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exercicios sobre funçao e reação realizados na area de matematica aplicada
Tipologia: Exercícios
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**- Relação
· Identificar e classificar uma relação de acordo com suas propriedades; · Identificar e classificar uma função de acordo com suas propriedades; · Diferenciar uma função de uma relação.
Orientações de estudo Para que o conteúdo desta Disciplina seja bem aproveitado e haja uma maior aplicabilidade na sua formação acadêmica e atuação profissional, siga algumas recomendações básicas:
Assim:
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte da sua rotina. Por exemplo, você poderá determinar um dia e horário fixos como o seu “momento do estudo”.
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma alimentação saudável pode proporcionar melhor aproveitamento do estudo.
No material de cada Unidade, há leituras indicadas. Entre elas: artigos científicos, livros, vídeos e sites para aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo da Unidade. Além disso, você também encontrará sugestões de conteúdo extra no item Material Complementar, que ampliarão sua interpretação e auxiliarão no pleno entendimento dos temas abordados.
Após o contato com o conteúdo proposto, participe dos debates mediados em fóruns de discussão, pois irão auxiliar a verificar o quanto você absorveu de conhecimento, além de propiciar o contato com seus colegas e tutores, o que se apresenta como rico espaço de troca de ideias e aprendizagem.
Organize seus estudos de maneira que passem a fazer parte
Procure se alimentar e se hidratar quando for estudar, lembre-se de que uma
Introdução
Nesta Unidade, estudaremos os conceitos de relações e funções.
Atualmente, as redes sociais, principalmente com os programas na Internet , utilizam as relações entre as pessoas, que são estabelecidas pelos usos e contatos.
As relações que formam as redes sociais computadorizadas, como Facebook, Linkedln etc., são formadas por diversos conceitos matemáticos. Essas redes são estabelecidas a partir de relações captadas via uso da própria Internet e dadas pelos usuários e estão sendo cada vez mais utilizadas pelos meios de publicidade, com o foco não só em personalizar a navegação do usuário, mas, especialmente, em oferecer produtos que sejam mais adequados ao seu perfil, perfil esse mapeado a partir das navegações e relações do usuário.
Em qualquer área da Matemática, as relações e, principalmente, as funções desempenham papel muito importante. Intuitivamente, uma função é uma máquina que transforma um objeto de entrada num novo objeto de saída, sendo que a maneira como ocorre essa transformação é a sua finalidade, isto é, finalidade e função estão intimamente associadas.
As máquinas em geral desempenham uma ou um agrupamento de funções e podem ser abstratas ou materiais. Uma das primeiras máquinas materiais a executar funções matemáticas, de modo mecânico, foi a máquina inventada por Blaise Pascal, em 1644, quando ele tinha apenas 20 anos, para ajudar seu pai nos cálculos de sua loja.
A Figura 1 mostra a máquina chamada Pascalina.
Figura 1 – Pascalina Fonte: Wikimedia Commons
Explor
Mas, antes de estudarmos as funções, veremos a definição de relações, que são ainda mais amplas que as funções. Veremos que toda função é feita a partir de uma relação, mas nem toda relação estabelece uma função.
Relação
Veremos que a relação se dá entre dois conjuntos e utilizaremos alguns exemplos numéricos para:
Dados dois conjuntos quaisquer A e B, uma relação de A em B é qualquer subconjunto do produto cartesiano A x B.
Exemplo 1 Sejam os conjuntos A = {1, 2, 3, 4} e B = {1 , 2}
Faremos uma relação de A para B de forma que cada elemento de A irá se relacionar com todos os elementos de B, formando todos os pares ordenados possíveis (a, b), ou seja: de A para B. Logo, o produto cartesiano será dado por: A X B = {(1,1) (1,2) (2,1), (2,2), (3,1), (3,2), (4,1), (4,2)}
Verificamos a seguir, na Figura 4, a representação por diagramas da relação de A em B:
Figura 4 – Relação de A em B
Como o produto cartesiano não é comutativo, a ordem dos conjuntos é relevante. O primeiro conjunto indicado é o Conjunto de Partida, e o segundo é o Conjunto de Chegada.
Importante!
Representações das Relações
O Produto Cartesiano pode ser representado por diagramas e também no plano cartesiano. Vejamos o exemplo com o produto A x B = {(1,1) (1,2) (2,1), (2,2), (3,1), (3,2), (4,1), (4,2)}.
Na Figura 5, vemos, no primeiro diagrama, o conjunto A, que é chamado conjunto de partida. Note que cada um dos elementos de A possui uma flecha que o relaciona com elementos do conjunto B, representando, no segundo diagrama à esquerda, que é chamado conjunto de chegada.
Figura 5 – Diagramas da Relação de A em B
A mesma relação A x B é agora representada no plano cartesiano, no qual o conjunto de partida é o eixo horizontal (eixo x – das abscissas) e o conjunto de chegada é representado pelo eixo vertical (eixo y – das ordenadas).
