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este arquivo contem o resumo das principais malformacoes congenitas
Tipologia: Resumos
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Discente: Zefania Francisco Assubige Docente: dr. Manacque Mapoterre
Índice Conteúdos pags Introdução…………………………………………………………………..………………. Objectivos gerais……………………………………………………………...……………... Objectivos específicos………………………………………………………...……………... Metodologia……………………………………………………………………..……….…. 1 Malforcoes congénitas…………………………………………………………...…………. 2 Conceitos gerais…………………………………………………………………...………… Causas de malformacoes……………………………………………………………...……...
1.1. aberracoes cromossomicas numéricas…………………………………………………..
1.2. aberracoes cromossomicas estruturais………………………………………………….
1.3. genes mutantes………………………………………………………………………….
uma das aposta, do grupo, não se esquecendo que o auxilio do docente da cadeira que é
fundamental para que os objectivos sejam alcançados com sucesso, e atempo.
Malformações cogénitas, anomalias congenitas e defeitos do nascimento- são sinonimos usados para descrever disturbios estruturais, do comprtamento, funionais e metabolicos presentes a quando do nascimento. As pequenas anomalias ocorrem em aproximadamente 15% dos recem- nascidos (CLARSON, 1994). Observações feitas por lenz, que associou defeitos em membros sedativos talidomida, dexou claro que drogas sao capazes de cruzar a placenta e causar defeitos de nascimento. Ao nascer, o bebé pode ser saudável ou pode apresentar alguma anomalia congénita , que pode ser ancorada a um problema genético ou pode ser induzida por uso de substâncias nocivas durante a gravidez, ou ainda, causada pela falta de líquido amniótico (CLARSON, 1994).
Segundo CLARSON (1994), muitos termos são usualmente conhecidos, tais como: malformação , perturbação , deformação ou displasia. Tanto faz qualquer um desses termos, o resultado de nossos pensamentos é o mesmo. Então, para melhor entendermos esses termos, a seguir teremos a descrição de cada um:
Malformação
Se um órgão apresenta uma alteração em sua estrutura morfológica (em parte ou na totalidade), temos um defeito morfológico. Se for comprovado que este defeito foi causado por uma anormalidade cromossómica, pode-se dizer que é uma alteração morfogenético. Esta pode ser herdada. Ou seja ocorrem durante a formação de estruturas, por exemplo durante a organogenese. Elas podem resultar na ausencia total ou parcial de uma estrutura ou alterações na configuração normal (CLARSON, 1994).
Perturbação
Se um bebé nasce com um defeito morfológico provocado por uma interferência externa, tal como teratógenos (drogas ou vírus, por exemplo), será classificado como perturbação. Este factor não é hereditário, mas factores hereditários podem predispor a uma perturbação. Ou seja resultam em alteracoes morfologicas de estruturas depois da sua formacao e sao causadas por processos destrutivos. Acidentes vasculares que levam a atresia do intestino e defeitos produzidos por bandas amnioticas sao exemplos de factorres destrutivos (CLARSON, 1994).
Deformação
Isto ocorre graças às forças mecânicas, causando uma forma ou aparência anormal de uma determinada porção corpórea. Pode-se citar como exemplo o “pé equino varo” , que é causado pela insuficiência de líquido amniótico, resultando no pé torto do bebê. Esta alteração é causada por forças mecânicas externas (CLARSON, 1994).
Sindrome
refere-se a um grupo de anomalias que ocorrem juntas e tem uma etiologia especifica, comum
(CLARSON, 1994). Displasia
É a formação alterada de um determinado tecido, aonde as células irão se dispor de forma
inusitada e não esperada, considerando os padrões. Não há uma causa específica para o acontecimento da displasia (CLARSON, 1994).
Para tantos termos e tantas alterações, existe actualmente um ramo da ciência que se dedica a estudar minuciosamente as causas de cada evento ocorrido: a teratologia. Algumas dessas anomalias podem ser detectadas antes do nascimento, mas outras só após, por serem quase que imperceptíveis. Apesar das causas quase sempre serem os factores genéticos ou ambientais (CLARSON, 1994). Congénito - vem do latim que significa nascido com ou que o transtorno se apresenta usualmente antes do nascimento (CLARSON, 1994). Teratologia - é o ramo da ciência que trata de todos os aspectos do desenvolvimento pré-natal anormal, incluindo o estudo das causas e da patogênese dos defeitos congênitos (CLARSON, 1994). Teratógeno - é qualquer agente capaz de produzir malformação congénita ou aumentar a incidência de uma malformação em determinada população (CLARSON, 1994). Causas
Embora a origem das malformações congénitas corresponda sempre a uma insuficiência no desenvolvimento do embrião, a sua causa pode ser variada. Por vezes, a alteração é provocada por um problema genético, independentemente de ser esporádico (devido a uma mutação) ou hereditário, podendo provocar um quadro mais complexo e associado a outras malformações congénitas. Noutros casos, a malformação é originada por um problema sofrido pela mãe ao longo da gravidez, por exemplo uma doença infecciosa, uma intoxicação ou o consumo de determinados medicamentos durante a gestação. De qualquer forma, em muitos casos, não se consegue determinar qualquer factor responsável (CLARSON, 1994).
