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incrementalismo logico e estrategias emergentes, Manuais, Projetos, Pesquisas de Gestão Social

incrementalismo logico e estrategias emergentes teoria

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2021

Compartilhado em 28/04/2021

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INCREMENTALISMO LOGICO E ESTRATEGIAS EMERGENTES
Enquanto a abordagem tradicional define estratégias antes das acções (deliberadas), Quinn e
Mintzberg defendem a existência de estratégias emergentes pois essas têm origem do decurso
das acções e do processo de aprendizagem.
As condições impostas às estratégias deliberadas tornam a sua efectivação pouco provável pois
durante o curso das mesmas, surgem situações não previstas que impulsionam o surgimento de
novas estratégias.
Segundo Camargo e Dias (2003), um dos primeiros usos do termo estratégia foi feito
aproximadamente 3.000 anos pelo general chinês Sun Tzu, que afirmava que “todos os homens
podem ver as táticas pelas quais eu conquisto, mas o que ninguém consegue ver é a estratégia
a partir da qual grandes vitórias são obtidas”.
Para Oliveira (2004, p.424), estratégia é caminho, maneira, ou ação formulada e adequada para
alcançar preferencialmente, de maneira diferenciada, os objetivos e desafios estabelecidos, no
melhor posicionamento da empresa perante o seu ambiente.
Estratégia planeada - estratégia desejada e formulada deliberadamente pelos gestores.
Estratégia não realizada - Planos irrealizáveis.
Estratégia realizada – A estratégia seguida e implementada realmente pela organização.
Estratégia emergente – Traduz-se nas rotinas, actividades e processo do dia-a-dia.
Mas o QUINN (1993) vem contrapor a ideia por mais que a cúpula administractiva defina os
objectivos estes não são seguidos com estrita obediência as intenções planeadas o que ocorre é
desencadeamento de séries de decisões estratégicas nos diversos níveis da organização que são
designados pelos autores como subsistemas de estratégias.
Ao contrario do processo racional de cima para baixo, há um incremento lógico no qual cada
um dos referidos subsistemas aborda uma classe específica de problema que, de maneira
disciplinada e em um padrão coerente que se transforma na estratégia da empresa.
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INCREMENTALISMO LOGICO E ESTRATEGIAS EMERGENTES

Enquanto a abordagem tradicional define estratégias antes das acções (deliberadas), Quinn e Mintzberg defendem a existência de estratégias emergentes pois essas têm origem do decurso das acções e do processo de aprendizagem. As condições impostas às estratégias deliberadas tornam a sua efectivação pouco provável pois durante o curso das mesmas, surgem situações não previstas que impulsionam o surgimento de novas estratégias. Segundo Camargo e Dias (2003), um dos primeiros usos do termo estratégia foi feito há aproximadamente 3.000 anos pelo general chinês Sun Tzu, que afirmava que “todos os homens podem ver as táticas pelas quais eu conquisto, mas o que ninguém consegue ver é a estratégia a partir da qual grandes vitórias são obtidas”. Para Oliveira (2004, p.424), estratégia é caminho, maneira, ou ação formulada e adequada para alcançar preferencialmente, de maneira diferenciada, os objetivos e desafios estabelecidos, no melhor posicionamento da empresa perante o seu ambiente. Estratégia planeada - estratégia desejada e formulada deliberadamente pelos gestores. Estratégia não realizada - Planos irrealizáveis. Estratégia realizada – A estratégia seguida e implementada realmente pela organização. Estratégia emergente – Traduz-se nas rotinas, actividades e processo do dia-a-dia. Mas o QUINN (1993) vem contrapor a ideia por mais que a cúpula administractiva defina os objectivos estes não são seguidos com estrita obediência as intenções planeadas o que ocorre é desencadeamento de séries de decisões estratégicas nos diversos níveis da organização que são designados pelos autores como subsistemas de estratégias. Ao contrario do processo racional de cima para baixo, há um incremento lógico no qual cada um dos referidos subsistemas aborda uma classe específica de problema que, de maneira disciplinada e em um padrão coerente que se transforma na estratégia da empresa.

