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doutor em soja
Tipologia: Notas de estudo
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e maneira semelhante ao ser humano, a soja necessita germinar (nascer), desenvolver vegetativamente (crescer), atingir a maturidade, florescer e produzir muitos grãos, mas para isto precisa estar sempre bem alimentada, com saúde, livre de doenças e protegida contra as pragas que possam lhe atacar e diminuir sua produção de grãos. Portanto, não adianta semear a melhor variedade, na melhor época, se não se cuidar, antes, do ambiente onde as raízes irão crescer e absorver os nutrientes. Assim, para obter o ótimo retorno econômico do grande investimento que a cultura requer, o agricultor necessita estar atento à semente a adquirir, às exigências climáticas da cultura e ao manejo do solo.
PROGRAMA DE CORREÇÃO DA FERTILIDADE DO SOLO E DE ADUBAÇÃO DA SOJA
A primeira providência que o médico toma, ao receber um paciente na primeira consulta, é abrir uma ficha com todos os seus dados, o histórico de suas doenças e as de seus genitores ou da família, do seu tipo de vida e dos seus hábitos, fazer um exame clínico e solicitar análises clínicas, para então poder formular, com base em todas estas informações, o diagnóstico do paciente e receitar os remédios adequados ao caso.
Do mesmo modo, o engenheiro agrônomo , para ser o “Doutor da lavoura de soja”, deve abrir uma ficha com diversas informações sobre a lavoura e usar as ferramentas necessárias para completar as informações e auxiliar na formulação do quadro diagnóstico do “paciente-lavoura de soja” e, então, com maior segurança, fazer as recomendações dos remédios e das medidas a serem tomadas. As ferramentas mencionadas são, no caso, as análises de solo e de folhas, que, mais adiante, serão abordadas juntamente com as recomendações de calcário e de adubos.
Não custa lembrar que a atividade agrícola, como qualquer empresa bem organizada, necessita ter um planejamento de utilização de todas as áreas, a médio e longo prazos, prevendo um programa de rotação de culturas , permitindo, assim, que todas as providências para execução das operações sejam tomadas com bastante antecedência e tudo seja realizado na data prevista.
- Exigências nutricionais da soja A absorção de nutrientes pela soja é influenciada por diversos fatores, entre eles as condições climáticas, como chuva e
temperatura, as diferenças genéticas entre as variedades, o teor de nutrientes no solo e os diversos tratos culturais. Contudo, é possível estimar as quantidades médias de nutrientes que estão presentes nos restos culturais e nos grãos da soja para cada tonelada de produção de grãos, como os dados apresentados na Tabela 1.
O elemento mais requerido pela soja é o nitrogênio. Portanto, para uma produção de 3.000 kg/ha, há a necessidade de 246 kg de nitrogênio, que são obtidos, em pequena parte, do solo (25% a 35%) e, na maior parte, pela fixação simbiótica do nitrogênio (65% a 85%). Por estes dados pode-se avaliar a importância de se fazer uma inoculação bem feita, com inoculante de boa qualidade, para ter eficiência na fixação simbiótica do nitrogênio do ar a custo zero, através das bactérias nos nódulos das raízes da soja. Por isso, deve- se evitar a adubação com nitrogênio mineral, pois além de causar a inibição da nodulação e reduzir a eficiência da fixação simbiótica do nitrogênio atmosférico não aumenta a produtividade da soja. Quando a adubação for feita com adubo formulado, cuja fórmula possua nitrogênio e esta seja de menor custo que a mesma fórmula sem nitrogênio, pode-se utilizá-la na semeadura desde que não ultrapasse 20 kg de N/ha. Para que a fixação simbiótica seja eficiente, há a necessidade de se corrigir a acidez do solo e fornecer os nutrientes que estejam em quantidades limitantes.
Na seqüência, os mais exigidos são o potássio, o enxofre e o fósforo. Em relação aos micronutrientes, é importante observar as pequenas quantidades necessárias para suprir a cultura da soja, porém, não se deve deixar faltar nenhum deles, pois todos são essenciais, e com a falta de apenas um deles não haverá bom desenvolvimento e rendimento de grãos (lei do mínimo).
- Análise foliar: amostragem e interpretação
A análise de planta, para a produção agrícola, é conven- cionalmente definida pela concentração dos nutrientes inorgânicos no tecido da planta. Na recomendação de adubação, a análise foliar também deve ser usada como uma das ferramentas do “doutor da soja”, visando alcançar a máxima produtividade e a melhor qua- lidade de grãos.
Para ser válida a comparação com os dados das tabelas de nível de suficiência, as amostras de folhas de soja devem ser colhi- das no período entre o início da floração e o pleno florescimento, coletando-se 30-40 folhas recém-maduras com pecíolo, que corres- pondem às 3ª e 4ª folhas trifolioladas a partir do ápice da haste principal (para um talhão, ou gleba, entre 50 a 100 ha).
