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A dislipidemia constitui um fator de risco modificável para a doença cardiovascular, que é a mais frequente causa de morte após os 45 anos. O colesterol é um importante constituinte da placa aterosclerótica, influenciando a progressão dos eventos cardiovasculares. Níveis elevados de LDL-c e triglicerídeos e baixos de HDL-c têm sido associados à mortalidade cardiovascular. Portanto, o diagnóstico e tratamento adequados da dislipidemia é fundamental. Para isso o risco individual para doença cardio
Tipologia: Notas de estudo
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Dislipidemia
Introdução
A dislipidemia constitui um fator de risco modificável para a doença cardiovascular, que é a mais frequente causa de morte após os 45 anos. O colesterol é um importante constituinte da placa aterosclerótica, influenciando a progressão dos eventos cardiovasculares. Níveis elevados de LDL-c e triglicerídeos e baixos de HDL-c têm sido associados à mortalidade cardiovascular. Portanto, o diagnóstico e tratamento adequados da dislipidemia é fundamental. Para isso o risco individual para doença cardiovascular e metas lipídicas devem ser estabelecidos. As estatinas e os fibratos são considerados as drogas de escolha no tratamento da hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, respectivamente. Várias evidências têm reportado o benefício das estatinas na prevenção primária e secundária da doença cardiovascular.
O que são dislipidemia?
A dislipidemia também chamada de hiperlipidemias,referem-se a um conjunto de patologías caracterizadas por uma alteração do metabolismo dos lipídios séricos, ela constituem um fator de risco elevado e modificável das doenças cardiovasculares, em especial os síndromes coronarianos e osacidentes cerebrovasculares isquêmicos. Além disso, a dislipidemia pode provocar uma série de manifestações como infarto do miocárdio, angina no peito e acidente vascular cerebral. O aumento dos níveis de triglicérideos pode ocasionar pancreatite aguda além de doenças cardiovasculares. Então pode se dizer que as dislipidemia é o aumento dos lipídios no sangue, principalmente do colesterol e dos triglicerídeos. O colesterol e os triglicerídeos são exemplos dessa gordura que irão ocasionar uma série de doenças. Além da origem genética a dislipidemia pode ser adquirida também através de uma alimentação inadequada, que apresente uma grande quantidade de gorduras e colesterol.
Causas da doença
A dislipidemia é causada quando se ingere uma dieta rica em colesterol e gorduras, quando o organismo produz colesterol e triglicérides demais ou ambas as situações.
O estilo de vida sedentário,a obesidade,o tabagismo,a dieta rica em alimentos que contenham um elevado teor de gorduras e colesterol,a disfunção hormonal que leva o organismo a produzir altas taxas de triglicerídeos ou colesterol, a predisposição genética, doenças que alteram o metabolismo e também o alcoolismo(que leva a um aumento nas taxas de triglicerídeos) também colaboram para o surgimento dessa doença.
Na prática clínica, podemos definir a existência de concentrações anormais de colesterol total, colesterol de alta densidade (C-HDL) e o colesterol de baixa densidade, conhecido também como (C- LDL) e também os Triglicerídeos. O colesterol é uma substância semelhante a gordura com uma função importante em muitos processos bioquímicos do organismo.Ele é um importante constituinte das membranas das células e das lipoproteínas que são as proteínas que transportam o colesterol no sangue.O colesterol também precursor dos ácidos biliares e de alguns hormônios e da vitamina D. Sem uma quantidade adequada de colesterol no sangue a vida não seria possível. A sua importância decorre do fato de que seu excesso no sangue é um dos principais fatores de risco da aterosclerose. Ele encontra-se distribuído por todo o corpo humano. A grande parte do colesterol circulante é produzido pelo fígado (cerca de 70%) e somente cerca de 30% provém da dieta. Agora fica fácil entender porque muitos indivíduos que não ingerem gorduras têm níveis elevados de colesterol. A grande maioria do colesterol que temos circulando no sangue é fabricado pelo fígado. Só cerca de 30% vem da dieta, principalmente dos alimentos de origem animal (carnes vermelhas gordas, ovos, manteiga, queijos amarelos, etc.). As gorduras da dieta, sobretudo as gorduras saturadas influenciam os