0
1
2
3
4
5
-1 0 1 2 3 4 5 6
Figura 6 – Representação no Plano Cartesiano da Relação de A em B
Na representação A x B por gráfico, utilizamos o eixo das abscissas (eixo x) para representar os elementos do conjunto de partida e o eixo das ordenadas (eixo y) para representar os elementos do conjunto de chegada.
Tipos de Relações
Classificamos uma relação de acordo com as propriedades e para dizermos que uma relação é de certo tipo, é necessário que a propriedade esteja presente em todos os pares da relação.
Relação Refl exiva
Uma relação R em A é reflexiva se todos os elementos de A estão relacionados consigo mesmos.
Ou seja:
(∀ x ∈ A ) [( x , x ) ∈ R ].
Exemplo
Seja A = {10, 12, 14, 16, 18}
A Relação R 1 = {(10, 10), (10, 18), (12, 12), (12, 14), (14, 14), (14, 16), (16, 16), (16, 18), (18, 18)} é reflexiva pois cada um dos elementos de A se relacionou consigo mesmo. Notamos a existência dos pares reflexivos destacados em azul: R 1 = {(10, 10), (10, 18), (12, 12), (12, 14), (14, 14), (14, 16), (16, 16), (16, 18), (18, 18)}.
Relação Simétrica
Uma relação R em A é simétrica se cada elemento x de A que está relacionado com y também ocorre que y está relacionado com x.
Ou seja:
(∀ x , y ∈ A ) [( x , y ) ∈ R → ( y , x ) ∈ R ]
Exemplo
Seja A = {10, 12, 14, 16, 18}
A Relação R 2 A x A = {(10, 10), (10, 18), (12, 14), (14, 12), (14, 14), (14, 16), (16, 14), (16, 16), (16, 18), (18, 10), (18, 16), (18, 18)} é simétrica, pois cada um dos elementos de A que se relacionou com B teve também o mesmo elemento de B que se relacionou com A.
Citamos aqui a observação de A que se relacionou com B, pois na relação não temos a obrigatoriedade de todos os elementos se relacionarem, mas se um elemento de A se relacionou com B, então, o mesmo B deve se relacionar com A. Por exemplo: se temos o par (12, 14), então deveremos ter o par (14, 12).
A Relação R 2 A x A = {(10, 10), (10, 18), (12, 14), (14, 12), (14, 14), (14, 16), (16, 14), (16, 16), (16, 18), (18, 10), (18, 16), (18, 18)} é, portanto, simétrica.
Relação Transitiva
Uma relação R em A é transitiva se cada elemento x de A que está relacionado com y e y está relacionado com z; então, ocorre que x está relacionado com z.
(∀ x , y , z ∈ A ) [ ( x , y ) ∈ R ( y , z ) ∈ R → ( x , z ) ∈ R ]
Exemplo
A relação x < y é transitiva, pois se x < y, então, pela definição de ser menor, existe um número k tal que x + k = y. Analogamente, se y < z, então, existe um número m tal que y + m = z.
Para verificar se x < z, basta tomar o número k + m e daí x + (k + m) = z.
Logo, x < z.
Exemplos Numéricos
5 < 6 pois 5 + 1 = 6 e 6 < 10 pois 6 + 4 = 10, como 5 + (1 + 4) = 10; então, 5 < 10.
Relação Antisimétrica
(∀ x , y ∈ A ) [( x , y ) ∈ R ^ ( y , x ) ∈ R → x = y ]
Alguns exemplos
Considere o conjunto A {1,2,3,4,5}
A relação R1 dada por x ≤ y na qual temos {(1,1), (1,2), (1,3), (1,4), (1,5), (2,2), (2,3), (2,4), (2,5), (3,3), (3,4), (3,5), (4,4), (4,5), (5,5)}
É reflexiva: pois todos os elementos de A se relacionam consigo mesmos;
Não é simétrica: vemos que em alguns pares, x se relaciona com y, mas y não se relaciona com x; como (1,2) já que não temos o par (2,1) na relação;
É transitiva: pois de 1 < 2 e 2 < 3, logo 1 < 3.
Novamente considerando o conjunto A {1, 2, 3, 4, 5}
A relação R2 dada por x = y, na qual temos {(1,1), (2,2), (3,3), (4,4), (5,5)}
Domínio Contra-Domínio
Imagem
f
Figura 8 – Diagramas: domínio, contradomínio e imagem de uma função
O termo imagem é usado tanto para o valor da função y para um elemento em x, como para o conjunto de todas as imagens dos elementos de A.
Importante ressaltar, ainda, que todos os elementos do domínio precisam se relacionar com um único elemento do contradomínio. A seguir, alguns exemplos gráficos:
É função
Figura 9 – Exemplo de Função
Nesse exemplo, temos uma função, pois notamos que cada um dos elemen- tos do domínio, à esquerda, relaciona-se com um único elemento no contradomí- nio, à direita.