O conceito de limites de suficiência classifica a concentração de elementos nas categorias: deficiente (ou muito baixo), baixo, suficiente (ou médio), alto e excessivo ou muito alto (às vezes tóxico). Esta classificação de concentração dos elementos na Tabela 2 é usada na interpretação de análises de tecido de folhas de soja.
(^1) Engº Agrº, PhD, Pesquisador em Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas da EMBRAPA-CNPSo. (^2) Engº Agrº, PhD, Pesquisador em Fitopatologia da EMBRAPA-CNPSo. (^3) Bióloga, Dra., Pesquisadora em Entomologia da EMBRAPA-CNPSo. (^4) Engº Agrº, Dr., Pesquisador em Fitopatologia da EMBRAPA-CNPSo. (^5) Engº Agrº, Dr., Pesquisador em Fertilidade do Solo e Nutrição de Plantas da EMBRAPA-CNPSo.
Álvaro M.R. Almeida^2 Léo Pires Ferreira^4 Gedi Jorge Sfredo^5
Clóvis Manuel Borkert^1 José Tadashi Yorinori^2 Beatriz Spalding Corrêa-Ferreira^3
Tabela 1. Quantidade de nutrientes absorvida e exportada nos grãos pela cultura da soja, em cada tonelada produzida.
N P K S Ca Mg B Cl Mo Cu Fe Mn Zn Al
- - - - - - - - - kg em cada tonelada - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - g em cada tonelada - - - - - - - - - - - - - - - -
Restos culturais^1 31 2,5 7,5 10 9,2 4,7 - 23 2 - - - - 172
Grãos 51 5,0 17 5,4 3,0 2,0 2,0 237 5 10 70 30 40 15 (^1) Folhas, pecíolos e caules que são restituídos ao solo.
Fonte: EMBRAPA (1993a).
Tabela 2. Concentração de elementos usada para a interpretação de análises de tecido de folhas^1 de soja. Elemento Deficiente ou muito baixo Baixo Suficiente ou médio Alto Excessivo ou muito alto
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (%) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - N < 3,25 3,25-4,00 4,01-5,50 5,51-7,00 > 7, P < 0,16 0,16-0,25 0,26-0,50 0,51-0,80 > 0, K < 1,25 1,25-1,70 1,71-2,50 2,51-2,75 > 2, Ca < 0,20 0,20-0,35 0,36-2,00 2,01-3,00 > 3, Mg < 0,10 0,10-0,25 0,26-1,00 1,01-1,50 > 1, S < 0,15 0,15-0,20 0,21-0,40 0,40 - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - (ppm) - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Mn < 15 15-20 21-100 101-250 > 250 Fe < 30 30-50 51-350 351-500 > 500 B < 10 10-20 21-55 56-80 > 80 Cu < 5 5-9 10-30 31-50 > 50 Zn < 11 11-20 21-50 51-75 > 75 Mo < 0,5 0,5-0,9 1,0-5,0 5,1-10 > 10
(^1) Terceira a quarta folha trifoliolada abaixo da gema apical, no início da floração à floração plena. Fonte: SFREDO et al. (1986).
Quando se deseja fazer a análise de micronutrientes na amostra é aconselhável a imersão rápida das folhas em água des- mineralizada para retirar a poeira das folhas (devido à contamina- ção por ferro, manganês e zinco, principalmente), colocando-as para secar ao sol ou em estufa (cuidar para que a temperatura da estufa não ultrapasse os 60oC, para evitar a decomposição e a perda de alguns elementos, o que irá alterar o resultado da análise).
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIA E DE TOXICIDADE DE NUTRIENTES NA SOJA
- Nitrogênio A lavoura de soja com deficiência de nitrogênio vai perdendo a cor verde-escuro, passando a verde-pálido com um leve amarelado e, dias mais tarde, todas as folhas tornam-se amarelas. Este sin- toma aparece primeiro nas folhas inferiores mas espalha-se rapidamente pelas folhas superiores (Foto 1). O sintoma aparece, por último, nas folhas novas porque o N é um elemento extre- mamente móvel na planta, sendo translocado dos tecidos velhos para as folhas novas. O crescimento da planta é lento, com plantas menores e de baixa produção. O sintoma visual de deficiência de nitrogênio só irá ocorrer quando não for feita a inoculação da semente de soja e ela for semeada em solos que nunca foram cultivados com esta leguminosa (mesmo assim ela pode nodular com estirpes nativas de baixa eficiência), ou quando a eficiência da fixação do N do ar é baixa devido à inibição pela acidez do solo ou à falta de algum nutriente essencial na simbiose soja-bactéria. Mesmo em solos já anteriormente cultivados com soja, a falta de inoculação na semeadura faz com que ela seja nodulada por bactérias de baixa eficiência já existentes no solo. Nestas circunstâncias, mesmo não aparecendo sintomas visuais de deficiência de N nas folhas, o suprimento deste fica limitado para as exigências da planta e a produtividade é reduzida. Como já foi mencionado, para produções de 3.000 kg de grãos/ha há a
necessidade de 160 a 210 kg de nitrogênio fornecidos pela fixação simbiótica, para armazenamento na folha e para translocamento no período de enchimento de grãos, e a planta já deve ter nas folhas (3ª e 4ª folhas do botão terminal para baixo) mais de 4,5% de N na floração (R 1 -R 2 ), para não haver quebra no rendimento de grãos.
