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Resumo de Introdução a Logística
Tipologia: Resumos
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Logística – CAP 1 DEFINIÇÃO DE LOGÍSTICA EMPRESARIAL A logística é a essência do comércio. Ela contribui decisivamente para melhorar o padrão econômico de vida geral. Quanto à empresa isolada operando numa economia de alto nível, a gestão eficaz das atividades logísticas é vital. Os mercados são muitas vezes de âmbito nacional ou internacional, mesmo que a produção se concentre em pontos relativamente escassos. As atividades logísticas são a ponte que faz a ligação entre locais de produção e mercados separados por tempo e distâncias. A gestão eficaz dessas atividades é a preocupação principal do nosso curso. A sociedade moderna sempre esteve permanentemente envolvidas em atividades de movimentação- armazenagem (transporte-estoque). A novidade então deriva do conceito da gestão coordenada de atividades inter-relacionadas, em substituição à prática histórica de administrá-las separadamente, e do conceito de que a logística agrega valor a produtos e serviços essenciais para a satisfação do consumidor e o aumento das vendas. A ideia da gestão coordenada pode ser localizada nos idos de 1844. Nos ensinamentos de Jules Dupuit, um engenheiro francês, a ideia de intercambiar um custo por outro (custos de transporte por custos de armazenamento, por exemplo) estava evidente na alternativa entre transporte por via terrestre ou aquática. O primeiro livro-texto a sugerir os benefícios da gestão logística coordenada foi publicado em 1961, que conceitua gestão da logística como: O ramo da ciência militar que lida com a obtenção, manutenção e transporte de material, pessoal e instalações. Uma representação mais fiel desse campo pode ser aquela refletida na definição promulgada pelo Council of Logistics Management (1962): Logística é o processo de planejamento, implantação e controle do fluxo eficiente e eficaz de mercadorias, serviços e das informações relativas desde o ponto de origem até o ponto de consumo com o propósito de atender às exigências dos clientes. Essa definição sugere igualmente ser a logística um processo, o que significa que inclui todas as atividades importantes para a disponibilização de bens e serviços aos consumidores quando e onde estes quiserem adquiri-los. Contudo, a definição implica em que a logística é parte do processo da cadeia de suprimentos, e não do processo inteiro. Cadeia de suprimentos abrange todas as atividades relacionadas com o fluxo e transformação de mercadorias desde o estágio da matéria-prima (extração) até o usuário final, bem como os respectivos fluxos de informação. Materiais e informações fluem tanto para baixo quanto para cima na cadeia de suprimentos. O gerenciamento da cadeia de suprimentos (GCS) é a integração dessas atividades, mediante relacionamentos aperfeiçoados na cadeia de suprimentos, com o objetivo de conquistar uma vantagem competitiva sustentável. Empresas de varejo estão obtendo sucesso no compartilhamento de informação com os fornecedores, os quais, por sua vez, concordam em manter e gerenciar estoques nas estantes dos varejistas. Estoques no canal e faltas de produtos são menores. As fábricas que operam em esquemas de produção just-in-time estabelecem relacionamentos com fornecedores com benefícios para ambas as partes através da redução dos estoques.
Importante destacar que a gerenciamento da cadeia de suprimentos trata da coordenação do fluxo de produtos ao longo de funções e de empresas para produzir vantagem competitiva e lucratividade para cada uma das companhias na cadeia de suprimentos e para o conjunto dos integrantes dessa mesma cadeia. A CADEIA DE SUPRIMENTOS Uma única firma, em geral, não tem condições de controlar integralmente seu canal de fluxo de produtos da fonte da matéria-prima até os pontos de consumo. Para finalidades práticas, a logística empresarial tem, em cada firma, um escopo mais reduzido. Normalmente, espera- se um nível máximo de controle gerencial sobre os canais físicos imediatos de suprimento e distribuição, como se mostra na Figura 1-2. O canal físico de suprimento diz respeito à lacuna em tempo e espaço entre as fontes materiais imediatas de uma empresa e seus pontos de processamento. O canal físico de distribuição se refere à lacuna de tempo e espaço entre os pontos de processamento da empresa e seus clientes. Devido às semelhanças de atividades entre os dois canais, o suprimento físico (mais usualmente chamado de Gerenciamento de Materiais) e a Distribuição Física compreendem aquelas atividades que são integradas na Logística Empresarial.