Deve-se referir que a origem dos órgãos genitais no embrião é semelhante à dos órgãos pertencentes ao aparelho urinário, pois são provenientes de estruturas precursoras ligadas inicialmente aos esboços das gónadas, designados canais de Wolff e canais de Müller, cuja evolução difere consoante os sexos (CLARSON, 1994).
A principal diferença reside no facto de os canais de Wolff do embrião do sexo feminino se atrofiarem, o que proporciona a perda da comunicação do sistema de drenagem do aparelho urinário com as gónadas, fazendo com que no 3° mês de vida intra-uterina os canais de Müller formem as duas trompas de Falópio, cuja união na linha média origina o útero e a parte superior da vagina. Em suma, qualquer alteração ocorrida neste processo pode provocar malformações na forma definitiva da vagina e do útero(CLARSON, 1994).
Gráfico SEQ Ilustração * ARABIC 1 representação dos dados da causa de malformação congénita
malformacoes do sistema esqueletico. Geralmene as criancas morrem aos 2 meses de vida
(CLARSON, 1994). 1.1.3 Trissomia do 13 (síndrome de Patau) As principais anormalidades dessa sindrome são o retardo mental, holoprosencefalia, defeitos congenitos do coração, fendas labial e palatina, defeito dos olhos, tais como microftalmia, anoftalmia, e coloboma. A maioria das criancas morre aos tres meses de idade(CLARSON, 1994). 1.1.4Sindrome de klinefelter As caracteristicas clinicas da sindrome de klinefelter, são encontradas em geral em homens e, detectadas somente na puberdade sendo: A esterilidade, atrofia muscular, hialinização dos tubos seminiferos e, na maioria dos casos, ginecomastia. As celulas tem 47 cromossomas com um complemento cromossomico sexual do tipo XXY. A nao-disjuncao dos homologos XX é o evento causador mais comum. Ocasionalmente, pacientes com a sindrome de klinefelter tem 48 cromossomas; 44 autossomos e 4 cromossomos sexuais (XXXY). Apesar do retardamento mental nao constituir, em geral, parte dessa sindrome, quanto maior for o numero de cromossomas X, maior a probabilidade de haver algum grau de defeciencia mental(JORDE, 2000).
Ilustração SEQ Ilustração * ARABIC 3 Adulto com síndrome de klinefelter
1.1.5 Síndroma de Turner A síndroma de Turner (disgenesia gonodal) é uma doença que afecta raparigas que não têm, parcial ou completamente, um dos cromossomas X(JORDE,2000). Muitas recém-nascidas que sofrem desta síndroma apresentam um inchaço (linfedema) nas costas das palmas das mãos e na parte superior dos pés. A parte posterior do pescoço costuma estar inchada ou podem notar-se umas pregas de pele flácida(JORDE,2000). A rapariga ou a mulher com a síndroma de Turner é baixa, tem o pescoço alado (unido aos ombros mediante uma extensa porção de pele) e uma linha de nascimento do cabelo muito baixa na parte posterior do pescoço. Tem as pálpebras caídas, um peito muito largo com mamilos muito separados e muitos sinais pretos na pele. Os quartos dedos das mãos e dos pés são curtos e as unhas estão pouco desenvolvidas. Não tem períodos menstruais e as mamas, a vagina e os lábios estão pouco desenvolvidos. Os ovários não costumam conter óvulos. A parte inferior da aorta pode ser estreita (coarctação da aorta), o que pode causar hipertensão arterial. São frequentes os defeitos nos rins e pequenas inflamações dos vasos sanguíneos (hemangiomas). Em certos casos, os vasos sanguíneos anormais do intestino rebentam e produzem hemorragias. Muitas raparigas com a síndroma de Turner têm dificuldades para orientar-se em relação ao espaço. Em geral, têm maus resultados em aspectos que requerem destreza e nos cálculos, embora os resultados nas provas de inteligência sejam normais ou superiores ao normal. Raramente existe atraso mental(JORDE,2000).
