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Um manual de Álgebra Linear, que apresenta os conceitos básicos da disciplina, como sistemas lineares, matrizes, determinantes, espaços lineares, valores e vetores próprios para matrizes, transformações lineares, produtos internos, entre outros. O manual é destinado aos cursos de LMAC, MEBiom e MEFT do 1º semestre de 2011/2012, ministrados pelo professor Paulo Pinto. definições, exemplos e teoremas, além de operações elementares em matrizes.
Tipologia: Resumos
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1 o^ Semestre 2011/
Prof. Paulo Pinto http://www.math.ist.utl.pt/∼ppinto/
1 Sistemas lineares e Matrizes 1
2 Determinantes 6 3 Espa¸cos lineares 8
4 Valores e vectores pr´oprios para matrizes 14
5 Transforma¸c˜oes lineares 16
6 Produtos internos 19
7 T´opicos adicionais e aplica¸c˜oes 24
8 Nota¸c˜ao usada 28
´Indice alfab´etico 29
a 11 a 12 · · · a (^1) n a 21 a 22 · · · a (^2) n .. .
a (^) m 1 a (^) m 2 · · · a (^) mn
O conjunto de todas as matrizes reais m × n designa-se por M (^) m×n (R); ou M (^) m×n (C), no caso dos complexos. Matriz diagonal ´e uma matriz quadrada (i.e. m = n) cujas entradas fora da diagonal principal s˜ao todas nulas; as entradas a 11 , a 22 , ..., a (^) nn formam a diagonal principal de A. A matriz identidade I ´e a matriz diagonal cuja diagonal principal ´e toda igual a 1. Matriz nula 0 do tipo m × n ´e a matriz com todas as entradas iguais a zero. A matriz quadrada A diz-se triangular superior se as entrada abaixo da diagonal principal de A forem todas nulas (i.e. a (^) ij = 0 se i > j).
^ p
k=
a (^) ik b (^) kj.
Exemplo:
Assim, o produto de matrizes n˜ao ´e comutativo!
Exemplo:
(^) e tr
= A, (A + B) T^ = A T^ + B T^ , (αA) T^ = αAT^ , (AB) T^ = B T^ A T^.
Em geral: AB = 0 n˜ao implica que A = 0 ou B = 0. Dada A matriz quadrada, define-se A 2 = AA, A 3 = A(AA), ..., A k^ = AAk−^1 (com k ∈ N). Sejam A, B, C matrizes: define-se a soma A + B + C := (A + B) + C, caso exista. Defines o ABC := A(BC), caso exista (e por recorrˆencia podemos definir A 1 + ... + A (^) s e A 1 ....As ).
Teorema: Sendo A, B invert´ıveis ent˜ao AB, αA, A T^ s˜ao invert´ıveis, para qualquer escalar n˜ao nulo α e
(A −^1 ) −^1 , (AB) −^1 = B −^1 A −^1 , (αA) −^1 = α −^1 A −^1 , (AT^ ) −^1 = (A −^1 ) T^.
Teorema: • A matriz n × n A ´e invert´ıvel sse car(A) = n.
Se a matriz A foi transformada na matriz B usando uma opera¸c˜ao elementar, ent˜ao usamos a seguinte nota¸c˜ao:
A −−−−→ L (^) i ↔L (^) j
αL (^) i →L (^) i
αL (^) i +L (^) j →L (^) j
(^1) Johann Carl Friedrich Gauss 1777–
A −E→^1 A 1 −E→^2 A 2 −→ · · · E (^) k −−→ U −→ E (^) k+ Ak+1 −→ · · · −E→^ s I,
isto ´e (E (^) s ...E (^) k ...E 1 )A = I, e portanto A −^1 = E (^) s · · · E (^) k · · · E 1. (2)
Exemplo: Seja A =
0 0 π 2 3 1 1 1 0
. Tem-se
P (^13) −−−−→ L 1 ↔L (^3)
0 0 π
− 2 L 1 +L (^2)
0 0 π
(^1) π ) −− 1 −−−−→ π L^3 →L^3
−L 3 +L (^2)
−L 2 +L (^1)
Assim, A −^1 = E 21 (−1)E 32 (−1)E 3 ( (^1) π )E 12 (−2)P 13 =
(^0 0 1) π
1 π −^1 − (^1) π 1 − 2 1 π 0 0
Al´em disso, se um das linhas de uma matriz for toda nula, ent˜ao essa matriz n˜ao ´e invert´ıvel. Teorema: A ∈ M (^) n×n invert´ıvel se e s´o se car(A) = n.
