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Manual WEG de comunicação serial, Manuais, Projetos, Pesquisas de Redes de Computadores e Telecomunicações

Manual WEG de comunicação serial em português

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 02/12/2019

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hicaro-souza-id-2 🇧🇷

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Motores | Energia | Automação | Tintas
Serial
CFW-11
Manual de Comunicação
Idioma: Português
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Motores | Energia | Automação | Tintas

Serial

CFW-

Manual de Comunicação

Idioma: Português

Idioma: Português

  • Manual da Comunicação Serial RS232 / RS - Série: CFW-
    • Número do Documento: 0899.5740 /
      • Data de Publicação: 01/
  • SOBRE O MANUAL Sumário
    • A BREVIAÇÕES E DEFINIÇÕES
    • REPRESENTAÇÃO N UMÉRICA
  • 1 INTRODUÇÃO À COMUNICAÇÃO SERIAL.....................................................................................................
  • 2 KITS ACESSÓRIOS.................................................................................................................................................
    • 2.1 RS232..............................................................................................................................................
      • 2.1.1 Kit RS232-01
      • 2.1.2 Pinagem do Conector
      • 2.1.3 Indicações e Chaves
      • 2.1.4 Conexão com a Rede RS232
      • 2.1.5 Cabos para Ligação em RS232
    • 2.2 RS485..............................................................................................................................................
      • 2.2.1 Kit RS485-01
      • 2.2.2 Kit CAN/RS485-01
      • 2.2.3 Pinagem do Conector
      • 2.2.4 Indicações e Chaves
      • 2.2.5 Conexão com a Rede RS485
    • 2.3 A NYBUS-CC.......................................................................................................................................
  • 3 PARAMETRIZAÇÃO DO INVERSOR
    • 3.1 SÍMBOLOS PARA DESCRIÇÃO DAS P ROPRIEDADES
    • P0105 – SELEÇÃO 1 ª /2ª R AMPA
    • P0220 – SELEÇÃO F ONTE L OCAL /REMOTO
    • P0221 – SELEÇÃO REFERÊNCIA L OCAL
    • P0222 – SELEÇÃO REFERÊNCIA REMOTA
    • P0223 – SELEÇÃO GIRO L OCAL
    • P0224 – SELEÇÃO GIRA/P ÁRA L OCAL
    • P0225 – SELEÇÃO J OG L OCAL
    • P0226 – SELEÇÃO GIRO REMOTO
    • P0227 – SELEÇÃO GIRA/P ÁRA REMOTO
    • P0228 – SELEÇÃO J OG REMOTO
    • P0308 – E NDEREÇO S ERIAL
    • P0310 – T AXA DE C OMUNICAÇÃO SERIAL
    • P0311 – CONFIGURAÇÃO DOS BYTES DA I NTERFACE SERIAL
    • P0312 – P ROTOCOLO SERIAL
    • P0313 – A ÇÃO PARA E RRO DE COMUNICAÇÃO
    • P0314 – W ATCHDOG SERIAL
    • P0316 – E STADO DA I NTERFACE SERIAL
    • P0680 – E STADO L ÓGICO
    • P0681 – VELOCIDADE DO M OTOR EM 13 BITS
    • P0682 – P ALAVRA DE C ONTROLE VIA SERIAL / USB
    • P0683 – REFERÊNCIA DE VELOCIDADE VIA SERIAL / USB.......................................................................................
    • P0695 – VALOR PARA AS S AÍDAS DIGITAIS
    • P0696 – VALOR 1 PARA S AÍDAS A NALÓGICAS
    • P0697 – VALOR 2 PARA S AÍDAS A NALÓGICAS
    • P0698 – VALOR 3 PARA S AÍDAS A NALÓGICAS
    • P0699 – VALOR 4 PARA S AÍDAS A NALÓGICAS
  • 4 PROTOCOLO TP...................................................................................................................................................
    • 4.1 CAMPOS DO P ROTOCOLO
    • 4.2 F ORMATO DOS T ELEGRAMAS
      • 4.2.1 Telegrama de Leitura
      • 4.2.2 Telegrama de Escrita
    • 4.3 E XEMPLO DE T ELEGRAMAS U TILIZANDO O P ROTOCOLO TP..........................................................................
  • 5 PROTOCOLO MODBUS-RTU............................................................................................................................
    • 5.1 M ODOS DE T RANSMISSÃO
    • 5.2 E STRUTURA DAS M ENSAGENS NO M ODO RTU
      • 5.2.1 Endereço
      • 5.2.2 Código da Função
      • 5.2.3 Campo de Dados
      • 5.2.4 CRC
      • 5.2.5 Tempo entre Mensagens
    • 5.3 OPERAÇÃO DO CFW-11 NA REDE M ODBUS-RTU....................................................................................
      • 5.3.1 Funções Disponíveis e Tempos de Resposta
      • 5.3.2 Endereçamento dos Dados e Offset
    • 5.4 DESCRIÇÃO D ETALHADA DAS F UNÇÕES
      • 5.4.1 Função 03 – Read Holding Register
      • 5.4.2 Função 06 – Write Single Register
      • 5.4.3 Função 16 – Write Multiple Registers
      • 5.4.4 Função 43 – Read Device Identification
      • 5.4.5 Erros de Comunicação
  • 6 FALHAS E ALARMES RELACIONADOS COM A COMUNICAÇÃO SERIAL
  • I. APÊNDICES............................................................................................................................................................
    • A PÊNDICE A. T ABELA ASCII...........................................................................................................................
    • A PÊNDICE B. CÁLCULO DO CRC U TILIZANDO T ABELAS
    • A PÊNDICE C. CÁLCULO DO CRC U TILIZANDO DESLOCAMENTO DE REGISTRADORES