1.1.6 Sindrome do triplo X
Pacientes com sindromes do triplo X sao infantis, com menstruaçes escassas e com um certo grau de retardamento mental. Elas tem dois tipos de corpusculos de cromatina sexual em suas celulas. As raparigas com três cromossomas X costumam ser menos inteligentes do que os seus irmãos ou irmãs normais. A síndroma, por vezes, causa esterilidade, apesar de algumas mulheres com a síndroma do triplo X terem dado à luz crianças fisicamente normais, com cromossomas também normais (JORDE, 2000). 1.1.7 Síndrome do cromossoma X frágil O atraso mental afecta os rapazes mais frequentemente do que as raparigas, em parte porque o cromossoma X pode ter genes recessivos do atraso mental (genes ligados ao cromossoma X) que nas raparigas costuma estar equilibrado por um gene normal no outro cromossoma. Uma anomalia em que os ditos genes recessivos estão presentes é denominada síndroma do cromossoma X frágil. Nesta síndrome, que é a causa mais frequente de atraso mental depois da síndroma de Down, o cromossoma X é anormal(JORDE,2000). Os sintomas da síndroma incluem atraso mental, orelhas grandes e afastadas da cabeça, queixo e fonte salientes e testículos grandes (uma característica que só se nota depois da puberdade). Surpreendentemente, alguns rapazes com esta síndroma são totalmente normais, enquanto algumas raparigas com os genes recessivos têm um aspecto normal, mas têm atraso mental. A presença da síndroma do cromossoma X frágil pode detectar-se mediante determinadas análises antes do nascimento, mas não se pode saber, independentemente do sexo do bebé, se provocará atraso mental(JORDE,2000).
A maioria das anomalias estruturais de cromossômas resulta de quebras cromossômicas seguidas de reconstituição em uma combinação anormal. Essas quebras cromossômicas são induzidas por vários factores ambientais (radiação, drogas, produtos químicos e vírus). O tipo de anormalidade estrutural resultante depende do que acontece com as partes quebradas. As duas únicas aberrações cromossômicas estruturais que podem ser transmitidas de pai para filho são os rearranjos estruturais dos tipos inversão e translocação(JORDE,2000).
genes defeituosos causam um grande numero de erros inatos do metabolismo (MARCONDES,
2000). Com o mapeameanto do genoma humano, tornar-se-a mais precisa associação de genes especificos com suas funções normais e anormalidades que eles causam. Novas tecnicas moleculares, tais como a hibridizacao por fluorecescencia (FISH), que usa sondas de DNA especificas para identificar delecções de material genetico, ja melhoraram a nossa capacidade de detectar anormalidade de genes e cromossomas (MARCONDES, 2000). 1.3.1Acondroplasia A acondroplasia é um distúrbio hereditário, Pertence ao grupo de doenças ou anomalias condrodistrofias chamado de ossificação da cartilagem. Embora a acondroplasia é herdada como autossômica dominante, a maioria dos casos são devidos a mutações espontâneas no gene que codifica o receptor de factor de crescimento fibroblástico 3 (FGFR3) (MARCONDES, 2000). características Encurtamento rizomélica de braços e pernas curtas com pregas cutâneas redundantes limitação da extensão do cotovelo,configurar as mãos tridente, bowlegs (genum varo), deformidade gibbus toracolombar na infância, lordose lombar exagerada é desenvolvido para começar a andar ,a cabeça grande com relevo frontal, hipoplasia do meio do rosto, baixa estatura, membros e dedos curtos,comprimento normal do tronco,pernas arqueadas, cabeça relativamente grande, testa proeminente,sela nasal funda(MARCONDES, 2000). Acondroplasia é causada por duas mutações diferentes no receptor FGG3. a mutação é uma substituição Gly380Arg causada por uma mudança de C por A no nucleotídeo 1138. Outros casos, a mutação é um ponto de mudança de G por C em 1138 nucleotídeos. (MARCONDES, 2000). 1.3.2Outras-mutações Outros fenótipos associados a mutações FGFR3 incluem hipocondrodisplasia, craniossinostose displasia, Tanatofórica e displasia da SADD. Este último é uma doença extremamente rara (só foram descritas até o momento 3 casos) caracterizada por baixa estatura extremamente curto, com muito quentes e acantose nigricans inclinou. Estes pacientes têm uma apnéia temporária que necessitam de ventilação assistida (MARCONDES, 2000).
Certos agentes ambientais, chamados teratógenos, podem causar interrupções mo desenvolvimento embrionário quando a mãe é exposta a eles. Factores ambientais, como infecções e drogas, podem simular condições genéticas. Os órgãos e partes de um embrião são mais sensíveis aos agentes teratogênicos durante os períodos de diferenciação rápida (MARCONDES, 2000).
Os factores ambientais causam malformações congénitas, porem, não parecem capazes de provocar anomalias antes que se tenha iniciado a diferenciação; mas, sua acção precoce pode levar a morte do embrião (MARCONDES, 2000).