a 11 x 1 + a 12 x 2 + ... + a (^1) n x (^) n = b (^1) a 21 x 1 + a 22 x 2 + ... + a (^2) n x (^) n = b (^2)
... a (^) m 1 x 1 + a (^) m 2 x 2 + ... + a (^) mn x (^) n = b (^) m
em que a (^) ij e b (^) k s˜ao escalares, para i, k = 1, ..., m e j = 1, ..., n. Se nada for dito em contr´ario, estaremos a estudar sistemas lineares com vari´aveis reais (e coeficientes reais).
(x 1 , ..., x (^) n ) ∈ R n^ : (x 1 , ..., x (^) n ) ´e solu¸c˜ao de todas as equa¸c˜oes de (3)
a 11 a 12 · · · a (^1) n a 21 a 22 · · · a (^2) n .. .
a (^) m 1 a (^) m 2 · · · a (^) mn
, x =
x (^1) x (^2) .. . x (^) n
e b =
b (^1) b (^2) .. . b (^) m
Matriz aumentada do sistema linear (3) ´e a matriz: [A|b] =
a 11 a 12 · · · a (^1) n b (^1) a 21 a 22 · · · a (^2) n b (^2) .. .
a (^) m 1 a (^) m 2 · · · a (^) mn b (^) n
[A|b] −−−−→ L (^) i ↔L (^) j [A 1 |b 1 ] −−−−→ L (^) j ↔L (^) i [A|b], [A|b] −−−−−→ αL (^) i →L (^) i [A 1 |b 1 ] − 1 −−−−→ α L^ i^ →L^ i
[A|b],
[A|b] −−−−−−−−→ αL (^) i +L (^) j →L (^) j [A 1 |b 1 ] −−−−−−−−−→ −αL (^) i +L (^) j →L (^) j [A|b].
Exemplo:
3 z − 9 w = 6 5 x + 15y − 10 z + 40w = − 45 x + 3y − z + 5w = − 7
na forma matricial ´e
x y z w
Consideremos ent˜ao a matriz aumentada e o consequente m´etodo de elimina¸c˜ao de Gauss:
L 1 ↔L (^3) 1 5 L^2 →L^2
−L 1 +L 2 →L (^2)
3 L 2 +L 3 →L (^3)
Logo,
x + 3y − z + 5w = − 7 −z + 3w = − 2
x = − 3 y − 2 w − 5 z = 3w + 2.
. Podemos considerar y e w como as inc´ognitas livres (isto ´e podem tomar valores arbitr´arios) e as inc´ognitas x e z as n˜ao livres. O conjunto solu¸c˜ao ´e:
S = {(− 3 y − 2 w − 5 , y, 3 w + 2, w) : y, w ∈ R}. (4)
Neste exemplo o sistema tem infinitas solu¸c˜oes
Exemplos: O sistema linear associado a cada matriz aumentada seguinte
´e imposs´ıvel, poss´ıvel e indeterminado, poss´ıvel e determinado (respectivamente).
mais, sign(σ −^1 ) = sign(σ). Uma transposi¸c˜ao τ ´e uma permuta¸c˜ao que se obt´em da trivial por troca de 2 posic˜oes i e j; assim τ (k) = k para qualquer k /∈ {i, j}, τ (i) = j, τ (j) = i (´e facil verificar que sign(τ ) = −1). Exemplos: det
a 11 a (^12) a 21 a (^22)
= a 11 a 22 − a 12 a 21.
det
a 11 a 12 a (^13) a 21 a 22 a (^23) a 31 a 32 a (^33)
(^) = a 11 a 22 a 33 + a 12 a 23 a 31 + a 13 a 21 a 32 − a 13 a 22 a 31 − a 12 a 21 a 33 − a 11 a 23 a 32.
det
a 11 a 12 · · · a (^1) n 0 a 22 · · · a (^2) n .. .
