Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Eletrônica, Notas de estudo de Eletrônica

curso eletrônica

Tipologia: Notas de estudo

2015

Compartilhado em 01/03/2015

samuel-melo-24
samuel-melo-24 🇧🇷

1 documento

1 / 148

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Eletrônica
1
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14
pf15
pf16
pf17
pf18
pf19
pf1a
pf1b
pf1c
pf1d
pf1e
pf1f
pf20
pf21
pf22
pf23
pf24
pf25
pf26
pf27
pf28
pf29
pf2a
pf2b
pf2c
pf2d
pf2e
pf2f
pf30
pf31
pf32
pf33
pf34
pf35
pf36
pf37
pf38
pf39
pf3a
pf3b
pf3c
pf3d
pf3e
pf3f
pf40
pf41
pf42
pf43
pf44
pf45
pf46
pf47
pf48
pf49
pf4a
pf4b
pf4c
pf4d
pf4e
pf4f
pf50
pf51
pf52
pf53
pf54
pf55
pf56
pf57
pf58
pf59
pf5a
pf5b
pf5c
pf5d
pf5e
pf5f
pf60
pf61
pf62
pf63
pf64

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Eletrônica e outras Notas de estudo em PDF para Eletrônica, somente na Docsity!

Eletrônica

Copyright © 2014 Editora etb Ltda.

2ª edição

Todos os direitos reservados.

Diretora acadêmica: Simone Savarego

Coordenadora editorial: Rosiane Aparecida Marinho Botelho

Produção editorial: lab

Projeto gráfico: Alexandre Ponzetto

As informações e as imagens são de responsabilidade dos autores.

Proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem a autorização escrita da Editora.

A Editora não se responsabiliza por eventuais danos causados pelo mau uso das informações contidas neste livro.

Impresso no Brasil

Printed in Brazil

Esse livro está catalogado na CIP.

Palavra a Abril Educação

Desenvolver uma geração de profissionais capazes de estar à frente de um mercado de trabalho desafiador, que exige cada vez mais eficiência e competências comprovadas, é uma das preocupações mais evidentes dos Governos Federal, Estaduais e Municipais, dos gestores de políticas públicas e dos desenvolvedores de programas implementados.

Com o objetivo de conquistar esse desafio e contribuir para a formação de profissionais competentes e eficazes, o Sistema etb de ensino técnico apresenta uma proposta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, a partir de um material didático desenvolvido especificamente para programas de formação profissional – Cursos Profissionalizantes de Nível Médio – na modalidade Subsequente e Concomitante.

Abrangendo mais de 12 eixos de conhecimento e com mais de 50 coleções de “cadernos de conteúdo”, o Sistema etb cobre mais de 90% das demandas de formação profissional por todo o Brasil, contando com o endosso da Abril Educação, cuja trajetória bem-sucedida já atravessa cinco décadas.

O Sistema etb tem ao seu dispor a experiência e a abrangência de um dos maiores expoentes no setor educacional, com destaque para metodologias diferenciadas e recursos educacionais exclusivos para a educação profissional.

A oferta de programas de formação profissional, baseada em um material didático de qualidade e focado no desenvolvimento de habilidades e competências, associada à sequência de políticas públicas que estimulam o investimento no setor da educação profissional compõem uma proposta aos cidadãos para que consigam entrar no mercado de trabalho pela porta da frente, como convidados a exercer suas atividades de maneira segura e eficiente em empresas que clamam por profissionais diferenciados.

Este livro é mais um convite na direção da real compreensão da expressão SER PROFISSIONAL. O objetivo deste curso é a formação de profissionais que não só tenham conhecimento profundo e capacidade de resolver problemas, mas também sejam criativos, éticos e preocupados com ações e processos sustentáveis.

A reunião de autores renomados na área do ensino fortalece o caráter criterioso e responsável dos capítulos componentes desta obra, para que, com eles, o aluno esteja provido do material necessário para iniciar sua carreira profissional, a qual será repleta de conquistas e outras lições.

