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Protozoozes emergentes
Tipologia: Notas de estudo
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Parasitoses emergentes: doenças parasitárias surgidas recentemente ou que apresentam aumento crescente de incidência Fatores: alteração do meio ambiente, avanço nas técnicas de diagnóstico, aumento da incidência de AIDS, uso de imunossupressores (para transplantes) e quimioterapia
Parasitos obrigatórios da Classe Sporozoea Todos parasitas Sem cílios nem flagelos Reprodução sexuada e assexuada Ciclo com reprodução por esquizogonia (merogonia), gametogonia e esporogonia Complexo apical: anéis polares, conóide,
ESQUIZOGONIA ESPOROGONIA GAMETOGONIA
Forma infectante: Coccídio que apresenta um oocisto elíptico, contendo em seu interior dois esporocistos com quatro esporozoítas (oocisto maduro) Esporocistos esporozoítas
Epidemiologia Distribuição mundial Transmissão fecal-oral, raramente contágio sexual Mais frequente em áreas tropicais e subtropicais, sendo endêmica na América do Sul, África e Sudoeste Asiático I. belli encontrada em vários estados do Brasil, com prevalência de 0,5% em 10.475 exames de fezes (^) I. natalensis foi descrita na África do Sul, não encontrada no Brasil (^) O aumento da incidência está relacionado com a AIDS: prevalência de 15% em indivíduos infectados e com diarréia
Exame de fezes: processos de concentração: oocistos não esporulados (imaturos) Método de concentração de Ritchie Método de Hoffmann Autofluorescência: oocistos fluorescem sob luz ultravioleta (UV) coloração azul Pesquisa de oocistos em aspirados duodenais Biópsia de tecido (duodeno)
Técnicas de coloração: Kinyoun (a frio) ou Ziehl-Neelsen modificado oocistos de coloração vermelha Auramina-rodaminacor amarelo- esverdeada em microscopia de fluorescência
Tratamento e Profilaxia Tratamento: sulfametoxazol-trimetoprim, metronidazol, sulfadiazina-pirimetamina e sulfadoxina-pirimetamina Profilaxia: Tratamento dos infectados Saneamento básico e educação sanitária Higiene dos alimentos e das mãos (principalmente dos que mantém contato com imunodeprimidos) Consumo de água fervida ou filtrada
Merontes (esquizontes): endotélio dos vasos sanguíneos do hosp. intermediário Merogonia merozoítos Sarcocistos (cisto): musculos e outros tecidos do hosp. intermediário Merozoítos metrócitos bradizoítos Bradizoítos: dentro dos sarcocistos; forma infectante para o hosp. definitivo Oocistos: fezes do homem (hosp. definitivo); esporulado (2 esporocistos com 4 esporozoítos)
Oocisto Sarcocisto Bradizoít o
Patologia e Sintomatologia (^) Infecções subclínicas e autolimitantes (^) Não há um quadro clinico correspondente à infecção humana Presença do parasito nos músculos do homem: sarcosporidiose muscular humana, com formação de cistos (^) Quando maiores, os cistos aparecem como estrias esbranquiçadas nos músculos dos hosp. intermediários Sintomas: dor muscular, miosite, febre, diarréia, náusea, vômitos, distúrbios circulatórios, calafrios, sudorese (^) As alterações aparecem seis a 24 horas após a ingestão de carne de porco infectada. Os sintomas desaparecem, na maioria dos casos, entre 12 e 24 horas e em alguns 48 horas.
Distribuição Mundial Frequentes em pessoas de alto padrão, habituadas a comer carne mal cozida Mais comum na Europa As aves podem disseminar mecanicamente os esporocistos Grande problema para a medicina veterinária e agropecuária Prevalência de menos de 1% no Brasil Zoonose endêmica no RS