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Colesterol e dislipidemia
Tipologia: Notas de estudo
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O colesterol faz parte do grupo dos esteróides, onde estão os hormônios sexuais masculinos e femininos, e é um dos esteróides mais conhecidos pelo fato de causarem muitas doenças do sistema cardiovascular. Apesar da má fama, o colesterol é um composto essencial para a vida, estando presente nos tecidos de todos os animais. Além de fazer parte da estrutura das membranas celulares, é também um reagente de partida para a biossíntese de vários hormônios (cortisol, aldosterona, testosterona, progesterona, estradiol), dos sais biliares e da vitamina D. É obtido por meio de síntese celular (colesterol endógeno - 70%) e da dieta (colesterol exógeno- 30%). Exceto em pessoas com alterações genéticas do metabolismo do colesterol, o excesso dele no sangue resulta dos péssimos hábitos alimentares que possuímos (que são adquiridos desde a infância) e que nos levam a grande ingestão de colesterol e gorduras saturadas (geralmente de origem animal). Cerca de 20 a 25% do colesterol endógeno é sintetizado pelo fígado, em um processo regulado por um sistema compensatório: quanto maior for a ingestão de colesterol vindo dos alimentos, menor é a quantidade sintetizada pelo fígado. Outros órgãos como os intestinos, glândulas adrenais e órgãos reprodutivos também sintetizam o colesterol. Quando uma pessoa possui problemas no fígado esse metabolismo fica prejudicado, e associado ou não à alta ingestão de gorduras, a pessoa acaba tendo uma taxa de colesterol muito elevada. Como é insolúvel em água e, conseqüentemente, no sangue, para ser transportado na corrente sanguínea liga-se a algumas proteínas e outros lipídeos através de ligações não- covalentes em um complexo chamado lipoproteína. As lipoproteínas são classificadas de acordo com a natureza e quantidade de lipídeos e proteínas que as constituem. Dentre as classes de lipoproteínas destacam-se:
Quilomicrons : grandes partículas que transportam as gorduras alimentares e o colesterol para os músculos e outros tecidos. Very-Low Density Lipoproteins (VLDL) : transportam triglicerídeos (TAG) e colesterol endógenos do fígado para os tecidos. A medida em que perdem triglicerídeos, podem coletar mais colesterol e tornarem-se LDL. Low-Density Lipoproteins (LDL) : transportam do fígado para os tecidos, cerca de 70% de todo o colesterol que circula no sangue. São pequenas e densas o suficiente para se ligarem às membranas do endotélio (revestimento interno dos vasos sangüíneos. Por esta razão, as LDL são as lipoproteínas responsáveis pela aterosclerose – deposição de placas lipídicas (ateromas) nas paredes das artérias. Conseqüentemente, níveis elevados de LDL estão associados com os altos índices de doenças cardiovasculares. High-Density Lipoproteins (HDL) : é responsável pelo transporte reverso do colesterol ou seja, transporta o colesterol endógeno de volta para o fígado. O nível elevado de HDL está associado com baixos índices de doenças cardiovasculares. Quando está presente em excesso no sangue, o colesterol pode se depositar na parede de artérias e prejudicar a passagem de sangue até o coração. Como o sangue transporta gás oxigênio, a falta desse gás nas células musculares do coração pode causar morte do tecido e consequentemente pode levar a pessoa à morte. Essa dificuldade na passagem do sangue pela é chamada de aterosclerose.
Dislipidemias são as alterações metabólicas lipídicas decorrentes de distúrbios em qualquer fase do metabolismo lipídico, que ocasionem repercussão nos níveis séricos das lipoproteínas, ou seja, aumento da concentração de lipídeos no sangue. O excesso de lipídeos no sangue está relacionado à aterosclerose. Aterosclerose é uma doença crônica-degenerativa que leva à obstrução das artérias (vasos que levam o sangue para os tecidos) pelo acúmulo de lípides (principalmente colesterol) em suas paredes. As artérias afetadas pela aterosclerose perdem elasticidade e, à medida que essas placas de gordura crescem, as artérias estreitam-se. Eventualmente essas placas podem se romper, havendo o contato das substâncias do interior da placa com o sangue, o que produz a imediata coagulação do sangue e, como conseqüência, a obstrução total e súbita do vaso, o que leva ao infarto do miocárdio.
