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Lista exercícios dimensionamento de eixos, Exercícios de Materiais

Lista exercícios dimensionamento de eixos

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 23/11/2020

rafael-lovato
rafael-lovato 🇧🇷

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bg1
Versão não definitiva Apostila de Elementos de Máquinas – SEM/EESC/USP
Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani
Lista 6
1) Considerando-se o problema 4 da lista 5 e usando o pré-dimensionamento feito, assuma agora as forças
variáveis com
P
max1
= 15 [kN],
P
max2
= 18 [kN] e
P
min1
=
P
min2
= 0 [kN]. Calcule o novo diâmetro
necessário.
2) Dimensione o eixo do problema 6 da lista 5, agora levando em conta a fadiga. Desenhe o eixo
escalonado, proporcionando apoio axial a ambas as engrenagens, as quais serão unidas por meio de
chavetas planas cujos rasgos foram usinados com fresa de topo.
3) Dimensione em relação à fadiga o eixo do problema 7 da lista 5. Redesenhe-o como um eixo
escalonado, com apoio axial para ambas as polias. Essas polias serão chavetadas no eixo como no
exercício anterior. Sabe-se que o diâmetro do furo da polia maior é 20% maior que o furo da polia de 150
[mm].
4) Dimensione em relação à fadiga o eixo de um pinhão, pertencente a um redutor de engrenagens
cilíndricas, sendo que o pinhão e o eixo formam uma só peça. No lado extremo direito do eixo está
montado um platô de acionamento de uma embreagem ligada a um motor. A potência máxima fornecida é
57 [HP] à 570 [rpm]. O material do eixo é o aço ABNT 1035, temperado e revenido, com
σ
rt
= 420
[MPa] e com
σ
e
= 320 [MPa] . O material do eixo deverá receber acabamento de usinagem fina com
ferramenta de corte. São dados:
Número de dentes: Z = 18 dentes retos
Pinhão: Módulo: m = 6,0 [mm]
Ângulo de pressão: θ=20°
Largura da engrenagem:
l
e
= 100 [mm]
A força axial devido à embreagem é de 100 [kgf].
A falha do eixo acarretará grandes prejuízos.
Φd
320 [mm] 130
90
[mm]
platô
r/d = 0,20
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe

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Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

Lista 6

  1. Considerando-se o problema 4 da lista 5 e usando o pré-dimensionamento feito, assuma agora as forças

variáveis com P 1 max = 15 [kN], P 2 max = 18 [kN] e P 1 min = P 2 min = 0 [kN]. Calcule o novo diâmetro

necessário.

  1. Dimensione o eixo do problema 6 da lista 5, agora levando em conta a fadiga. Desenhe o eixo escalonado, proporcionando apoio axial a ambas as engrenagens, as quais serão unidas por meio de chavetas planas cujos rasgos foram usinados com fresa de topo.

  2. Dimensione em relação à fadiga o eixo do problema 7 da lista 5. Redesenhe-o como um eixo escalonado, com apoio axial para ambas as polias. Essas polias serão chavetadas no eixo como no exercício anterior. Sabe-se que o diâmetro do furo da polia maior é 20% maior que o furo da polia de 150 [mm].

  3. Dimensione em relação à fadiga o eixo de um pinhão, pertencente a um redutor de engrenagens cilíndricas, sendo que o pinhão e o eixo formam uma só peça. No lado extremo direito do eixo está montado um platô de acionamento de uma embreagem ligada a um motor. A potência máxima fornecida é

57 [HP] à 570 [rpm]. O material do eixo é o aço ABNT 1035, temperado e revenido, com σ rt = 420

[MPa] e com σ e = 320 [MPa]. O material do eixo deverá receber acabamento de usinagem fina com

ferramenta de corte. São dados:

N úmero de dentes: Z = 18 dentes retos Pinhão: Módulo: m = 6,0 [mm] Ângulo de pressão: θ=20°

Largura da engrenagem: le = 100 [mm]

A força axial devido à embreagem é de 100 [kgf]. A falha do eixo acarretará grandes prejuízos.

