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intoxicaçao carbamato, Trabalhos de Farmacologia

intoxicaçao carbamato intoxicaçao carbamato intoxicaçao carbamato intoxicaçao carbamato intoxicaçao carbamato

Tipologia: Trabalhos

2020

Compartilhado em 29/07/2020

lucas-jmh
lucas-jmh 🇧🇷

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CASOS CLÍNICOS
TOXICOLOGIA CARBAMATOS
R1 Renata
R2 Maysa
Profa Palmira
Profa Alessandra
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CASOS CLÍNICOS

TOXICOLOGIA – CARBAMATOS

R1 Renata R2 Maysa Profa Palmira Profa Alessandra

CASO 1 – ATENDIMENTO POR TELEFONE

  • Data: 30/03/14 – 18:00h
  • ID: Paciente, sexo feminino, 63 anos, de

Ituverava.

  • HMA: Paciente ingeriu ½ copo de

“chumbinho”, em tentativa de suicídio, há 40

minutos , apresentando sudorese e sialorréia,

no momento tem PA e FC aumentados.

Intoxicação por carbamatos

  • (^) Ação: inibição da acetilcolinesterase (AChE),

que tem a ação de degradar o neurotransmissor

acetilcolina (ACh). Assim, há acúmulo de ACh

nos receptores muscarínicos, nicotínicos e no

Sistema Nervoso Central.

Intoxicação por carbamatos

  • Sinais Clínicos:

Receptores Muscarínicos: sialorréia, sudorese, lacrimejamento, miose, borramento visual, hiperemia conjuntival, náusea, vômito, diarréia, tenesmo, dor abdominal, incontinência fecal, hipersecreção brônquica, rinorréia, sibilos, broncoespasmo, dispnéia, cianose, bradicardia, hipotensão, bloqueio AV, aumento da frequência urinária, incontinência urinária.

Receptores Nicotínicos: taquicardia, hipertensão, palidez, midríase, fasciculações musculares, fraqueza muscular, fadiga, cãibras, paralisia, tremores, arreflexia, paralisia flácida, insuficiência ou parada respiratória por fraqueza muscular.

Receptores Sistema Nervoso Central: Sonolência, letargia, labilidade emocional, coma, cefaléia, confusão mental, ataxia, tremores, respiração tipo Cheyne-Stokes, dispnéia, fadiga, convulsões, depressão respiratória e cardiovascular.

CASO 1 – ATENDIMENTO POR TELEFONE

  • Seguimento:
    • 19:30h – Retornam a ligação: PA:180 x 100, FC: 120. Ainda
tinha sialorréia e sudorese.
  • 19:45 – Não apresentava mais sudorese e sialorréia, sendo
orientado iniciar manutenção de atropina:
  • Iniciar manutenção de atropina (10 a 20% da dose total de atropina usada para atropinização para correr em 01 hora), com reavaliação para ajuste da dose.
  • Conduzir FA de acordo com a rotina do hospital.
  • 31/03/14 às 10h: Retorno ligação ao PA da Santa Casa de
Ituverava, paciente em bom estado geral, assintomática,
não foi necessário IOT.

Caso 2 – Atendimento UE

  • Data: 29/12/2011 – 00:
  • Paciente, sexo masculino, 36 anos, solteiro, procedente de

Sertãozinho.

  • QP: Intoxicação exógena
  • HMA: Paciente encaminhado com quadro de intoxicação

exógena hoje (não há relato do horário), por ingesta de

55ml de raticida “mão branca” que possui cumarínico em

sua composição, associado a ingesta de cerveja. Evoluiu

com rebaixamento do nível de consciência, com

desorientação, sonolência, sialorréia, sudorese,

bradicardia. No posto foi realizado 1 ampola de vit k,

lavagem gástrica com carvão ativado. Nega sangramentos.

Caso 2 – Atendimento UE

  • Medicações de uso habitual: nenhum. Nega alergias

medicamentosas.

  • Antecedentes: nega patologias, internações.
    • Tabagista 3/d há 8 anos
    • Etilista: 8 garrafas de cerveja por dia
  • Exame físico:
    • REG normocorado, hidratado, anictérico, acianótico, afebril, sialorréia, sudorese, piloereção.
    • AP: MVF, sem RA. SatO2: 100% aa.
    • AC: RCR em 2T, BNF, sem sopros. FC: 90. PA: 121/
    • Abdome: leve dor à palpação epigástrica, DB negativo, RHA+, sem VCM
    • Neuro: pupilas mióticas, ECG= 15, sonolento.