0 0 · · · a (^) nn
= a 11 a 22 ....a (^) nn (A matriz triangular superior).
Para matrizes elementares, temos det(P (^) ij ) = − 1 , det(E (^) i (α)) = α, det(E (^) ij (α)) = 1.
det(A) = αL (^) i →L (^) i α −^1 det(B).
det(B).
= det(A).
det(A)
A =
L 1 ↔L (^2)
− 2 L 1 +L 2 →L (^2)
7 L 2 +L 3 →L (^3)
pelo que det(A) = − det(U ) = −6. A matriz A ´e invert´ıvel pois det(A) = 0.
det A =
^ n
j=
a (^) ij (−1) i+j^ det A (^) ij e det A =
^ n
i=
a (^) ij (−1) i+j^ det A (^) ij.
Exemplo:
(^4) Pierre-Simon Laplace 1749–
T det(A) =^
(−1) i+j^ det(A (^) ji ) det(A).
Exemplo: Seja A =
a b c d
∈ M (^2) × 2 (R). Ent˜ao A ´e invert´ıvel se e s´o se det A = ad − bc = 0 e nesse caso
ad − bc
d −b −c a
Exemplo:
− 1
1 , 4
= −1 det( 28 A 4 ,^1 )=
− det
28 =^
0 28 = 0.
det A (cofA) T^ b.
Isto ´e, sendo x =
x 1... x (^) n
e b =
b 1... bn
tem-se
x (^) j = det B (^) j det A
onde B (^) j ´e a matriz obtida de A substituindo a coluna j de A pela matriz coluna b dos termos independentes.
Exemplo: O sistema de equa¸c˜oes lineares
2 x + y = 8 −x + 2y + 4z = 7 −x + z = 1
pode ser resolvido usando a regra de Cramer:
x =
= 13, y =
= − 18 e z =
Exemplo: • Se V = R n^ , ent˜ao v ∈ L({v 1 , ..., v (^) k }) se e s´o se o sistema Ax = b ´e poss´ıvel onde as colunas de A s˜ao formadas pelas vectores v 1 , ..., v (^) k e b ´e o vector v escrito em coluna (A ´e do tipo n × k).
´e poss´ıvel. Analogamente, podemos verificar que (1, 2 , 7) ∈/ L({(− 1 , 1 , 6), (1, 2 , −3), (0, 1 , 1)}).
v (^1) .. . v (^) m
=^ Au^ =
a 11 a 12 · · · a (^1) n a 21 a 22 · · · a (^2) n .. .
a (^) m 1 a (^) m 2 · · · a (^) mn
u (^1) .. . u (^) n
=^ u^1
a (^11) .. . a (^) m 1
+^ ...^ +^ u^ n
a (^1) n .. . a (^) mn
Assim, C (^) A T = L (^) A e L (^) A T = C (^) A.
Exemplo: • A =
, temos L (^) A = L({(− 1 , 1 , 0), (1, 2 , 1)}) e C (^) A = L({(− 1 , 1), (1, 2), (0, 1)}).
V 1 ∩ V 2 =
v ∈ V : v ∈ V 1 e v ∈ V (^2)
v ∈ V : v = v 1 + v 2 com v 1 ∈ V 1 , v 2 ∈ V (^2)
Teorema: V 1 ∩ V 2 e V 1 + V 2 s˜ao subespa¸cos lineares de V.