Φd

320 [mm] (^90130) [mm]

platô

r/d = 0,

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

  1. O eixo da figura abaixo pertence a um mecanismo de elevação e é construído de aço ABNT 4320 cementado e temperado. Determine os diâmetros necessários para que ele transmita uma potência de 43 [HP] a 530 [rpm]. São dados:

Engrenagens: D= 180 [mm] m = 5 [mm] D= 120 [mm] m = 4 [mm]

Eixo: d (^) 1 = 0 7, d (^) 2 ; d (^) 3 =0 8, d 2

Dimensões da figura em [mm]

  1. Dimensione o eixo abaixo pertencente a um redutor utilizado em um sistema de elevação de cargas. A engrenagem 1 recebe 30 [HP] a 80 [rpm]. A engrenagem 2 é montada com interferência sobre o eixo. São dados:

Engrenagens:

Número de dentes (retos): 57 34 Módulo [mm]: 8 8 Ângulo de pressão: 20° 20° Largura [mm]: 100 100

Eixo feito de ABNT 8620, acabamento médio em torno; Adotar demais dados que julgar necessários.

Engrenagem 1 Engrenagem 2

575 [mm]

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

Força de engrenamento

dente helicoidal Fa

Ft (^) Angulo de Hélice β

Angulo de pressão θ Diâmetro Primitivo Dp

Ft

Fr Força de engrenamento

três componentes. No plano tangente ao diâmetro primitivo no ponto de contato tem-se a força axial Fa e a força tangencial Ft. No plano circunferencial, passando também pelo ponto de contato, tem-se a mesma força tangencial Ft e a força radial Fr (ver figuras a seguir).

Plano tangencial Plano circunferencial

É interessante notar que Ft produz momento de torção e momento de flexão no eixo (normalmente no plano horizontal), a força axial Fa produz tração/compressão e momento de flexão (normalmente no plano vertical) e finalmente a força radial Fr produz um momento de flexão (normalmente vertical). É importante observar as direções destas forças, as quais dependem de as engrenagens serem motoras ou movidas e também do sentido de rotação.

No presente caso, a situação é mostrada na figura ao lado. Foram adotados as disposições de engrenagens e os sentidos de rotação mostrados. Também aparecem na figura as forças radiais e tangenciais atuantes nas engrenagens 1 e 2 (não há forças axiais pois as engrenagens tem dentes retos)

Passa-se agora aos cálculos das forças atuantes

Cálculo das forças atuantes

Inicialmente se calcula o momento de torção:

716200 [kgf.mm ]

n

N

Mt = , com N [HP] e n [rpm]

M (^) t = = 268575 [kgf.mm] = 2685 , 75 [ N.m ] 80

30 716200 ×

Motora

Fr1 Ft

Fr

Ft

Sentido de rotação

Engrenagem motora

Engrenagem movida

Fr

Ft

Ft

Fr

Engrenagem motora

Engrenagem movida

Fr

Fr

Ft

Ft

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

Para calcular a força tangencial sabe-se que:

p t t

d

M = F

e também que o diâmetro primitivo é igual ao módulo da engrenagem multiplicado pelo número de dentes. dp1 = m z 1 = 8 × 57 = 456 [mm].

Daí vem que:

=11779,6 [ N]

1 1

1 d F

M

F =

d

M = F t

p

t t

p

t t ⇒

×

O cálculo da componente radial usa a seguinte formulação:

F = F tg θ F

F

tg (^) r t t

θ= r^ ⇒

sendo θ o ângulo de pressão da engrenagem.

= 11779,6 tg20 = 4287,4 [ N] o

⇒ Fr 1 ×

caso se tivesse um par de engrenagens helicoidais com β = 30o, por exemplo, o cálculo da força axial seria o seguinte:

, F = , tg F = , [N]

F

F

tg β a o a

t

a 11779 6 30 680095

= ⇒ 1 × ⇒ 1

neste caso não se deveria esquecer que a força axial produz também um momento de flexão

vertical igual a 2 a^.^ p

d F!

