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Estresse e Trabalho: Fatores e Consequências, Trabalhos de Cultura

Este documento aborda o estresse no contexto do trabalho, discutindo como as exigências do ambiente de trabalho e da sociedade em geral podem exceder as capacidades de adaptação dos profissionais, levando a doenças relacionadas ao estresse. Além disso, o texto explora os fatores intrapsíquicos e os estressores ambientais que contribuem para o desenvolvimento de transtornos relacionados ao estresse, como depressão, ansiedade, pânico e fobias.

Tipologia: Trabalhos

2012

Compartilhado em 16/06/2012

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romulo-viana-5 🇧🇷

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Estresse e Trabalho
Prof. Romulo Viana
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Estresse e Trabalho

Prof. Romulo Viana

  • (^) Talvez o ambiente do trabalho tenha se

modificado e acompanhado o avanço das

tecnologias com mais velocidade do que a

capacidade de adaptação dos

trabalhadores. Os profissionais vivem hoje

sob contínua tensão, não só no ambiente

de trabalho, como também na vida em

geral.

  • (^) O tipo de desgaste à que as pessoas

estão submetidas permanentemente nos

ambientes e as relações com o trabalho

são fatores determinantes de doenças. Os

agentes estressores psicossociais são tão

potentes quanto os microorganismos e a

insalubridade no desencadeamento de

doenças.

  • (^) O desgaste emocional a que pessoas são

submetidas nas relações com o trabalho é

fator muito significativos na determinação

de transtornos relacionados ao estresse,

como é o caso das depressões,

ansiedade patológica, pânico, fobias e

doenças psicossomáticas.

  • (^) O extremo oposto, ou seja, ter uma vida

sem motivações, sem projetos, sem

mudanças na ocupação ao longo de

muitos anos, sem perspectivas de

crescimento profissional, assim como

passar por período de desocupação no

emprego também pode provocar o mesmo

desenlace de Síndrome de Burnout.

Fatores que influenciam

Sobrecarga

  • (^) A sobrecarga de agentes estressores também pode ser considerada um fator importante para eclosão do estresse patológico no trabalho. A sobrecarga de estímulos estressores é um estado no qual as exigências do ambiente excedem nossa capacidade de adaptação. Os quatro fatores principais que contribuem para a demanda excessiva de agentes estressores no trabalho são: 1. urgência de tempo; 2. responsabilidade excessiva; 3. falta de apoio; 4. expectativas excessivas de nós mesmos e daqueles que nos cercam.

Ruído

  • (^) O ruído excessivo pode causar estresse pela estimulação do Sistema Nervoso Simpático, provocando irritabilidade e diminuindo o poder de concentração. Dessa forma, o ruído pode ter um efeito físico e/ou psicológico, ambos capazes de desencadear a reação de estresse. Este fator estressante pode produzir alterações em funções fisiológicas essenciais, como é o caso do sistema cardiovascular.

Alterações do Sono

  • (^) O contínuo atraso do sono pelos horários de trabalho, viagens e variações do rítmo das atividades sociais, facilitadas pelo uso da luz elétrica e atrações noturnas, pode levar à insônia e, conseqüentemente ao estresse. Na síndrome de fusos horários das viagens internacionais, recomenda-se não tomar decisão importante ou não competir antes da readaptação fisiológica.

Mudanças Constantes

  • (^) Esse assunto merece considerações mais amplas. As necessidades de mudanças podem ser comparadas a um ciclo vicioso; o momento presente está quase sempre exigindo mudanças, essas mudanças acabam trazendo novos problemas. Esses problemas despertam novas soluções, as quais passam a exigir novas mudanças e assim por diante.

Mudanças devidas à novas tecnologias

  • (^) A tecnologia normalmente está em contínua substituição por sistemas mais modernos. Nessa situação também as pessoas são emocionalmente solicitadas à se adaptar ao novo. Nesse caso o estresse será variável, de acordo com as Disposições Pessoais e de acordo com o tipo dessa nova tecnologia a ser implantada.

Mudanças auto-impostas

  • (^) São as exigências que fazemos de nós mesmos. Em psiquiatria, o mais sadio é que estejamos sempre inconformados e sempre adaptados. Isso significa que, através do inconformismo estamos sempre buscando fazer com que o amanhã seja melhor que o hoje. Entretanto, é indispensável que a pessoa se mantenha adaptada às circunstâncias atuais, mesmo que sejam circunstâncias adversas.

Ergonomia

  • (^) O conforto humano em seu trabalho deve ser sempre considerado, em se tratando de estresse. Como enfatizamos sempre, não devemos privilegiar apenas as razões emocionais em relação ao estresse, por ser este uma alteração global do organismo (não apenas emocional).
  • (^) Aqui deve ser considerado o conforto térmico, acústico, as horas trabalhadas ininterruptamente, a exigência física, postural ou sensoperceptiva e outros elementos associados ao desempenho profissional. Ambientes hostis, em termos de temperatura, unidade do ar e contacto com agentes agressivos à saúde fazem parte da exigência física a que alguns trabalhadores estão submetidos. Daí a enorme importância do assessoramento técnico da Medicina do Trabalho para prevenir estados de esgotamento.