Dizemos que V 1 e V 2 est˜ao em soma directa se V 1 ∩ V 2 = { 0 }; e escrevemos V 1 ⊕ V 2 para designar V 1 + V 2. Se V 1 = L(S 1 ) e V 2 = L(S 2 ) ent˜ao V 1 + V 2 = L(S 1 ∪ S 2 ). Note que a uni˜ao de subespa¸cos lineares, em geral, n˜ao ´e subespa¸co linear. Exemplos: • Se V 1 = L({(− 1 , 1 , 0), (1, 2 , 1)}) e V 2 = {(x, y, z) ∈ R 3 : y + z = 0, −x − y + 3z = 0}. Vamos descrever V 1 atrav´es de equa¸c˜oes lineares homog´eneas e descrever V 2 como a expans˜ao linear de vectores. Ora v = (x, y, z) ∈ V 1 sse existirem escalares α 1 , α 2 tais que α 1 (− 1 , 1 , 0) + α 2 (1, 2 , 1) = v, i.e. se o sistema cuja
matriz aumentada ´e
− 1 1 x 1 2 y 0 1 z
(^) for poss´ıvel. Usando o m´etodo de elimina¸c˜ao de Gauss temos:
− 1 1 x 1 2 y 0 1 z
− 1 1 x 0 3 x + y 0 1 z
− 1 1 x 0 1 z 0 3 x + y
− 1 1 x 0 1 z 0 0 x + y − 3 z
Portanto (x, y, z) ∈ V 1 se e s´o se x + y − 3 z = 0; pelo que V 1 = {(x, y, z) ∈ R 3 : x + y − 3 z = 0}. Relativamente a V 2 , em primeiro lugar temos que encontrar as vari´aveis livres do sistema homog´eneo associado. Podemos considerar z como livre e vem y = −z e x = −y +3z = 4z. Portanto v = (x, y, z) ∈ V 2 se e s´o se v = (4z, −z, z); como (4z, −z, z) = z(4, − 1 , 1) podemos concluir que V 2 = L({(4, − 1 , 1)}). Assim V 1 ∩ V 2 = {(x, y, z) ∈ R 3 : x + y − 3 z = 0, y + z = 0, −x − y + 3z = 0} e V 1 + V 2 = L({(− 1 , 1 , 0), (1, 2 , 1), (4, − 1 , 1)}).
U = L ({(1, − 1 , 1), (1, 2 , 2)}) e V = L ({(2, 1 , 1), (− 1 , 1 , 3)}).
Seja v ∈ U , ent˜ao v = α(1, − 1 , 1) + β(1, 2 , 2) = (α + β, −α + 2β, α + 2β),
com α, β ∈ R. Para que v esteja tamb´em em V ´e preciso que:
v = (α + β, −α + 2β, α + 2β) = λ(2, 1 , 1) + μ(− 1 , 1 , 3) = (2λ − μ, λ + μ, λ + 3μ) ,
com λ, μ ∈ R. Deste modo,
α + β = 2λ − μ −α + 2β = λ + μ α + 2β = λ + 3μ.
Considerando a matriz aumentada tem-se
1 1 2 λ − μ − 1 2 λ + μ 1 2 λ + 3μ
L 1 +L 2 →L (^2) −L 1 +L 3 →L (^3)
1 1 2 λ − μ 0 3 3 λ 0 1 −λ + 4μ
− 13 L 2 +L 3 →L (^3)
1 1 2 λ − μ 0 3 3 λ 0 0 − 2 λ + 4μ
Logo, (^)
α + β = 2λ − μ β = λ 0 = − 2 λ + 4μ.
α = μ β = 2μ λ = 2μ. Assim, v = α(1, − 1 , 1) + β(1, 2 , 2) = μ(1, − 1 , 1) + 2μ(1, 2 , 2) = (3μ, 3 μ, 5 μ) = μ(3, 3 , 5). Logo,
U ∩ V = {(3μ, 3 μ, 5 μ) : μ ∈ R} ={μ(3, 3 , 5) : μ ∈ R} = L ({(3, 3 , 5)}).