Ivan Sartori Diretor de Novos Negócios da Abril Educação Mantenedora do etb – Editora Técnica do Brasil

Sumário

Eletrônica

  • Associação de Resistores ................................................................................................................................. Christovam Paschoal Filho
  • Leis de Kirchhoff .................................................................................................................................................
  • Estudo dos Geradores – Geradores de Tensão e de Corrente
  • Divisores de Tensão e de Corrente............................................................................................................
  • Ponte de Wheatstone
  • Física do Semicondutor.................................................................................................................................
  • Cristais do tipo N e do tipo P
  • Junção PN...........................................................................................................................................................
  • Junção PN com polarização inversa e polarização direta
  • Estrutura Interna dos Transistores............................................................................................................
  • Diodos Semicondutores
  • Circuitos Retificadores
  • Capacitores
  • Filtragem
  • Diodo Zener
  • Fonte de Tensão Estabilizada
  • Parâmetros e Configurações dos Transistores Bipolares
  • Polarização de Transistores Bipolares......................................................................................................
  • Transistor como Amplificador
  • Exercícios 1.........................................................................................................................................................
  • Sistemas de Numeração
  • Álgebra de Boole..............................................................................................................................................
  • Portas Lógicas
  • Combinação de Portas Lógicas - Portas NE e NOU
  • Combinação de Portas Lógicas - Portas OU Exclusivo e NOU Exclusivo
  • Portas com Múltiplas Entradas e Portas Controladas
  • Minimização de Funções Booleanas
  • Implementação de Funções Lógicas
  • Família de Circuitos Lógicos (I)
  • Família de Circuitos Lógicos (II) ...............................................................................................................
  • Transistores de Efeito de Campo - FET..................................................................................................
  • Polarização de Transistores de Efeito de Campo - FET ....................................................................
  • Família MOS (Metal-Oxide-Semicondutor = Metal-Óxido-Semicondutor)
  • Resumo das Características Gerais das Famílias Lógicas
  • Dispositivos Especiais – Tri-State e Schimitt-Trigger .....................................................................
  • Método de Análise de Circuitos...............................................................................................................
  • Efeitos da Corrente Elétrica no Corpo Humano – Choque Elétrico..........................................
  • Exercícios 2.......................................................................................................................................................
  • Atividade Complementar 1 – Divisor de Corrente ...........................................................................
  • Atividade Complementar 2 – Divisor de Tensão...............................................................................
  • Atividade Complementar 3 – Retificador de Meia Onda ..............................................................
  • Atividade Complementar 4 - Cálculo de um Circuito de Polarização .....................................
  • Gabarito - Exercícios 1 ................................................................................................................................
  • Gabarito - Exercícios 2 ................................................................................................................................

Substituindo-se na igualdade acima, temos:

R.i = R 1 .i + R 2 .i + R 3 .i

Concluímos que:

R = R 1 + R 2 + R 3

Portanto, a resistência equivalente para a associação de resistores em série, é o somatório das mesmas.

Associação em Paralelo

Uma associação de resistores é um paralelo, quando todos estiverem submetidos à mesma diferença de potencial.

Figura 2 -Associação em parelelo.

A tensão total entre os pontos A e B do circuito é U.

A intensidade total da corrente i subdivide-se por todos os resistores.

i = i 1 + i 2 + i 3

Aplicando-se a primeira lei de ohm para o circuito, com raciocínio análogo à associação em série, temos:

1 =

1 +

1 +

1 R R 1 R 2 R 3

Quando apenas dois resistores de resistências R 1 e R 2 , estiverem associados em paralelo, a resistência equivalente será:

R=

R 1. R 2 (R 1 + R 2 )

Eletrônica

Associação Mista

Como o próprio nome diz, é a combinação das duas associações. Não existe uma maneira específica para resolvê-la. Devemos considerar os tipos de associação de forma separada.

No exemplo a seguir, temos os resistores de 20 Ω e 30 Ω associados em paralelo, em série com o resistor de 50 Ω.

A resistência equivalente da associação em paralelo é:

20.30/(20 + 30) = 12 Ω

12 Ω em série com 50 Ω é:

12 + 50 = 62 Ω

Portanto, a resistência equivalente do circuito é 62 Ω.

Leis de Kirchhoff

As leis de Kirchhoff, juntamente com a primeira lei de Ohm, permitem analisar um circuito elétrico, isto é, calcular as correntes, tensões e potências em seus componentes.

D

A B C

F E

6V

12V (^) 6V

3V

7 Ω (^) 3V 2 Ω

2 Ω 1 Ω

9 Ω

Figura 3 -Circuito elétrico.

