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interpretação de texto básico, Esquemas de Língua Portuguesa

interpretação de texto básico para CONCURSO

Tipologia: Esquemas

2020

Compartilhado em 28/02/2020

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billi-kurt 🇧🇷

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Língua Portuguesa | Material de Apoio
Professor Pablo Jamilk.
Interpretação de textos
A charge
A charge é um tipo de texto caracterizado pela mescla entre o conteúdo imagético (não-verbal) e o conteúdo
verbal (linguístico) presente na comunicação. Uma charge pode ser fundamentalmente argumentativa, dado o
conteúdo mormente crítico que se observa em suas expressões. Não que isso seja uma obrigação, mas é certamente
uma constante nas charges.
Dentre as características mais importantes que devem ser levadas em consideração em uma charge, eis as que
mais se destacam:
1. Sua temporalidade: a charge está sempre presa a um contexto temporal.
2. Sua localidade: a charge está sempre presa a um contexto local.
3. Sua temática: há sempre um tema principal que está servindo para a reflexão.
4. A visão do chargista: há uma corrente ideológica que o chargista adota para tecer uma crítica em seu
texto.
Exemplo:
A tirinha
Diferentemente da charge, a tirinha não possui necessariamente um prendimento temporal (muito embora
as contemporâneas estejam trabalhando mais como charges sequenciais). As tirinhas são pequenas narrativas que
misturam linguagem verbal com linguagem não-verbal. Usualmente, há questionamentos sobre os efeitos de humor
que decorrem das quebras de expectativa do penúltimo para o último quadro da tirinha, portanto, é preciso atentar
para essas partes principais da pequena narrativa.
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Interpretação de textos A charge A charge é um tipo de texto caracterizado pela mescla entre o conteúdo imagético (não-verbal) e o conteúdo verbal (linguístico) presente na comunicação. Uma charge pode ser fundamentalmente argumentativa, dado o conteúdo mormente crítico que se observa em suas expressões. Não que isso seja uma obrigação, mas é certamente uma constante nas charges. Dentre as características mais importantes que devem ser levadas em consideração em uma charge, eis as que mais se destacam:

  1. Sua temporalidade: a charge está sempre presa a um contexto temporal.
  2. Sua localidade: a charge está sempre presa a um contexto local.
  3. Sua temática: há sempre um tema principal que está servindo para a reflexão.
  4. A visão do chargista: há uma corrente ideológica que o chargista adota para tecer uma crítica em seu texto. Exemplo: A tirinha Diferentemente da charge, a tirinha não possui necessariamente um prendimento temporal (muito embora as contemporâneas estejam trabalhando mais como charges sequenciais). As tirinhas são pequenas narrativas que misturam linguagem verbal com linguagem não-verbal. Usualmente, há questionamentos sobre os efeitos de humor que decorrem das quebras de expectativa do penúltimo para o último quadro da tirinha, portanto, é preciso atentar para essas partes principais da pequena narrativa. 1

Professor Pablo Jamilk.

É comum que haja um personagem central nessas tirinhas, o qual costuma ser o protagonista das ações do texto. Veja um exemplo: O poema Não, o poema não é uma tipologia em separado. Trata-se de um texto que pode ser narrativo, descritivo, até mesmo dissertativo. O que distingue o poema dos outros textos é a forma de os distribuir e a linguagem que costumam adotar. Um poema é usualmente escrito em versos. Cada linha do poema é um verso; e, ao conjunto de versos, damos o nome de estrofe. Há poemas com apenas uma estrofe, bem como há estudos sobre formatação dos poemas (número determinado de versos e estrofes, tipos de rimas, ritmo estudado em separado). Na maioria das questões de concurso sobre poemas, o questionamento é feito a respeito da interpreção do que está escrito, não se ultrapassa muito esse limite. 2

Professor Pablo Jamilk.

Vozes, cantigas e risos Ao pé das fogueiras acesas. No meio da noite despertei Não ouvi mais vozes nem risos Apenas balões Passavam, errantes Silenciosamente Apenas de vez em quando O ruído de um bonde Cortava o silêncio Como um túnel. Onde estavam os que há pouco Dançavam Cantavam E riam Ao pé das fogueiras acesas? — Estavam todos dormindo Estavam todos deitados Dormindo Profundamente.

