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oral ou retal como meio de contraste radiopaco, na visualização do trato gastrintestinal, como auxiliar de diagnóstico. O sulfato de bário foi introduzido na medicina em 1910, como meio de contraste no exame por raios Roentgen do trato gastrintestinal. É praticamente insolúvel em água e, portanto, sua administração é segura, mesmo nas grandes doses necessárias, visto que ele não é absorvido no trato gastrintestinal. O farmacêutico deve tomar cuida- do para não confundir sulfato de bário com outras formas de bário, como o sulfeto e o sulfito, que são solúveis e tóxicos. O sulfato de bário é um pó bran- co, fino, não arenoso, inodoro e insípido. Quando preparado na forma de suspensão e administrado oralmente, é útil no diagnóstico de condições de hipofaringe, esôfago, estômago, intestino delgado e colo. Ele torna o trato gastrintestinal opaco aos raios x, revelando qualquer anormalidade na anato- mia do mesmo. Quando administrado por via retal, permite a visualização das características anatômi- cas do reto e do colo. Comercialmente, o sulfato de bário para uso em diagnóstico é dispensado como um pó contendo os agentes suspensores necessários para a reconsti- tuição como suspensão oral ou enema. Enemas de dose unitária e descartáveis, constituídos de suspen- sões prontas para uso, também estão disponíveis. EMULSÕES Uma emulsão é uma dispersão em que a fase dis- persa é composta de pequenos glóbulos de líquido 8 O, * Q O Q ) ê : Q O O > Si õ OOo FIGURA 14.8 Óleo mineral em emulsão com água. O maior glóbulo de óleo mede aproximadamente 0,04 mm. (Cortesia de James C. Price, PhD, College of Phar- magy, University of Georgia. ) CAPÍTULO 14 + Sistemasdispersos 399 que se encontram distribuídos em um veículo no qual é imiscível (Fig, 14.8). Nas emulsões, a fase dispersa é a fase interna e a fase dispersante é a fase externa, ou contínua. Emulsões apresentando fase interna oleosa e fase externa aquosa são emul- sões ólco-em-úgua (O/A). Em contrapartida, emul- sões apresentando fase interna aquosa e fase exter- na oleosa são denominadas emulsões água-em-óleo (4/0). Devido à fase externa de uma emulsão ser contínua, uma emulsão O/A pode ser diluída ou aumentada com água ou uma preparação aquosa e uma emulsão A/O, com um líquido oleoso ou miscível em óleo. De modo geral, para preparar uma emulsão estável, uma terceira fase é necessá- ria, ou seja, um emulgente. Dependendo de seus constituintes, a viscosidade pode variar bastante, podendo as emulsões serem líquidas ou semissóli- das, Com base em sua composição e aplicação pre- tendida, emulsões líquidas podem ser empregadas por via oral, tópica ou parenteral; as emulsões se- missólidas são para uso tópico. Muitas preparações farmacênticas que, na verdade, são emulsões não são classificadas como tal, pois se enquadram mais apropriadamente em outras categorias. Por exem- plo, emulsões como determinados linimentos, cre- mes, loções, pomadas e gotas vitaminadas são abor- dadas neste livro com tais designações. FINALIDADE DAS EMULSÕES E DA EMULSIFICAÇÃO A emulsificação permite ao farmacêutico preparar misturas homogêncas e relativamente estáveis de dois líquidos imiscíveis. Ela possibilita a administra- ção de uma substância ativa líquida na forma de mi- núsculos glóbulos. Nas preparações líquidas de uso oral, a emulsão O/A permite a administração de um óleo de sabor desagradável por meio de sua disper- são em um veículo aquoso edulcorado e flavorizado. O tamanho reduzido dos glóbulos do óleo pode tor- ná-lo mais digerível e de fácil absorção ou, se esse não for o objetivo, pode torná-lo mais eficaz, como o que ocorre, por exemplo, com o óleo mineral, que é usado como agente catártico após ser emulsificado. Emulsões para serem aplicadas na pele po- dem ser O/A ou A/O, dependendo de certos fa- tores, como natureza dos agentes terapêuticos, necessidade de um efeito emoliente sobre o teci- do e condições da pele. Agentes medicinais que irritam a pele são menos irritantes quando pre- sentes na fase interna de uma preparação tópica emulsionada do que na fase externa, cujo contato direto é mais prevalente. Naturalmente, a misci- bilidade, ou solubilidade, de um agente medicinal