´e poss´ıvel para qualquer b = (x, y) ∈ R 2!
1 2 x 1 2 y
n˜ao ´e poss´ıvel para qualquer b = (x, y) ∈ R 2! Os vectores geram o subespa¸co definido pela equa¸c˜ao x − y = 0, i.e. V = L({(1, 1), (2, 2)}) = {(x, y) ∈ R 2 : x − y = 0} uma vez que o sistema cuja matriz aumentada ´e 1 2 y 1 2 y
´e poss´ıvel para qualquer b = (y, y) ∈ V!
− 1 2 x 1 2 y 0 1 z
(^) n˜ao ´e poss´ıvel para
qualquer b = (x, y, z) ∈ R 3. Os vectores geram o subespa¸co linear {(x, y, z) ∈ R 3 : x + y − 3 z = 0}; ver (5).
α 1 v 1 + α 2 v 2 + .... + α (^) k v (^) k = 0 =⇒ α 1 = α 2 = ... = α (^) k = 0.
Caso contr´ario, os vectores dizem-se linearmente dependentes. Teorema: Se S 1 ⊂ S 2 subconjuntos de um espa¸co linear V. Ent˜ao os vectores de S 1 s˜ao linearmente independentes se os de S 2 o forem. Se v 1 , ..., v (^) k ∈ R n^ ent˜ao os vectores v 1 , ..., v (^) k s˜ao linearmente independentes sse o sistema homog´eneo Ax = 0 for determinado, i.e. car(A) = k, onde as colunas de A s˜ao os vectores de v 1 , ..., v (^) k.
Exemplos: • (1, 0), (0, 1) s˜ao linearmente independentes pois car
= 2 (neste caso k = 2).
= 2 (neste caso k = 3).
Teorema: N (A) = N (U ), L(A) = L(U ) e car(A) = dim(C(A)) = dim(L(A)), car(A) + dim(N (A) = no de colunas de A e car(A)=car(A T^ ).
E ´´ obvio que L(A) = L(U ) e N (A) = N (U ). Al´em disso, se U ´e uma matriz em escada de linhas ent˜ao as suas linhas n˜ao nulas s˜ao vectores linearmente independentes, pelo que car(A) =dimL(A) e que car(A) + dim(N (A)) = n. Vamos provar que dim(C(A)) = dim(L(A)). Seja k = car(A), R 1 , ...Rk as linhas n˜ao nulas de U e L 1 , ..., L (^) m as linhas de A. Como L(A) = L(U ), existem escalares c (^) ij tais que
L 1 = c 11 R 1 + ... + c (^1) k R (^) k , ..., L (^) m = c (^) m 1 R 1 + ... + c (^) mk R (^) k.
Para i = 1, ..., m, sejam a (^) ij e r (^) ij as componentes j das linhas L (^) i e R (^) i respectivamente. Assim tem-se,
a (^1) j = c 11 r (^1) j + ... + c (^1) k r (^) kj , ..., a (^) mj = c (^) m 1 r (^1) j + ... + c (^) mk r (^) kj ,
ou matricialmente (^)
a (^1) j .. . a (^) mj
=^ r^1 j
c (^11) .. . c (^) mk
+^ ...^ +^ r^ kj
c (^1) k .. . c (^) mk
Como
a (^1) j .. . a (^) mj
´e a coluna^ j^ de^ A, a ´ultima igualdade prova que dimC(A)^ ≤^ dimL(A). Aplicando esta desigual-
dade `a matriz AT^ obt´em-se dimC(A T^ ) ≤ dimL(A T^ ), i.e. dimL(A) ≤ dimC(A). Portanto dimC(A) = dimL(A). Tamb´em podemos concluir que car(A)=car(A T^ ).
Teorema: N (A) ∩ L(A) = { 0 }, L(A) + N (A) = R n^.