O mecanismo exacto que as drogas, produtos químicos e outros factores ambientais interferem
no desenvolvimento embrionário e induzem a anormalidades ainda são obscuros (MARCONDES, 2000).
Foi sugerido que a resposta celular inicial pode assumir mais de uma forma (genética, molecular,
bioquímica, biofísica), resultando em diferentes sequências de mudanças celulares (morte celular, Biossíntese de substratos reduzida, movimentos morfogenético deficientes e quebra mecânica). Esses tipos variados de lesão patológica poderia levar ao defeito final (anomalias do desenvolvimento, distúrbios funcionais) por uma viam comum (MARCONDES, 2000).
2.1. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA TERATOGÊNESE
Ao analisar-se a teratogenicidade de um agente, deve-se levar em consideração três princípios importantes: os períodos críticos do desenvolvimento, a dosagem de uma droga e o genótipo do embrião (MARCONDES, 2000).
2.1.1 Período crítico no desenvolvimento humano – O período do desenvolvimento mais crítico é aquele em que a divisão celular, a diferenciação celular e a morfogênese encontra-se em seu pico. Cada parte e o órgão de um embrião têm um período crítico durante o qual o seu desenvolvimento pode ser perturbado. O tipo de anomalia causada depende de quais partes e órgãos são mais susceptíveis no momento em que o teratógeno está activo (MARCONDES, 2000).
2.1.2 Dosagem da droga ou produto químico – Uma pesquisa feita com animais revelou que existe uma relação dose-resposta para os teratógenos (MOORE, 1996).
2.1.3 Genótipo do embrião – Vários exemplos em animais de laboratório e suspeitas em casos humanos mostram haver diferenças genéticas nas respostas a teratógenos. Um exemplo é a fenitoína, um teratógeno humano bastante conhecido. Dos embriões expostos a esta medicação, cerca de 5 a 10% desenvolvem a síndrome da Dilantina Fetal. Um terço dos embriões expostos, apresenta apenas algumas malformações e mais da metade é afectada. Pode-se perceber então, que é o genótipo do embrião que determina se um agente irá agredir o seu desenvolvimento (MOORE, 1996).
2.2. DROGAS E TERATÓGENOS
Perturbam gravemente o desenvolvimento se administradas durante o período organogênico. Outras produzem retardo mental e do crescimento e outras anomalias se usadas em excesso enquanto o feto se desenvolve. Apesar disso, Apenas algumas drogas foram positivamente implicadas como agentes teratogênicos durante o desenvolvimento humano(MOORE,1996).
2.2.1 Tabagismo
Outras drogas também que têm potenciais teratogenicos,são os anticonvulsionantes
difenilidantoina, (o nome cientifico e fenintoina), acido valproico e a trimetadiona, que sao uasados por mulheres epilepticas (MOORE, 1996). As malformacoes frequentes em epilepticos que usam a trimetadoina são anormalidade do coração, fendas faciais, e microcefalia. Especificamente a definilidantoina que produz um amplo espetro de anormalidade, que incluem defeitos craneofaciais, hiploplasia de unhas e dedos, anormalidade do crescimento e deficiencia mental. Estes defeitos constituem um padrao distinto de dismorfogenese, conhecido como a sindrome fetal da idantoina (MOORE,1996). O acido valproico produz defitos do tubo neural e do coracao e anormalidades do membro. A trimetadiona, usada no tratamento de crises do pequeno mal, produz um padrao caracteristico de anormalidades, que incluem orelhas mal formadas, fenda palatina, defeitos cardiacos, anormalidades urogenitais e do esqueleto, que, colectivamente sao chamadas de sindrome da trimetadiona (MOORE e PERSUAD, 2000). Suspeita-se que agentes antipsicoticos e ansioliticos ( grandes e pequenos tranquilizantes respectivamente) produzam mal formacoes congenitas. Os antipsicoticos fenotiasina e litio foram implicados como sendo teratogenicos. Também ha evidencias que causa disturbios do comportamento. Recentemente, foi demostrado que a isotretinoina, um analogo de vitamina A, causa um padrao caracteristico de malformações, conhecidas como embriopatia da isotretinoina ou da vitamina A. A droga e prescrita para o tratamento da acne istico e outras dermatoses cronicas, mas e altamente teratogenica. Caracteisticas associadas a embriopatia incluem o desenvolvimento reduzido e anormal da orelha, pont nasl achatada, hipoplasia mandibular, fenda palatina, hidrocefalia, defeitos do tubo neural e anormalidades do coração (MOORE e PERSUAD, 2000).
