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Tecnologia emergentes e protagonismo......
Tipologia: Resumos
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Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para
Em 6 de abril de 2021 foi publicada a Estratégia Brasileira de Inteligência Artificial – Ebia, por meio da Portaria nº 4.617 do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações – MCTI, um documento fruto da necessidade de estabelecer regras e limites éticos para a atuação das novas tecnologias, as quais trazem rupturas constantes. Ele representa uma política de inteligência artificial que visa, principalmente, qualificar pessoas para a educação tecnológica e a capacitação dos trabalhadores para o mercado de trabalho digital. Em uma era de inovações constantes, o ensino de tecnologias deve acontecer nas escolas, enfatizando assuntos como segurança da informação, privacidade de dados, blockchain e big data, e deve continuar por toda a vida, seguindo a lógica do longlife learning , que é a educação permanente. As tecnologias emergentes exigem alto grau de qualificação técnica dos trabalhadores, que não poderão esquecer a ética e as habilidades humanas que compõem o profissional do futuro.
Ao final desta unidade, você deverá ser capaz de:
Esta unidade está organizada de acordo com os seguintes temas:
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para inovações. O lema do laboratório é: “O futuro é vivido, e não imaginado”. Por isso, ele é uma referência mundial em ideias criativas na área tecnológica.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para Portanto, são inúmeras as tecnologias emergentes que prometem mudar radicalmente a forma como praticamos diversas funções no dia a dia. Tecnologias emergentes podem ser classificadas como inovações que já são implementadas em algumas áreas, como Medicina, Educação, Negócios e Indústrias de diversos setores, mas que ainda não foram massificadas e utilizadas pela maioria das pessoas. Ou seja, elas estão em fase de implementação, em setores específicos, mas têm o objetivo potencial de popularizarem-se e transformarem-se em algo que tenha impacto de mudança no futuro. Por isso, podemos afirmar a natureza disruptiva das tecnologias emergentes, pois seu objetivo é romper padrões, modelos ou tecnologias já existentes. A versão brasileira da revista MIT Technology Review, uma das publicações atuais mais relevantes na área de inovações tecnológicas, cita no artigo Tecnologias emergentes e o futuro das organizações (2022) a existência da curva Gartner, lançada em 2000 e cuja meta é identificar em qual etapa se encontra o ciclo de desenvolvimento de uma tecnologia emergente. Curva Gartner de tecnologias emergentes do ano de 2022. Fonte: Gartner (2022).
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para De acordo com informações do gráfico, existem 25 tecnologias emergentes obrigatórias que, segundo a Gartner, ajudarão as empresas a projetarem suas práticas de inovações. Dentre as principais, estão: metaverso, superapps, web3, sustentabilidade da nuvem e observabilidade, sistemas autônomos e inteligência artificial causal. O que há de comum nelas é sua capacidade de construir experiências imersivas, acelerar a automação de inteligência artificial e otimizar as entregas dos funcionários das mais diversas funções. O gráfico também aponta tecnologias com alto potencial, as quais se encontram em estágio inicial de desenvolvimento, como: gêmeos digitais de clientes, sistemas autônomos capazes de aprender e agir sozinhos em atividades específicas e arquitetura de malha de segurança cibernética. Dentre outras tendências para o futuro, a Gartner também aponta: sistema imunológico digital, engenharia de plataforma, realização de valor sem fio, metaverso e tecnologia sustentável. Pierre Lévy, em sua obra, Tecnologias da inteligência : o futuro do pensamento na era da informática, analisa que as tecnologias trazem novas maneiras de pensar e conviver, transformando as relações entre os homens e o trabalho e da própria inteligência, a qual é fruto de novas formas de pensar e produzir conhecimento. As técnicas, portanto, redefinem as instituições e a cultura. Lévy não acredita na oposição entre o homem e a máquina, pois afirma que existe uma conexão entre as duas categorias, havendo complementação de saberes entre eles. O estudioso acredita na possibilidade de usarmos as tecnologias de forma significativa para aumentar o potencial de inteligência coletiva da sociedade. Assim, seu pensamento pode ser aplicado na reflexão crítica sobre as tecnologias emergentes, já que elas têm o objetivo de transformar radicalmente as formas de fazer e pensar processos, além de produzirem artefatos capazes de trazer dados, informações e resultados que apenas com a ação dos homens não seriam possíveis em um curto espaço de tempo.