Para provar N (A) ∩ L(A) = { 0 } basta ver que N (A T^ ) ∩ C(A) = { 0 }. Seja v ∈ N (A T^ ) ∩ C(A) (u T^ e v T^ s˜ao uma matrizes coluna). Ent˜ao A T^ v T^ = 0 existe u tal que v T^ = Au T^. Logo
0 = u(A T^ v T^ ) = (uAT^ )v T^ = vv T^ =
v (^2) i ,
pelo que v 1 = ... = v (^) m = 0, i.e. v = 0.
Exemplo: A =
Como car(A) = 2 temos dim(L(A)) = C(A) = 2 e dim(N (A)) = n − 2 = 2. Assim, {(1, 1 , 1 , −1), (0, 0 , 1 , 2)} ´e uma base para L(A) e {(1, − 1 , 1), (1, − 1 , 2)} ´e uma base para C(A). Finalmente, N (A) = N (U ) e podemos considerar as vari´aveis y e w livres, obtendo z = − 2 w, x = −y −z +w = −y + w. Portanto N (A) = {(−y + w, y, − 2 w, w) ∈ R 4 : y, w ∈ R} e como
(−y + w, y, − 2 w, w) = y(− 1 , 1 , 0 , 0) + w(1, 0 , − 2 , 1)
temos que {(− 1 , 1 , 0 , 0), (1, 0 , − 2 , 1)} ´e uma base para N (A).
v = α 1 v 1 + α 2 v 2 + ... + α (^) k v (^) k.
Designamos por v (^) B = (α 1 , ..., α (^) k ) as coordenadas de v em B. Exemplos: • Seja B = {(1, 0), (0, 1)} a base can´onica de R 2. As coordenadas v (^) B do vector v = (x, y) em B coincidem com v, pois (x, y) = x(1, 0) + y(0, 1).
Matriz mudan¸ca de base: Sejam B 1 = {v 1 , v 2 ,... , v (^) n } e B 2 = {w 1 , w 2 ,... , w (^) n } duas bases ordenadas de V. Seja S (^) B 1 →B 2 a matriz cujas colunas s˜ao as coordenadas dos vectores de B 1 em rela¸c˜ao `a base B 2. Isto ´e,
S (^) B 1 →B 2 = [s (^) ij ] (^) n×n com v (^) j =
^ n
i=
s (^) ij w (^) i para todo o j = 1, ..., n.
A matriz S (^) B 1 →B 2 ´e invert´ıvel e chama-se matriz de mudan¸ca de base (da base B 1 para B 2 ). Se
v = α 1 v 1 + ... + α (^) n v (^) n ,
isto ´e, se (α 1 , ..., α (^) n ) forem as coordenadas do vector u na base B 1 ent˜ao as coordenadas (β 1 , ..., β (^) n ) de v na base B 2 s˜ao dadas por
β (^1) .. . β (^) n
α (^1) .. . α (^) n
α (^1) .. . α (^) n
β (^1) .. . β (^) n
Exemplo: Sejam B 1 = {(1, 0), (0, 1)} e B 2 = {(1, 1), (1, −1)} duas bases ordenadas de R 2. Temos
e S (^) B 1 →B 2 =
Finalmente, para v = (x, y), temos v (^) B 1 = (x, y) e para calcular v (^) B 2 podemos usar S (^) B 1 →B 2 :
x y
(^) x+y x−^2 y 2
, i.e. v (^) B 2 =
(^) x + y 2
x − y 2
Au = λu (para algum escalar λ)
diz-se vector pr´oprio de A e λ diz-se o valor pr´oprio associado.
p(λ) = det(A − λI) ´e o polin´omio caracter´ıstico de A; p(λ) ´e de facto um polin´omio de grau n, em que det(A) e o coeficiente do termo independente e (−1) n^ ´e o coeficiente do termo de grau n. Espectro de A ´e o conjunto de todos os valores pr´oprios de A e designa-se por σ (^) A. Teorema: λ ´e valor pr´oprio de A se e s´o se λ for zero do polin´omio caracter´ıstico. Multiplicidade alg´ebrica, m (^) a (λ), de um zero λ de p(λ) ´e o n´umero de vezes que λ ´e zero do polin´omio. A soma das multiplicidades alg´ebricas de todos os valores pr´oprios de A ´e igual a n. Se A for matriz real, os coeficientes de p(λ) s˜ao todos reais, mas os zeros de p(λ) s˜ao n´umeros complexos. Exemplos: • Se A ´e do tipo 2 × 2, ent˜ao p(λ) = λ 2 − tr(A)λ + det(A).