- Fósforo Os sintomas de deficiência deste elemento às vezes não são muito bem definidos. Os sintomas de deficiência de fósforo são caracterizados nas folhas maduras por uma cor verde-escuro, mas os sintomas principais são o crescimento lento, com plantas raquíticas, de folhas pequenas e muitas vezes verde-escuro azuladas (Fotos 2, 3 e 4). Por causa da alta mobilidade do P na planta, sob condições de deficiência há o translocamento do elemento das folhas mais velhas para as mais novas, esgotando as reservas de P nas folhas mais velhas, onde o sintoma aparece primeiro. A deficiência de fósforo pode ocorrer em quase todos solos ácidos tropicais, com baixo pH e alta capacidade de fixação de P (Foto 4, em Balsas, MA). Além disso, o limitado fornecimento de fósforo reduz o número e a eficiência dos nódulos e, como conseqüência, a fixação simbiótica do nitrogênio. Altos teores de fósforo no solo podem induzir à deficiência de zinco desde que esses altos teores estejam associados com reduzidas absorção e translocação de Zn, Fe e Cu. - Potássio A baixa disponibilidade de potássio sem o aparecimento visual da deficiência deste causa a “fome oculta”, ou seja, a redução na taxa de crescimento da planta com redução da produção de soja (Foto 5). Quando a deficiência é mais severa, o aparecimento dos sintomas visuais começa com um mosqueado amarelado nas bordas dos folíolos das folhas da parte inferior da planta. Estas áreas cloróticas avançam para o centro dos folíolos, dando-se então
natural de zinco (alguns solos derivados de arenitos). Aplicações muito elevadas de calcário e de fósforo reduzem a disponibilidade de zinco e podem causar deficiência do elemento na soja.
A deficiência de zinco também é muito comum em regiões de baixa quantidade de chuvas, onde parte da camada de solo foi removida por erosão ou para nivelamento do terreno ou construção de terraços.
- Cobre A deficiência de cobre geralmente causa necrose nas pon- tas dos folíolos das folhas novas. Essa necrose prossegue pelos bordos dos folíolos, resultando em folhas com aparência de perda de turgidez e de água, parecendo que secaram (Foto 16). O cres- cimento da soja é retardado e a cor da planta muda para verde- acinzentado, verde-azulado ou cor de oliva.
Para muitas espécies de plantas, altas quantidades de cobre em solução nutritiva são tóxicas e limitam o crescimento, inclusive para a soja. Isto ocorre porque há indícios de afetar, em parte, a habilidade do cobre em deslocar outros cátions, particularmente o ferro, de importantes sítios fisiológicos. A clorose das folhas é, portanto, o sintoma mais comum observado na toxicidade de cobre, sendo muito semelhante e lembrando a deficiência de ferro.
- Molibdênio Como o molibdênio tem participação na fixação do N 2 do ar, os sintomas de deficiência deste elemento são muito semelhantes àqueles da deficiência de N. Nos primeiros estádios do desen- volvimento dos sintomas, as folhas parecem verde-pálido e têm áreas necróticas adjacentes às nervuras centrais dos folíolos, entre as nervuras principais e ao longo das margens. Já que a solubilidade e a disponibilidade do Mo no solo aumenta com o aumento do pH, a deficiência pode ser eliminada pela calagem (Foto 17), desde que haja molibdênio neste solo na forma imobilizada pela acidez. Também, se as sementes de soja usadas na semeadura foram produzidas em um solo com alta disponibilidade de Mo, ou se estas sementes são provenientes de lavoura de soja pulverizada com adubo foliar contendo Mo no estádio de enchimento de grãos , isto fará que haja suprimento suficiente de Mo (na semente assim produzida) para a próxima geração. A toxicidade de molibdênio raramente é encontrada em soja. - Ferro Como no caso da deficiência de Mg, a deficiência de ferro é caracterizada pela diminuição na produção de clorofila pela planta. Porém, inversamente à deficiência de Mg, a deficiência de ferro sempre começa nas folhas novas.
No estádio inicial do desenvolvimento dos sintomas, as áreas entre as nervuras dos folíolos das folhas de soja passam a apresentar cor amarelada (Foto 18). À medida que ocorre uma evolução na severidade da deficiência, também as nervuras ficam amarelas e, finalmente, toda a folha fica quase branca.
Manchas necróticas de cor marrom podem surgir na margem dos folíolos, próximo às bordas. A deficiência de ferro normalmente ocorre em solos calcários. Latossolos tropicais geralmente têm alta concentração de ferro, todavia, a deficiência pode ocorrer se os solos são calcariados e o pH é elevado, acima de 7,0. Também, altas concentrações de alumínio e manganês na planta podem reduzir a absorção de ferro e induzir à deficiência deste elemento.
