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Livro Fonta - Cap3
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Henrique Pereira dos Santos, Renato Serena Fontaneli, Roberto Serena Fontaneli e Janete Taborda de Oliveira
A aveia preta é uma gramínea anual de inverno. A aveia apre- senta dois sistemas radiculares: um seminal e outro de raízes permanentes (FLOSS, 1982). O colmo é cilíndrico, ereto e glabro, composto de uma série de nós e entre-nós. As folhas inferiores apresentam bainha, lígula obtusa e margem denticulada (Fig. 5), com lâmina de 0,14 a 0,40 m de compri- mento. Os nós são sólidos.
A inflorescência é uma panícula com glumas aristadas ou não (Fig. 6). O grão de aveia é uma cariópse, semicilíndrico e agudo nas extremidades, encoberto pela lema e pela pálea.
É uma espécie rústica, pouco exigente em fertilidade de solo, que tem se adaptado bem nos estados do Paraná, de Santa Catarina, do Rio Grande do Sul, de São Paulo e do Mato Gros- so do Sul (DERPSCH & CALEGARI, 1992). Possui grande capacidade de perfilhamento e sementes menores, quando comparadas às da aveia branca. Os grãos não são usados na alimentação humana. A aveia preta caracteriza-se por crescimento vigoroso e tole- rância à acidez nociva do solo, causada pela presença de alu- mínio. É a forrageira anual de inverno mais usada para pastejo no inverno, no Sul do Brasil. É espécie mais precoce do que a maioria dos cereais de inverno, e também que azevém. A aveia preta presta-se para consorciação com espécies como azevém, centeio, trigo, cevada, ervilha-forrageira, ervilhacas, serradela, trevo branco, trevo vermelho, cornichão, trevo vesiculoso e tre- vo subterrâneo. Quando se visa o forrageamento até o fim da primavera e início do verão, pode-se consorciar a aveia preta com azevém e leguminosas, como: ervilhaca peluda, ervilhaca comum e trevo vesiculoso. A aveia preta pode ser pastejada ou conservada como feno ou silagem ou, ainda, cortada mecanicamente para forneci- mento fresco aos animais. É cultura adequada para uso em sistemas de rotação de culturas com trigo, cevada, triticale e centeio, pois diminui a população de alguns patógenos que afetam esses cereais, tais como a podridão comum, Bipolaris sorokiniana (REIS & BAIER, 1983a, 1983b), e, também, o mal-do-pé, Gaemannomyces graminis var. tritici (SANTOS
A aveia preta desenvolve-se em regiões temperadas e nas subtropicais, sendo cultivada tanto ao nível do mar como em altitudes de 1.000 a 1.300 m (DERPSCH & CALEGARI, 1992). A temperatura basal é mais elevada em comparação a ou- tras espécies de inverno. Por isso apresenta ciclo produtivo mais longo no outono e na primavera, podendo, em invernos muito frios, apresentar uma taxa de crescimento reduzida. A aveia preta caracteriza-se pela rusticidade; adapta-se bem a grande variedade de solos, preferindo porém os argilosos, mas com boa drenagem. É menos sensível à acidez do solo do que trigo, vegetando bem em solos com pH de 5 a 7. Responde à fertilização do solo, com aumento do rendimento de biomassa. A adubação de manutenção e nitrogenada de cobertura deve seguir a re- comendação para a cultura (MANUAL..., 2004). A época de semeadura é de março a julho, dependendo da finalidade de uso. A aveia preta pode ser estabelecida em sistema plantio direto. Quando semeada em linha, recomenda-se o mesmo espaçamento usado para trigo (0,17 a 0,20 m). Para produ- ção de semente é indicada a densidade de 250 a 300 semen- tes aptas/m^2 e 350 a 400 sementes aptas/m^2 para duplo pro- pósito (pastagem e produção de grãos) ou formação de pas- tagem singular. A quantidade de semente a ser usada varia de 40 a 80 kg/ha, dependendo do poder germinativo e do peso de 1.000 sementes, o qual oscila entre 12 e 18 g. A
profundidade de semeadura recomendada é de 3 a 5 cm. Quando semeada a lanço, deve-se usar pelo menos 20% a mais de semente; quando consorciada, indica-se de 50 a 60 kg/ha de semente.
