




























































































Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
estatística e probabilidade
Tipologia: Notas de estudo
1 / 113
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!





























































































Instrutor: Dorival Le˜ao
Rua: Adolpho Cattani, 682 Jardim Macarengo CEP: 13560-470 S˜ao Carlos/SP Fone/Fax: (16) 3376- E-mail: [email protected]
Novembro/
v
vii
Uma popula¸c˜ao ´e um agregado de elementos (finitos ou n˜ao) para o qual deseja-se obter informa¸c˜oes sobre algumas de suas caracter´ısticas. Duas popula¸c˜oes s˜ao consideradas distintas se uma delas cont´em um elemento que n˜ao est´a contido na outra popula¸c˜ao. Como exemplo de popula¸c˜ao temos a produ¸c˜ao di´aria de um empresa, o conjunto de resultados de medi¸c˜ao de uma haste de a¸co realizada com um micrˆometro, entre outras. A amostra ´e uma parcela de uma popula¸c˜ao que pode conter informa¸c˜oes sobre a popula¸c˜ao. Para estudarmos adequadamente uma popula¸c˜ao atrav´es de uma amostra devemos planejar a coleta de dados.
Planejando a Coleta de Dados
Figura 2.1: Classifica¸c˜ao dos Dados
Neste caso a caracter´ıstica observada assume valores num´ericos. Este tipo de dado pode ser ainda classificado como discreto ou cont´ınuo.
Neste caso os dados observados formam um conjuto finito ou enumer´avel de n´umeros.
Exemplo 2.1. Foram observados 20 lotes de 1.000 pe¸cas cada um. O n´umero de pe¸cas de- feituosas encontradas em cada lote foi: 10, 12, 9, 11, 10, 8, 9, 10, 7, 10, 8, 9, 9, 10, 10, 11, 9, 11, 10, 10.
Podemos fazer a apura¸c˜ao atrav´es de uma tabela (Tabela 2.1). N´umero de pe¸cas Apura¸c˜ao N´umero de lotes Defeituosas 7 / 1 8 / / 2 9 / / / / / 5 10 / / / / / / / / 8 11 / / / 3 12 / 1 Tabela 2.1: N´umero de Pe¸cas Defeituosas em Lotes de 1.000 (Com Apura¸c˜ao)
Vemos ent˜ao que a vari´avel n´umero de pe¸cas defeituosas assume valores inteiros:... , 7 , 8 , 9 ,.. .. Logo, ´e uma vari´avel discreta.
S˜ao os que decorrem de mensura¸c˜oes. Os poss´ıveis valores incluem “todos” os n´umeros do intervalo de varia¸c˜ao da caracter´ıstica medida, isto ´e, todos os poss´ıveis valores pertencem a um
Veja que, ao se estabelecer intervalos, est´a-se admitindo que o eixo pode assumir qualquer valor entre o limite inferior, inclusive, e o limite superior, exclusive.
Os dados qualitativos apresentam como poss´ıveis realiza¸c˜oes uma qualidade (ou atributo) do indiv´ıduo pesquisado. Dentre os dados quantitativos podemos fazer uma distin¸c˜ao entre dois tipos: dado quali- tativo nominal, para o qual n˜ao existe nenhuma ordena¸c˜ao nas poss´ıveis realiza¸c˜oes, e dado qualitativo ordinal, para o qual existe uma ordem em seus resultados. Sexo, estado civil, s˜ao exemplos de dados qualitativos nominais. J´a grau de instru¸c˜ao ´e um exemplo de dado qua- litativo ordinal, pois ensinos fundamental, m´edio e superior correspondem a uma ordena¸c˜ao.
Exemplo 2.3. Uma ind´ustria de computador preocupada com v´arios defeitos que um de seus produtos vem apresentando, fez um levantamento e constatou os seguintes problemas que foram designados da seguinte forma:
Tipo de Problemas (T) Frequˆencia A 10 B 20 C 55 D 80 E 25 F 3 G 7 Tabela 2.4: Tipos de problemas Numa Ind´ustria de Computadores
Na figura 2.2 temos o Diagrama de Pareto referente a estes dados.