Rede Elétrica

Definições

- Rede Elétrica: é qualquer conjunto de elementos de circuito, associados – na figura acima temos um exemplo de rede elétrica, com geradores, receptores e resistores associados.

O receptor ainda não foi estudado, entretanto é bom lembrar que no gerador a corrente elétrica sai do seu pólo positivo e entra no seu pólo negativo. Quando ocorre o inverso, o elemento não atua como gerador, mas sim, como receptor, que será objeto de estudo nos próximos capítulos.

Eletrônica

I 3 = I 1 + I 2 (eq. 1)

Temos assim a primeira equação. Como são três incógnitas (I 1 , I 2 e I 3 ) precisamos de mais duas equações.

Lei da Malhas

Numa malha, a soma algébrica das tensões é igual à soma algébrica dos produtos das resistências pelas respectivas intensidades de corrente.

6V

12V (^) 6V

3V

7 Ω (^) 3V 2 Ω

2 Ω 1 Ω

9 Ω

I I (1) (2) I

Figura 5 -Circuito elétrico.

Percorrem-se cada uma das malhas, segundo um sentido arbitrário (horário ou anti-horário). Quando o sentido de percurso entra pelo pólo positivo do gerador ou receptor, atribui-se um sinal negativo à tensão. O produto das resistências pelas correntes será positivo quando o sentido de percurso coincidir com o sentido da corrente. Caso contrário, o produto será negativo.

Comecemos pela malha (1):

-3 + 6 – 12 = -2.I 1 – 9.I 3 - 7.I 1

-9 = -9. I 1 – 9.I 3

1 = I 1 + I 3 (eq. 2)

Na malha (2):

-6 + 3 + 3 = 1.I 2 + 2.I 2 + 9.I 3

0 = 3. I 2 + 9.I 3

0 = I 2 + 3.I 3 (eq. 3)

Temos agora, três equações e três incógnitas:

I 1 + I 2 = I 3
I 1 + I 3 = 1
I 2 + 3.I 3 = 0

Resolvendo, achamos:

I 1 = 4/5 = 0,8 A
I 2 = -3/5 = - 0,6 A
I 3 = 1/5 = 0,2 A

O fato de I 2 ter um valor negativo nos indica que o sentido arbitrário escolhido para I 2 , não coincide com o sentido real. Temos que voltar ao circuito e inverter I 2.

6V

12V 6V

3V

7 Ω (^) 3V 2 Ω

2 Ω 1 Ω

9 Ω

I1 I

I

I I2 = -3/5 A

I1 = 4/5 A I3 = 1/5 A

(G)

(R) (G)

(G)

(R)

Figura 6 -Circuito elétrico.

Podemos agora saber quais elementos são geradores (G), e quais são receptores (R).

Estudo dos Geradores – Geradores de Tensão e de Corrente

A presença do gerador é indispensável nos circuitos, para que a corrente elétrica circule permanentemente.

Gerador é qualquer bipolo cuja função seja fornecer energia potencial elétrica para as cargas que o atravessam, mantendo, dessa maneira, a corrente elétrica nos circuitos.

Pelo Princípio da Conservação da Energia , sabemos ser impossível a existência de um dispositivo que crie energia; de maneira que o gerador limita-se a transformar em energia potencial elétrica, algum outro tipo de energia.

Potência útil = Potência Total – Potência Dissipada

Pu = Pt – Pd

U.i = E.i – r.i²

Que nos leva à expressão:

U = E – r.i

Equação do Gerador

- A força eletromotriz e a resistência interna do gerador são constantes para um determinado gerador.

Um gerador é perfeitamente caracterizado por esses dois valores.

- A força eletromotriz pode ser definida como sendo a energia fornecida pelo gerador por unidade de carga para a corrente que o atravessa.

Representação dos Geradores

Os geradores são representados pelo seguinte símbolo:

E

- +

r

i

Figura 7 -Símbolo do Gerador Real.

A resistência interna r , é representada em série.

Quando quisermos representar um gerador ideal , omitiremos a resistência interna:

Nos geradores ideais, temos r = 0, daí U = E, qualquer que seja o valor da corrente i.

Figura 8 -Símbolo de gerador ideal

Eletrônica

Curva Característica do Gerador

A curva característica será a relação entre U e i, colocada num gráfico.

