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Apostilas de Fisioterapia sobre Dislipidemia, Quilomícrons, tipos de hiperlipidemias, hiperlipidemias genética, classificação e diagnóstico, epidemiologia, etiologia, diagnóstico.
Tipologia: Notas de estudo
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As lipoproteínas são classificadas de quatro formas e também existe outro transporte para o lipídeo no plasma o quilomícrons. Quilomícrons: As maiores partículas, os quilomícrons, transportam colesterol e gorduras dietéticas do intestino delgado para a periferia. Uma vez na corrente sanguínea, os triglicerídeos contidos nos quilomícrons são hidrolisados pela LPL, situadas na superfície das células endoteliais, no musculo e no tecido adiposo. Uma das alipoproteínas é co-fator para o LPL. Quando cerca de 90% dos triglicerídeos são hidrolisados, a partícula é liberada de volta ao sangue como um remanescente. Estes restos de quilomícrons são metabolizados pelo fígado, mas alguns transportam o colesterol para a parede arterial, e assim são considerados aterogênicos. O consumo de refeições ricas em gordura produz mais quilomícrons e remanescente. Quando são realizados estudos de plasma, em jejum, os quilomícrons estão normalmente ausentes. Lipoproteínas de densidade muito baixa: (VLDL) São sintetizadas no fígado para transportar triglicerídeos e colesterol endógenos. Sessenta por cento da partícula de VLDL são compostas por triglicerídeos. As partículas de VLDL são muito heterogêneas. Acredita-se que as partículas grandes de VLDL flutuantes não sejam aterogênicos. Dietas vegetarianas estrogéno aumentam a forma dessas VLDL grandes. Para partículas menores de VLDL(isto é remanescentes) são formadas pela hidrolise de triglicerídeos pela LPL. Lipoproteínas de densidade intermediária: (IDL) São formadas com o catabolismo da VLDL e são precursoras de LDL. Elas são ricas em colesterol e apo E. Altas concentrações de IDL e de VLDL remanescentes sido diretamente relacionadas com a progressão da lesão de eventos coronários dubsequentes em homens e mulheres. Lipoproteínas de baixa densidade: (LDL) São os portadores primários do colesterol no sangue, consequentemente os níveis de colesterol total LDL, estão altamente correlacionados. Após a formação da LDL no catabolismo da VLDL, 60% são captados pelos receptores, no fíagado, adrenais e outros tecidos. Os remanescentes catabolizados através de vias não receptoras. Tanto o nível quanto a atividade desses receptores de LDL estão em maiores determinantes dos níveis de LDL-colesterol remanescentes no sangue. Tanto o LDL-colesterol quanto a apoliproteínas B são fatores de risco para a aterogênese e doenças arterial coronária. Lipoproteínas de alta densidade: (HDL) Contem mais proteínas do que qualquer outra, o que explica o seu papel metabólico teórico como um reservatório de apoliproteínas que regulam o metabolismo lipídico. A apo A-I, a principal apoliproteínas na HDL, é envolvida na remoção do colesterol dos tecidos. Tantoa apo C quanto a E, na HDL, são transferidas para os quilomícrons. A apo E auxilia os receptores a reconhecerem e a metabolizaremos quilomícrons remanescentes. Altos níveis de HDL são portanto associados a baixos níveis de quilomicrons, a VLDL remanescentes e a LDL pequena densa. Das diversas classes de HDL, a HDL- 2, que é relativamente grande e rica em lipídeos e a HDL-3, que é pequena e relativamente densa, predominam no pasma humano. O uso destas subfrações como preditores de risco tem sido debatidos, mas o HDL colesterol continua sendo o melhor predito TIPOS DE HIPERLIPIDEMIAS HIPERLIPIDEMIAS GENÉTICAS: CLASSIFICAÇÃO E DIAGNÓSTICO Diversas formas relativamente raras de hiperlipidemia têm forte componente genético. Originalmente, as hiperlipidemias eram classificadas segundo a lipoproteína aberrante predominante. Por exemplo, o Tipo I foi