Sobre o Manual

Sobre o Manual

Este manual fornece a descrição necessária para a operação do inversor de freqüência CFW-11 utilizando as interfaces seriais RS232 ou RS485. Este manual deve ser utilizado em conjunto com manual do usuário do CFW-11.

Abreviações e Definições

ASCII American Standard Code for Information Interchange CRC Cycling Redundancy Check EIA Electronic Industries Alliance RTU Remote Terminal Unit

Representação Numérica

Números decimais são representados através de dígitos sem sufixo. Números hexadecimais são representados com a letra ’h’ depois do número.

2 Kits Acessórios

Para disponibilizar uma interface serial para o inversor de freqüência CFW-11 é necessário utilizar um dos kits para comunicação RS232 ou RS485 descritos a seguir. Informações sobre a instalação destes módulos no inversor podem ser obtidas na bula que acompanha o kit.

2.1 RS

2.1.1 Kit RS232-

; Item WEG: 10051958. ; Composto pelo módulo de comunicação RS232 (figura ao lado), bula de montagem e parafuso de fixação. ; Interface segue o padrão EIA RS232C. ; Permite a conexão entre o CFW-11 e o mestre da rede (ponto-a- ponto). ; Distância máxima para ligação dos dispositivos de 10 metros.

2.1.2 Pinagem do Conector

O módulo para comunicação RS232 possui um conector DB9 macho (XC8) com a seguinte pinagem:

Tabela 2.1 - Pinagem do conector DB9 para RS Pino Nome Função 1 Não conectado - 2 RX Recepção de dados 3 TX Transmissão de dados 4 Não conectado - 5 GND Referência para circuito RS 6 Não conectado - 7 Não conectado - 8 Não conectado - 9 Não conectado -

2.1.3 Indicações e Chaves

; LED TX: LED para indicação de transmissão de dados pelo inversor, na cor verde.

2.1.4 Conexão com a Rede RS

; Os sinais RX e TX do inversor devem ser ligados respectivamente aos sinais TX e RX do mestre, além da conexão do sinal de referência (GND). ; A interface RS232 é muito susceptível a interferências. Por este motivo, o cabo utilizado para comunicação deve ser o mais curto possível – sempre menor que 10 metros – e deve ser colocado em separado da fiação de potência que alimenta o inversor e motor.