A toxicidade de ferro pode ocorrer em solos hidromórficos (solos de várzeas), desde que fiquem alagados por algumas semanas,
ou com alta saturação de água. Nessas condições, o teor de ferro solúvel pode aumentar no solo de 0,1 ppm a até 100 ppm, aumen- tando a absorção pelas plantas.
- Boro A deficiência de boro aparece inicialmente causando um anormal e lento desenvolvimento dos pontos de crescimento apical. Os folíolos das folhas novas são deformados, enrugados, com freqüência ficam mais grossos e com cor verde-azulado escuro. Podem ter clorose entre as nervuras do dorso do folíolo. As folhas e os caules tornam-se frágeis, indicando distúrbio na transpiração, e as folhas do topo ficam de cor amarela ou avermelhada. Com o progresso da deficiência, a elongação dos entre-nós fica lenta, ocorre a morte dos pontos de crescimento terminal e a formação de flores é restrita ou inibida. A deficiência de boro normalmente ocorre com maior freqüência em solos arenosos e em solos alta- mente intemperizados das regiões mais chuvosas. Boro disponível é facilmente lavado do solo e perdido por percolação e lixiviação. Muito do boro disponível no solo em uma safra de soja é liberado da matéria orgânica pela ação dos microrganismos. A soja também é muito sensível à alta concentração de boro nos solos. Os sintomas de toxicidade de boro resultam em ama- relecimento das pontas dos folíolos seguido de progressiva necrose, que começa nas pontas e nas margens e, finalmente, espalha-se entre as nervuras laterais e encaminha-se para a nervura central. As folhas ficam com a aparência de queimadas e caem prematuramente. - Cloro A deficiência de cloro é caracterizada por plantas cloróticas com folíolos que ficam flácidos nas bordas. Entretanto, a toxicidade de cloro é mais comum do que a deficiência. Soja cultivada em solos que freqüentemente recebem altas doses de adubo pode apresentar acúmulo de sais de cloreto e sintomas de toxicidade de cloro, que são: queima das pontas dos folíolos ou da margem, conferindo-lhes cor de bronze, e amarelecimento e queda prematura das folhas. Quando esses sintomas ocorrem, a alta concentração de cloro nos tecidos das folhas é associada com altos teores de manganês, especialmente quando uma seca ocorre antes da floração. - Cobalto Não há relatos de sintomas de deficiência de cobalto em plantas cultivadas a campo. Em soja cultivada em solução nutritiva, os sintomas de deficiência de cobalto são descritos como clorose e encarquilhamento das folhas. O cobalto aplicado via foliar é absorvido, porém, não é translocado para outras partes da planta; portanto, a adubação foliar de cobalto não resolve o problema de deficiência. A toxicidade de cobalto já foi observada em plântula de soja no início da germinação, quando uma dose muito grande de Co e Mo é aplicada junto às sementes. Os sintomas de toxicidade são manchas necróticas nos cotilédones e folhas com folíolos cloróticos. Este efeito do excesso de cobalto pode induzir à deficiência de ferro. O sintoma desaparece depois de alguns dias, principalmente com boas condições de umidade, com condições de rápido desen- volvimento das plantas. - Alumínio Embora não seja um elemento essencial ao desenvolvimento das plantas, o alumínio é importante na maioria dos solos ácidos devido ao seu efeito tóxico sobre as plantas. Os sintomas de toxicidade de alumínio nas folhas de soja lembram aqueles de
calcário dolomítico (> 12,0% MgO) ou magnesianos (entre 5,0 e 12,0% MgO); no caso de haver interesse no uso de calcário calcítico, aplicar fontes de Mg para atender o suprimento do nutriente;
deficiência de fósforo: as plantas ficam pequenas, não há desen- volvimento normal, folhas menores com cor verde-escuro, amarelecimento e necrose nas pontas dos folíolos e atraso na maturação.
A toxicidade de alumínio em soja parece que também provoca deficiência induzida de cálcio ou reduzido transporte de cálcio dentro na planta, causando o curvamento e o enrolamento das folhas novas e o colapso dos pontos de crescimento e do pecíolo.
Raízes de soja desenvolvidas em solo com alto alumínio trocável são caracteristicamente curtas e frágeis. Ocorre o engros- samento das pontas das raízes e das raízes laterais, que podem adquirir cor marrom. Todo o sistema radicular fica na forma de um coral, com muitas raízes laterais curtas e grossas, mas com pequenas e finas ramificações.
PRÁTICAS PARA A CORREÇAO E A MANUTENÇÃO DA FERTILIDADE DO SOLO
- Cálculo da calagem pela saturação por bases do solo
O cálculo da necessidade de calcário (NC) é feito através da seguinte fórmula:
(V 2 - V 1 ). T NC (t/ha) =
em que:
V 1 = valor da saturação por bases trocáveis do solo, em porcentagem, antes da correção; V 1 = 100 S/T, sendo S = Ca 2+^ + Mg2+^ + K +; V 2 = Valor da saturação por bases trocáveis que se deseja; T = capacidade de troca de cátions; T = S + (H + Al 3+^ );
f = fator de correção do PRNT (poder relativo de neutralização total) do calcário; f = 100/PRNT.