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Tipos: Inteligência Artificial – IA, DataOps, internet das coisas (IoT), Edge Computing – EC, big data, realidade misturada, blockchain e automação de processos robóticos (RPA) Onde e como são utilizadas as tecnologias emergentes? Em 2022, o governo da França arrecadou 10 milhões de euros em impostos — o que corresponde a mais ou menos R$ 50 milhões de reais — ao taxar mais de 20 mil piscinas não declaradas no país. Isso foi graças a um software de inteligência artificial capaz de escanear automaticamente uma coleção de fotografias aéreas e nelas encontrar características típicas de piscinas em quintais, como "retângulos azuis". As imagens foram capturadas pela IA e comparadas às informações disponíveis para ver quais cidadãos tinham declarado ou não suas piscinas no recolhimento de impostos. Saiba mais Entenda melhor o processo em: Como a França usou inteligência artificial para detectar 20 mil piscinas. A inteligência artificial é uma área da Ciência da Computação que permite que os computadores desenvolvam a capacidade aprender semelhantemente à inteligência humana. É um programa que pode sentir, racionalizar, agir e adaptar-se com o objetivo de resolver problemas. O computador imita o cérebro e seu processo de aprendizagem para agir por conta própria; i. e., de forma independente. Os sistemas de IA possuem a capacidade de inteligência, em maior ou menor grau, dependendo da sofisticação com que são desenvolvidos. Isso dependerá se a Inteligência Artificial for do tipo machine learning ou deep leaning , as quais representam subáreas da inteligência artificial. Outra tecnologia emergente é o DataOps, que representa uma metodologia de gerenciamento de dados capaz de disponibilizá-los para o público de uma organização de forma mais eficiente. Existem muitas plataformas responsáveis por desenvolver uma visualização eficiente dos dados. Ademais, ferramentas de DataOps podem gerar respostas mais ágeis aos possíveis problemas na filtragem dos dados, corrigir bugs e integrar equipes para a definição de metas de desempenho em tempo real. Os dados ganham agilidade e precisão a partir do uso do DataOps. Dessa forma, ele atua na integração e na automação dos dados para que haja o gerenciamento deles a fim de serem disponibilizados para os consumidores, em uma organização.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para Outra tecnologia relevante para a gestão de dados é o edge computing (ou computação de borda), responsável por aproximar o armazenamento de dados de suas fontes geradoras em uma organização, como os clientes. Ele permite que dados pertencentes a data centers distantes migrem para a borda das redes; ou seja, para mais perto dos usuários. A vantagem é a agilidade das redes para o público. Barradas (2020), em artigo publicado na revista on-line Meio de Mensagem, explica como o edge computing pode ser útil na interação mais ágil do consumidor em uma página da web. De acordo com ele, essa opção traz vantagens não apenas pelo processamento na borda, mas também pelo redirecionamento inteligente da solicitação, levando o dispositivo do cliente a interagir com o servidor que oferece o melhor desempenho. Artigo completo em: Edge computing e seu impacto na nossa indústria. Dica Leia também um case de usos da ferramenta: Casos de uso de edge computing. As ferramentas de dados atuam junto ao big data, que é toda a quantidade de informações presentes nos bancos de dados das organizações. Com o seu apoio, é possível que as organizações obtenham informações sobre o comportamento dos usuários da rede, prevejam doenças com o apoio do histórico de informações de uma pessoa, detectem fraudes e otimizem o uso dos sistemas de recomendação, além de que isso possibilita a interpretação de dados para tomar decisões. Saiba mais Cases de uso de big data: Quatro casos de uso de big data na indústria de transformação.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para Praticamente todo e-commerce hoje realiza atendimento ao cliente via chatbot , que, muitas vezes, envia mensagens personalizadas para os clientes. Ele é apenas um exemplo da automação de processos robóticos; i. e., um tipo inteligente e programado para executar tarefas repetitivas. A inteligência artificial atualmente se integra à automação de processos robóticos e, quando isso acontece, existe a possibilidade de realizar diversas tarefas, como interpretar o comportamento dos usuários. As organizações investem cada vez mais na introdução de robôs em seus processos, no intuito de automatizar tarefas que exigem regras claras e fechadas. Leitura Leia os cases de automação de processos robóticos: 10 incríveis exemplos de RPA automação de processos robóticos na prática. Saiba mais Para saber mais, assista ao vídeo do canal da revista MIT Technology Review intitulado O uso das tecnologias emergentes e o desenvolvimento de pesquisas para a criação de soluções inovadoras.
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O que o mercado espera do profissional na era da inovação tecnológica constante? Pierre Lévy, autor clássico que analisa a consolidação das tecnologias na sociedade, afirma: “por trás das técnicas agem e reagem ideias, projetos sociais, utopias, interesses econômicos, estratégias de poder, toda a gama dos jogos dos homens em sociedade.” (1999, p. 24). De acordo com o autor, as tecnologias trazem mudanças para a vida social e cultural, como a cristalização de forças sempre diferentes entre os seres humanos. Seu argumento defende que o homem é o mesmo que constrói as diversas ferramentas que utilizamos, como a pedra, o fogo, a escrita e o telefone; ou seja, o homem não se dissocia das técnicas, sendo que o mundo humano é, ao mesmo tempo, técnico.