2.4. AGENTES INFECCIOSOS COMO TERATÓGENOS
Ao longo da vida pré-natal, o embrião e o feto são ameaçados por uma infinidade de microorganismos. Na maioria dos casos, há resistência aos ataques; em alguns, ocorre aborto ou parto de natimorto; em outros casos, as crianças nascem com malformações ou enfermidades congênitas. Alguns agentes infecciosos causadores de malformações (MOORE e PERSUAD, 2000).
2.4.1 Vírus da rubéola
Este vírus, responsável pela doença transmissível, é o melhor exemplo de um teratógeno infeccioso. O vírus cruza a membrana placentária e infecta o embrião/feto, causando a Síndrome da Rubéola Congênita, cujas características usuais são: malformacoes do olho (catarata e microftalmia), defeitos cardíacos e surdez, podendo também ocasionar deficiência mental, coriorretinite, glaucoma, microftalmia e defeito nos dentes (MOORE e PERSUAD, 2000). O virus tambem pode ser respnsavel por alguns casos de algumas anomalias encefalicas e retardamento mental,causa retardo do crescimento intra-uterino, dano ao miocardio e anomalias vasculares. O tipo de malformacoes é determinado pelo estadio do desenvolvimento embrionario em que ocorre a infeccao. É extremamente dificil determinar a incidencia exacta da malformacao em filhos de mães infectadas, pois a rubeola pode ser suave e, assim não ser detectada, ou pode ser acompanhada de caracteristicas clinicas incomuns e não ser reconhecida (MOORE e PERSUAD, 2000).
2.4.2 Citomegalovírus (CVM)
O CMV, constitui a infecção viral mais comum no feto humano. Como a doença parece ser fatal quando infecta o embrião, a maioria das gravidezes termina em aborto espontâneo quando a infecção ocorre no primeiro trimestre. Quando ocorre em um período mais tarde, a infecção pode
resultar em retardo do crescimento intra-uterino, microftalmia, cegueira, microcefalia,
hepatosplenomegalia, retardamento mental, surdez e paralisia cerebral. resulta de uma infeccao com citomegalovirus humano adquirida no utero de uma mãe infectada, mas assitomatica. Inicialmente, a doença só era reconhecida em autopsias e se baseava na presenca de celulas aumentadas, com grndes nucleos contendo celulas de inclusão (JORDE, 2000). Como a doenca não é percebida em mulheres gravidas não se sabe qual é a diferença entre uma infecção precoce e outra de desenvolvimento tardio (JORDE, 2000).
2.4.3 Vírus do Herpes Simples (HSV)
Tem sido relatado que a infecção por HSV no início da gravidez triplica a taxa de abortos e que a infecção após a vigésima semana está associada a uma taxa mais alta de prematuridade. Em geral a infecção é transmitida proximo a epoca do parto, e as anormalidades relatadas sao a microcefalia, microftalmia, displasia da retina, hepatosplenomegalia, e retardo mental. Entretanto, a crianca adquire a infeccao da mãe ao nascimento como uma doença venerea, e os sintomas da doença aparecem então,durante as tres primeiras semanas de vida. Esses sintomas caracterizam-se por reacções inflamatorias (JORDE, 2000).
2.4.4 Varicela (catapora)
A varicela e o herpes zoster são causados pelo mesmo vírus, o varicela-zóster. Há fortes evidências que a infecção materna por varicela durante os quatro primeiros meses de gestação causa malformações congênitas, como lesões na pele, atrofia muscular, hipoplasia do membro, dedos da mão rudimentares e retardamento mental(JORDE, 2000). 2.4.5 Virus da imunodeficiencia humana (HIV) Este virus causa a doenca da imunodeficiencia humana (sida) e pode ser transmitida para o feto. O virus nao parece ser um teratogeno importante, apesar da microcefalia, retardo no crescimento e facies anormais terem sido atribuidos a seus efeitos (JORDE, 2000). 2.4.6 Outras infeccoes virais e hipertermia Tem sido descritas malformacoes apos infecção materna por sarampo, caxumba , hepatite, poliomeolite, virus ECHO, virus coxsackie, e virus da influenza (JORDE, 2000). Um factor complicador introduzido por estes outros agentes infecciosos é o de que a maioria são pirogenos a uma temperatura do corpo aumentada (JORDE, 2000). 2.4.7 Toxoplasmos Foi demonstrado que a infeccao materna com o protozoario parasita toxoplasma gondii que é adquirida m carne mal cozida, através de animais domesticos (gatos) ou solo contaminado com fezes, produz malformações congênitas. A criança afectada pode ter calcificação cerebral, hidrocefalia ou retardo mental. Também foram relatados coriorrenitite, microftalmia e outros defeitos oculares. É impossivel dar um numero preciso sobre a incidencia de malformações causadas pela toxoplasmose, pois como ocorre em citomegalovirus, a doença em geral não e identificada em mulheres gravidas (JORDE, 2000) 2.4.8 Sifilis Esta infecção pode levar a surdez congênita e ao retardo mental nos filhos. Além disso muitos outros orgãos tais como o pulmão, o figado são caracterizados por fibrose difusa (MARCONDES, 2000).