em separado. A cadeia de suprimentos se encerra com o descarte final de um produto. O canal reverso precisa ser considerado como parte do escopo do planejamento e controle logísticos. Exemplo O canal logístico reverso entra em funcionamento quando um cliente compra uma torradeira na loja. Levando- a para casa, constata um defeito de fabricação. Devolve-a ao varejista , que reembolsa, sem problemas, o valor da compra. O varejista fica então com uma torradeira danificada no estoque da loja. Envia-a para uma central de devoluções. No recebimento, o Código Universal de Produto (UPC- Universal Product Code) da torradeira é lido para identificação no banco de dados do centro. Este determina que a torradeira tem uma autorização para devolução ao vendedor. O banco de dados acrescenta ao estoque da loja crédito equivalente ao valor da torradeira e cria para o fabricante um débito de mesmo valor. A torradeira é então devolvida ao fabricante. O varejista conseguiu recuperar o custo de um ativo danificado. Este escaneia a torradeira em seu banco de dados e determina que ela está em situação de reparo. A torradeira é consertada e posta à venda no mercado de artigos de segunda mão. O fabricante ganha valor por esse ativo danificado. O COMPOSTO DE ATIVIDADES As atividades a serem gerenciadas que compõem a logística empresarial variam de acordo com as empresas, dependendo, entre outros fatores, da estrutura organizacional, das diferentes conceituações dos respectivos gerentes sobre o que constitui a cadeia de suprimentos nesse negócio e da importância das atividades específicas para as suas operações. As atividades-chave e as de suporte são separadas porque algumas delas em geral ocorrerão em todos os canais de logística , enquanto outras só se darão, de acordo com as circunstâncias, em empresas específicas. As atividades- chave estão no circuito “crítico” do canal de distribuição física imediato de uma empresa: Os padrões dos serviços aos clientes estabelecem a qualidade dos serviços e o índice de agilidade com os quais o sistema logístico deve reagir. Os custos logísticos aumentam proporcionalmente ao nível do serviço oferecido ao cliente. O transporte e a manutenção dos estoques são as atividades logísticas primárias na absorção de custos. A experiência demonstra que cada um deles representará entre metade e dois terços dos custos logísticos totais. O transporte é essencial pelo fato de não haver empresa moderna capaz de operar sem adotar as providências necessárias para a movimentação de suas matérias-primas ou produtos acabados.
Os estoques são igualmente essenciais para a gestão logística porque normalmente é impossível e impraticável produzir instantaneamente ou garantir prazos de entrega aos clientes. Os estoques funcionam como um “pulmão” entre oferta e demanda para que se possa garantir aos clientes a disponibilidade dos produtos de maior demanda, ao mesmo tempo em que se dá flexibilidade à produção e logística na busca de métodos eficientes de produção e distribuição das mercadorias. O processamento dos pedidos é a atividades-chave final. Seus custos são normalmente menores em comparação com os do transporte ou de manutenção de estoques. Mesmo assim, o processamento de pedidos é um elemento importante na determinação do tempo total da entrega de mercadorias ou serviços a um cliente. Trata-se da atividade que desencadeia a movimentação dos produtos e o serviço de entrega. As atividades de suporte , embora possam ser tão críticas quanto as atividades-chave em algumas circunstâncias, são consideradas aqui como contribuintes para a realização da missão logística. Além disso, uma ou mais atividades de suporte podem não fazer parte do composto de ações logísticas de todas as empresas. Por exemplo, produtos como carvão, minério de ferro ou brita, por não exigirem proteção contra condições do clima ou de armazenagem , não ficarão dependentes da atividade de armazenagem, mesmo quando forem mantidos estoques. A atividade de cobrar a embalagem protetora é uma atividade de suporte de transporte e manutenção de estoque bem como de armazenagem e manuseio de materiais, uma vez que contribui para a eficiência que pode ser atingida nessas referidas atividades. Compras e programação de produtos podem ser consideradas em geral uma preocupação mais de produção que de logística. Ainda assim, também influem sobre o conjunto da operação logística, e especificamente em relação à eficiência do transporte e gestão de estoques. A manutenção das informações dá suporte a todas as outras atividades logísticas na medida em que proporciona as informações indispensáveis para o planejamento e controle. A IMPORTÂNCIA DA LOGÍSTICA/CADEIA DE SUPRIMENTOS O valor da logística é manifestado primariamente em termos de tempo e lugar. Produtos e serviços não têm valor a menos que estejam em poder dos clientes quando (tempo) e onde (lugar) eles pretenderem consumi- los. Os Custos são Significativos De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), os custos logísticos representam em média 12% do produto interno bruto mundial. Os custos logísticos, substanciais na maior parte das empresas, ficam em segundo lugar, perdendo apenas para o custo das mercadorias vendidas. Agrega-se valor pela minimização desses custos e mediante o repasse desses benefícios aos clientes e aos acionistas da empresa. As Expectativas do Serviço Logístico ao Cliente Estão Aumentando A Internet, procedimentos operacionais just-in-time e continuada reposição dos estoques são, todos, fatores que levam os clientes a esperar um processamento cada vez mais ágil de seus pedidos, entrega imediata e um alto índice de disponibilidade do produto. As Linhas de Suprimento e Distribuição Vão se Estendendo com Maior Complexidade