Não é função
Figura 10 – Exemplo de uma relação que não é função
Já nesse outro exemplo, não temos uma função, pois um dos elementos do domínio se relacionou com dois elemen- tos do contradomínio.
É função
Figura 11 – Exemplo de uma relação que não é função
Nesse diagrama, não temos uma fun- ção. Notamos que um dos elementos do domínio não se relaciona com o contrado- mínio. E para ser função, todo e qualquer elemento do domínio deve se relacionar com um elemento do contradomínio.
É função
Figura 12 – Exemplo de função
Temos um exemplo de função, pois cada um dos elementos do domínio se relacionou apenas com um elemento do contradomínio.
Veja que os elementos do contradomí- nio podem receber a relação de mais de um elemento.
Vimos exemplos de funções a partir das representações por diagramas e agora veremos outros exemplos por representações gráficas.
Assim como as relações, as funções podem ser representadas graficamente, em que temos no plano cartesiano os eixos das abscissas (x) e os eixos das or- denadas (y).
No eixo das abscissas, temos a representação do domínio, e no eixo das orde- nadas, a representação do contradomínio.
0 0
1
2
3
-1 1 2
É função
Figura 13 – Exemplo de função
No exemplo ao lado, temos uma fun- ção, sendo que, para qualquer que seja o elemento do domínio (x), temos um ele- mento no contradomínio (y); não temos nenhum “salto” ou interrupção no gráfico.
um único elemento em B (ainda que um mesmo elemento em B tenha sido imagem de mais de um elemento de A).
Exemplo 2
A → B {(a,0), (a,2), (b,4), (c,4), (d,2)}
Não é função. Embora os elementos de A tenham uma relação em B, ocorre que um elemento (a) se relacionou com mais de um elemento em B.
Exemplo 3
A → C {(a,1), (b,3), (c,5), (d,7)}
É função, pois são observadas as seguintes determinações: todo elemento de A possui uma relação em C e cada um desses elementos se relacionou apenas com um único elemento em C.
Exemplo 4
A → C {(a,1), (c,3), (d,7)}
Não é função, pois um dos elementos de A, o elemento b, não se relacionou com nenhum elemento do conjunto C e, para ser função, todos os elementos do domínio devem possuir uma imagem a partir da função.
Exemplo 5
A → C {(a,1), (b,1), (c,1), (d,1)}
É função, pois todos os elementos de A se relacionaram com um único elemento em C. Importante notar que não há impedimento de que a imagem seja única; é o que chamamos de função constante.
Outros exemplos
Dado o conjunto A {1,2,3,4} e o conjunto B {1,2,3,4,5,6,7,8,9,10,11,12}, determine:
a) O conjunto imagem e os pares da função dada por:
f: A → B
x → y f(x)
f(x) = x + 2
Vemos que a função é dada pela regra que associa a cada elemento em A um único elemento em B e essa regra, nesse exemplo, é dada por f(x) = x +2.
Então, vamos aplicá-la a cada elemento de A.
Logo, temos: f(x) = x + Para x = 1 teremos: f(1) = 1 + 2 = 3 Para x = 2 teremos: f(2) = 2 + 2 = 4 Para x = 3 teremos: f(3) = 3 + 2 = 5 Para x = 4 teremos: f(4) = 4 + 2 + 6
Após aplicar a função para todos os elementos do domínio, vemos que cada um deles possui uma imagem (resultado da função) no contradomínio. O conjunto Imagem, ou seja Im(f) = {3,4,5,6} Como resultado da função, temos os seguintes pares ordenados: F = {(1,3), (2,4), (3,5), (4,6)} b) A partir dos mesmos conjuntos, determine o conjunto imagem e os pares ordenados a partir de f(x) = 2x Aplicando a função f(x) para todos os elementos do conjunto A {1,2,3,4}, teremos: f(1) = 2.1 = 2 f(2) = 2.2 = 4 f(3) = 2.3 = 6 f(4) = 2.4 = 8 A imagem da função Im(f) = {2,4,6,8}, que está contida no contradomínio. E os pares ordenados da função f = {(1,2) , (2,4), (3,6), (4,8)}
Igualdade entre Funções
Sejam duas funções f: A → B e g: A → B, então f será igual a g somente se para todo elemento do domínio A as imagens de cada termo, em B, forem iguais tanto pela função f como pela função g. Além disso, Domínio e Imagem devem ser iguais. Ou seja: (∀ x ∈ X) [ f(x) = g(x) ]
Exemplos numéricos Sejam A = {1,2,3} e B {a,b,c} temos as funções f e g: f = {(1,a), (2,b), (3,c)} g = {(2,b) , (1,a), (3,c)}
Vemos que f = g, vez que para um mesmo x, a f(x), a imagem de x é exatamente igual a g(x).