4.1 Agentes Androgenicos Progestinas foram usadas com frequencia ao longo da gravidez para prevenir o aborto. As progestinas etisterona e noritesterona tem consideravel acção androgénica, tendo sido relatados muitos casos de masculinização da genitalia dos embriões femininos. As anormalidades consistiram de um clitoris aumentado, associados a graus variados de fusão das pregas labioescrotais (MORRE, 2000). 4.2 Síndrome Supra-Renogenital
Alguns tumores córtico-supra-renais secretam quantidades excessivas de androgênios que causam intensos efeitos masculinizantes em todo o corpo. Quando o tumor ocorre com mulheres, elas desenvolvem características viris, incluindo crescimento de barba, voz mais grossa, ocasionalmente calvície se também houver herança genética desse carácter, distribuição masculina dos pêlos do corpo e do púbis, crescimento do clítoris que se assemelha a um pênis e deposição de proteínas na pele e, sobretudo, nos músculos, conferindo-lhe características masculinas típicas (MORRE, 2000).
No menino pré-puberal, a presença de tumor supra-renal virilizante provoca as mesmas características observadas na mulher, juntamente com o rápido desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos e aparecimento do desejo sexual masculino. No homem adulto, as características virilizantes da síndrome supra-renogenital costumam ser totalmente obscurecidas pelas características virilizantes normais da testosterona secretada pelos testículos. Por conseguinte, é frequentemente difícil estabelecer o diagnóstico da síndrome no homem adulto. No síndrome supra-renogenital, a excreção urinária de 17-cetosteróides (que derivam dos androgênios) pode atingir 10 a 15 vezes o normal(MORRE, 2000).
4.3 Anticoncepcionais orais As pilulas de controle da natalidade que conem estrogenos e progestrogenos, parecem ter um baixo potencialteratogenico. Entao quando se suspeita de gravidez, o uso de anticoncepcional deve ser interrompido, porque outros hormonios como a dietilestibestrol, produzem anormalidades(MORRE, 2000). 4.4 Cortisona A cortisona injectada em camundongos e coelhos em certos estadios de gravidez, causa uma alta percentagem de fendas palatinas na prole. Entretanto tem sido impossivel implicar a cortisona como um factor ambiental causador da fenda palatina em seres humanos(MORRE, 2000). 4.5 Doença materna Disturbios do metabolismo dos carbohidratos durante a gravidez em mães diabeticas causam uma alta incidencia de natimortos, mortes neonatais, crianças anormalmente grandes e malformacoes congenitas. O risco de filhos de mães diabeticas é de 3 a 4 vezes maior do que em filhos de maes não-diabeticas (MORRE, 2000). Ainda nao são conhecidos os factores responsaveis por estas deformações, apesar de existirem evidencias de que a alteracao dos niveis de glicose pode desempenhar um papel que a insulina não é teratogenica. Além disso, o controle estrito do metabolismo materno com uma terapia insulinica agressiva reduz a ocorrrência de malformações (MORRE, 2000). 4.6 Fenilcetonuria (PKU)
Mães com fenilcetonuria, na qual a enzima fenilalanina hidroxilase é deficiente, o que resulta em
concentrações crescentes de fenilalanina no soro, tem risco de ter crianças com retardo mental, microcefalia e defeitos cardiacos. Mulheres com a doença que mantem uma dieta pobre em fenilalanina antes da concepção reduzem esse risco a niveis de controle(JORDE,2000). 4.7 Hipoxia A hipoxia induz malformações congénitas em uma grande variedade de animais experimentais, mas ainda não se sabe se o mesmo é valido para humanos. Além disso, mulheres com doença cardiovascular cianotica frequentemente dão a luz criancas pequenas, mas em geral sem grandes malformações congénitas (JORDE,2000).
