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curso eletrônica
Tipologia: Notas de estudo
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Copyright © 2014 Editora etb Ltda.
2ª edição
Todos os direitos reservados.
Diretora acadêmica: Simone Savarego
Coordenadora editorial: Rosiane Aparecida Marinho Botelho
Produção editorial: lab
Projeto gráfico: Alexandre Ponzetto
As informações e as imagens são de responsabilidade dos autores.
Proibida a reprodução, mesmo parcial, por qualquer processo, sem a autorização escrita da Editora.
A Editora não se responsabiliza por eventuais danos causados pelo mau uso das informações contidas neste livro.
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Esse livro está catalogado na CIP.
Palavra a Abril Educação
Desenvolver uma geração de profissionais capazes de estar à frente de um mercado de trabalho desafiador, que exige cada vez mais eficiência e competências comprovadas, é uma das preocupações mais evidentes dos Governos Federal, Estaduais e Municipais, dos gestores de políticas públicas e dos desenvolvedores de programas implementados.
Com o objetivo de conquistar esse desafio e contribuir para a formação de profissionais competentes e eficazes, o Sistema etb de ensino técnico apresenta uma proposta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem, a partir de um material didático desenvolvido especificamente para programas de formação profissional – Cursos Profissionalizantes de Nível Médio – na modalidade Subsequente e Concomitante.
Abrangendo mais de 12 eixos de conhecimento e com mais de 50 coleções de “cadernos de conteúdo”, o Sistema etb cobre mais de 90% das demandas de formação profissional por todo o Brasil, contando com o endosso da Abril Educação, cuja trajetória bem-sucedida já atravessa cinco décadas.
O Sistema etb tem ao seu dispor a experiência e a abrangência de um dos maiores expoentes no setor educacional, com destaque para metodologias diferenciadas e recursos educacionais exclusivos para a educação profissional.
A oferta de programas de formação profissional, baseada em um material didático de qualidade e focado no desenvolvimento de habilidades e competências, associada à sequência de políticas públicas que estimulam o investimento no setor da educação profissional compõem uma proposta aos cidadãos para que consigam entrar no mercado de trabalho pela porta da frente, como convidados a exercer suas atividades de maneira segura e eficiente em empresas que clamam por profissionais diferenciados.
Este livro é mais um convite na direção da real compreensão da expressão SER PROFISSIONAL. O objetivo deste curso é a formação de profissionais que não só tenham conhecimento profundo e capacidade de resolver problemas, mas também sejam criativos, éticos e preocupados com ações e processos sustentáveis.
A reunião de autores renomados na área do ensino fortalece o caráter criterioso e responsável dos capítulos componentes desta obra, para que, com eles, o aluno esteja provido do material necessário para iniciar sua carreira profissional, a qual será repleta de conquistas e outras lições.
Ivan Sartori Diretor de Novos Negócios da Abril Educação Mantenedora do etb – Editora Técnica do Brasil
Substituindo-se na igualdade acima, temos:
R.i = R 1 .i + R 2 .i + R 3 .i
Concluímos que:
R = R 1 + R 2 + R 3
Portanto, a resistência equivalente para a associação de resistores em série, é o somatório das mesmas.
Associação em Paralelo
Uma associação de resistores é um paralelo, quando todos estiverem submetidos à mesma diferença de potencial.
Figura 2 -Associação em parelelo.
A tensão total entre os pontos A e B do circuito é U.
A intensidade total da corrente i subdivide-se por todos os resistores.
i = i 1 + i 2 + i 3
Aplicando-se a primeira lei de ohm para o circuito, com raciocínio análogo à associação em série, temos:
1 =
1 +
1 +
1 R R 1 R 2 R 3
Quando apenas dois resistores de resistências R 1 e R 2 , estiverem associados em paralelo, a resistência equivalente será:
R=
R 1. R 2 (R 1 + R 2 )
Associação Mista
Como o próprio nome diz, é a combinação das duas associações. Não existe uma maneira específica para resolvê-la. Devemos considerar os tipos de associação de forma separada.
No exemplo a seguir, temos os resistores de 20 Ω e 30 Ω associados em paralelo, em série com o resistor de 50 Ω.
