤ 20 ≤ 40
Observações:
Nitrogênio: aplicar 10 kg N/ha na semeadura e o restante em cobertura, dependendo do teor de matéria orgânica do solo, do tipo de cultivar e das condições climáticas. Quando a dose de N a aplicar em cobertura for menor do que 50 kg N/ha, pode-se proceder uma única aplicação no início da diferenciação do primórdio floral. Quando a dose for maior do que 50 kg N/ha, é mais eficiente aplicar metade da dose aos 35 dias após a emergência das plântulas, ou no início do perfilhamento (emissão da quarta folha), e o restante no início da diferenciação do primórdio floral da maioria dos perfilhos. Para cultivares de porte alto e com baixo índice de perfilhamento o nitrogênio pode ser aplicado 1/3 no início do perfilhamento e o restante na diferenciação do primórdio floral. A adubação nitrogenada em cobertura deve ser aplicada a lanço sobre uma lâmina de água não circulante, interrompendo-se, para isto, as entradas e saídas de água do quadro por um período de 3 a 5 dias. Na decisão do total de N a aplicar na lavoura, devem também ser considerados os seguintes aspectos: a) histórico da área no que diz respeito à resposta da cultura ao nitrogênio em anos anteriores; b) incidência de doenças, especialmente Brusone, cujo desenvolvimento é favorecido pelo excesso de nitrogênio, e c) desenvolvimento vegetativo e caracterização de sintomas de deficiência de nitrogênio. No caso de desenvolvimento vegetativo exuberante, não é recomendável aplicar nitrogênio, especialmente para cultivares de porte alto e médio, mesmo em solos com baixos teores de matéria orgânica.
Fósforo e potássio: no caso de plantio de arroz pré-germinado, ou seja, em solos preparados sob lameiro, os fertilizantes fosfatados e potássicos podem ser incorporados na formação de lama ou aplicados após o renivelamento antes da semeadura. No sistema de semeadura em solo seco, os fertilizantes são aplicados e incorporados juntamente com as sementes ou nos sulcos, quando a semeadura for em linha.
Calagem: de modo geral, não se recomenda calagem para correção da acidez do solo para a cultura do arroz sob inundação, porque, nestas condições, o pH do solo estabiliza-se entre 6,0 e 6,5, aproximadamente 1 mês a partir do início da inundação. Após a drenagem do solo, o pH volta ao seu valor original. Entretanto, se o solo apresentar teores de cálcio e de magnésio trocáveis inferiores a 5 meq/100 ml, recomenda-se aplicar 1 t/ha de calcário dolomítico para suprir as deficiências nos nutrientes mencionados, funcionando, neste caso, o produto como fonte de nutrientes para a cultura.
Cultivares:
Cultivares altas: EEA-405, EEA-406, IRGA-407, Agulha, Bico Torto, Farroupilha, Japonês, Batatais, EMPASC-100 e IAC-435. Cultivares porte médio: Bluebelle, Labelle, Labonnet, Dawn, BR/IRGA-411. Cultivares baixas: CICA-4, CICA-8, CICA-9, IRGA-408, BR/IRGA-409, BR/IRGA-410, BR/IRGA-412, BR/IRGA-413, EMPASC-101, EMPASC-102, EMPASC-103, EMPASC-104 e IR-841.
Nutriente Fertilizante, fórmula e teor de nutriente
Teores de matéria orgânica
Teores de Teores de P no solo K no solo Interpretação
Tabela 9. Recomendação de adubação N-P 2 O 5 -K 2 O para arroz de sequeiro no Estado do Maranhão (BARBOSA FILHO, 1987).
K trocável 0-45 46-150 > 150
0-10 10-60-40 10-60-30 10-60- 11-30 10-30-40 10-30-30 10-30-
30 10-20-40 10-20-30 10-20- 30
Tabela 10. Recomendação de adubação para o arroz de sequeiro no Estado de Goiás (UFG/EMGOPA, 1988).
Disponibilidade no solo P 2 O 5 K 2 O
Tabela 11. Recomendação de adubação para arroz irrigado por aspersão no Estado de Goiás (CFSG, 1988).
Disponibilidade no solo P 2 O 5 K 2 O
Tabela 12. Recomendação de adubação para arroz irrigado por inundação no Estado de Goiás (CFSG, 1988).