O incrementalismo logico é o desenvolvimento da estratégia por experimentação e aprendizagem a partir de comprometimentos parciais em vez da formulação global de estratégias totais (Quinn 1980). Quinn (1978) argumenta que as estratégias eficazes tendem a emergir incrementalmente e oportunamente, como subsistemas da atividade organizacional, que são misturados num

padrão coerente.

Quinn (1978) refere ainda que vários assuntos estratégicos são críticos e afetam a estratégia, como o desenho da estrutura da organização, características do estilo de gestão, relações externas da empresa, capacidades inovadoras, mudanças de expectativas e mudanças tecnológicas que afetam a organização. Contudo, nenhuma organização poderia possivelmente ter previsto o tempo, severidade, ou até a natureza de tais eventos, e nenhum processo analítico formal poderia manusear todas as variáveis estratégicas usando uma abordagem de planeamento (Quinn, 1982). Na sequência desta teoria, Mintzberg (1987) refere que a elaboração e implementação da estratégia, funde-se dentro de um fluído processo de aprendizagem através do qual evoluem estratégias criativas, e que o planeamento distorce esse processo e portanto desencaminha a organização. Como contraponto às críticas e às limitações do processo deliberado de estratégia, Lindblom (1959) argumenta que o principal recurso do gestor é a sua própria experiência e que a formulação, por exemplo, de políticas públicas, ocorre em um processo serial e fragmentado, ao longo do tempo, a partir de uma sucessão de várias decisões individuais que se conectam em um conjunto maior. Para Mintzberg (1978) as estratégias são emergentes e deliberadas. Estratégia deliberada - A estratégia planeada e traduzida em ações. A estratégia emergente - é parte da efetivamente realizada, focaliza o aprendizado estratégico. Ela emerge de indivíduos ou de grupos e sobe pela organização até tornar-se, de facto, uma estratégica. As deliberadas impedem a aprendizagem, e as emergentes impedem o controlo, sendo que a aprendizagem precisa, no entanto, de controlo. Mintzberg (1978) acrescenta ainda a este propósito que os erros se tornam oportunidades quando se aprende a estratégia, e que as limitações estimulam a criatividade, pois a natural propensão para experimentar, mesmo que entediante, estimula a mudança estratégica.

"Estratégia é ao mesmo tempo planos para o futuro e padrões do passado." Mintzberg Se se perguntar a uma pessoa o que é estratégia, ela definirá como sendo algo que se planeia de algum modo para o futuro, mas se lhe for perguntado qual a estratégia que certa organização segue, ela baseia-se em factos passados. Ou seja, definem de uma maneira e usam de outra. É usada para explicar caminhos passados e para descrever caminhos pretendidos no futuro. Tal como um plano não resulta necessariamente num padrão, também um padrão pode não resultar de um plano. Por exemplo, o oleiro faz um certo tipo de objectos e de repente muda para outros formando assim dois padrões. É claro que também conseguimos visualizar vários padrões nas grandes organizações, isto porque o oleiro tem mais facilidade em alterar o tipo de objectos do que, por exemplo, a Volkswagenwerk, que teria que proceder a alterações nas linhas de montagem. Se pudéssemos ler a mente de grandes organizações, como o deveríamos fazer? Teríamos que ler mentes colectivas ou seria apenas a mente do presidente? Como poderíamos saber de onde vem a sua estratégia? No modo tradicional de estratégia, quando uma organização altera algo, essa decisão é sempre tomada pelo "BIG BOSS". Vemos isto a toda a hora na imprensa, mas percebe-se porquê. Devido à complexidade das grandes organizações, é impossível num pequeno artigo haver referências aos debates e reuniões internas, às várias propostas apresentadas e à quantidade de pessoas envolvidas. Tomemos agora como conceito básico a ligação que existe entre pensamento e acção, para que se perceba melhor o que é estratégia. Tudo o que sabemos sobre estratégia assenta neste conceito, primeiro pensamos e depois agimos. Como isto parece simples ninguém se apercebe de outros modos de estratégia. O oleiro coloca o barro na roda, começa a fazer algo com o dedo e aparece uma forma redonda, vão surgindo ideias e faz-se mais um movimento aqui e ali, finalmente nasce umas nova forma. As acções conduziram a pensar nas possíveis formas. Apareceu uma ESTRATÉGIA EMERGENTE. Um vendedor tenta vender um novo. Se esse produto não for da satisfação do publico volta à fase de produção para levar uns retoques, e um novo produto emerge. Mudou a estratégia. Mas nem todos os vendedores têm oportunidade para alterar o seu produto, basta que a sua ideia tenha que subir alguns níveis na estrutura da organização para se atrasar ou mesmo perder. Nem tudo está perdido, as suas ideias podem vir a ser utilizadas mais tarde quando a organização procurar algo novo para mudar a rota de mercado.