É tradicional que muitas empresas se organizem em torno de funções de produção e marketing****. Marketing é basicamente a venda de alguma coisa, e produção, a fabricação. Embora poucos empresários estejam dispostos a concordar em definir suas organizações de maneira assim tão simples, a verdade é que a maioria das companhias privilegia essas funções e ao mesmo tempo trata outras atividades – como tráfego, aquisições, contabilidade e engenharia – como áreas de suporte. Essa atitude é até certo ponto justificável, porque se a empresa não conseguir produzir e vender, o resto não terá significado algum. Contudo, seguir cegamente este modelo padronizado pode ser perigoso para muitas empresas pelo fato de não reconhecer a importância das atividades que devem necessariamente ocorrer entre pontos e tempos de produção ou compra e os pontos e tempos de demanda. São elas as atividades logísticas, que têm considerável influência sobre a eficiência e eficácia tanto da produção quanto da comercialização. A preocupação do marketing é situar seus produtos ou serviços em canais de distribuição convenientes de forma a facilitar o processo de troca. O conceito de administração de produção/operações em geral inclui atividades logísticas. A diferença em objetivos operacionais (maximizar as receitas e minimizar os custos) para as operações de marketing e produção pode levar a uma fragmentação do interesse e responsabilidade pelas atividades logísticas, e também a uma ausência de coordenação entre as atividades logísticas no seu todo. Isto, por sua vez, pode levar a reduzir os níveis de serviços ao cliente ou a elevar os custos logísticos totais até níveis maiores que o necessário. A logística empresarial representa uma redefinição, seja por estruturas organizacionais formais ou conceitualmente na visão dos administradores, das atividades de movimentar/estocar pode ter sido parcialmente controlada pelo marketing e parcialmente por operações/produção. Se as atividades logísticas forem vistas como uma área independente de ação gerencial, as relações entre elas e as atividades do marketing e produção/operações seriam como mostradas na Figura 1.7. O marketing seria responsável principalmente pela pesquisa de mercado, promoção, gestão da força de vendas e pelo mix do produto, que cria valor de posse do produto. Produção/ operações se preocuparia com a criação do produto ou serviço, que cria valor de forma no produto. Suas responsabilidades chaves seriam controle de qualidade, planejamento e programação da produção, projeto da função, planejamento de capacidade, manutenção, e mensuração e padrões de trabalho. A logística cuidaria daquelas atividades (definidas de antemão) que dão a um produto ou serviço valor de tempo e lugar. Essa separação de atividades da empresa em três concentrações, em lugar de duas, nem sempre é necessária ou aconselhável para que se atinja a coordenação pretendida das atividades logísticas. O marketing e a produção/ operações, quando concebidos e coordenados na maneira mais ampla, podem concretizar um trabalho eficaz na administração das atividades logísticas sem a criação de uma entidade adicional na organização. A Figura 1.7 mostra igualmente atividades que estão na interface do marketing e logística e produção/ operações com logística no âmbito da empresa. Atividade de interface é aquela que não se tem como administrar efetivamente em uma área funcional. A interface é criada pela separação arbitrária das atividades da empresa em um número limitado de áreas funcionais. A gestão das atividades de interface por uma única função pode conduzir a um desempenho não desejado pela em presa devido à subordinação de seus objetivos maiores a metas funcionais individuais – um risco potencial resultante da formatação da estrutura organizacional por departamentos que é tão comum nas empresas atuais.
A fim de concretizar a coordenação interfuncional, é indispensável que se estabeleça algum grau de sistema de mensuração e de incentivos à cooperação entre as funções participantes. A colaboração entre os integrantes do canal ligados por intermédio das relações comprador-vendedor é essencial para concretizar os benefícios de custo- serviço que não conseguem ser realizados pelos gerentes dotados de visão estritamente interna de suas responsabilidades. Os gerentes da cadeia de suprimentos entendem-se detentores de responsabilidade pelo conjunto do canal de suprimentos com o escopo ilustrado na Figura 1-8. Administrar neste cenário de abrangência bem mais ampla é o novo desafio com que depara o profissional de logística contemporâneo. OBJETIVOS DA LOGÍSTICA EMPRESARIAL O propósito é desenvolver um mix de atividades logísticas do qual venha a resultar o máximo retorno possível do investimento no menor prazo. Essa meta tem duas dimensões:
logístico, o planejamento segue um triângulo de decisão primário de localização, estoque e transporte, sendo o serviço aos clientes o resultado dessas decisões (ver a Figura 1-9).