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Exercícios sobre sequências convergentes e monotônicas, Exercícios de Equações Diferenciais

Documento contendo exercícios resolvidos sobre a convergência e monotonicidade de sequências, incluindo determinação de padrões, verificação de limites superiores e inferiores, e classificação de convergência ou divergência.

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 17/04/2021

amanda-antunes-17
amanda-antunes-17 🇧🇷

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bg1
LISTA 1
Equações Diferenciais - 2020.2
Definição de sequências
Convergência de sequências
Sequências monótonas; limitadas
Exercício 1
As seguintes sequências têm um padrão natural de continuação. Usando tal padrão determine uma fórmula
para o nésimo termo da sequência.
(a) 1,3,5,7,9, . . .
(b) 99,199,299,399,499, . . .
(c) 2
3,3
2·4,4
3·5,5
4·6,6
5·7, . . .
(d) 1
2,2
5,3
8,4
11 ,5
14 , . . .
Exercício 2
Verifique se as sequências são crescentes, decrescentes ou não-monótonas. Determine também se são limitadas
superiormente e inferiormente.
(a) n
2n+ 1
(b) (3)n
n
(c) 3n
n!para n3
(d) nn
n!
(e) n21
n2+ 1
(f) 1(1)n
5
Exercício 3
(a) Toda sequência limitada tem limite? Explique.
(b) Toda sequência que tem limite é limitada? Explique.
(c) Toda sequência monótona é convergente? Explique.
(d) Toda sequência convergente é monótona? Explique.
Exercício 4
Verifique que as sequências {an}abaixo são decrescentes e tem limitante inferior. O que você pode dizer a
respeito da convergência destas sequências?
(a) an=n
3n(b) an=1·3·5··· (2n1)
(2n)n
Exercício 5
Verifique se as sequências são convergentes ou divergentes:
(a) en
n3
(b) 3+5n2
n+n2
(c) nsen
2o
(d) ln(n)
n2
(e) sen(2n)
1 + n
(f)  n
n+ 1n
(g) n(1)n2o
(h) 2nn!
(2n+ 1)!
(i) 1cos(2n)
2n
(j) n! + n2
2n! + n
(k) e2n
(1 + 2en)2
1
pf3
pf4
pf5

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Baixe Exercícios sobre sequências convergentes e monotônicas e outras Exercícios em PDF para Equações Diferenciais, somente na Docsity!

LISTA 1

Equações Diferenciais - 2020.

Definição de sequências Convergência de sequências Sequências monótonas; limitadas

Exercício 1

As seguintes sequências têm um padrão natural de continuação. Usando tal padrão determine uma fórmula para o n−ésimo termo da sequência.

(a) 1 , 3 , 5 , 7 , 9 ,... (b) 99 , 199 , 299 , 399 , 499 ,...

(c) 23 , (^23) · 4 , (^34) · 5 , (^45) · 6 , (^56) · 7 ,... (d) − 12 , 25 , − 38 , 114 , − 145 ,...

Exercício 2

Verifique se as sequências são crescentes, decrescentes ou não-monótonas. Determine também se são limitadas superiormente e inferiormente.

(a)

n 2 n + 1

(b)

(−3)n n

(c)

3 n n!

para n ≥ 3

(d)

nn n!

(e)

n^2 − 1 n^2 + 1

(f)

1 − (−1)n 5

Exercício 3

(a) Toda sequência limitada tem limite? Explique. (b) Toda sequência que tem limite é limitada? Explique. (c) Toda sequência monótona é convergente? Explique. (d) Toda sequência convergente é monótona? Explique.

Exercício 4

Verifique que as sequências {an} abaixo são decrescentes e tem limitante inferior. O que você pode dizer a respeito da convergência destas sequências?

(a) an = n 3 n^ (b)^ an^ =

1 · 3 · 5 · · · (2n − 1) (2n)n

Exercício 5

Verifique se as sequências são convergentes ou divergentes:

(a)

en n^3

(b)

3 + 5n^2 n + n^2

(c)

sen

( (^) nπ 2

(d)

ln(n) n^2

(e)

sen(2n) 1 +

n

(f)

n n + 1

)n}

(g)

(−1)n^2

(h)

2 nn! (2n + 1)!

(i)

1 − cos(2n) 2 n

(j)

n! + n^2 2 n! + n

(k)

e^2 n (1 + 2en)^2

Exercício 6

Dados a 1 , c ∈ R e b 1 > 0 , considere as sequências (an)n≥ 1 e (bn)n≥ 1 dadas pelas relações:

(a) an+1 − an = c (b) bn+1 = c · bn.

Determine (dependendo de a 1 , b 1 e c), se as sequências (an) e (bn) são monótonas (crescente ou decrescente) e calcule, caso existam, seus limites quando n → ∞.