A ideia que se tenta tirar daqui, é que uma estratégia aplicada pode emergir por causa de algo que se passou entretanto, ou pode ser formulada deliberadamente e de seguida aplicada. Pode acontecer que o plano de certa estratégia não dê certo, e diz-se logo que os estrategas não foram suficientemente espertos. Mas não é só concebendo melhores estratégias que eles são mais espertos, também o podem ser deixando que as suas estratégias se desenvolvam gradualmente com as acções que vão sendo feitas pela organização. Nenhum artesão pensa num dia e trabalha no outro, no entanto grandes organizações tentam separar estas duas funções e depois dificultam o feedback que possa haver. Alguém dos níveis mais baixos pode ter ideias, porque por vezes está mais relacionado com o assunto, mas não as pode utilizar porque precisam de passar por quem as possa por em prática. Isto explica porque é que muita coisa falha nos negócios.

5 Ps da estratégia organizacional

1. Plano (Plan) A estratégia como plano, ou plan, pode ser entendida sob a ótica de uma orientação com base em uma diretriz — ou um conjunto delas — que visa a assegurar os objetivos da organização de forma consciente e deliberada. Em geral, tem-se uma meta inicial, que necessita de meios, atividades, ações para ser alcançada. Dessa relação entre o objetivo preterido e os modos para atingi-lo surgem as estratégias como planos. Conceber a estratégia como plano é comum tanto em uma abordagem corporativa mais global, quanto nas que são mais específicas. Quando está desenhando seu planeamento estratégico (ação macro) ou mesmo propondo um programa de incentivos (ação micro) aos colaboradores com vistas a ampliar sua participação no mercado, uma empresa está trabalhando com esse P. 2. Pretexto (Ploy) No entendimento de Mintzberg, a estratégia também pode ser considerada um pretexto, ou manobra (ploy), que desempenha a função de um estratagema que enfraquecerá ou eliminará a concorrência. Trata-se de uma ação deliberada, ou mesmo de um conjunto delas, cujo objetivo é levar os seus concorrentes a terem determinadas posturas que são favoráveis à corporação que emprega a estratégia. Existem várias situações em que a estratégia de pretexto ou manobra é empregada no contexto mercadológico. O exemplo mais comum é o anúncio de uma empresa sobre a implantação de uma nova unidade, buscando conquistar novos mercados. Nesse caso, o embuste visa a desestruturar a concorrência, desestimulando-a a lutar por aquele mercado especificamente

Trata-se de uma estratégia de ordem conceitual. Para visualizar o seu emprego, é possível pensar em um cenário que tem se tornado cada vez mais comum no contexto de mercado atual: como quando empresas do setor cosmético se afirmam a favor da natureza, focando em produtos sustentáveis, ou pela diversidade da sociedade, apresentando pessoas de diferentes culturas, gêneros, opções sexuais e cores de pele. The choices an organization makes about its strategy rely heavily on its culture – just as patterns of behavior can emerge as strategy, patterns of thinking will shape an organization's perspective, and the things that it is able to do well. For instance, an organization that encourages risk-taking and innovation from employees might focus on coming up with innovative products as the main thrust behind its strategy. By contrast, an organization that emphasizes the reliable processing of data may follow a strategy of offering these services to other organizations under outsourcing arrangements. As a Plan , strategy needs to be developed in advance and with purpose. As a Ploy, strategy is a means of outsmarting the competition. With strategy as a Pattern , we learn to appreciate that what was successful in the past can lead to success in the future. With Position , strategy is about how the organization relates to its competitive environment, and what it can do to make its products unique in the marketplace. Perspective emphasizes the substantial influence that organizational culture and collective thinking can have on strategic decision making within a company. Understanding and using each element helps you develop a robust, practical and achievable business strategy.