Aminoácidos essenciais São os aminoácidos que os animais não conseguem produzir, mas são obrigatórios na fabricação das proteínas, portanto devem ser retirados dos alimentos Nem todos os alimentos contêm todos os aminoácidos, por isso a alimentação deve ser bastante diversificada. Os alimentos mais ricos em aminoácidos essenciais são de origem animal: carne, ovos, leite, queijos, etc. Os vegetais não possuem todos os aminoácidos essenciais, logo uma dieta vegetariana precisa ser bem diversificada.
Carga Elétrica Dependendo do pH do meio, um aminoácido pode ter carga positiva, negativa ou zero. Os aminoácidos possuem pelo menos dois grupos ácidos fracos ionizáveis, a carboxila e a amina protonada, que existem sob equilíbrio protônico em solução, com pK's de 2 e 10, respectivamente. Partindo-se de uma solução fortemente ácida, se o pH for gradualmente aumentado, o próton do ácido carboxílico será ionizado primeiro, e o aminoácido terá a sua carga efetiva variando de +1 a 0. Posteriormente o próton do grupo - NH 3 +^ também será ionizado, e a carga efetiva do aminoácido passará a - 1
Ligações Peptídicas Proteínas As proteínas são componentes essenciais à matéria viva. Atuam como catalisadores, transportadores, armazenadores, reguladores, manutenção da distribuição de água no líquido interstisial, homeostase e coagulação sanguínea. Baseado na sua composição podem ser simples, que consiste somente de cadeias de peptídeos e conjugadas que, além de cadeias polipeptídicas também possuem componentes orgânicos denominados grupo prostético. As propriedades fundamentais das proteínas permitem que elas participem de ampla variedade de funções: Estrutura das proteínas Estrutura das proteínas e extraordinariamente complexa. A distinção dos níveis de organização e realizada em termos de natureza das interações necessária para a sua manutenção. As quatro estruturas são:
1. Primária : número espécie a seqüência dos aminoácidos unidos por ligações peptídicas e pontes dissulfeto. É especificado por informação genética. 2. Secundária : arranjos regulares e recorrentes de cadeias polipeptídicas. 3. Terciária: pregueamento não periódico das cadeias polipeptídica. 4. Quaternária: arranjo espacial de duas ou mais cadeias polipeptídicas com a formação de complexos tridimensionais. ´
OBS.: Os corpos cetônicos são acetoacetato, 3-hidroxibutirato e acetona Glicogênicos Glicogênicos e Cetogênicos Cetogênicos Alanina, Arginina, Asparagina Aspartato, Cisteina, Glutamato, Glicina ,Histidina Prolina, Serina, Metionina Treolina, Valina Tirosina Isoleucina Fenilalanina Triptofano Leucina Lisina
A amônia(NH4+) é tóxica. Seu mecanismo de toxicidade não é conhecido. Não deve ser acumulada na célula. Em humanos o nível elevado de amônia está associado com letargia e retardação mental. A amônia antes de ser transportada para o fígado ou para os rins através do sangue é transformada em um composto não tóxico a L-glutamina. No fígado a glutaminase libera amônia e glutamato. O glutamato no fígado pode suprir mais amônia através da glutamato desidrogenase TRASAMINAÇÃO: Remoção de nitrogênio
O grupo carbamoil é então transferido para a ornitina para produzir citrulina. Esta duas moléculas são aminoácidos "especiais", i.e., não fazem parte da estrutura de proteínas. O segundo átomo de azoto presente na ureia é proveniente do aspartato
O argininosuccinato é depois clivado em arginina e fumarato: O fumarato pode entrar no ciclo de Krebs para produzir NADH e oxaloacetato, que por sua vez pode ser reconvertido em aspartato por transaminação. A hidrólise da arginina produz ureia e ornitina, que depois de reentrar na mitocôndria pode recomeçar o ciclo. Defeitos genéticos no ciclo da uréia podem ameaçar a vida de seus portadores. Pessoas com deficiência genética em alguma das enzimas envolvidas na formação da uréia podem ser intolerantes a dietas ricas em proteínas. Os aminoácidos ingeridos em excesso , diante do mínimo necessário para biossíntese de proteínas, são desaminados no fígado e a amônia livre resultante não poderá ser convertido em uréia e transferida para o sangue. Isso resulta em um acúmulo de amônia que é altamente tóxica.