É impossível separar o humano de seu ambiente material, assim como dos signos e das imagens por meio dos quais ele atribui sentido à vida e ao mundo. Da mesma forma, não podemos separar o mundo material – e menos ainda sua parte artificial – das ideias por meio das quais os objetos técnicos são concebidos e utilizados, nem dos humanos que os inventam, produzem e utilizam. (LÉVY, 1999, p. 21)
No pensamento de Lévy, as tecnologias são muito mais humanas do que o senso comum pode conceber. Isso se expressa no conceito do autor de “inteligência coletiva”, que significa que com as novas ferramentas os indivíduos são levados a pensar em conjunto e a partir de novas conexões sociais que realizam via tecnologias; por exemplo, pelas redes sociais. As tecnologias possibilitam a criação coletiva de processos, a cooperação e a colaboração de indivíduos. Na “inteligência coletiva”, os próprios indivíduos geram os
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Projeção de arquivos durante chamadas de videoconferência e execução de ajustes/comentários em tempo real; criação de documentos compartilhados para serem trabalhados de maneira colaborativa (apresentações, planilhas, documentos de texto); criação de salas de bate-papo para discussão de projetos específicos; uso de redes sociais internas para colaborar em projetos/fóruns de discussões; construção de sites para compartilhamento de conteúdo entre a organização, times e pessoas. (GOOGLE SPACE, 2022)
Gonçalves (2021), em artigo publicado na versão on-line da revista Meio e Mensagem, analisa que é uma tendência das organizações implementar a automação, mas tal prática, em vez de substituir postos de trabalho, exigirá cada vez mais inteligência e eficácia dos funcionários. Assim, a ideia da automatização é liberar os funcionários de tarefas repetitivas para que possam agregar em criatividade e visão estratégica. A capacidade de adaptação a cada nova tecnologia é essencial para o profissional do futuro. A inovação constante exigirá que ele sempre adquira conhecimento e estude para que possa acompanhar as constantes transformações. Em virtude das incessantes inovações, surgiu o movimento do lifelong learning , que significa “aprendizado ao longo da vida”, o qual recomenda a educação contínua, rompendo com os velhos modelos de etapas pré-definidas da formação tradicional. Assim, a educação deve ser algo permanente e será cada vez mais necessária em um mundo que se transforma vertiginosamente. Refletir O mercado de trabalho, portanto, exigirá profissionais com capacidade de análise, que implementem a criatividade e a imaginação nas tarefas, já que o operacional será realizado pelas tecnologias. As soft skills (ou habilidades comportamentais e subjetivas) são cada vez mais solicitadas, já que os processos de inovação exigem a identificação de problemas que serão resolvidos por soluções inovadoras e via tecnologias. A técnica é apenas o meio de viabilizar a solução de questões identificadas pelos indivíduos, o que exige capacidade de reflexão e análise crítica do que ocorre no mundo.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para Saiba mais As tecnologias que hoje permitem o acesso a uma enormidade de dados, muitas vezes privados, exigem que os profissionais e as empresas adotem uma postura ética nos usos que podem ser feitos das ferramentas tecnológicas. Há bem pouco tempo, por exemplo, o algoritmo do Google apresentou uma postura racista. Caso uma pessoa digitasse “mulher feia” na busca, os resultados eram imagens de mulheres negras ou com deficiência. Em 2015, quando o Google lançou o Google Fotos, pessoas negras eram identificadas com a tag, criada de forma automática, “gorilas”. A inteligência artificial que se formou, à medida que aprendia com o que os internautas escreviam na internet, tinha um caráter racista e sexista. Portanto, empresas e profissionais necessitam identificar casos como esses, que ferem a ética e a inclusão, para que possam transformar as tecnologias em ferramentas agregadoras de valores voltados para a diversidade e o respeito coletivo. Vídeo Para saber mais, assista ao vídeo publicado na unidade da disciplina no Ambiente Virtual de Aprendizagem.
Todos os materiais didáticos apresentados nesta plataforma são protegidos por direitos autorais de propriedade da Universidade Veiga de Almeida e do Centro Universitário Jorge Amado. Qualquer uso não autorizado, reprodução ou distribuição (incluindo o upload para O intuito é levar mudanças radicais a antigos processos. As tecnologias emergentes trazem a necessidade de um novo profissional que tenha habilidade colaborativa, consiga contribuir para um pensamento coletivo criativo e adquira conhecimento de forma constante.