2.1.5 Cabos para Ligação em RS

Caso seja desejado, a WEG pode fornecer os seguintes cabos para ligação em RS232 entre o inversor CFW-11 e um mestre da rede, como um PC:

Cabo Item WEG Cabo RS232 blindado com conectores DB fêmea Comprimento: 3 metros

Cabo RS232 blindado com conectores DB fêmea Comprimento: 10 metros

Outros cabos, porém, podem ser encontrados no mercado – em geral denominadosnull-modem – ou montados

de acordo com o desejado para a instalação.

2.2 RS

O CFW-11 possui duas opções para utilizar a interface RS485, descritas a seguir.

2.2.1 Kit RS485-

; Item WEG: 10051957. ; Composto pelo módulo de comunicação RS485 (figura ao lado), bula de montagem e parafuso de fixação. ; Interface segue o padrão EIA-485. ; Interface isolada galvanicamente e com sinal diferencial, conferindo maior robustez contra interferência eletromagnética. ; Permite a conexão de até 32 dispositivos no mesmo segmento. Uma quantidade maior de dispositivos pode ser conectada com o uso de repetidores.^1 ; Comprimento máximo do barramento de 1000 metros.

2.2.2 Kit CAN/RS485-

; Item WEG: 10051960. ; Composto pelo módulo de comunicação CAN/RS485-01 (figura ao lado), bula de montagem e parafuso de fixação. ; Possuem as mesmas características da interface RS485-01, mais uma interface CAN, para aplicações onde seja necessária a operação em conjunto de ambas as interfaces.

(^1) O número limite de equipamentos que podem ser conectados na rede também depende do protocolo utilizado.

3 Parametrização do Inversor

A seguir serão apresentados apenas os parâmetros do inversor de freqüência CFW-11 que possuem relação com a comunicação serial.

3.1 Símbolos para Descrição das Propriedades

RO Parâmetro somente de leitura CFG Parâmetro somente alterado com o motor parado

Net Parâmetro visível através da HMI se o inversor possuir interface de rede instalada – RS232, RS485, CAN, Anybus-CC, Profibus – ou se a interface USB for conectada Serial Parâmetro visível através da HMI se o inversor possuir interface RS232 ou RS485 instalada USB Parâmetro visível através da HMI se a interface USB do inversor for conectada

P0105 – Seleção 1ª/2ª Rampa

P0220 – Seleção Fonte Local/Remoto

P0221 – Seleção Referência Local

P0222 – Seleção Referência Remota

P0223 – Seleção Giro Local

P0224 – Seleção Gira/Pára Local

P0225 – Seleção Jog Local

P0226 – Seleção Giro Remoto

P0227 – Seleção Gira/Pára Remoto

P0228 – Seleção Jog Remoto

Estes parâmetros são utilizados na configuração da fonte de comandos para os modos local e remoto do inversor CFW-11. Para que o inversor seja controlado através da interface Serial, deve-se selecionar uma das opções ‘Serial/USB’ disponíveis nos parâmetros.

A descrição detalhada deste parâmetros encontra-se no Manual de Programação do CFW-11.

P0308 – Endereço Serial

Faixa de 1 a 247 Padrão: 1 Valores:

Propriedades: CFG, Serial

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 113 Serial RS232 / 485

Descrição: Permite programar o endereço utilizado para comunicação serial do inversor. É necessário que cada equipamento da rede possua um endereço diferente dos demais. Os endereços válidos para este parâmetro dependem do protocolo programado no P0312:

; P0312 = 1 (TP) → endereços válidos: 1 a 30. ; P0312 = 2 (Modbus-RTU) → endereços válidos: 1 a 247.

P0310 – Taxa de Comunicação Serial

Faixa de 0 = 9600 bits/s Padrão: 0 Valores: 1 = 19200 bits/s 2 = 38400 bits/s 3 = 57600 bits/s

Propriedades: CFG, Serial

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 113 Serial RS232 / 485

Descrição: Permite programar o valor desejado para a taxa de comunicação da interface serial, em bits por segundo. Esta taxa deve ser a mesma para todos os equipamentos conectados na rede.