níveis de colesterol. Todas as gorduras são a mistura de ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. O que varia é a porcentagem de cada um desses ácidos graxos. Os ácidos graxos saturados e as gorduras trans elevam os níveis de colesterol ruim no sangue. O óleo de coco, gordura de leite, gordura de carne (dos embutidos também) e queijos, por exemplo, são ricos em ácidos graxos saturados e podem aumentar os níveis de colesterol ruim quando ingeridos em quantidades significativas. Muitas margarinas vegetais e outras gorduras utilizadas na panificação e na fabricação de farináceos industrializados (biscoitos, bolos e outros doces) podem conter as gorduras trans que, além de aumentar o colesterol ruim, podem também diminuir o colesterol bom. Como o colesterol é insolúvel na água, utiliza-se para seu transporte de uma molécula de gordura e proteína= lipoproteína. Uma, a LDL-colesterol (do inglês low density lipoprotein) ou seja, lipoproteína de baixa densidade também conhecida como mau colesterol ou colesterol ruim transporta o colesterol do fígado para o sangue e para os tecidos. A outra, HDL-colesterol (do inglês High density lipoprotein), ou seja, lipoproteína de alta densidade o devolve ao fígado. O HDL é conhecido como o bom colesterol porque remove o excesso de colesterol e traz de volta ao fígado onde será eliminado. O LDL-colesterol é o grande vilão da história. Altos índices de LDL estão associados a altos índices de aterosclerose. Quando o LDL está em excesso no sangue lesa os vasos e ainda se deposita na parede formando as placas de ateroma (gordura). Os ésteres de colesterol transferidos para as lipoproteínas ricas em triglicerídeos são resistentes à atividade da lipase e podem impedir ou dificultar a lipólise de tais lipoproteínas, reduzindo então seu clearance. Ao contrário, os ácidos graxos transferidos para HDL e LDL são susceptíveis à lipase, reduzindo o tamanho destas partículas Os triglicerídeos são um dos componentes gordurosos do sangue e sua elevação está relacionada, também, com doenças cardiovasculares (angina, infarto), cerebrovasculares (derrame) e doenças digestivas (pancreatite). É importante ressaltar que existem dois tipos de LDL. Uma LDL é pequena e altamente aterogênica (contribui para a formação da placa de gordura) e a outra é grande e menos aterogênica. A LDL pequena penetra mais facilmente na parede da artéria e também se oxida mais facilmente, o que contribui para a formação da placa de ateroma. O tamanho das partículas de LDL se relaciona com alterações na concentração de triglicerídeos. Quanto mais alto os níveis de triglicerídeos maior será o predomínio das partículas pequenas de LDL. Existe uma fórmula (Friedewald) para se calcular a quantidade de LDL no sangue que é a seguinte: LDL-c = colesterol total – HDL-c - triglicerídeos dividido por 5
Essa fórmula não pode ser aplicada se os triglicerídeos estiverem acima de 400 mg/dl. Nesses casos, usa-se um reagente a exemplo do que se faz com o colesterol total ou HDL ou triglicerídeos. Já a análise das subclasses da LDL (pequena e densa ou grande e flutuante) é realizada através da espectroscopia por ressonância nuclear magnética que requer um laboratório com equipamento especializado que envolve alto custo e, por isso, não é ainda realizado de rotina no nosso meio, mas se dividirmos o valor dos triglicerídeos pelo valor do HDL (TG/HDL) teremos um índice que pode predizer a presença das LDL pequenas e densas no sangue.
Se esse índice for acima de 5 existe uma grande probabilidade do indivíduo ter LDL pequenas e densas e, portanto, com mais chances de desenvolver a aterosclerose. Se o índice for igual ou inferior a 3,5 é porque esse indivíduo tem uma baixa probabilidade de ter a LDL pequena e índices entre 3,5 e 5 indicam que o indivíduo tem um potencial intermediário de desenvolver a doença aterosclerótica. Essa simples divisão, enquanto não tivermos possibilidades de análises mais sofisticadas pode ser um excelente predito do risco cardiovascular. Como já comentamos, a aterosclerose começa a se desenvolver na infância.
A obstrução das artérias se inicia precocemente como uma placa que se localiza debaixo da parede interna da artéria (íntima). Forma-se aí um tumor de gordura (ateroma), no início frouxo e depois endurecido com o depósito de cálcio. Não havendo muito colesterol no sangue, os ateromas quase não crescem, mas se houver muito LDL principalmente na forma oxidada e pequena, o ateroma crescerá progressivamente. A LDL oxidada adere o colesterol a essas placas muito mais rapidamente do que quando se acha protegida por antioxidantes. Daí mais uma vez a recomendação para uma dieta equilibrada que contenha quantidades suficientes de componentes antioxidantes na dieta (vitamina E, C, betacarotenos, selênio, etc.) através da dieta, pois a suplementação em forma de comprimidos pode até acabar fazendo mal.