Como o potássio normalmente é expresso em ppm nos boletins de análise do solo, há necessidade de transformá-lo em meq/100g pela fórmula:
meq de K/100 g = ppm de K x 0,
Este método consiste na elevação da saturação por bases trocáveis para um valor porcentual que proporcione o máximo rendimento econômico do uso de calcário.
Para os Estados do Paraná e de São Paulo, a recomendação da quantidade de calcário, em função da saturação por bases, deve ser quantificada para atingir 70%. Para a região da grande Dourados- MS, a recomendação deve ser feita para a saturação por bases atingir 60%. Nos demais Estados da Região Central, formados basicamente por solos sob vegetação de Cerrado, o valor adequado de saturação é de 50%. Deve-se sempre fazer a incorporação do calcário na maior profundidade possível.
- Qualidade do calcário e condições de uso
Para que a calagem atinja os objetivos de neutralização do alumínio trocável e/ou de elevação dos teores de cálcio e magnésio, algumas condições básicas devem ser observadas:
PRAGAS: DIAGNÓSTICO E CONTROLE
A cultura da soja abriga um número elevado de espécies de insetos. Alguns causam sérios prejuízos à cultura e são considerados como pragas principais. Outros, porém, são considerados pragas secundárias, pois ocorrem em menor abundância e somente em condições especiais causam danos econômicos. Um terceiro grupo corresponde aos insetos benéficos que se alimentam dos insetos- pragas e, portanto, funcionam como agentes de controle natural.
1. PRAGAS PRINCIPAIS
1.1. Lagarta da soja - Anticarsia gemmatalis (Foto 19) É o principal inseto desfolhador da soja. As lagartas são, geralmente, esverdeadas. No entanto, formas escuras, quase pretas, ocorrem quando altas populações estão presentes. Possuem listras laterais e dorsais, claras, no sentido longitudinal e apresentam quatro pares de patas abdominais, além de um par terminal. A lagarta é muito ativa e, quando perturbada, joga-se ao solo.
1.2. Percevejos - Nezara viridula (Foto 20), Piezodorus guildinii (Foto 21) e Euschistus heros (Foto 22)
São três os percevejos mais prejudiciais à cultura: o verde, o verde pequeno e o marrom. Aparecem a partir da floração, causando os maiores danos entre os estádios de desenvolvimento das vagens e final do enchimento dos grãos. Seus ataques podem causar considerável redução no rendimento e na qualidade da semente. São agentes transmissores de doenças fúngicas, como a mancha-fermento, causada por Nematospora corily e podem retardar a maturação das plantas, causando o fenômeno da retenção foliar
2.1. Lagarta falsa medideira - Chrysodeixis ( Pseudo- plusia ) includens
A lagarta é verde-claro, com listras longitudinais nas laterais e no dorso do corpo, apresentando dois pares de patas abdominais, além de um par terminal. Locomove-se "medindo palmos", de modo semelhante às lagartas medideiras.
2.2. Bicudo-da-soja - Sternechus subsignatus O adulto é um curculionídeo de aproximadamente 8 mm de comprimento, de coloração preta, com listras amarelas no dorso da cabeça e nas asas. Os danos são causados tanto pelos adultos, que raspam o caule e desfiam os tecidos, como pelas larvas, que broqueam o caule e provocam o surgimento de galha.
2.3. Broca das axilas - Epinotia aporema Seu ataque é facilmente identificado: quando ataca os brotos forma um cartucho, unindo os folíolos com fios de seda, permanecendo no seu interior. Após atacar os brotos, a lagarta pode broquear várias partes da planta, cuja entrada geralmente está localizada nas axilas das folhas.
3. INIMIGOS NATURAIS
Os insetos-pragas da soja estão sujeitos ao ataque de um grande número de inimigos naturais que se encarregam de eliminar parte da sua população, exercendo, portanto, um controle natural sobre os mesmos. Alguns desses agentes são tão eficazes que, sob certas condições, mantêm populações de insetos-pragas abaixo do nível de dano econômico durante toda a safra, dispensando, assim,
a necessidade do controle químico. O complexo de inimigos naturais é diferente para as várias espécies de pragas, mas a sua conservação nas lavouras de soja é de fundamental importância para o estabelecimento de um sistema adequado de manejo de pragas. Esses agentes benéficos podem ser agrupados em parasitóides, predadores e doenças. Os parasitóides são insetos que passam parte de sua vida dentro do corpo de outro inseto, matando- o no final desse processo. No parasitismo de lagartas destaca-se, especialmente, a ocorrência de espécies de himenópteros ( Microcharops bimaculata , Copidosoma truncatellus ) e dípteros ( Patelloa similis , Voria ruralis ). Em percevejos, o parasitismo é exercido principalmente pelo díptero Eutrichopodopsis nitens que ataca os adultos e por várias espécies de vespas que parasitam os ovos dos percevejos, sendo Trissolcus basalis (Foto 23) e Telenomus podisi as mais importantes. Os predadores são espécies entomó- fagas que consomem mais de uma presa para completarem o seu desenvolvimento. A ocorrência de predadores em campos de soja é bastante freqüente, incluindo, principalmente, insetos das or- dens Hemiptera ( Tropiconabis sp., Geocoris sp., Podisus connexi- vus ) (Foto 24) e Coleoptera ( Calosoma granulatum , Callida sp.), além de várias aranhas. As doenças de insetos desempenham papel destacado na regulação natural de populações de muitas pragas e podem ser ocasionadas por fungos, vírus ou bactérias. Na soja, as mais importantes para o grupo das lagartas desfolhadoras são a doença branca causada pelo fungo Nomuraea rileyi (Foto 25) e a doença preta causada pelo vírus Baculovirus anticarsia (Foto 26).
