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Lipoproteínas e Dislipidemia, Notas de estudo de Farmacologia

Informações sobre as classes de lipoproteínas, estrutura, transporte plasmático de lipídios, síntese do colesterol, classificação laboratorial e etiológica da dislipidemia, além de tratamentos com estatinas, niacina, fibratos, resinas de ligação e inibidores de absorção intestinal. O texto é útil para estudantes de medicina, biologia e áreas afins.

Tipologia: Notas de estudo

2021

À venda por 10/02/2023

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sarah-emanuelle-1 🇧🇷

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São distúrbios metabólicos associados a qualquer uma das classes de lipoproteínas.
Complexo de macromoléculas de lipídio + proteína que transporta lipídios/colesterol na
corrente sanguínea.
ESTRUTURA: núcleo central apolar com triglicerídeos e ésteres de colesterol + revestimento
externo mais polar com fosfolipídios, colesterol livre e apoproteínas.
Existem 4 principais classes de lipoproteínas, que diferem no tamanho, na densidade e no
tipo de apoproteína:
Quilomícrons maiores e mais densas, ricas em TGs, de origem intestinal, apoB-48.
VLDL densidade muito baixa, muito ricas em colesterol, origem hepática, apoB-100.
LDL densidade baixa, ricas em colesterol, apoB-100.
HDL densidade alta, pobre em colesterol, apoA1 e apoA2.
O transporte plasmático de lipídios pode ser por via exógena, via endógena ou transporte
reverso:
VIA EXÓGENA: realizada pelo intestino.
Por meio do transportador NPC1L1 que captura colesterol do intestino, o colesterol e TGs
de fonte alimentar são absorvidos e transportados como quilomícrons na linfa e depois no
sangue aos capilares musculares e do tecido adiposo, onde os TGs são hidrolisados pela
lipoproteína lipase, e os tecidos captam os AGs livres e o glicerol resultantes. Os
quilomícrons remanescentes, ricos em colesterol, vão ao fígado, são armazenados e
oxidados a ácidos biliares, que são secretados na bile, ou ingressam na via endógena.
VIA ENDÓGENA: realizada pelo sangue.
O fígado secreta colesterol e TGs na forma de VLDL aos músculos e tecido adiposo, onde
os TGs são hidrolisados, originando AG e glicerol. Logo, a lipoproteína se torna menor,
transformando-se em LDL, que fornece a fonte de colesterol para incorporação em
membranas celulares e à síntese de esteroides. LDL (e IDL) são captados pelos hepatócitos
pelos receptores de LDL.
Lipoproteínas
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São distúrbios metabólicos associados a qualquer uma das classes de lipoproteínas. Complexo de macromoléculas de lipídio + proteína que transporta lipídios/colesterol na corrente sanguínea. ESTRUTURA: núcleo central apolar com triglicerídeos e ésteres de colesterol + revestimento externo mais polar com fosfolipídios, colesterol livre e apoproteínas. Existem 4 principais classes de lipoproteínas, que diferem no tamanho, na densidade e no tipo de apoproteína:  Quilomícrons – maiores e mais densas, ricas em TGs, de origem intestinal, apoB-48.  VLDL – densidade muito baixa, muito ricas em colesterol, origem hepática, apoB-100.  LDL – densidade baixa, ricas em colesterol, apoB-100.  HDL – densidade alta, pobre em colesterol, apoA1 e apoA2.

O transporte plasmático de lipídios pode ser por via exógena, via endógena ou transporte

reverso:

VIA EXÓGENA: realizada pelo intestino.  (^) Por meio do transportador NPC1L1 que captura colesterol do intestino, o colesterol e TGs de fonte alimentar são absorvidos e transportados como quilomícrons na linfa e depois no sangue aos capilares musculares e do tecido adiposo, onde os TGs são hidrolisados pela lipoproteína lipase, e os tecidos captam os AGs livres e o glicerol resultantes. Os quilomícrons remanescentes, ricos em colesterol, vão ao fígado, são armazenados e oxidados a ácidos biliares, que são secretados na bile, ou ingressam na via endógena. VIA ENDÓGENA: realizada pelo sangue.  O fígado secreta colesterol e TGs na forma de VLDL aos músculos e tecido adiposo, onde os TGs são hidrolisados, originando AG e glicerol. Logo, a lipoproteína se torna menor, transformando-se em LDL, que fornece a fonte de colesterol para incorporação em membranas celulares e à síntese de esteroides. LDL (e IDL) são captados pelos hepatócitos pelos receptores de LDL.