Exercício 7

Considere a sequência de Collatz (an) definida por a 0 = 24 e

an+1 =

{ (^) an 2 se an for par 3 an + 1 se an for ímpar

Ela é limitada? Monótona? Convergente? E se fosse a 0 = 23, que respostas mudariam?

Solução do Exercício 1

(a) an = 2n + 1 para n ≥ 0 (b) an = 99 + n · 100 para n ≥ 0

(c) an = n (n − 1)(n + 1) para n ≥ 2

(d) an = (−1)n^ n 2 + 3(n − 1) para n ≥ 1

Solução do Exercício 2

(a) Os primeiros termos da sequência são 1 3

,.... Podemos verificar que 1 3

. Isto sugere que a sequência é estritamente crescente. De fato, para todo n, n 2 n + 1

n + 1 2(n + 1) + 1 ⇐⇒ n(2n + 3) < (n + 1)(2n + 1) ⇐⇒ 2 n^2 + 3n < 2 n^2 + 3n + 1 ⇐⇒ 0 < 1

Como vale esta última desigualdade, vale a primeira, o que significa que a sequência é crescente. Agora, em relação à limitação da sequência, observamos primeiro que todos os termos da sequência são positivos ( 0 < n 2 n + 1 ). Logo ela é limitada inferiormente. Por outro lado, temos que n < 2 n + 1 para todo n. Isto implica que n 2 n + 1 <^1 para todo n. Logo a sequência é limitada superiormente.

(b) Os primeiros termos da sequência são

,.... Observamos que o termo an é maior que 0 se n é par e menor que 0 se n é ímpar. Logo a sequência não pode ser nem crescente nem decrescente. Logo ela não é monótona. Agora, chamando bn = 3 n n , note que

an = (−1)nbn

Solução do Exercício 4

(a) Os primeiros termos da sequência são

,.... Podemos verificar que

. Isto sugere que a sequência é estritamente decrescente. De fato, para todo n, n 3 n^ >

n + 1 3 n+1^ ⇐⇒^

3 n+ 3 n^ >

n + 1 n ⇐⇒^3 >

n + 1 n ⇐⇒^3 n > n^ + 1^ ⇐⇒^2 n >^1 Como vale esta última desigualdade, vale a primeira, o que significa que a sequência é decrescente. Por outro lado, todos os termos da sequência são positivos, logo a sequência é limitada inferiormente. Pelo teorema da sequência monótona, temos que a sequência {an}é convergente. (b) Vamos entender primeiro como estão definidos os termos de esta sequência. Lembremos que

an = 1 · 3 · 5 ·... (2n − 1) (2n)n

No numerador aparecem multiplicados os primeiros números ímpares, começando desde 1 até 2 n − 1. Para n = 1, 2 n − 1 = 2 · 1 − 1 = 1, portanto na fórmula acima, no numerador só vai ter o termo 1. Não vai aparecer nem 3 nem 5 nem nenhum outro número ímpar. Portanto, segundo a fórmula de an,

a 1 =

Para n = 2, 2 n − 1 = 2 · 2 − 1 = 3, portanto na fórmula acima, no numerador só vai ter o produto de 1 e de 3. Não vai aparecer nem 5 nem nenhum outro número ímpar. Portanto, segundo a fórmula de an,

a 2 =

Para n = 3, 2 n − 1 = 2 · 3 − 1 = 5, portanto na fórmula acima, no numerador só vai ter o produto de 1, de 3 e de 5. Não vai aparecer nenhum outro número ímpar. Portanto, segundo a fórmula de an,

a 3 =^1 ·^3 ·^5 63 E desta mesma maneira podemos determinar todos os termos da sequência. Podemos verificar facilmente que vale a 1 > a 2 > a 3. O termo n + 1−ésimo da sequência é

an+1 =

      1. · · · (2n − 1) · (2(n + 1) − 1) ((2(n + 1))n+^
      1. · · · (2n − 1) · (2n + 1) 2 n+1(n + 1)n(n + 1) Então

an+1 < an ⇐⇒ 1.^3.^5.^ · · ·^ (2n^ −^ 1)^ ·^ (2n^ + 1) 2 n+1(n + 1)n(n + 1) < 1.^3.^5.^ · · ·^ (2n^ −^ 1) 2 n(n)n ⇐⇒

      1. · · · (2n − 1) · (2n + 1)2nnn
      1. · · · (2n − 1)2n+1(n + 1)n(n + 1)

(2n + 1) 2(n + 1)

nn (n + 1)n^

2 n + 1 2 n + 2

n n + 1

)n < 1

E esta última desigualdade vale porque 2 n + 1 2 n + 2 < 1 e n n + 1 < 1 (se n n + 1 < 1 , então

n n+

)n < 1 ). Portanto a sequência é decrescente. Como todos os termos da sequência são positivos, a sequência é limitada inferiormente. Pelo teorema da sequência monótona, temos que a sequência {an}é convergente.