3. CONTROLE Para o controle das principais pragas da soja recomenda-se a utilização do “Manejo de Pragas”, que visa um controle racional dos insetos-pragas, por meio da compatibilização de diferentes táticas disponíveis (GAZZONI et al., 1988). Para atender a tal objetivo é fator primordial conhecer as espécies de pragas, seus níveis de ataque e os danos já causados, com o que se pode tomar a decisão acertada quanto à necessidade de medidas de controle. Esta tecnologia consiste, basicamente, de inspeções regulares à lavoura, verificando o nível de ataque, com base na desfolha e no número e tamanho das pragas. Para as pragas principais (lagartas desfolhadoras e percevejos), as amostragens devem ser realizadas com um pano-de- batida, preferencialmente de cor branca, preso em duas varas, com um metro de comprimento, o qual deve ser estendido entre duas fileiras de soja. As plantas da área compreendida pelo pano devem ser sacudidas vigorosamente sobre ele, havendo, assim, a queda das pragas sobre o pano, as quais deverão ser contadas. Este procedimento deve ser repetido em vários pontos da lavoura, considerando como resultado final a média dos vários pontos amostrados. No caso de lavouras com espaçamento reduzido entre as linhas, usar o pano batendo apenas as plantas de uma fileira de soja. Recomenda-se vistoriar a lavoura pelo menos uma vez por semana, iniciando as amostragens no princípio do ataque das pragas, intensificando o processo ao aproximar-se o nível de ação. O controle das pragas deve ser efetuado somente quando for atingido o nível de dano econômico (Figura 1), a partir do qual essas pragas reduzem significativamente a produção. Os inseticidas recomendados para o controle da lagarta da soja ( Anticarsia gemmatalis ) são: Baculovirus anticarsia , Ba-
cillus thuringiensis , Carbaril, Diflubenzurom, Endossulfam, Perme- trina SC, Profenofós, Tiodicarbe, Triclorfom e Triflumurom. Na escolha do produto considerar a sua toxicidade, os efeitos sobre os inimigos naturais e o custo por hectare (EMBRAPA, 1993). Para o controle da lagarta da soja dar preferência à utilização do vírus Baculovirus anticarsia (Foto 26) que pode, inclusive, ser usado em aplicação aérea. A dose de B. anticarsia é de 50 lagartas equiva- lentes por hectare, ou seja, 50 lagartas mortas pelo próprio vírus maceradas em um pouco d’água e aplicadas em um hectare, ou 20 gramas do produto formulado por hectare (MOSCARDI, 1983). Os inseticidas recomendados para o controle de percevejos ( Nezara viridula , Piezodorus guildinii e Euschistus heros ) são: Carbaril, Endossulfam, Fenitrotiom, Fosfamidom, Metamidofós, Monocrotofós, Paratiom metílico e Triclorfom (EMBRAPA, 1993).
Para o controle dos percevejos pode ser utilizada a tecnologia do sal de cozinha (CORSO, 1991), que consiste em reduzir pela metade a dose dos produtos recomendados, misturando-os a 500 g de sal de cozinha para cada 100 litros de água colocados no tanque do pulverizador, em aplicação terrestre, ou utilizar a vespinha Trissolcus basalis (Foto 23) que parasita os ovos dos percevejos da soja reduzindo a população desses insetos sugadores (CORRÊA- FERREIRA, 1993). Utiliza-se a quantidade de 5.000 vespinhas/ha, liberadas no final do florescimento da soja, época em que os percevejos estão começando a chegar na lavoura e a depositar seus ovos. Entretanto, o uso desta tecnologia só é recomendado em áreas que também utilizam o controle biológico ou produtos altamente seletivos no controle das lagartas da soja, preservando, assim, toda a população de insetos benéficos presentes na lavoura.