5. DEFEITOS NOS RINS E DAS VIAS URINÁRIAS Os defeitos de nascimento nos rins e no aparelho urinário são mais frequentes do que os defeitos em qualquer outro sistema do corpo. As defeciências que impedem o fluxo da urina podem provocar que esta estanque, o que, por sua vez, pode favorecer o desenvolvimento de uma infecção ou a formação de cálculos renais. Também podem interferir na função dos rins, causar uma disfunção sexual ou esterilidade com o decurso dos anos (MORRE, 2000). 5.1 Defeitos dos rins e dos ureteres Podem produzir-se muitos defeitos durante o desenvolvimento dos rins. Podem formar-se noutro sítio (ectopia), adoptar uma posição incorrecta (malrotação), ficar juntos (rim em ferradura) ou não existir (agnesia renal). Um bebé a quem faltam os dois rins não pode sobreviver (síndroma de Potter). O tecido renal também pode desenvolver-se de forma anormal. Por exemplo, um rim pode conter vários quistos, como na doença do rim poliquístico (JORDE,2000). As possíveis anomalias dos ureteres (os dois tubos que ligam os rins à bexiga) incluem a formação de um ureter a mais, a localização errada e a sua redução ou aumento. A urina pode retroceder desde a bexiga e entrar nos ureteres anormais, provocando assim uma infecção renal (pielonefrite). Um ureter estreito impede a passagem normal de urina desde o rim até à bexiga, o que pode causar o aumento do rim (hidronefrose) e a sua consequente lesão(JORDE, 2000). 5.1.1 Defeitos da bexiga São vários os defeitos que podem afectar a bexiga. Pode não se formar completamente, o que provoca que fique aberta através da superfície do abdómen (extrofia). A sua parede pode ser anormal, com a presença de bolsas (divertículos) que permitem a acumulação de urina e elevam o risco de infecção urinária. A saída da bexiga (a via que liga a bexiga à uretra, uma estrutura que transporta urina para fora do corpo) pode ser estreita e, por isso, não se esvazia completamente. Neste caso o fluxo de urina é escasso e produzem-se infecções. A maioria dos defeitos da bexiga podem resolver-se cirurgicamente(JORDE,2000). 5.1.2 Defeitos da uretra A uretra pode ser anormal ou não existir. Nos rapazes o orifício da uretra pode estar num sítio errado, como, por exemplo, debaixo do pénis. Neste caso a anomalia denomina-se hipospadias. Quando a uretra permanece aberta como um canal em vez de estar fechada como um tubo, estamos perante uma anomalia denominada epispadias. Uma uretra estreita pode obstruir o fluxo da urina, tanto em rapazes como em raparigas. Estas anomalias podem ser corrigidas com uma intervenção cirúrgica(JORDE,2000).
Ilustração SEQ Ilustração * ARABIC 4 hipospadias e epispadias
6. ESTADOS INTERSEXUAIS
7.2 Defeitos dos septos ventriculares e auriculares
Em ambas as anomalias, o sangue que volta ao coração desde os pulmões não segue o circuito completo: é enviado de volta para estes últimos em vez de ser bombeado para o resto do corpo. Como resultado, aumenta a quantidade de sangue nos vasos sanguíneos dos pulmões e, em algumas crianças, isto provoca-lhes sufocação, dificuldade para se alimentarem, sudação excessiva e dificuldade para aumentar de peso a um ritmo normal. Estes sintomas são mais frequentes nas crianças que têm algum defeito no septo ventricular. Os defeitos no septo auricular, que geralmente se detectam depois da infância, produzem sintomas menos dramáticos (MORRE, 2000).
7.3 Canal arterial persistente Segundo MORRE(2000), Canal arterial (ductus arteriosus) persistente é uma ligação entre a aorta (a grande artéria que transporta sangue oxigenado ao corpo) e a artéria pulmonar (a artéria que transporta o sangue desprovido de oxigénio aos pulmões). O canal arterial permite que o sangue não passe pelos pulmões. No estado fetal esta função é fundamental, já que o feto não respira ar e, portanto, não necessita que o sangue circule através dos pulmões para ser oxigenado. No entanto, quando nasce, o sangue deve circular para receber oxigénio. Em geral, o canal fecha-se muito rapidamente, um ou dois dias depois do nascimento. Mas, se continua aberto, certa quantidade de sangue destinado ao corpo pode voltar aos pulmões e produzir uma sobrecarga dos seus vasos sanguíneos. Em consequência, alguns bebés desenvolvem insuficiência cardíaca, que se manifesta por dificuldade para respirar, uma frequência cardíaca acelerada e impossibilidade de ganhar peso (MORRE, 2000). Se o canal não se fechar, um bebé nascido no termo pode desenvolver insuficiência cardíaca várias semanas depois de nascer (MOORE, 1996).