definido pela presença de quilomícrons após um indivíduo ter jejuado; a Tipo II foi evidenciado por um nível de LDL anormal e de um nível de VLDL normal. Embora esse sistema descreva a alteração lipoproteica, não provê informações a respeito da etiologia do distúrbio nem se considera a HDL em qualquer dos tipos. Consequentemente, este método de classificação está sendo menos frequentemente utilizado. Hipercolesterolemia Familiar A hipercolesterolemia familiar ( HF, Tipo IIa; ou LDL colesterol alto, triglicerídeo normal) é uma doença hereditária na qual um defeito genético ocorre na função receptora da LDL. Os receptores de LDL, ou estão ausentes ou não são funcionais nesses pacientes. Uma pessoa é heterozigótica se ambos os genes defeituosos são herdados. A forma heterozigótica (que afeta 01 em 500 pessoas nos EUA) é muito mais prevalente que a forma homozigótica ( que afeta 01 em 1 milhão de pessoas). A hipercolesterolima (250 a 500mg/dL, com uma média de 360mg/dL) está presente ao nascimento. A detecção precose com tratamentos agressivos podem prevenir ou retardar a DAC. Os homozigotos tem hipercolesterolimia e asteroclerose mais graves, expressa em infarto do miocárdio e morte na primeira ou segunda década de vida. Nos heterozigotos, a média de idade para o início da DAC é de 45 anos nos homens e 55 anos nas mulheres (Schaefer, 1994ª). Clinicamente são comuns os Xantomas nos tendões, o arco corneano, DAC prematura e uma acentuada história familiar de hipercolesterolemia. O diagnóstico é baseado nos níveis de LDL- colesterol acima do percentil 90 em dois ou três membros da árvore genealógica. O tratamento para os homozigotos envolve medidas extremas, tais como plasmaforese 2 vezes por semana para remoção da LDL. O transplante de fíg ado, a terapia genética e o “shunt” portacaval são modelos experimentais de tratamento. Para heterozigotos, a dieta do estágio II combinada ao tratamento medicamentoso normalmente é necessária para obtenção dos níveis desejáveis de LDL. Hipercolesterolemia Familiar Poligênica A hipercolesterolemia familiar Poligênica é o resultado de múltiplos defeitos nos genes que ainda estão por serem identificados. O diagnóstico é baseado nos níveis de LDL – colesterol acima do percentil 90 e na ausência de xantomas nos tendões em dois ou mais familiares. Geralmente esses pacientes tem níveis de LDL mais baixos do que pacientes com a forma não poligênica, mas eles permanecem com alto risco de terem a doença prematuramente. A apo E-4 alelo é comum em hipercolesterolemia familiar patogênica. O tratamento é similar ao da hipercolesterolemia familiar heterozigótica – que é com Dieta do estágio II associadas a drogas para redução de colesterol. Hiperlipidemia Familiar Combinada A hiperlipidemia familiar combinada (HFC) é um distúrbio caracterizado por níveis séricos de LDL- colesterol e /ou de triglicerídeos acima do percentil 90 em pelo menos dois familiares com ambas as anormalidades vistas no parentesco. Vários padrões de lipoproteínas podem ser vistos em pacientes com HFC. Estes pacientes podem ter: 1. Níveis elevados de LDL com níveis normais de triglicerídeos (Tipo Iia); 2. Níveis elevados de LDL com níveis elevados de triglicerídeos (Tipo IIb); ou 3. Níveis elevados de VLDL (Tipo IV). Frequentemente esses pacientes tem LDL densa e pequena, associada a DAC. Consequentemente todas as forma de HFC causam doença prematura , cerca de 15% de pacientes tem infarto de miocárdio, antes dos 60 anos de idade tem HFC. O defeito na HFC é a produção hepática excessiva de apo B-100 e consequentemente de VLDL. Pacientes com HFC geralmente tem uma constelação de outros fatores de riscos ou sela obesidade, hipertensão, diabetes e gota. O tratamento inclui dieta do estcágio II, perda de peso, c
entre os caucasianos não-hispânicos (19%) em comparação aos americanos mexicanos (15%) ou negros não-hispânicos (16%). Sexo A hipercolesterolemia é mais comum em homens com menos de 55 anos de idade e em mulheres com idade superior a 55 anos. Idade Em adultos, a hipercolesterolemia aumenta de acordo com a idade.