Broca das axilas: a partir de 25-30% de plantas com ponteiros atacados
LAVOURAS PARA CONSUMO 4 percevejos/pano de batida **
LAVOURAS PARA SEMENTE 2 percevejos/pano de batida **
30% de desfolha ou 40 lagartas/pano de batida*^ 15% de desfolha ou 40 lagartas/pano de batida^
Semeadura Período vegetativo Floração Formação de vagens Enchimento de vagens Maturação Colheita
Figura 1. Níveis de ação de controle das principais pragas da soja.
ampla gama de hospedeiros e sobrevive por muitos anos no solo, evitar a semeadura direta em monocultura, adotando-se a rotação/ sucessão de culturas.
1.7. Podridão branca da haste ou podridão de Sclerotinia ( Sclerotinia sclerotiorum ) (Foto 41)
Uma das mais antigas doenças da soja, a podridão de Sclerotinia continua causando perdas significativas na Região Sul e nas regiões altas do Cerrado. Além da redução do rendimento, a doença é importante por ocorrer nas principais regiões produtoras de semente.
Controle: Tratamento químico das sementes; aumentar o espaçamento (50-60 cm) e adequar a população para evitar acama- mento; rotação/sucessão de soja com espécies resistentes como o milho, aveia branca ou trigo e eliminar as plantas daninhas. Evitar a sucessão da soja em áreas cultivadas com girassol, nabo e canola.
1.8. Podridão parda da haste ( Phialophora gregata ) (Foto 42)
A podridão parda da haste foi identificada pela primeira vez em Passo Fundo-RS e municípios vizinhos, em 1989/ (COSTAMILAN et al., 1991). Desde então, tem causado sérios danos em diversos municípios do Planalto Central do Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Controle: Cultivares resistentes e rotação/sucessão com milho, sorgo, arroz, trigo, aveia preta e cevada. As cultivares mais resistentes no Rio Grande do Sul são: BR-16, Davis, EMBRAPA-1, EMBRAPA-4, EMBRAPA-19, Ivorá e OCEPAR-4=Iguaçú (COSTAMILAN & BONATO, 1993).
1.9. Podridão radicular vermelha ou síndrome da morte súbita-SDS ( Fusarium solani ) (Fotos 43 e 44)
Observada pela primeira vez em São Gotardo (MG) na safra 1981/82, na cultivar UFV-1, a podridão vermelha da raiz é hoje um problema nacional. Ocorre nas principais regiões produtoras de semente de Goiás, Minas Gerais, sul do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Além da soja, causa sérios prejuízos em feijão irrigado sob pivô central.
Controle: A semeadura direta e a monocultura da soja parecem favorecer a doença, porém, não se dispõe de dados experimentais mais concretos para uma recomendação de manejo. Entre as cultivares testadas, IAC-1 e IAC-4 foram resistentes.
2. DOENÇAS CAUSADAS POR NEMATÓIDES
2.1. Nematóides de galhas ( Meloidogyne incognita, M. javanica e M. arenaria ) (Foto 45)
Os nematóides de galhas estão entre os maiores responsá- veis por redução de rendimento em soja. A espécie mais predominante é a M. javanica.
Controle: O controle, através de resistência genética, apresenta possibilidades limitadas. A forma mais eficiente e dura- doura de conviver com os nematóides de galhas é através da rotação/sucessão de culturas com espécies resistentes (algodão, milho, sorgo, aveia, trigo, etc.) e adubação verde com espécies de Crotalaria e mucuna preta ( Styzolobium atterrimum ).
2.2. Nematóide de cisto ( Heterodera glycines ) (Fotos 46, 47 e 48)
Distribuição geográfica: Identificado pela primeira vez no Brasil na safra 1991/92, o nematóide de cisto da soja expandiu-se de forma assustadora nas safras seguintes.
Importância econômica: Na safra 1991/92, a área afetada foi estimada em 10 mil hectares, com perda avaliada em US$ 1 mi- lhão. Na safra 1993/94, a área infestada foi estimada em cerca de 1 milhão de hectares e os prejuízos só não foram catastróficos devido à semeadura do milho. Nos Estados Unidos, os níveis de danos econômicos são observados após seis a sete anos do início da infestação. No Brasil, são relatadas perdas totais em áreas de três a cinco anos de cultivo de soja. Geralmente, essas áreas apresentam forte infestação de plantas daninhas.
Sintoma: A presença do nematóide de cisto é caracterizada por reboleiras de plantas amareladas de diferentes tamanhos. As plantas infestadas podem morrer aos 30-40 dias da semeadura. Geralmente, o sintoma mais característico é o amarelecimento das folhas com acentuado sintoma de deficiência de manganês, acompanhado de nanismo das plantas, abortamento de flores e vagens. O sintoma de deficiência de manganês é mais visível nos solos sob cerrado, enquanto no latossolo roxo (Palmital, SP) a deficiência de potássio se acentua. As características mais distintas para diagnóstico do nematóide é a presença típica dos cistos (fêmeas) de coloração branca a amarela nas raízes e castanha no solo (Foto 48).