; p(λ) = det
1 − λ 1 1 1 1 − λ 1 1 1 1 − λ
(^) = −λ 2 (λ − 3). Portanto A tem dois valores
pr´oprios λ 1 = 0 e λ 2 = 3; m (^) a (λ 1 ) = 2 (zero duplo) e ma (λ 2 ) = 1 (zero simples).
Exemplos: • T : R 2 → R 3 tal que T (x, y) = (2x − y, x, 4 y) ´e uma transforma¸c˜ao linear.
T (x, y) = T
(^) x + y 2
x − y 2
x + y 2
x − y 2
x + y 2
x − y 2
3 x + 3y 2
4 x + 4y 2
Teorema: Dada T : V 1 → V 2 transforma¸c˜ao linear, tem-se
T (u (^) j ) =
^ m
i=
a (^) ij v (^) i.
Chama-se a esta matriz A a representa¸c˜ao matricial de T em rela¸c˜ao `as bases B 1 e B 2 e escreve-se
A = M (T ; B 1 ; B 2 ).
Teorema: Sendo α 1 , α 2 , ..., α (^) n as coordenadas de um vector u ∈ U na base ordenada B 1 ent˜ao as coordenadas β 1 , β 2 , ..., β (^) m de T (u) ∈ V na base ordenada B 2 s˜ao dadas por
β (^1) β (^2) .. . β (^) m
α (^1) α (^2) .. . α (^) n
Exemplos: • Para a transforma¸c˜ao identidade I : V → V tal que I(u) = u, tem-se M (I; B 1 ; B 2 ) = S (^) B 1 →B 2.
pois T (1, 0 , 0) = (2, 1), T (0, 1 , 0) = (− 1 , 3) e T (0, 0 , 1) = (0, −1).
T (1, 1) = (2, 8) = 5 (1, 1) − 3 (1, −1), T (1, −1) = (6, −4) = 1 (1, 1) + 5 (1, −1)
e portanto M (T ; B; B) =
M (T 1 + T 2 ; B 1 ; B 2 ) = M (T 1 ; B 1 ; B 2 ) + M (T 2 ; B 1 ; B 2 ), M (αT 1 ; B 1 ; B 2 ) = αM (T 1 ; B 1 ; B 2 ).
Se T : V → V transforma¸c˜ao linear e B 1 , B 2 bases de V , A = M (T ; B 1 ; B 1 ), B = M (T ; B 2 ; B 2 ) e S = S (^) B 1 →B 2. Ent˜ao T = I ◦ T ◦ I −^1 e B = SAS −^1. (6)
Exemplo: Seja T : R 2 → R 2 definida por T (x, y) = (4x − 2 y, 2 x + 6y) e B 1 a base can´onica de R 2 e B 2 = {(1, 1), (1, −1)}. Como T (1, 0) = (4, 2) e T (0, 1) = (− 2 , 6), temos A = M (T ; B 1 ; B 1 ) =
Mais,
S −^1 := S (^) B 2 →B 1 =
Portanto B = M (T ; B 2 ; B 2 ) = SAS −^1 = (^12)
e A 2 = M (T 2 ; B 2 ; B 3 ) =
. Assim
Em particular, temos (T 2 ◦ T 1 )(x, y) = (− 14 y, 14 x + 14y, 4 x − 2 y).
as bases S 1 e S 2. Ent˜ao, a matriz M (T ; S 1 ; S 2 ) que representa T em rela¸c˜aoas bases S 1 e S 2 , ´e dada porT (p 1 (t)) = p 2 (t), T (p 2 (t)) = p 3 (t), T (p 3 (t)) = 0.