Solução do Exercício 5

(a) Observe que se trata de uma indeterminação do tipo " ∞∞ ". Portanto, podemo usar a regra de L’Hôpital obtendo que

n^ lim→∞

en n^3 = (^) nlim→∞ en 3 n^2 Usando a regra de L’Hôpital mais duas vezes temos que

n^ lim→∞

en n^3 = (^) nlim→∞ en 3 n^2 = (^) nlim→∞ en 3 · 2 n = (^) nlim→∞ en 3 · 2 · 1

Assim a sequência diverge. (b) Dividindo numerador e denominador pela maior potência que aparece no denominador, temos

n^ lim→∞

3 + 5n^2 n + n^2 = (^) nlim→∞

n^2

1 n + 1^

pois (^) nlim→∞

n^2 = (^) nlim→∞

n

(c) sen(0) = 0, sen(π/2) = 1, sen(π) = 0, sen(3π/2) = − 1 · e sen(θ + 2π) = sen(θ). Portanto, a sequência vai repetindo os valores 0 , 1 , − 1. Desta forma a sequencia não converge. (d) ln( n 2 n )é uma indeterminação do tipo " ∞∞ ". Assim podemos usar a regra de L’Hôpital:

n^ lim→∞

ln(n) n^2 = (^) nlim→∞

1 n 2 n = (^) nlim→∞

2 n^2

Portanto, a sequência é convergênte. (e) Observe primeiro que para todo n ∈ N vale

− 1 ≤ sen(2n) ≤ 1

e então − 1 1 +

n

sen(2n) 1 +

n

n

Agora, (^) nlim→∞^ −^1 1 +

n = 0 e (^) nlim→∞^1 1 +

n = 0. Então pelo teorema do Confronto, temos que

n^ lim→∞

sen(2n) 1 +

n

(f) Os termos da sequência do exercício são f (n), onde f (x) =

x x + 1

)x

. Vamos estudar o comportamento de f (x), quando x vai para infinito, pois se limx→∞ f (x) existir, então limx→∞ f (x) = limn→∞ f (n). Para calcular limx→∞ f (x), vamos reescrever f (x),

f (x) = e

x ln

x x + 1

Agora, escrito assim, para calcular limx→∞ f (x) é suficiente calcular o limite do expoente que aparece na expressão de f (x).

x^ lim→∞ x^ ln

x x + 1

é uma indeterminação do tipo ∞· 0. Como queremos usar L’Hôspital, vamos reescrever esta expressão e calcular o limite da seguinte maneira

x^ lim→∞ x^ ln

x x + 1

= (^) xlim→∞

ln

x x+

1 x

︸︷︷︸^ =

Aplicando l’Hõspital x^ lim→∞

x+ x

1 (x+1)^2 − (^) x^12 = (^) xlim→∞ − x x + 1

Aplicando l’Hõspital

(b) Observe que bn+1 = c · bn = c^2 · bn− 1 = · · · = cnb 1.

Se |c| < 1 , temos que limn→∞ cn^ = 0. Se 0 ≤ c < 1 = 0, a sequência (bn)n≥ 1 é decrescente e limn→∞ bn =

  1. Se − 1 < c < 0 , a sequência não é monótona, pois vai alternando valores positivos e negativos. Mas ainda vale neste caso que limn→∞ bn = 0. Para estudar o caso |c| ≥ 1 devemos dividir em mais casos: Caso c = 1 temos que bn+1 = b 1 para todo n ∈ N. Assim a sequência é constante e como antes, é monótona e o limite é o valor b 1. Caso c > 1 temos que limn→∞ cn^ = ∞ e assim (bn)n é crescente e limn→∞ bn = ∞. Caso c ≤ − 1 temos que não existe limite de cn^ (e portanto não existe limite de {bn}) pois a sequência oscila entre valores positivos e negativos. Neste caso a sequência não é monótona.

Solução do Exercício 7

Iniciando por 24 , a sequência seria 24 , 12 , 6 , 3 , 10 , 5 , 16 , 8 , 4 , 2 , 1 , 4 , 2 , 1 , 4 , 2 , 1 , ... entrando no loop “4-2-1 ”. Por- tanto ela é limitada (entre 1 e 24 ), mas não é monótona nem convergente. Iniciando por 23 , agora temos 23 , 70 , 35 , 106 , 53 , 160 , 80 , 40 , 20 , 10 , 5 , ... e a partir daqui ela fica idêntica à sequên- cia anterior a partir do 5. Portanto novamente ela é limitada (entre 1 e 160 ), mas não é monótona nem convergente. Curiosidade: a conjectura de Collatz diz que, qualquer que seja a 0 natural positivo, esta sequência mais cedo ou mais tarde recai no loop “4-2-1”. A conjectura foi confirmada computacionalmente para todos os valores de a 0 até 268 , mas sua veracidade ainda é um problema em aberto na Matematica (vide https: //en.wikipedia.org/wiki/Collatz_conjecture).