Controle: A primeira medida a ser adotada é a de evitar a dispersão do nematóide para novas áreas. As principais formas de disseminação para áreas indenes são: a) movimentação e transporte de solo infestado aderido a máquinas e implementos agrícolas, veículos e calçados; b) erosão eólica; c) erosão por água de chuva; d) sementes com partículas de solo contendo cistos; e) aves e animais silvestres; e f) transporte de soja não beneficiada, contendo torrões e resíduos contaminados, distribuídos por caminhões, ao longo das rodovias. A identificação do nematóide na fase inicial de infestação é fundamental para o controle.
Manejo integrado: A alternativa de controle mais viável e duradoura é o manejo integrado, cujo objetivo é a redução da população do nematóide a um nível de convivência através da combinação de diversas práticas agronômicas: a) rotação/sucessão de culturas com hospedeiros não suscetíveis (algodão, amendoim, arroz, cana-de-açúcar, girassol, mandioca, milho, sorgo/aveia, cevada, trigo, milheto e pastagem); b) adubação verde (mucuna, Crotalaria); c) controle de plantas daninhas; e d) retardamento da semeadura de cultivares precoces. Na maioria das regiões, a rotação com o milho é a opção econômica mais viável, porém, sua expansão já está apresentando sérios problemas de armazenamento e comercialização. As sucessões mais viáveis são as culturas de inverno ou de entressafra, com finalidades econômicas ou de cobertura, adubação verde ou complementação de pastagem, como o milheto, sorgo, aveia preta, a mucuna e espécies de Crotalaria. A principal limitação no uso dessas espécies é a pouca disponibilidade de semente, por falta de demanda e de estrutura de produção. Observações preliminares em lavouras com altas populações de nematóides têm mostrado que apenas um ano de rotação com milho não é suficiente para reduzir os prejuízos ao nível de dano econômico. Portanto, é fundamental que a presença do nematóide seja detectada na fase inicial de infestação, para que um ano de rotação seja eficaz.
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Foto 11. Vista de uma lavoura com deficiência de man- ganês induzida pelo excesso e má incorporação de calcário, em região de cerrado.
Foto 12. Toxidez de manganês em solos ácidos, de origem basáltica. O sintoma é um encarquilhamento com pontos marrons no limbo foliar.
Foto 14. Folhas deficientes em zinco apresentam colora- ção amarelo-ouro entre as nervuras.
Foto 13. Toxidez de manganês (detalhe do encarquilha- mento dos folíolos).
Foto 9. Folha com deficiência de magnésio: clorose internerval e nervuras de cor verde-pálido.
Foto 10. Folhas com deficiência de manganês: clorose internerval e nervuras de cor verde-escuro.
Foto 15. Folha com sintoma avançado de deficiência de zinco, com nervuras de coloração verde-escuro intenso.
Foto 16. Deficiência de cobre em folha nova: necrose nas pontas e margens.
Foto 17. Sintomas de deficiência de nitrogênio induzida pela deficiência de molibdênio em solo ácido (à frente); ao fundo, acidez corrigida.
Foto 19. Lagarta da soja: Anticarsia gemmatalis.
Foto 18. Folha com deficiência de ferro.
Foto 20. Percevejo verde: Nezara viridula.
Foto 21. Percevejo verde pequeno: Piezodorus guildinii. Foto 22. Percevejo marrom: Euschistus heros.
Foto 23. Vespa Trissolcus basalis parasitando ovos de Foto 24. Podisus connexivus predando uma lagarta. percevejo.
Foto 33. Cancro da haste: lesão inicial com necrose do lenho ( D. p. f.sp. meridionalis ).
Foto 35. Antracnose: necrose e seca da vagem ( Colleto- trichum dematium var. truncata ).
Foto 34. Cancro da haste: necrose da medula ( D. p. f.sp. meridionalis ).
Foto 36. Antracnose: necrose superficial na haste ( Colle- totrichum dematium var. truncata ).
Foto 40. Podridão radicular de Corynespora ( C. cassiicola ).
Foto 38. Seca da haste e da vagem: deterioração da vagem e semente ( Phomopsis sojae ).
Foto 37. Seca da haste e da vagem ( Phomopsis sojae ).
Foto 39. Mancha alvo ( Corynespora cassiicola ).
Foto 44. Podridão radicular vermelha (SDS): necrose vermelha na raiz ( Fusarium solani ).
Foto 46. Nematóide de cisto ( Heterodera glycines ): rebo- leira com plantas amarelas ou mortas aos 30- dias da semeadura.
Foto 47. Nematóide de cisto ( Heterodera glycines ): lavou- ra com sintoma de amarelecimento, nanismo e deficiência de manganês no estádio R6.
Foto 48. Nematóide de cisto ( Heterodera glycines ): cistos brancos nas raízes.
Foto 41. Podridão branca da haste ( Sclerotinia sclero- tiorum ).
Foto 43. Podridão radicular vermelha (SDS), sintoma secundário de “folha carijó”: ( Fusarium solani ).
Foto 42. Podridão parda da haste ( Phialophora gregata ).
Foto 45. Nematóide de galhas ( Meloidogyne spp. ).