ETIOLOGIA As moléculas de lipoproteína de baixa densidade (LDL) são os principais carreadores plasmáticos de colesterol. Por conseguinte, a dosagem de colesterol sérico, geralmente, é um substituto para a concentração de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C), exceto em pacientes com concentrações elevadas de moléculas de lipoproteína de muito baixa densidade (VLDL) e partículas de quilomícron que se manifestam como concentrações séricas elevadas de triglicerídios. Para um diagrama simplificado do metabolismo do colesterol, veja a figura 2. As concentrações elevadas de LDL-C podem ser a conseqüência da produção elevada ou da captação celular diminuída de LDL. As dietas com teor elevado de gordura saturada, gordura trans e colesterol parecem reduzir o número de receptores hepáticos de LDL e, assim, retardam o catabolismo dessa molécula.
Ainda não foi determinado se o aumento da produção hepática de LDL é um fator relacionado com as concentrações elevadas de LDL. A produção excessiva de VLDL pode, naturalmente, levar ao aumento das concentrações de LDL, pois o VLDL é convertido em LDL. No entanto, muitos pacientes com VLDL elevado (triglicerídios) apresentam concentrações reduzidas de LDL devido ao metabolismo acelerado de VLDL. Alguns pacientes com dislipidemias mistas provavelmente são portadores de hipercolesterolemia poligênica manifestada como concentrações elevadas de LDL-C e resistência insulínica que é expressa por baixas concentrações de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) ou valores elevados de triglicerídios, ou ambos.
DIAGNOSTICO A maioria dos pacientes não apresentam sintomas da doença, dessa forma o diagnótico é realizado através de exames laboratoriais. Aspectos como qualidade de vida, antecedentes familiares e uso frequente de medicamentos devem ser levados em consideração para a determinação do tipo de dislipidemia Fatores de risco: Anorexia nervosa Obstrução biliar Insuficiência renal crônica Hipopituitarismo (Panhipopituitarismo) Hipotireoidismo Síndrome nefrótica Porfiria intermitente aguda Outros problemas a considerar Cirrose biliar Doença coronariana MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS História A hipercolesterolemia, geralmente, é diagnosticada durante o rastreamento de rotina, e os pacientes são assintomáticos. A condição é mais comum em indivíduos com história familiar positiva, porém fatores do estilo de
vida (por exemplo, uma dieta com teor elevado de gordura saturada) possuem influências significativas. Exame físico Os xantomas tendinosos não estão presentes em pessoas com hipercolesterolemia poligênica. Se esses sinais estão presentes, o diagnóstico correto é a hipercolesterolemia familiar ou defeito familiar da apoproteína B-100. Os xantomas eruptivos significam hipertrigliceridemia extrema. Os xantelasmas podem estar presentes, mas não necessariamente indicam hipercolesterolemia. A hipercolesterolemia secundária é sugerida por sinais de doença hepática, hipotireoidismo, hipopituitarismo, síndrome nefrótica e doença renal crônica. Causas Vários fármacos e doenças estão associados à hipercolesterolemia, no entanto, para a grande maioria dos pacientes, a causa da hipercolesterolemia parece ser o estilo de vida ocidental, com uma dieta de alta concentração de gordura sobreposta a um genótipo suscetível. No entanto, é importante verificar se o paciente apresenta hipotireoidismo não tratado, doença renal ou hepática. Além disso, progestinas, esteróides anabolizantes e glicocorticóides podem afetar negativamente as concentrações de LDL-C e de HDL-C. Os fatores de risco para a doença coronariana, além da concentração de LDL-C, de acordo com o algoritmo de rastreamento e tratamento do US National Cholesterol Education Program (NCEP) são os seguintes:
Tabagismo atual;
Conclui – se que a dislipidemia é uma doença silenciosa e que ocasiona diversas doenças. As doenças geralmente ocasionadas são: Infarto do miocárdio, doença arterial coronária, dentre outras. O que desencadeia essas patologias são o acúmulo de lipídios e triglicerídeos, formando ateroma (placas de gordura), no interior das artérias, como consequência o sangue não segue o seu fluxo normal. O tratamento é restrito, basicamente o que deve ser alterado é o hábito alimentar, que deve ser rico em fibras e ômega 3, juntamente com a prática de atividade física regulamente.