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Este documento aborda o importante tema do isolamento em dentística restauradora, discutindo as formas absoluta e relativa, materiais utilizados, técnicas de aplicação e precauções necessárias para garantir a efetivação do isolamento. Além disso, são apresentados os tipos especiais de isolamento e a importância de utilizar referências especializadas.
Tipologia: Notas de estudo
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Em dentística restauradora ó isolamento é fundamental, pois todos os materiais restauradores necessitam de campo isolado para serem inseridos.
O isolamento pode ser absoluto ou relativo. O absoluto é a única forma de se obter um campo totalmente livre de umidade, contribuindo com a mais alta qualidade da restauração.
Isolamento absoluto:
Lençol de borracha (0,15 a 0,35mm): a borracha mais espessa confere melhor resistência ao rompimento e promove o máximo de vedamento, afastamento e proteção dos tecidos moles subjacentes.
Perfurador do lençol de borracha: dica: para manter as bordas dos furos cortantes e afiadas e, desta forma, evitar o rasgamento do lençol no momento da perfuração, basta afiar a base dos orifícios com lixa ou borracha abrasiva.
Porta-dique de borracha: no mercado existem vários modelos, de aço e plástico. Para endodontia ou outro procedimento que for necessário rx no trans operatório, deve ser utilizado o arco de plástico. Além disso, há também o arco de plástico dobrável, muito utilizado para endodontia.
Grampos: (adaptações podem ser feitas). 26 sem asa-
200 a 205, W8A, 14A, 26 sem asa (para técnica que adapta primeiro o grampo para depois passar a borracha) – molares
206 a 209 – pré-molares
210 a 211 anteriores
212 – em casos de retração gengival
Pinça porta grampo: algumas possuem a parte intermediária longa e curva próximo às garras e dificultam a retirada do grampo, especialmente em dentes posteriores mesializados. Quando for adquirir este material, é recomendado fazer o teste para evitar dificuldade no momento do uso.
Para sucesso do isolamento absoluto:
Preparo do lençol de borracha: as perfurações devem ser feitas de acordo com o diâmetro dos dentes que serão incluídos no isolamento. Alguns profissionais têm o hábito de esticar a borracha antes de adaptá-la no arco do isolamento.
Esta prática não é recomendada, pois, pode gerar pontos de laceração no lençol.
Para dentística restauradora, o dique deve incluir pelo menos dois dentes a distal daquele que será restaurado (caso possível) e o restante mesial até o canino contralateral. No caso de intervenções em dentes anteriores, deve-se isolar até os pré-molares de ambos os lados. Um número menor de dentes pode ser envolvido, desde que não interfira no acesso para a instrumentação, inserção do material restaurador e contorno da restauração. Em casos de restauração Cl I, somente um dente pode ser envolvido.
Quanto maior o tamanho dos dentes, maior espaço interdental, mais alta a papila interdental, espaço entre os dentes (ou na ausência de dentes), maior é espaço que deve ser deixado entre um furo e outro no lençol.
Testar as áreas de ponto de contato com fio dental previamente à inserção da borracha, para evitar seu rasgamento. Caso o fio dental desfie, o ponto de contato pode ser regularizado com tira de lixa para polimento de granulação fina ou com tiras de aço.
Tipos especiais de isolamento:
Grandes aberturas do lençol de borracha e associação com cianoacrilato e rolo de algodão (para restaurações múltiplas, pontes, aparelhos ortodônticos fixos e/ou contenções), dentes mal posicionados. Restrição a essa técnica: possibilita apenas o controle do fluxo salivar, e não da umidade.
Resinas bloqueadoras fotopolimerizáveis conferem controle da saliva e proteção do tecido gengival, principalmente quando da realização do clareamento dentário e condicionamento ácido.
Isolamento relativo
Indicado para confecção de restaurações provisórias ou em condições de impossibilidade de isolamento absoluto. No arco superior, a própria pressão da musculatura consegue prender o rolo de algodão ou gaze em posição. Para o arco inferior, podem-se utilizar dispositivos auxiliares como rolo-plast.
A ponta de aspiração deve ser mantida continuamente.
Para pacientes com intensa atividade de secreção salivar, tanto o isolamento absoluto quanto o relativo podem ser complementados com o uso de drogas sialopressoras (Atroveran, Dramamine, dentre outros), que atuam sobre o sistema parassimpático, diminuindo o fluxo salivar temporariamente. Para os