Tanto o módulo como o ângulo de pressão de engrenagens helicoidais podem ser medidos no plano normal ou no circunferencial, conforme será visto no capítulo referente a projeto de engrenagens.

Continuando o presente caso, na engrenagem 2 tem-se:

Mt 2 = Mt 1 = Mt = 2685,75 [N.m ] , dp 2 = 8 × 34 = 272 [mm]

F. , tg º F. , [N]

= , [N] ;

d

Mt

F =

r r

p

t

2 2

2

2

= × ⇒ =

×

Cálculo das reações dos vínculos

As equações de equilíbrio são dadas abaixo e se referem à figura da página seguinte:

1 2

1 2

1 2

1 2

⇒ × × ×

⇒ × × ×

M = F , + F , - F , =

M = -F , + F , - F , =

F = +F - F - F + F =

F = F - F + F - F =

HA t t HB

VA r r VB

H HA t t HB

v VA rr r VB

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

b 2 ) Localização das secções críticas para pré-dimensionamento

Este exame requer muito cuidado. Devem-se procurar as secções onde se tem a tensão de

confronto (σ * ) máxima. Isto implica que o momento equivalente (Meq) deve ter o valor máximo,

ou a secção do eixo deve ter módulo de resistência (Wf) pequeno ou mesmo uma combinação destas situações. Às vezes é impossível prever o resultado e então se deve fazer o cálculo completo para cada secção candidata para depois se concluir onde se acha a secção mais crítica. No presente caso, as secções com diâmetro menor têm momento desprezível, e as duas secções com momento maiores tem diâmetros iguais. Isto implica que a secção com maior MfR deve ter o maior σσσσ ***** e somente ela será verificada. O exame dos diagramas de Mfh, e Mfv permite calcular que no plano médio da engrenagem 1 age um momento de flexão resultante tal que:

( 1592 , 06 ) 239 , 192 1609 , 73 [ ]

2

M fR 1 = − + = Nm e para engrenagem 2 tem-se

M (^) fR 2 = ( − 1879 , 13 ) 2 + 479 , 782 = 1939 , 41 [Nm]. Portanto a secção que passa pela

engrenagem 2 é a mais crítica.

b 3 ) Determinação da σσσσ adm para o pré-dimensionamento

a b c d

TP

σ (^) adm =. A tensão perigosa para materiais dúcteis (um aço com sigla

XX20 é dúctil) é a tensão de escoamento. Para o aço ABNT 8620 a tabela de materiais para eixos das Notas de Aula [6, pág. 6] indica:

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

  • segurançanormal(elevaçãodecargaspouco valiosas)
  • materialdúctil
  • condiçõespoucoseveras(elevaçãodecargas)

^ =

mm

kgf

mm

kgf

σ e 60 , 0 e σ rt

Fatores escolhidos:

  • a = 1,0 material dúctil
  • b = 2,0 carga variável com reversão (alternada simétrica devida à rotação do eixo)
  • c = 1,0 carga aplicada gradualmente (embreagem)
  • d = 1,7 condições gerais ligeiramente críticas

=176,5 [MPa]

mm

kgf

× × ×

σ adm =

b 4 ) Determinação do diâmetro

Para solicitação com Mf e Mt e eixo com secção circular

[ ]

[ ] (^) ( )

Nm

com

= , m , d = , ~ , d ,

, d= ,

M = , + , = ,

, M = M + M

M d= ,

eq

eq fR t adm

eq

0056 11 13 1765 10

302841 217

268575 302841 4

3 193941

4

3 217

3 6

2 2

3 2 2

×

×

Adotar-se-á d = 70 [mm] e tem-se L / D = 7,5 > 5 e, portanto, despreza-se a cortante Q.