Com cerca de seis a oito semanas após a emergência, as plantas de aveia preta estarão com 25 a 30 cm de altura e com 700 a 1.500 kg/ha de massa seca acumulada (kg MS/ha), ou seja, 0,6 a 1,0 kg de forragem verde/m^2 , cortando-se a amostra cerca de 5 a 7 cm acima da superfície do solo. A forragem, nessa condição terá teor de umidade elevada (cer- ca de 12 a 18% de MS). Nessa situação, pode-se iniciar o pastoreio da aveia preta com bovinos ou ovinos (FONTANELI, 1993a) (Fig. 7), de preferência no sistema rotacionado, com um dia de pastejo e cerca de 30 a 35 dias de descanso, ou seja ciclo de pastejo de 31 a 36 dias. Assim, o segundo pastejo deve ser realizado nas mesmas condições de oferta de for- ragem, geralmente de 30 a 35 dias após o primeiro pastejo. As plantas devem ser pastejadas até a altura de aproximada- mente 7 cm da superfície do solo, para que sejam mantidas as reservas na base das plantas e boa área verde residual para que o rebrote seja vigoroso.
No sistema de pastejo com lotação contínua, adotado por muitos produtores, é necessário ajustar a intensidade de pastejo para que os animais consumam de acordo com a taxa de crescimento da pastagem, deixando resíduo eleva- do, de pelo menos 1.500 kg MS/ha. Assim, inicia-se o pastoreio
lavoura-pecuária, com rotações soja/milho e trigo/pastagem anual, durante seis anos, sob plantio direto, obtiveram de 274 a 294 kg/ha com bovinos em pastagem de aveia preta singular e de 316 a 331 kg/ha em pastagem de aveia preta consorciada com ervilhaca, cerca de 5 a 10% superior a pas- tagem de aveia preta solteira (Tabela 4). Em outro estudo, também desenvolvido na Embrapa Trigo, em Coxilha, RS, com sistemas mistos, durante três anos, sob plantio direto, não foram encontradas diferenças significativas, para ganho de peso animal, entre consorciações de aveia preta + ervilhaca ou aveia preta + azevém + ervilhaca (Tabela 5).
Baseado em trabalho de sistemas de integração lavoura-pe- cuária (ILP) realizado por equipe multidisciplinar da UFRGS (Departamentos de Forrageiras e Agrometeorologia e de So- los) em que avalia-se a sucessão soja/pastagem de aveia preta comum com quatro resíduos forrageiros (10, 20, 30 e 40 cm de altura) da aveia preta em pastejo com lotação con- tínua por bovinos jovens, obtiveram, como média de quase uma década, ganhos de peso diários de cerca de 1,0 kg, ca- pacidade de suporte de 300 a 1500 kg de peso vivo/ha e gan- hos de peso vivo de 270 a mais de 500 kg/ha (LOPES et al., 2008). Não houve efeito no rendimento da soja apesar de estimarem adensamento superficial na maior capacidade de suporte e ganhos de peso vivo no inverno (10 cm de altura de resíduo da aveia preta comum), por cerca de 100 dias de pastejo de julho a outubro. O adensamento verificado logo após a saída dos animais na primavera, desaparece durante o ciclo da soja, além de promoverem acumulação de carbo- no (SOUZA et al., 2007), ratificando dados de Spera et al. (2006) e Carvalho et al. (2007).