Lipoproteínas

TRANSPORTE REVERSO: HDL coleta o excesso de colesterol livre (não esterificado) das células ao plasma. O colesterol é esterificado com AG de cadeia longa, e os ésteres resultantes são transferidos para VLDL ou LDL através da enzima plasmática lecitina- colesterol aciltransferase. SÍNTESE DO COLESTEROL CLASSIFICAÇÃO LABORATORIAL:  Hipercolesterolemia isolada – colesterol total aumentado.  Hiperlipidemia mista – colesterol total e TG aumentados.  Hipertrigliceridemia isolada – TG aumentados, por aumento do VLDL ou QM. CLASSIFICAÇÃO ETIOLÓGICA:  Hiperlipidemia primária – causas genéticas.  Hiperlipidemia secundária – doenças, medicamentos, hábitos de vida... DISLIPIDEMIA: pode ser primária ou secundária. Estatinas, niacina, fibratos, resinas de ligação, inibidores de absorção intestinal. São inibidores competitivos da HMG-CoA redutase, que participa da síntese do colesterol. São eficazes em todos os tipos de hiperlipidemia e são contraindicados na gravidez e lactação. Acetil-CoA Acetoacetil-CoA HMG-CoA (^) Mevalonato Colesterol Membranas Ácidos biliares Hormônios Acetil-CoA tiolase HMG-CoA sintetase HMG-CoA redutase O aumento intracelular hepático de colesterol diminui a atividade da enzima HMG-CoA redutase, inibe a síntese de receptores LDL e aumenta a esterificação intracelular.

Hiperlipidemia

Estatinas

 Logo, a produção hepática e secreção de VLDL-C diminui, o que diminui o LDL plasmático. FARMACOCINÉTICA: administração por VO; no organismo é convertida em nicotinamida e incorporada ao cofator NAD+; excretada na urina na forma inalterada ou em metabólitos. EFEITOS ADVERSOS: rubor cutâneo, sensação de calor, prurido, palpitações, distúrbios GI, inibe secreção tubular de ácido úrico (hiperuricemia e gota), hepatotoxicidade e intolerância à glicose. São derivados do ácido fíbrico. Incluem bezafibrato, genfibrato, fenofibrato (pró-fármaco), clofibrato. Usados nas hipertrigliceridemias. MECANISMO DE AÇÃO:  Atuam a nível de transcrição dos genes de lipoproteína lipase, aumentado sua expressão.  Isso causa a redução de TG, aumenta a captação hepática de LDL, diminui VLDL e LDL (modesta) e aumenta HDL (modesta). FARMACOCINÉTICA: (gen e feno) administração oral, completamente absorvidos (com alimento), distribuem-se amplamente (ligadas à albumina), sofrem extensa biotransformação, excretados pela urina/fezes inalterada/metabólitos, meia-vida de 20h. EFEITOS ADVERSOS: distúrbios GI leves, predisposição a formar cálculos biliares, prurido, miosite, miopatia, rabdomiólise. São sequestradores de ácidos biliares. Incluem colestiramina, colestipol e colesevelam. Têm efeito redutor do LDL-C significativo. MECANISMO DE AÇÃO:  As resinas trocam ânions e ligam-se a ácidos e sais biliares com carga – no intestino delgado.  O complexo é excretado nas fezes, o que reduz a concentração de ácido biliar.

Fibratos

Resinas de Ligação

 Os hepatócitos aumentam a conversão de colesterol em ácidos biliares (compensatório).  Consequentemente, o colesterol intracelular diminui, o que aumenta a ativação dos receptores LDL e a sua captação, reduzindo a concentração de LDL-C plasmático. FARMACOCINÉTICA: administração oral, não são absorvidos nem biotransformados e são totalmente excretados nas fezes, pois são insolúveis em água. EFEITOS ADVERSOS: distúrbios GI (constipação, náuseas, flatulência), podem comprometer a absorção de vitaminas lipossolúveis e de vários fármacos, podem aumentar os níveis de TG. A exetimiba inibe seletivamente a absorção intestinal de colesterol e fitosteróis por bloquear a proteína transportadora NPC1L1 nas microvilosidades dos enterócitos, sem interferir na absorção de vitaminas lipossolúveis, TG ou ácidos biliares. Com isso, pouco colesterol é ofertado ao fígado e a remoção de colesterol do sangue e de LDL-C aumenta. FARMACOCINÉTICA: é administrada por VO, absorvida pelo intestino, extensamente metabolizada no intestino delgado e fígado, gerando um metabólito ativo; a eliminação biliar e renal é lenta, por causa da recirculação êntero-hepática. EFEITOS ADVERSOS: diarreia, dor abdominal, cefaleia, rash e angioedema.

Inibidores da Absorção Intestinal