Entretanto, a situação é um pouco mais complicada caso se tivesse a presença de força

normal. Neste caso, ficaria muito difícil determinar d de forma explícita, como feita acima. Apesar da contribuição de N para o aumento da tensão normal ser normalmente pequena, o correto seria adotar o seguinte procedimento:

a) calcula-se d como acima, desprezando, portanto N. b) assume-se d = 1,1 a 1,3 d. c) com este valor de diâmetro, calcula-se então a tensão normal máxima da secção:

σ = +

N
S
M
W

fR f

, sendo que τ permanece como acima (τ não depende de N).

d) calcula-se então a tensão de confronto σ *^ = σ 2 + 3 τ 2 e finalmente faz-se a verificação

final σ* ≤ σadm

c) Complete o croqui com os diâmetros

Assumem-se os demais diâmetros a partir do pré-dimensionamento. É normal assumirem-se escalonamentos com a relação d 1 /d 2 entre 1,2 e 1,4 e r/d=0,1.

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

então, o coeficiente de variação da solicitação de torção kt = 1. Tem-se, portanto um caso de flexão e torção combinados com kf = ∞ e kt = 1. Ou seja, recaí-se no caso c) da formulação da teoria de cálculo de tensão de confronto das notas de aula. Esta teoria (fadiga com tensão normal e tangencial combinadas) é uma simplificação da formulação apresentada por G. Niemann, H. Winter e B.-R. Höhn no livro Maschinenelemente, volume 1 de 2005.

e kaf

e H = Faf kt

* = max 2 + H 2 ⋅ 2

e ainda f

fr W

M S

N σ (^) max = +. Mas neste caso N = 0, como já observado. O momento de flexão

resultante é igual a 1939,41 [Nm] e 5 [ 3 ]

3 3

= , m

π d

W f = × -

× .

Portanto =57,59[MPa]

max =^ - 5

×

σ. A tensão tangencial é simplesmente

aquela devida à torção:

5 [ 3 ]

3 3

= , m

π d

; W =

W

M

τ = t -

t

t × ×

Tem-se o momento de torção de 2685,75 [Nm]

= , [ MPa ]

5

×

Nesta secção não há entalhe, uma vez que ajuste prensado não afeta o comportamento à fadiga ⇒ βkt = βkaf = 1,0. Para o cálculo de σ (^) Faf usar-se-á a Figura 1 da apostila de ábacos de fadiga [5, pág. 2]. Em

tese esta figura é válida para flexão pura, porém é o único recurso que se tem para flexo-torção.

= 600 [MPa] ( tabeladematerialparaeixosdasNotasdeAula)

520 [MPa] açoligacom [Kgf/mm

Figura 1

e

2 rt

Faf = 95 ]

Tem-se também τe = 0,577 σe = 0,577 x 600 = 346,2 [MPa] e portanto

H =

×

× e finalmente se tem a tensão de confronto

= 57,59 +1,50 =82,99 [MPa]

  • 2 2 2

σ × 39 , 84

Tensão admissível

b b b

k

Fadm Faf

Aqui se tem SFaf ou σFaf = 520 [MPa], já determinada acima. Prossegue-se na verificação à fadiga como nos exercícios anteriores.

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

Finalmente se chega a: =192,83 [MPa] 1,0 1,05 1,10 1,25 1,0 1,

× × × × ×
× ×

σ Fadm ×

Portanto se tem 82,99 << 192,83, ou seja, σa* << σadm a → secção “a” superdimensionada!

d 3 ) Verificar à fadiga na secção “b”

Tensão de confronto

Também neste caso σ σ τ

σ β τ β

* = + H , H =

max

(^2 2 2) faf kt e kaf

. A secção “b” está a 150

[mm] da extremidade direita do eixo (notar que os diagramas dos esforços estão traçados a partir da linha média dos rolamentos) e logo:

=F 0,150-F 0,05=1831,3[Nm] 1. 866 , 38 [Nm ]

= F 0,150-F 0,05=360,16[Nm]

HB t

VB r

× × ⇒ =

× ×

fHb fR

fVb

M M

M

Então ter-se-á:

= =39,84 [MPa]

=55,38[MPa], 3,37 10

b a

  • 5

f ×

fR b (^) W

M

max

Note-se que nos cálculos relativos às secções com escalonamento de diâmetros, usa-se sempre o diâmetro menor que é o mais crítico. Da mesma forma anterior tem-se: (^) σ (^) Faf = 520 [MPa] ; τe=346,2[MPa] Na determinação de βkt, observa-se que não se tem disponível βk para k = 1. Usa-se então βk para k = ∞ , a favor da segurança Usando-se a figura 17 da apostila de ábacos de fadiga [5, pág. 10].