As dislipidemias podem ser classificadas laboratorialmente após um jejum de 12 horas como:
hipercolesterolêmica isolada (aumento isolado do colesterol total ou do LDL - colesterol), aumento isolado dos triglicerídeos (hipertrigliceridemai), aumento do colesterol total e dos triglicerídeos (hiperlipidemia mista) e diminuição isolada do HDL colesterol ou associada ao aumento dos triglicerídeos ou LDL-colesterol).
O nível ótimo de colesterol é de 200 mg/dl ou menos, limítrofe entre 200-239 mg/dl e alto acima de
Sintomas
É bom lembrar que na maioria das vezes a dislipidemia é assintomática, no entanto existem
alguns sintomas que podem auxiliar no diagnóstico da doença:
As dislipidemias podem causar: ateriosclerose, angina pectoris, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência vascular periférica, entre outras. Porém, muitas dislipidemias são assintomáticas e suas conseqüências não são menos sérias. Por isso, pacientes que se enquadrem na classificação da Associação Médica Brasileira devem se precaver e fazer exames de rotina. Essas alterações são detectáveis em exames de sangue. O risco da ateriosclerose é avaliado analisando-se os fatores de risco e os agentes causais. Entre os fatores de risco estão:
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sardinha e o salmão, e óleos de soja e canola;
Outro fator que contribui para a aterosclerose é o sedentarismo. A prática regular de exercícios físicos previne a formação das placas, melhora a condição cardiovascular, reduz a obesidade e o estresse e influencia beneficamente a pressão arterial.
Por último, e não menos importante, é o combate ao tabagismo. O Ministério da Saúde e o Instituto Nacional do Câncer recomendam, para este fator de risco, o tratamento em duas etapas: a abordagem comportamental e a farmacoterápica.
Como prevenir?
Tratamentos
O principal tratamento da doença, é evitando a própria doença.Como fazer isso? Pode ser realizado através de mudanças no estilo de vida - evitar o alcoolismo, tabagismo e sedentarismo; alimentar-se corretamente entre outros. Existem alguns tratamentos medicamentos que podem ser utilizados no tratamento da doença.
Vários medicamentos são indicados para o tratamento das dislipidemias. As vastatinas ou estatinas são indicadas para reduzir o LDL-C em adultos. Os efeitos com este composto diminuem os eventos coronários isquêmicos e a necessidade de revascularização do miocárdio.
A colestiramina é mais indicada para as crianças e como coadjuvante nos tratamentos com as vastatinas. Porém, não pode ser usada nas dislipidemias por hipertrigliceridemia.
Para a hipertrigliceridemia, o tratamento indicado é a base de fibratos, entre eles, o Bezafibrato. Os fibratos reduzem o risco de eventos coronarianos em homens, aumentam o HDL e reduzem os TGs.
A resposta ao tratamento medicamentoso costuma ser eficaz, principalmente, quando este é associado a um um estilo de vida saudável e focado no combate à doença.
Todos os pacientes portadores de dislipidemia devem realizar medidas relacionadas à mudança do estilo de vida (MEV), fundamentada na reorientação dietética e realização de atividade física de forma regular. O tratamento farmacológico deve ser iniciado nos pacientes de baixo risco seis meses após tentativa de normalização da lipemia com MEV e nos de risco intermediário três meses após. Já nos pacientes de alto risco a MEV é iniciada associada à terapia farmacológica desde o início.
Nesses casos mais graves é necessário tratar as causas secundárias caso existam. A decisão do tratamento farmacológico e não farmacológico se baseia em uma avaliação dos riscos cardiovasculares do paciente. Esse risco pode representar um nível máximo caso exista doença coronariana, Diabetes Mellitus ou outras formas clínicas da doença arterosclerótica. Existe também um segundo grupo de pacientes classificados como risco alto, os quais apresentam dois ou mais fatores de risco cardivascular. E por fim um terceiro grupo classificado como risco moderado, o qual representa pacientes que tem como máximo um fator
Disponível em acesso em 15/10/2009.
Disponível em acesso 15/10/2009.
Disponível em acesso 15/10/2009.
Disponível em acesso 16/10/2009.
Disponível em acesso 16/10/2009.
Disponível em acesso 17/10/2009.
Disponível em acesso 17/10/2009.
Disponível em acesso 17/10/2009.