Figura 2.2: Diagrama de Pareto
Principais Defeitos No^ de Embalagens Custo por Unidade Custo do Defeito Defeituosas Defeituosa (R$) (R$) N´umeros Trocados 28 0,05 1, Caracteres Errados 28 0,05 1, Amassada 4 1,00 4, Perfurada 3 0,05 0, Impress˜ao Ileg´ıvel de Dados 2 0,05 0, Rasgada 2 1,00 2, Outros 1 0,05 0, TOTAL 68
Figura 2.3: Diagrama de Pareto - Relativo a Custos
A exposi¸c˜ao dos dados pode ser feita atrav´es de tabela e/ou gr´aficos. Aproveitando os exemplos anteriores poder´ıamos apresentar os dados atrav´es de suas respectivas tabelas, com a ressalva de que dever´ıamos eliminar a coluna “Apura¸c˜ao”, para uma apresenta¸c˜ao mais elegante. Tamb´em ´e l´ogico que se contarmos com um computador esta coluna n˜ao faz sentido. In´umeros gr´aficos auxiliam na apresenta¸c˜ao e interpreta¸c˜ao dos fatos, mas destacaremos os mais usuais em ind´ustrias.
Com as tabelas e/ou gr´aficos em m˜aos, tendo uma melhor visualiza¸c˜ao dos dados, muitas vezes j´a temos condi¸c˜oes de interpretar o fenˆomeno em estudo. Entretanto, para alguns casos ainda haver´a necessidade de se efetuar opera¸c˜oes num´ericas para se chegar a conclus˜oes mais s´olidas. Devido ao fato de dados quantitativos serem os mais freq¨uentemente encontrados na ind´ustria, desenvolveremos inicialmente m´etodos de an´alise para eles. Ou seja, passamos `a sua descri¸c˜ao, atrav´es do que ´e chamado de distribui¸c˜ao de frequˆencias. Dados Cont´ınuos Vejamos o exemplo 2.2, onde a Tabela 2.3 ´e agora apresentada sem a coluna APURAC¸ AO,˜ ou seja:
Diˆametro No^ de motores 4 , 2 4 , 4 12 4 , 4 4 , 6 16 4 , 6 4 , 8 32 4 , 8 5 , 0 64 5 , 0 5 , 2 36 5 , 2 5 , 4 24 5 , 4 5 , 6 12 5 , 6 5 , 8 4 Tabela 3.1: Diˆametro do Eixo de 200 Motores (Sem Apura¸c˜ao)
Note que neste exemplo a vari´avel de interesse ´e o “Diˆametro” enquanto que “N´umero de Motores” ´e a freq¨uˆencia de medidas em cada intervalo.
Diˆametro xi fi f ri pi(%) Pi(%) 4 , 2 4 , 4 4,3 12 0,06 6 6 4 , 4 4 , 6 4,5 16 0,08 8 14 4 , 6 4 , 8 4,7 32 0,16 16 30 4 , 8 5 , 0 4,9 64 0,32 32 62 5 , 0 5 , 2 5,1 36 0,18 18 80 5 , 2 5 , 4 5,3 24 0,12 12 92 5 , 4 5 , 6 5,5 12 0,06 6 98 5 , 6 5 , 8 5,7 4 0,02 2 100 Tabela 3.2: Distribui¸c˜ao de Frequˆencias dos Diˆametros dos Eixos
Figura 3.1: Histograma - Frequˆencia Absoluta Figura 3.2: Histograma - Porcentagens Algumas indica¸c˜oes na constru¸c˜ao da distribui¸c˜ao de frequˆencias s˜ao:
a frequˆencia relativa correspondente (oua frequˆencia absoluta, o que d´a no mesmo).L = (^) namplitudeo (^) de classes = Rc
onde R ´e o maior valor da amostra menos o menor valor da amostra.
Como a tabela de frequˆencia, o histograma tem a caracter´ıstica de analisar as rela¸c˜oes essenciais que os dados apresentam, e ainda verificar algumas suposi¸c˜oes. Dados Discretos Consideremos agora o Exemplo 2.1, onde a Tabela 2.1 ´e apresentada sem a coluna APURAC¸ AO.˜ N´umero de Pe¸cas N´umero de lotes Defeituosas 7 1 8 2 9 5 10 8 11 3 12 1 Tabela 3.4: N´umero de Pe¸cas Defeituosas em Lotes de 1.000 (Sem Apura¸c˜ao)
A vari´avel de interesse ´e “N´umero de pe¸cas defeituosas”, enquanto que “N´umero de Lotes” ´e a frequˆencia observada para cada classe da vari´avel de interesse. Com as quantidades j´a definidas, construiremos a tabela completa para este exemplo. Note que a coluna “Ponto M´edio” n˜ao ´e necess´aria, pois se trata de dados discretos.