= 1, 70

100 =1,4,neste caso d

d 1,25 para

= 95 [kgf/mm]

=0,

fig. 17 ,pg 10 2

1

2 Rt

σ

β

d 1

kt r

Portanto não é necessário corrigir porque a relação de diâmetros é praticamente a mesma. Caso se tivesse a relação de diâmetros diferente de 1,4, proceder-se-ia como no caso do cálculo de βkf mostrado abaixo.

1, ok!

dadosmetalográf icos

1, sementalhe

1, seçãocircular

0, d= 70

fig. 21 ,pg 12

0, ,acabamentomedio

fig. 22 ,pg 12

1

k

rt

η

β

σ

3

2

1

b

b

b

ap.elevação

grupoII

valorcargas

fatograve

falha

ok!

modelo

5

3

η

η

η

η

2

ok

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

[ ] [ ]

=47,76 [MPa]

= 1592,06 +237,19 =1609,63 N.m =3,37. 10 m

= +H

max -

-5 3 f

2 2

2 2 2 max

σ

σ σ τ

M fR e W

Os valores de βk para rasgos de chaveta são dados na apostila de gráficos de fadiga [5, pág. 13].

aço- liga

pág.13,caso2A

aço-liga

pág.13, caso1A

kat

kaf

β

β

Também aqui se usa βkat para k = ∞ em lugar de βkt para k = 1. Agora se tem:

=1,20 e = 47,76 +1,20 39,84 =67,62 [MPa] 346,2 2,

H = *^22 ×^2
×
×

Tensão admissível

Novamente temos: b.b .b = k 1 2 3 4 5

1 2 3

σ adm σfafβ ηηη η η

e, seguindo o mesmo raciocínio anterior :

adm adm

d a

ka kd

onde βkd = βkaf = 2,0 e daí : =96,42 [MPa] 2,

= =192,83.^1 k d

ka adma β

β σ (^) admd σ ×

E assim se chega a

67,62 << 96,42 e portanto, σd* << σadm d → secção “d” superdimensionada!

O coeficiente de segurança, neste caso, é S =

adm

  • = 1,43. O resultado geral da verificação

é mostrado na tabela abaixo:

Item Secção “a” Secção “b” Secção “c” Secção “d” σadm 192,83^ 117,58^ 117,58^ 96, σ*^ 82,99^ 71,62^ < 71,62^ 67, S 2,32 1,64 > 1,64 1,

Um valor aceitável de S é até 1,1, acima disto o eixo está superdimensionado e haverá então um desperdício de material. Entretanto vários outros fatores precisam ser levados em consideração na prática. Por exemplo perde-se no custo ao se redimensionar um certo eixo para um diâmetro de 23 [mm] se a bitola da matéria prima disponível no mercado é de 25 [mm] e o restante do material terá que ser usinado de qualquer forma, mas se ganha em peso. A decisão cabe ao projetista. Também é comum se ter que respeitar certas proporções entre os diâmetros e, portanto é praticamente inevitável se ter valores de S elevados perto dos extremos, onde a solicitação é bem menor.

Ernesto Massaroppi Junior e João Lirani

No presente caso, porém o exame da tabela acima indica que se deve redimensionar. Da-se abaixo um procedimento orientativo aproximado para se estimar o novo valor a ser assumido pelo diâmetro. Sabe-se que a tensão de confronto é, a grosso modo, inversamente proporcional a Wf. Como Wf é proporcional a d-3^ →

=91,83 [MPa] 1,

esequerporexemplo d

d

adm d

v

n

3

σ σ

σ

σ

n

n

v (^) L  

63 [mm] 91,

⇒ d (^) n =dv×^3 *= 70 ×^3 ≅

n

v

Deve-se então refazer os cálculos com d = 63 [mm]. Finalmente vale observar que nesta nova verificação, vários cálculos não precisarão ser refeitos, pois independem (ou dependem minimamente) do diâmetro.