Como vimos, nos geradores, a relação entre a tensão e a corrente é da forma U = E – r.i.

Para Tensão Nula

U = 0, então 0 = E – r.i - daí: i = E/r

Para Corrente Nula

I = 0, então U = E – r.0 - daí: U = E

Os dois pares de valores encontrados são suficientes para o traçado do gráfico, pois este é uma reta (equação do 1º grau):

Figura 9 -Curva característica do Gerador

O ponto B da curva característica, U = 0, é obtido através da união dos terminais do gerador por meio de um fio sem resistência (curto-circuito). Nessas condições, temos o gerador em curto-circuito, e a corrente é chamada de corrente de curto-circuito: icc = E/r

No ponto A da curva característica, i = 0 , ou seja, o gerador encontra-se desligado de qualquer circuito. Nesse caso, diremos que o gerador está num circuito aberto.

A tangente do ângulo formado no ponto B é numericamente igual à resistência interna do gerador.

Rendimento de um Gerador

O rendimento ( η ) é definido pelo quociente entre a potência útil e a potência total gerada:

η = Pu/Pt

Mas, Pu = U.i e Pt = E.i

Daí: η = U.i/E.i, então:

Eletrônica

Análise do Circuito

- Resistência equivalente: RT = R 1 + R 2 .RL(R 2 + RL)

Com o mesmo raciocínio utilizado para o divisor sem carga, temos:

- Tensão na saída: VS = U.R 2 /[(R 1 .R 2 /RL) + R 1 + R 2 ]

se R (^) L for muito maior do que R 1 e R 2 , o termo R 1 .R 2 /RL torna-se muito pequeno, então

V (^) S = U.R 2 /(R 1 + R 2 ) que é a expressão do divisor de tensão sem carga. Análise do Circuito

- Resistência equivalente: RT = R 1 .R 2 .(R 1 + R 2 )

Aplicando-se a primeira lei de Ohm:

I 1 = U/R 1

I 2 = U/R 2

Pela primeira lei de Kirchhoff

I = I 1 + I 2 = U/RT

Aplicando-se as leis da matemática, temos:

I 1 = I.R 2 .(R 1 + R 2 )
I 2 = I.R 1 .(R 1 + R 2 )

Portanto, conhecida a corrente total do gerador no circuito em paralelo, a corrente em cada resistor é o produto da corrente total pela razão entre a resistência do outro ramo e a soma das resistências do circuito em paralelo.

Aplicações do Divisor de Tensão

Uma das aplicações é o ajuste da tensão de saída de um circuito, antes de conectá-lo à entrada de outro.

Como exemplos, temos os voltímetros, que permitem que um instrumento de baixa tensão possa medir tensões elevadas; a obtenção de tensão baixa por meio de uma fonte de tensão elevada; o controle de volume de um rádio, permitindo que se varie a amplitude do sinal de saída de zero até o valor máximo.

Aplicações do Divisor de Corrente

Uma das aplicações é no amperímetro, no qual se associa um galvanômetro, que mede pequenas correntes, a um divisor de corrente, a fim de realizar a medida de elevadas amplitudes de corrente.

Ponte de Wheatstone

Para se determinar o valor de uma resistência desconhecida, utiliza-se uma montagem denominada “Ponte de Wheatstone”.

Quatro resistores, inclusive o de resistência desconhecida ( RX ), são ligados conforme esquema abaixo:

R1 R

R2 RX

I

I I

I

Ig

rg

C

D

E

I I

A G B

Figura 10 -Esquema da Ponte de Wheatstone.

Um galvanômetro de resistência interna rg nos indica a intensidade e o sentido da corrente Ig.

Modificando-se qualquer uma das resistências conhecidas ( R 1 , R 2 e R 3 ), nota-se alteração na intensidade Ig. Continuando essa modificação, num dado instante I (^) g se anula. Dizemos então que a “Ponte de Wheatstone” está em equilíbrio.

Como VCD = rg.Ig , com a ponte equilibrada conclui-se que VCD = 0.

Mas já que VCD = VC – VD , então VC = VD.

Temos então:

VA - VC = VA – VD ou R 1 .I 1 = R 2 .I 2 (eq. 1)

VC – VB = VD – VB ou R 3 .I 3 = Rx.I 4 (eq. 2)