Canal arterial persistente 7 .4 Estenose da válvula aórtica
A estenose da válvula aórtica consiste na redução do diâmetro da dita válvula; esta, ao abrir-se, permite que o sangue flua desde o ventrículo esquerdo até à aorta e depois para todo o corpo. A válvula aórtica normalmente é formada por três pregas (cúspides ou válvulas) que se abrem e se fecham para permitir a passagem do sangue. Na estenose, a válvula aórtica costuma ter só duas valvas, o que permite uma menor abertura e dificulta a passagem do sangue. Em consequência, o ventrículo esquerdo deve bombear com uma força superior à normal para impulsionar o sangue através da válvula. Em algumas crianças com estenose da válvula aórtica, a obstrução é mais frequente do que nos adultos. Em casos raros desenvolve-se insuficiência cardíaca e o fluxo de sangue para o corpo torna-se inadequado( MOORE, 1996). 7.5 Estenose da válvula pulmonar A estenose da válvula pulmonar é um estreitamento da dita válvula, que é a que permite a passagem do sangue desde o ventrículo direito até aos pulmões (MOORE,1996). Segundo MOORE (1996), Estenose da válvula pulmonar, é um pouco mais estreita do que é normal, o que obriga o ventrículo direito a bombear com mais força e a maior pressão para propulsar o
sangue através da válvula. Quando a obstrução é muito grave, chega muito pouco sangue aos
pulmões para ser oxigenado. Aumenta a pressão no ventrículo e na aurícula direita, o que obriga o sangue desprovido de oxigénio, que é azulado, a atravessar a parede que separa a aurícula direita da esquerda. A seguir, este sangue passa ao ventrículo esquerdo e é bombeado para a aorta, que o transporta para todo o corpo. Em consequência, o bebé está azulado (um estado denominado cianose). 7.6 Coarctação da aorta A coarctação da aorta é uma redução da mesma que, geralmente, se produz no ponto onde o canal arterial (ductus arteriosus) se une à aorta e esta gira para descer para a parte inferior do peito e chegar ao abdómen(MOORE, 1996). A coarctação reduz o fluxo sanguíneo na metade inferior do corpo e, em consequência, o pulso e a tensão arterial são mais baixos do que o normal nas pernas e costumam ser mais altos nos braços. Na maioria das crianças, a coarctação não causa problemas. Algumas têm dor de cabeça ou hemorragias nasais devido à hipertensão nos braços e dor nas pernas durante a prática de exercício por causa da baixa tensão nas pernas, embora a maioria dos casos não apresentem sintomas. A maior parte das crianças com coarctação também tem uma válvula aórtica anormal, que só conta com duas valvas em vez das três normais. A coarctação detecta-se durante uma exploração física em função de determinadas mudanças no pulso e na tensão arterial (MOORE, 1996). Ao cabo de uns dias, ou aproximadamente às duas semanas de vida, algumas crianças com coarctação desenvolvem uma grande insuficiência cardíaca uma vez que o canal arterial se fecha. Como consequência disso apresentam um distress respiratório grave e tornam-se muito pálidas; as análises ao sangue mostram um acentuado aumento do ácido no sangue (acidose metabólica). Esta situação pode pôr em perigo a sua vida (MOORE, 1996). 7.7 Transposição das grandes artérias A transposição das grandes artérias é uma inversão nas ligações normais da aorta e da artéria pulmonar com o coração(MOORE, 1996). Com a transposição das grandes artérias, o sangue desprovido de oxigénio que regressa do corpo flui desde o ventrículo direito até à aorta, que transporta esse sangue sem oxigénio de novo para o corpo, sem passar pelos pulmões. O bebé tem muito sangue oxigenado, mas este volta a circular pelos pulmões, em vez de ir para o resto do corpo( MOORE, 1996). Os bebés com este defeito podem sobreviver muito pouco depois de nascerem. Se vivem um certo tempo, é graças a um pequeno orifício que existe entre os ventrículos direito e esquerdo (forâmen oval) que, normalmente, está presente ao nascer. Este orifício permite que uma pequena quantidade de sangue oxigenado proveniente dos pulmões passe da aurícula direita à aurícula esquerda e depois do ventrículo direito à aorta, fornecendo ao corpo a quantidade suficiente de oxigénio para manter vivo o bebé( MOORE, 1996). 7.8 Síndroma do ventrículo esquerdo subdesenvolvido Esta doença também recebe o nome de síndroma do coração esquerdo hipoplásico. A principal função do ventrículo é bombear sangue para o corpo. Quando as cavidades e as válvulas desse lado do coração estão gravemente subdesenvolvidas ou ausentes, não é possível manter normal a irrigação sanguínea para o corpo. Ao nascer, o bebé parece normal porque o sangue proveniente do ventrículo direito atravessa o canal arterial aberto e chega ao resto do corpo, mas quando este canal se fecha produz-se uma grave insuficiência cardíaca. A maioria das crianças com esta afecção morre(MOORE, 1996).
7.9 Tetralogia de Fallot A tetralogia de Fallot é uma combinação de anomalias cardíacas que abarcam um defeito importante no tabique ventricular, um nascimento anormal da aorta que permite que o sangue desprovido de