Teor de P no solo Teor de K no solo (extrator Mehlich) (extrator Mehlich)
P no solo (ppm)
N em cobertura (kg/ha)
Observações:
(1). Adubação nitrogenada: aplicar de 10 a 15 kg de N/ha. Caso necessária, a adubação de cobertura deverá ser feita no início do primórdio floral, utilizando-se até 30 kg de N/ha. (2). Zinco: aplicar no sulco de plantio de 3 a 5 kg de Zn/ha a cada 2 ou 3 anos. (3). Calagem: recomenda-se aplicar a metade da dose indicada pela equação abaixo quando a saturação por alumínio for superior a 50%.
NC (t/ha) = {Al x 2 + [2* - (Ca + Mg)]} x 100/PRNT
(4). A expectativa de produção para esta recomendação é de 1.800 kg de grãos/ha e sua eficiência depende de aração profunda e rotação de culturas.
Observações:
(1). Adubação nitrogenada: aplicar 10 kg de N/ha no plantio e 20 kg de N/ha em cobertura, no início do primórdio floral. (2). Zinco: aplicar 5 kg de Zn/ha no sulco de plantio, sempre que se fizer a calagem. (3). Calagem: quando se visa cultura em sucessão deve ser indicada a critério do técnico. (4). A expectativa de produção para esta recomendação é de 2.500 a 3.500 kg de grãos/ha.
Observações:
(1). Adubação nitrogenada: aplicar 10 kg de N/ha no plantio e 60 kg de N/ha em cobertura, no início do primórdio floral ou parcelar em duas aplicações. Evitar as fontes nítricas. (2). Calagem: recomendada para eliminar a toxidez de ferro e/ou suprir as necessidades de cálcio e magnésio da cultura em sucessão. (3). A expectativa de produção para esta recomendação é de 4.000 a 6.000 kg de grãos/ha.
Tabela 14. Recomendação de adubação de arroz de sequeiro para o Estado de São Paulo (CAMARGO & CAMARGO, 1985).
K trocável (meq/100 cm^3 )
0-0,07 0,08-0,15 > 0,
0-6 10-60-40 10-60-20 10-60- 7-15 10-40-40 10-40-20 10-40-
15 10-20-40 10-20-20 10-20-
Observações:
(1). Adubação nitrogenada em cobertura: aplicar até 30 kg de N/ha 40 dias após a emergência, quantidades maiores para solos há muito cultivados. Reduzir a aplicação de N em solos com crescimento inicial muito vigoroso e com as plantas muito verdes. (2). Aplicar 10 kg de S/ha e, se houver constatação de deficiência de zinco, 5 kg de Zn/ha.
(3). Calagem: aplicar calcário quando a saturação por bases for inferior a 40%, calculando a quantidade para elevá-la a 50%. Não aplicar mais do que 3 t de calcário/ha.
(4). Produtividade esperada: 1.500-3.500 kg/ha.
Tabela 13. Recomendação de adubação de arroz irrigado para o Estado de São Paulo (CAMARGO & CAMARGO, 1985).
K trocável (meq/100 cm 3 ) 0-0,07 0,08-0,15 > 0,
0-6 10-60-60 10-60-40 10-60- 7-15 10-40-60 10-40-40 10-40-
15 10-20-60 10-20-40 10-20-
P resina μμμ μμ g/cm 3
Observações:
(1). Adubação nitrogenada em cobertura: aplicar até 30 kg de N/ha para cultivares de porte alto, 40 dias após a emergência, se o desenvolvimento vegetativo não for muito exuberante. Para cultivares de porte baixo, aplicar 30 kg de N/ha decorridos 40 dias da emergência, repetindo a cobertura 30 dias após, na mesma quantidade. (2). Aplicar 10 kg de S/ha e, se houver constatação de deficiência de zinco, 5 kg de Zn/ha. (3). Calagem: aplicar calcário quando a saturação por bases for inferior a 40%, em quantidade suficiente para elevá-la a 50%. Não aplicar mais do que 4 t de calcário/ha.
(4). Produtividade esperada: cultivares altas: 3.500-4.500 kg/ha; cultivares baixas: 5.000-8.000 kg/ha.
P resina μμμμμ g/cm 3