Quando eu tinha seis anos Não pude ver o fim da festa de São João Porque adormeci Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo Minha avó Meu avô Totônio Rodrigues Tomásia Rosa Onde estão todos eles? — Estão todos dormindo Estão todos deitados Dormindo Profundamente. MOMENTO NUM CAFÉ Manuel Bandeira Quando o enterro passou Os homens que se achavam no café Tiraram o chapéu maquinalmente Saudavam o morto distraídos Estavam todos voltados para a vida 4

Professor Pablo Jamilk.

Absortos na vida Confiantes na vida. Um no entanto se descobriu num gesto largo e demorado Olhando o esquife longamente Este sabia que a vida é uma agitação feroz e sem [ finalidade Que a vida é traição E saudava a matéria que passava Liberta para sempre da alma extinta. Nel mezzo del camin… (por Olavo Bilac) “Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada E triste, e triste e fatigado eu vinha. Tinhas a alma de sonhos povoada, E a alma de sonhos povoada eu tinha… E paramos de súbito na estrada Da vida: longos anos, presa à minha A tua mão, a vista deslumbrada Tive da luz que teu olhar continha. Hoje, segues de novo… Na partida Nem o pranto os teus olhos umedece, Nem te comove a dor da despedida. E eu, solitário, volto a face, e tremo, Vendo o teu vulto que desaparece Na extrema curva do caminho extremo.” No meio do caminho No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra. Para que se registre: um mesmo texto pode possuir mais de uma tipologia. Caso isso ocorra, será considerado um texto híbrido. Há narrativas com trechos descritivos, assim como dissertações com trechos narrativos etc. Questão para praticar Ano: 2016 5

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  • Movimento : consiste em não conseguir estudar, ler, escrever etc. sem ficar arrumando algum subterfúgio para distrair-se. Comer, beber, ouvir música, ficar no sofá, brincar com o cachorro são coisas que devem ser evitadas no momento de estudar.
  • Apoio : o vício do apoio é péssimo para a leitura, pois diminui a velocidade e a capacidade de aprofundamento do leitor. Usar dedo, régua, papel ou qualquer coisa para “escorar” as linhas significa que você está com sérios problemas de concentração.
  • Garoto da borboleta: se você possui os vícios anteriores, certamente é um “garoto da borboleta”. Isso quer dizer que você se distrai por qualquer coisa e que o mínimo ruído é suficiente para acabar com o seu fluxo de leitura. Já deve ter acontecido: terminou de ler uma página e se perguntou: “que foi mesmo que eu li”. Pois é, você só conseguirá se curar se começar a se dedicar para obter o melhor de uma leitura mais aprofundada. Organização leitora :
  • Posto: trata-se da informação que se obtém pela leitura inicial.
  • Pressuposto: trata-se da informação acessada por meio do que não está escrito.
  • Subentendido: trata-se da conclusão a que se chega ao unir posto e pressuposto. Veja o exemplo abaixo:
  • Cientistas dizem que pode haver vida extraterreste em algum lugar do espaço. Desse trecho, pode-se concluir que a vida extraterrestre não é uma certeza, mas uma possibilidade. Se a banca afirmar que certamente há vida extraterrestre, há um erro evidente na questão. Dicas de organização de leitura
  1. Ler mais de uma vez o texto : para ter certeza do tema e de como o autor trabalha com o assunto.
  2. Atentar para a relação entre os parágrafos : analisar se há conexão entre eles e como ela é feita. Se há explicação, contradição, exemplificação etc.
  3. Entender o comando da questão : ler com atenção o que se pede para responder adequadamente.
  4. Destacar as palavras de alerta : palavras como “sempre”, “nunca”, “exclusivamente”, “somente” podem mudar toda a circunstância da questão, portanto elas devem ser destacadas e analisadas.
  5. Limitar a interpretação : cuidado para não interpretar mais do que o texto permite. Antes de afirmar ou negar algo, deve-se buscar o texto como base.
  6. Buscar o tema central dos textos : é muito comum que haja questões a respeito do tema do texto. Para captá- lo de maneira mais objetiva, atente para os primeiros parágrafos que estão escritos.
  7. Buscar a ancoragem das inferências : uma inferência é uma conclusão sobre algo lido ou visto. Para que seja possível inferir algo, deve haver um elemento (âncora) que legitime a interpretação proposta pelo examinador. Dica final: fique esperto com questões que exigem a tradução do sentido de uma frase em outra, você deve buscar os sinônimos que estão presentes nas sentenças, ou seja, associar os sentidos mais aproximados. Não é para ser o pai dos dicionários, apenas para conseguir identificar relações de sentido e aproximação semântica. GABARITO: 11 - D 7

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