Tabela 4. Efeitos de sistemas de produção de grãos envolvendo pastagens anuais de inverno no ganho de peso animal, de 1990 a 1995, sob sistema plantio direto. Embrapa Trigo, Passo Fundo, RS. Sistema Ano de produção 1990 1991 1992 1993 1994 1995 Média —————————— kg/ha ————————— Sistema I Aveia preta 2631 179 c 412 229 300 266 274 c Aveia preta 305 207 b 374 278 345 255 294 bc Sistema II Aveia preta- ervilhaca 277 230 a 375 247 342 286 293 c Sistema III Aveia preta- ervilhaca 325 240 a 438 299 357 327 331 a Aveia preta- ervilhaca 275 242 a 442 265 355 316 316 ab Média 289 219 408 264 340 290 302 CV (%) 15 5 19 11 8 17 - (^1) Ganho de peso animal estimado com base no consumo de 10 kg de MS de forragem da pastagem de inverno equivalente ao ganho animal de 1 kg de peso vivo (Restle et al., 1998). Sistema I= trigo/soja, aveia preta/soja e aveia preta/soja; Sistema II= trigo/soja e aveia preta + ervilhaca/milho; Sistema III= trigo/soja, aveia preta + ervilhaca/soja e aveia preta + ervilhaca/milho. Médias seguidas da mesma letra, na coluna, não diferem significativamente pelo teste de Duncan (P>0,05). Fonte: Fontaneli & Santos, 1999.
Aveia Branca ( Avena sativa L.)
Aveia branca é uma gramínea anual de inverno. A morfologia de aveia branca (Fig. 6) é semelhante àquela descrita anteri- ormente para aveia preta, pois também não apresenta aurículas (Fig. 5). Além disso, a segunda flor da espigueta de todas as cultivares de aveia branca muito raramente é aristada. A aveia branca caracteriza-se por ter grão bem maior do que o da aveia preta, cerca do dobro do peso, sendo de grande valor na alimentação humana e animal.
É cultivada, principalmente, nos estados do Sul. É utilizada para alimentação de equinos ou para suprir as indústrias de cereais matinais (flocos e farinha). A aveia branca pode ser utilizada para composição de pastagens anuais de inverno, para conservação na forma de feno e silagem, inclusive de grãos úmidos, ou como duplo propósito, quando é pastejada de fins de outono até meados do inverno e, então diferida para a produção de grãos ou ensilagem. As cultivares modernas embora liberadas como resistentes à ferrugem da folha, necessitam de tratamento com fungicidas a exemplo dos outros cereais de inverno. Também, podem sofrer com ataque de pulgões. Se esses problemas não fo-
rem tratados adequadamente, a produção de forragem da cultura de aveia branca pode ser parcialmente comprometi- da e a produção de grãos pode ser totalmente perdida. No- vas raças de ferrugem da folha surgem com freqüência su- perior à verificada nos demais cereais de inverno.
A incidência de pulgões-da-aveia ( Rhopalosiphum padi L.) que transmitem virose como o complexo do Vírus do Nanismo Amarelo da Cevada (VNAC) pode comprometer a produção de forragem e de grãos, especialmente em anos com estia- gem no início do ciclo.
Aveia branca é menos rústica do que a aveia preta, mais exi- gente em fertilidade de solo e menos resistente à seca, mas mais tolerante ao frio. A época de semeadura de aveia bran- ca é de março a maio, para pastagem, e de maio a julho, para produção de grãos, depende da região. Para grãos é semeada em maio nas regiões mais quentes como Missões do RS e julho nos Campos de Cima da Serra (Muitos Capões, Vacaria, Esmeralda e Bom Jesus). A calagem e a adubação devem seguir a recomendação para a espécie (MANUAL..., 2004).
Indica-se semeá-la no mesmo espaçamento usado para tri- go (0,17 a 0,20 m). Para produção de semente recomenda- se usar de 250 a 300 sementes aptas/m^2 e 350 a 400 se- mentes aptas/m^2 para duplo propósito (pastejo ou produção de grãos) ou formação de pastagem solteira. A quantidade de
aveia branca-azevém (4.680 kg MS/ha) que produziram até a primavera-início do verão.