Ent˜ao a matriz M (T ; B; B) que representa T na base B ´e
Como N (M (T ; B; B)) = L ({(0, 0 , 1)}), ent˜ao N (T ) = L ({ 0 p 1 (t) + 0p 2 (t) + 1p 3 (t)}) = L ({p 3 (t)}). O con- junto { 1 } ´e uma base de N (T ) pois gera N (T ) e ´e linearmente independente. Quanto ao contradom´ınio, como B = {p 1 , p 2 , p 3 } gera P 2 :
I(T ) = L ({T (p 1 (t)) , T (p 2 (t)) , T (p 3 (t))}) = L ({p 2 (t), p 3 (t)}) = L ({2 + 3t, 1 }).
O conjunto {2 + 3t, 1 } ´e uma base de I(T ) pois gera I(T ) e ´e linearmente independente. Finalmente vamos resolver, em P 2 , a equa¸c˜ao linear T (p(t)) = 3 + 3t. Como T (p(t)) = 3 + 3t = (2 + 3t) + 1 = T (p 1 (t)) + T (p 2 (t)) = T ´e linear T (p 1 (t) + p 2 (t)) = T
3 + 5t + 3t 2
, logo 3 + 5t + 3t 2 ´e uma solu¸c˜ao particular de T (p(t)) = 3 + 3t, pelo que a solu¸c˜ao geral de T (p(t)) = 3 + 3t ´e dada por: 3 + 5t + 3t 2 + N (T ) = α + 3 + 5t + 3t 2 com α ∈ R.
Se dim(V ) < +∞, seja A = M (T ; B; B) onde B uma base de V. Teorema • λ valor pr´oprio de T se e s´o se λ valor pr´oprio de A.
Com B = { 1 , t, t 2 } base can´onica de P 2 , temos A =
(^) cujos valores pr´oprios s˜ao λ 1 = 0 e λ 2 = 3
pois p(λ) = −λ 2 (λ − 3); Temos {(− 1 , 0 , 1), (0, − 1 , 1), (1, 1 , 1)} ´e uma base de R 3 formada por vectores pr´oprios da matriz A, pelo que {−1 + t 2 , −t + t 2 ), 1 + t + t 2 } ´e uma base de P 2 formada por vectores pr´oprios de T. Portanto A ´e diagonaliz´avel e assim T tamb´em o ´e.
Teorema: A matriz A ´e sim´etrica A = A T^ e u, v =
α 1 α 2... α (^) n
β (^1) β (^2) .. . β (^) n
Exemplos: • Considerando a base can´onica de R n^ e o produto interno usual tem-se A = I.
v, v ´e a norma de v ∈ V.
v 1 = u 1 ,
v 2 = u 2 − proj (^) v 1 u 2 = u 2 − u 2 , v 1 v 1 , v 1 v 1 ,
v 3 = u 3 − proj (^) v 2 u 3 − proj (^) v 1 u 3 = u 3 −
u 3 , v 1 v 2 , v 1 v 1 −
u 3 , v 2 v 2 , v 2 v 2 , ... v (^) n = u (^) n − proj (^) v 1 u (^) n − ... − proj (^) v (^) n− 1 u (^) n.
Dada uma base ortogonal B 2 podemos construir uma base ortonormada de V normalizando cada vector de B 2 , i.e. w 1 = (^) ||vv^1 1 || , w 2 = (^) ||vv^2 2 || , ..., w (^) n = (^) ||vv^ n (^) n ||.
v = (^) vv,v 1 ,v^1 1 v 1 + (^) vv,v 2 ,v^2 2 v 2 + ... + (^) vv,v (^) n ,vn (^) n^ v (^) n.
(^7) Jorgen Pedersen Gram 1850–1916. Erhard Schmidt 1876–