A resistência equivalente da associação em paralelo é:
20.30/(20 + 30) = 12 Ω
12 Ω em série com 50 Ω é:
12 + 50 = 62 Ω
Portanto, a resistência equivalente do circuito é 62 Ω.
Leis de Kirchhoff
As leis de Kirchhoff, juntamente com a primeira lei de Ohm, permitem analisar um circuito elétrico, isto é, calcular as correntes, tensões e potências em seus componentes.
D
A B C
F E
6V
12V (^) 6V
3V
7 Ω (^) 3V 2 Ω
2 Ω 1 Ω
9 Ω
Figura 3 -Circuito elétrico.
Rede Elétrica
Definições
- Rede Elétrica: é qualquer conjunto de elementos de circuito, associados – na figura acima temos um exemplo de rede elétrica, com geradores, receptores e resistores associados.
O receptor ainda não foi estudado, entretanto é bom lembrar que no gerador a corrente elétrica sai do seu pólo positivo e entra no seu pólo negativo. Quando ocorre o inverso, o elemento não atua como gerador, mas sim, como receptor, que será objeto de estudo nos próximos capítulos.
I 3 = I 1 + I 2 (eq. 1)
Temos assim a primeira equação. Como são três incógnitas (I 1 , I 2 e I 3 ) precisamos de mais duas equações.
Lei da Malhas
Numa malha, a soma algébrica das tensões é igual à soma algébrica dos produtos das resistências pelas respectivas intensidades de corrente.
6V
12V (^) 6V
3V
7 Ω (^) 3V 2 Ω
2 Ω 1 Ω
9 Ω
I I (1) (2) I
Figura 5 -Circuito elétrico.
Percorrem-se cada uma das malhas, segundo um sentido arbitrário (horário ou anti-horário). Quando o sentido de percurso entra pelo pólo positivo do gerador ou receptor, atribui-se um sinal negativo à tensão. O produto das resistências pelas correntes será positivo quando o sentido de percurso coincidir com o sentido da corrente. Caso contrário, o produto será negativo.
Comecemos pela malha (1):
-3 + 6 – 12 = -2.I 1 – 9.I 3 - 7.I 1
1 = I 1 + I 3 (eq. 2)
Na malha (2):
-6 + 3 + 3 = 1.I 2 + 2.I 2 + 9.I 3
0 = I 2 + 3.I 3 (eq. 3)
Temos agora, três equações e três incógnitas:
Resolvendo, achamos:
O fato de I 2 ter um valor negativo nos indica que o sentido arbitrário escolhido para I 2 , não coincide com o sentido real. Temos que voltar ao circuito e inverter I 2.
6V
12V 6V
3V
7 Ω (^) 3V 2 Ω
2 Ω 1 Ω
9 Ω
I1 I
I
I I2 = -3/5 A
I1 = 4/5 A I3 = 1/5 A
(G)
(R) (G)
(G)
(R)
Figura 6 -Circuito elétrico.
Podemos agora saber quais elementos são geradores (G), e quais são receptores (R).
Estudo dos Geradores – Geradores de Tensão e de Corrente
A presença do gerador é indispensável nos circuitos, para que a corrente elétrica circule permanentemente.
Gerador é qualquer bipolo cuja função seja fornecer energia potencial elétrica para as cargas que o atravessam, mantendo, dessa maneira, a corrente elétrica nos circuitos.
Pelo Princípio da Conservação da Energia , sabemos ser impossível a existência de um dispositivo que crie energia; de maneira que o gerador limita-se a transformar em energia potencial elétrica, algum outro tipo de energia.
Potência útil = Potência Total – Potência Dissipada
Pu = Pt – Pd
U.i = E.i – r.i²
Que nos leva à expressão:
U = E – r.i
Equação do Gerador
- A força eletromotriz e a resistência interna do gerador são constantes para um determinado gerador.
Um gerador é perfeitamente caracterizado por esses dois valores.
- A força eletromotriz pode ser definida como sendo a energia fornecida pelo gerador por unidade de carga para a corrente que o atravessa.
Representação dos Geradores
Os geradores são representados pelo seguinte símbolo:
E
- +
r
i
Figura 7 -Símbolo do Gerador Real.
A resistência interna r , é representada em série.
Quando quisermos representar um gerador ideal , omitiremos a resistência interna:
Nos geradores ideais, temos r = 0, daí U = E, qualquer que seja o valor da corrente i.