Fig. 8. (A) Pastagem de aveia branca, Ibirubá, RS e (B) Flo- rescimento de aveia branca. Fotos: Renato S. Fontaneli
Azevém ( Lolium multiflorum Lam****. )
Planta anual de inverno, cespitosa, que pode crescer até 1,20 m, e alcança em média 0,75 m de altura (DERPSCH & CALEGARI, 1992). Segundo Mitidieri (1983), forma touceiras de 0,40 m até 1,00 m. Possui colmos eretos, cilíndricos e sem pêlos. A bainha é estriada e fechada. A lígula é curta e esbranquiçada (Fig. 5). A lâmina é estreita, glabra, de ápice agudo e de cor verde-brilhante. A inflorescência (Fig. 6) é do tipo dística, ereta, com 0,15 a 0,20 m de comprimento, com espiguetas multifloras, tendo os flósculos e lemas aristados
(A) (B)
(FONTANELI, 1993b). Protegidos pela palha, encontram-se três estames e o pistilo.
É espécie rústica e vigorosa, considerada naturalizada em muitas regiões sul-brasileiras, perfilha em abundância, pro- dutiva, podendo superar as demais espécies de inverno quan- do bem fertilizada. Apresenta elevado valor nutritivo sendo uma das gramíneas mais cultivadas no Rio Grande do Sul, junta- mente com a aveia preta. É utilizada para compor pastagens anuais podendo ser consorciada com dezenas de espécies, oportunizando pastejo ou corte mecânico do inverno à prima- vera. Atualmente vem sendo destinada a elaboração de silagem pré-secada e feno. O azevém anual apresenta de- senvolvimento inicial lento, entretanto, até o fim da primave- ra, supera as demais forrageiras em quantidade de forragem. A ressemeadura natural contribui para que a espécie seja a mais difundida no Sul do Brasil. Produz alimento de elevado teor de proteína e de fácil digestão, sendo aparentemente muito palatável aos ruminantes. Na região da Campanha do Rio Grande do Sul, faz parte da mais tradicional consorciação de pastagens cultivadas, ou seja, azevém + trevo branco + cornichão.
Adapta-se a quase todos tipos de solo, preferindo os de tex-
opções interessantes. Também consorcia-se bem com espé- cies perenes como com trevo branco, trevo vermelho e cornichão. De acordo com Fontaneli & Freire Junior (1991), as consorciações que apresentaram melhor distribuição de forra- gem ao longo do período estudado foram as de aveia branca + azevém + trevo branco e aveia branca + azevém + trevo ver- melho, em relação às de aveia branca + azevém + trevo vesiculoso e aveia branca + azevém + trevo subterrâneo. No trabalho de Quadros & Maraschin (1987), nas pastagens de azevém-trevo branco-cornichão e azevém-trevo vesiculoso, os novilhos tiveram ganhos diários de 1,02 kg e 0,88 kg, respecti- vamente, superior ao de 0,7 kg obtido na pastagem de aveia preta-azevém-trevo vesiculoso. Os ganhos de peso vivo por hectare, com bovinos, para as consorciações acima, foram de 531, 602 e 495 kg/ha, respectivamente.
Azevém é uma gramínea tolerante ao pisoteio e possibilita período de pastejo de até cinco meses. Das espécies forrageiras de inverno, é uma das que apresenta maior pro- dução de forragem verde, sendo, entretanto, tardia, pois o rendimento é mais elevado a partir de setembro (Fig. 9). Tem considerável capacidade de rebrote e apresenta ressemeadura natural. É bem aceito por animais e pode pro- duzir de 2,0 a 6,0 t MS/ha. Em trabalho conduzido por Souza et al. (1989), azevém produ- ziu mais biomassa seca, em comparação a cereais de inverno (aveia preta, aveia branca, centeio, cevada, trigo e triticale).
Fig. 9. Pastagem de azevém em Castro, PR. Fotos: Renato S. Fontaneli.
