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Protozoozes emergentes, Notas de estudo de Farmácia

Protozoozes emergentes

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 30/06/2010

anna-layse-barros-4
anna-layse-barros-4 🇧🇷

4.6

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Protozooses

Emergentes

Introdução

 Parasitoses emergentes: doenças parasitárias surgidas recentemente ou que apresentam aumento crescente de incidência  Fatores: alteração do meio ambiente, avanço nas técnicas de diagnóstico, aumento da incidência de AIDS, uso de imunossupressores (para transplantes) e quimioterapia

Esporozoários

 Parasitos obrigatórios da Classe Sporozoea  Todos parasitas  Sem cílios nem flagelos  Reprodução sexuada e assexuada  Ciclo com reprodução por esquizogonia (merogonia), gametogonia e esporogonia  Complexo apical: anéis polares, conóide,

roptrias, micronemas, e microtubulos.

ESQUIZOGONIA ESPOROGONIA GAMETOGONIA

Morfologia

 Forma infectante: Coccídio que apresenta um oocisto elíptico, contendo em seu interior dois esporocistos com quatro esporozoítas (oocisto maduro) Esporocistos esporozoítas

  1. Ingestão de oocistos esporulados (Água e alimentos contaminados) Esporozoítas (intestino delgado) Reprodução assexuada esquizogonia Trofozoítas esquizontes merozoítas Gametócitos (masc. e fem.) Reprodução sexuada
  2. Oocistos eliminados nas fezes (tornam-se infectantes após 4-6 dias) Ciclo Biológico

Epidemiologia  Distribuição mundial  Transmissão fecal-oral, raramente contágio sexual  Mais frequente em áreas tropicais e subtropicais, sendo endêmica na América do Sul, África e Sudoeste Asiático  I. belli encontrada em vários estados do Brasil, com prevalência de 0,5% em 10.475 exames de fezes  (^) I. natalensis foi descrita na África do Sul, não encontrada no Brasil  (^) O aumento da incidência está relacionado com a AIDS: prevalência de 15% em indivíduos infectados e com diarréia

Diagnóstico

 Exame de fezes: processos de concentração: oocistos não esporulados (imaturos) Método de concentração de Ritchie Método de Hoffmann  Autofluorescência: oocistos fluorescem sob luz ultravioleta (UV) coloração azul  Pesquisa de oocistos em aspirados duodenais  Biópsia de tecido (duodeno)

 Técnicas de coloração: Kinyoun (a frio) ou Ziehl-Neelsen modificado oocistos de coloração vermelha Auramina-rodaminacor amarelo- esverdeada em microscopia de fluorescência

Tratamento e Profilaxia  Tratamento: sulfametoxazol-trimetoprim, metronidazol, sulfadiazina-pirimetamina e sulfadoxina-pirimetamina  Profilaxia: Tratamento dos infectados Saneamento básico e educação sanitária Higiene dos alimentos e das mãos (principalmente dos que mantém contato com imunodeprimidos) Consumo de água fervida ou filtrada

Morfologia

 Merontes (esquizontes): endotélio dos vasos sanguíneos do hosp. intermediário Merogonia merozoítos  Sarcocistos (cisto): musculos e outros tecidos do hosp. intermediário Merozoítos metrócitos bradizoítos  Bradizoítos: dentro dos sarcocistos; forma infectante para o hosp. definitivo  Oocistos: fezes do homem (hosp. definitivo); esporulado (2 esporocistos com 4 esporozoítos)

Oocisto Sarcocisto Bradizoít o

Patologia e Sintomatologia  (^) Infecções subclínicas e autolimitantes  (^) Não há um quadro clinico correspondente à infecção humana  Presença do parasito nos músculos do homem: sarcosporidiose muscular humana, com formação de cistos  (^) Quando maiores, os cistos aparecem como estrias esbranquiçadas nos músculos dos hosp. intermediários  Sintomas: dor muscular, miosite, febre, diarréia, náusea, vômitos, distúrbios circulatórios, calafrios, sudorese  (^) As alterações aparecem seis a 24 horas após a ingestão de carne de porco infectada.  Os sintomas desaparecem, na maioria dos casos, entre 12 e 24 horas e em alguns 48 horas.

Epidemiologia

 Distribuição Mundial  Frequentes em pessoas de alto padrão, habituadas a comer carne mal cozida  Mais comum na Europa  As aves podem disseminar mecanicamente os esporocistos  Grande problema para a medicina veterinária e agropecuária  Prevalência de menos de 1% no Brasil  Zoonose endêmica no RS