Intoxicação por carbamatos

  • Sinais Clínicos:

Receptores Muscarínicos: sialorréia, sudorese, lacrimejamento, miose, borramento visual, hiperemia conjuntival, náusea, vômito, diarréia, tenesmo, dor abdominal, incontinência fecal, hipersecreção brônquica, rinorréia, sibilos, broncoespasmo, dispnéia, cianose, bradicardia, hipotensão, bloqueio AV, aumento da frequência urinária, incontinência urinária.

Receptores Nicotínicos: taquicardia, hipertensão, palidez, midríase, fasciculações musculares, fraqueza muscular, fadiga, cãibras, paralisia, tremores, arreflexia, paralisia flácida, insuficiência ou parada respiratória por fraqueza muscular.

Receptores Sistema Nervoso Central: Sonolência, letargia, labilidade emocional, coma, cefaléia, confusão mental, ataxia, tremores, respiração tipo Cheyne-Stokes, dispnéia, fadiga, convulsões, depressão respiratória e cardiovascular.

Caso 2 – Atendimento UE

  • Resultados dos exames:
    • Colinesterase: 378 (VN= 3200 – 9000)U/L
    • Alcoolemia leve: 82 (50 – 150)mg/dL
    • THC negativo
  • 29/12 às 15h – Pela toxicologia:

Sugiro :

  • Reduzir atropina para 0,6mg/h
  • Reduzir gradualmente a atropina até suspensão ACM
(colinesterase volta ao normal em 24-48h)
  • 30/12:
    • Suspensa atropina.
    • Alta após avaliação da psiquiatria.

Caso 3 – Atendimento UE

  • Data: 11/11/2011 às 4:
  • HMA: paciente, 70 anos, com HAS e DPOC prévias,

ingeriu cerca de 20 comprimidos de losartanae quantidade desconhecida de “chumbinho” por volta de 1h de hoje, foi levado ao CSE onde apresenta-se com sialorréia, náusea, vômitos, taquicardia, hipertensão arterial e agitação. Iniciado atropina EV (feito 4mg), sem melhora. Realizada lavagem gástrica e carvão ativado. O paciente evoluiu com insuficiência respiratória e queda do nível de consciência, sendo realizado IOT. Relato de aspiração de grande quantidade do líquido do lavado gástrico.

Caso 3 – Atendimento UE

• HD: Tentativa de auto-extermínio por ingesta

de carbamato + losartana.

• CD:

– Solicito exames + RX de tórax

– Inicio atropina EV, 1mg de 5/5min

 Realizado 24mg de atropina com melhora da

ausculta pulmonar e da miose.

 Prescrito atropina 2,4ml/hem BIC

Intoxicação por carbamatos

  • Sinais Clínicos:

Receptores Muscarínicos: sialorréia, sudorese, lacrimejamento, miose, borramento visual, hiperemia conjuntival, náusea, vômito, diarréia, tenesmo, dor abdominal, incontinência fecal, hipersecreção brônquica, rinorréia, sibilos, broncoespasmo, dispnéia, cianose, bradicardia, hipotensão, bloqueio AV, aumento da frequência urinária, incontinência urinária.

Receptores Nicotínicos: taquicardia, hipertensão, palidez, midríase, fasciculações musculares, fraqueza muscular, fadiga, cãibras, paralisia, tremores, arreflexia, paralisia flácida, insuficiência ou parada respiratória por fraqueza muscular.

Receptores Sistema Nervoso Central: Sonolência, letargia, labilidade emocional, coma, cefaléia, confusão mental, ataxia, tremores, respiração tipo Cheyne-Stokes, dispnéia, fadiga, convulsões, depressão respiratória e cardiovascular.

Organosfosforado vs Carbamato

  • A fisiopatologia da intoxicação por carbamatos é

semelhante ao organofosforados mas difere em

importantes aspectos:

1. Os carbamatos inativam a acetilcolinesterase

temporariamente.

2. A dose tóxica necessária é substancialmente ampla para

compostos carbamatos comparados aos

organofosforados.

3. Os organofosforados atravessam com facilidade a barreira

hematoencefálica, produzindo quadros neurológicos mais

graves

Intoxicação por organofosforados e carbamatos

  • Diagnóstico:
  • Determinação da atividade da colinesterase
  • Creatinofosfoquinase (CPK)
  • Eletromiografia (nas intoxicações com déficit neuromotor)
  • Outros: hemograma, gasometria, uréia, creatinina, ECG, Rx de
tórax
  • Presença de grânulos do “chumbinho” na lavagem gástrica

Colinesterase pac 230 =

O paciente pode ter exames laboratoriais semelhantes ao encontrado em paciente que sofreram acidente por escorpião: K baixo, CK Mb, TGO, amilase, contagem de leucócitos e glicemia elevados, gasometria com acidose metabólica