O período de uso de azevém varia de 60 a 180 dias. Inicia-se pastejo quando as plantas estão perfilhadas, em torno de 60 a 80 dias após emergência. Nessa ocasião, as plantas ten- dem a se inclinar, dependendo das condições de umidade, temperatura, luminosidade e fertilidade do solo.
De forma geral, azevém pode ser pastejado a partir de mea- dos de agosto. Em solos com ampla disponibilidade de nitrogênio, o início do pastejo pode ser antecipado. Em pastejo continuo, muito usado no Sul do Brasil, a carga animal deve ser ajustada à disponibilidade de alimento. De acordo com Salerno & Tcacenco (1986), azevém deve ser pastejado até a altura mínima de 5 a 7 cm. Conforme esses mesmos auto- res, o intervalo entre pastejos que propicia maior produtivida- de de massa seca de alta qualidade é de 4 a 6 semanas.
Em sistemas de integração de lavoura-pecuária, deve-se ter atenção com azevém antecedendo trigo, triticale, cevada ou centeio, pois ele transmite mais (64%) doenças do sistema radicular (mal-do-pé - Gaeumannomyces graminis var. tritici
Centeio ( Secale cereale L.)
É uma espécie anual de inverno, cespitosa, de 1,2 a 1,8 me- tro de altura, quase glabra ou seja sem pelos. Possui colmos cilíndricos eretos e glabros. As folhas são lineares, de colora- ção verde-azulada com lígulas membranosas (Fig. 5) e com aurículas pequenas (DERPSCH & CALEGARI, 1992). A espi- ga de centeio é densa e tem de 5 a 20 cm de comprimento (Fig. 6). O ráquis é piloso. O fruto é do tipo cariopse rugoso com 4 a 9 mm de comprimento, glabro, com ápice truncado e piloso. O centeio pode ser distinguido dos demais cereais de inverno, durante o período vegetativo, por possuir aurículas pequenas e lígulas glabras (MUNDSTOCK, 1983). A espigueta possui até 5 flores, mas, geralmente não forma mais de dois grãos. A espiga de centeio caracteriza-se por ser comprida e laxa.
O centeio desenvolve-se bem em diferentes tipos de solo e de clima (BAIER, 1994). Destaca-se pelo crescimento inicial vigoroso, pela rusticidade, resistência ao frio, à acidez nociva do solo, ao alumínio tóxico e a doenças, possuindo sistema radicular profundo e agressivo, capaz de absorver nutrientes indisponíveis a outras espécies. É o mais eficiente dos
cereais de inverno no aproveitamento de água, pois produz a mesma quantidade de massa seca com apenas 70% da água que o trigo requer. A resistência a doenças é uma caracterís- tica do centeio, entretanto, a partir de 1982, no Brasil, o ata- que de ferrugem do colmo ( Puccinia graminis Pres. f. secalis ), no fim do ciclo, tem sido responsável por perdas considerá- veis em muitas lavouras. No controle dessa doença, seguir as indicações para a cultura do centeio.
O centeio tem adaptação muito ampla, pois é cultivado até no círculo ártico em altitudes de 4.300 metros acima do nível do mar, no Nepal. É gramínea rústica que suporta condições adversas de clima e de solo, crescendo em condições de baixa e elevada fertilidade. Em comparação com demais forrageiras de estação fria, apresenta maior produção de for- ragem durante os meses mais frios que as demais espécies anuais de inverno. Centeio pode perfeitamente ser estabelecido em sistema plan- tio direto. A densidade de semeadura recomendada é de 250 a 350 sementes aptas/m^2 (40 a 60 kg/ha). O peso de 1. sementes é de aproximadamente 18 g. Para formação de pastagem, no Brasil, centeio pode ser semeado a partir de abril. Centeio é indicado para cultivo em solos arenosos, degrada- dos e exauridos, sendo recomendado para recuperá-los e para proteger áreas em processo de desertificação. É pouco