Figura 8 -Símbolo de gerador ideal
Curva Característica do Gerador
A curva característica será a relação entre U e i, colocada num gráfico.
Como vimos, nos geradores, a relação entre a tensão e a corrente é da forma U = E – r.i.
Para Tensão Nula
U = 0, então 0 = E – r.i - daí: i = E/r
Para Corrente Nula
I = 0, então U = E – r.0 - daí: U = E
Os dois pares de valores encontrados são suficientes para o traçado do gráfico, pois este é uma reta (equação do 1º grau):
Figura 9 -Curva característica do Gerador
O ponto B da curva característica, U = 0, é obtido através da união dos terminais do gerador por meio de um fio sem resistência (curto-circuito). Nessas condições, temos o gerador em curto-circuito, e a corrente é chamada de corrente de curto-circuito: icc = E/r
No ponto A da curva característica, i = 0 , ou seja, o gerador encontra-se desligado de qualquer circuito. Nesse caso, diremos que o gerador está num circuito aberto.
A tangente do ângulo formado no ponto B é numericamente igual à resistência interna do gerador.
Rendimento de um Gerador
O rendimento ( η ) é definido pelo quociente entre a potência útil e a potência total gerada:
η = Pu/Pt
Mas, Pu = U.i e Pt = E.i
Daí: η = U.i/E.i, então:
Análise do Circuito
- Resistência equivalente: RT = R 1 + R 2 .RL(R 2 + RL)
Com o mesmo raciocínio utilizado para o divisor sem carga, temos:
- Tensão na saída: VS = U.R 2 /[(R 1 .R 2 /RL) + R 1 + R 2 ]
se R (^) L for muito maior do que R 1 e R 2 , o termo R 1 .R 2 /RL torna-se muito pequeno, então
V (^) S = U.R 2 /(R 1 + R 2 ) que é a expressão do divisor de tensão sem carga. Análise do Circuito
- Resistência equivalente: RT = R 1 .R 2 .(R 1 + R 2 )
Aplicando-se a primeira lei de Ohm:
I 1 = U/R 1
Pela primeira lei de Kirchhoff
Aplicando-se as leis da matemática, temos:
Portanto, conhecida a corrente total do gerador no circuito em paralelo, a corrente em cada resistor é o produto da corrente total pela razão entre a resistência do outro ramo e a soma das resistências do circuito em paralelo.
Aplicações do Divisor de Tensão
Uma das aplicações é o ajuste da tensão de saída de um circuito, antes de conectá-lo à entrada de outro.
Como exemplos, temos os voltímetros, que permitem que um instrumento de baixa tensão possa medir tensões elevadas; a obtenção de tensão baixa por meio de uma fonte de tensão elevada; o controle de volume de um rádio, permitindo que se varie a amplitude do sinal de saída de zero até o valor máximo.
Aplicações do Divisor de Corrente
Uma das aplicações é no amperímetro, no qual se associa um galvanômetro, que mede pequenas correntes, a um divisor de corrente, a fim de realizar a medida de elevadas amplitudes de corrente.
Ponte de Wheatstone
Para se determinar o valor de uma resistência desconhecida, utiliza-se uma montagem denominada “Ponte de Wheatstone”.
Quatro resistores, inclusive o de resistência desconhecida ( RX ), são ligados conforme esquema abaixo:
R1 R
R2 RX
I
I I
I
Ig
rg
C
D
E
I I
A G B
Figura 10 -Esquema da Ponte de Wheatstone.
Um galvanômetro de resistência interna rg nos indica a intensidade e o sentido da corrente Ig.
Modificando-se qualquer uma das resistências conhecidas ( R 1 , R 2 e R 3 ), nota-se alteração na intensidade Ig. Continuando essa modificação, num dado instante I (^) g se anula. Dizemos então que a “Ponte de Wheatstone” está em equilíbrio.
Como VCD = rg.Ig , com a ponte equilibrada conclui-se que VCD = 0.
Mas já que VCD = VC – VD , então VC = VD.
Temos então:
VA - VC = VA – VD ou R 1 .I 1 = R 2 .I 2 (eq. 1)
VC – VB = VD – VB ou R 3 .I 3 = Rx.I 4 (eq. 2)