P0311 – Configuração dos Bytes da Interface Serial

Faixa de 0 = 8 bits de dados, sem paridade, 1 stop bit Padrão: 0 Valores: 1 = 8 bits de dados, paridade par, 1 stop bit 2 = 8 bits de dados, paridade ímpar, 1 stop bit 3 = 8 bits de dados, sem paridade, 2 stop bits 4 = 8 bits de dados, paridade par, 2 stop bits 5 = 8 bits de dados, paridade ímpar, 2 stop bits

Propriedades: CFG, Serial

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 113 Serial RS232 / 485

Descrição:

Permite a configuração do número de bits de dados, paridade estop bits nos bytes da interface serial. Esta

configuração deve ser a mesma para todos os equipamentos conectados na rede.

P0312 – Protocolo Serial

Faixa de 1 = TP Padrão: 2 Valores: 2 = Modbus-RTU

Propriedades: CFG, Serial

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 113 Serial RS232 / 485

Descrição: Permite selecionar o protocolo desejado para a interface serial. A descrição detalhada dos protocolos é feita nos itens seguintes deste manual.

Após energizado, o inversor começará a contar este tempo a partir do primeiro telegrama válido recebido. O valor 0,0 desabilita esta função.

P0316 – Estado da Interface Serial

Faixa de 0 = Inativo Padrão: - Valores: 1 = Ativo

2 = Erro deWatchdog

Propriedades: RO

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 113 Serial RS232 / 485.

Descrição: Permite identificar se o cartão de interface serial RS232 ou RS485 está devidamente instalado, e se a comunicação serial apresenta erros.

Tabela 3.2 - Valores do parâmetro P Opções Descrição 0 = Inativo Interface seria inativa. Ocorre quando o inversor não possui cartão de interface RS232/ RS485 instalado. 1 = Ativo Cartão de interface RS232/ RS485 instalado e reconhecido. 2 = Erro deWatchdog

Interface serial ativa, mas detectado erro de comunicação serial – alarme A128/falha F228.

P0680 – Estado Lógico

Faixa de 0000h - FFFFh Padrão: - Valores:

Propriedades: RO

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS.

∟ 49 Comunicação. ∟ 111 Estados / Comandos

Descrição: Permite a monitoração do estado do inversor. Cada bit representa um estado:

Bits 15 14 13 12 11 10 9 8 7 6 5 4 3 a 0

Função

Em FalhaManual/AutomáticoSubtensãoLOC/REMJOGSentido deGiroHabilitadoGeralRampaHabilitadaEm AlarmeEm modo deconfiguraçãoSegundaRampaParada RápidaAtiva Reservado

Tabela 3.3 - Funções dos bits para o parâmetro P Bits Valores Bits 0 a 3 Reservado. Bit 4 Parada Rápida Ativa

0: Inversor não possui comando de parada rápida ativo. 1: Inversor está executando o comando de parada rápida. Bit 5 Segunda Rampa

0: Inversor está configurado para utilizar como rampa de aceleração e desaceleração para o motor a primeira rampa, programada nos parâmetros P0100 e P0101. 1: Inversor está configurado para utilizar como rampa de aceleração e desaceleração para o motor a segunda rampa, programada nos parâmetros P0102 e P0103. Bit 6 Em Modo de Configuração

0: Inversor operando normalmente. 1: Inversor em modo de configuração. Indica uma condição especial na qual o inversor não pode ser habilitado: Executando rotina de auto-ajuste. Executando rotina destart-up orientado. Executando funçãocopy da HMI. Executando rotina auto-guiada do cartão de memória flash. Possui incompatibilidade de parametrização. Sem alimentação no circuito de potência do inversor. Obs.: É possível obter a descrição exata do modo especial de operação no parâmetro P0692. Bit 7 Em Alarme

0: Inversor não está no estado de alarme. 1: Inversor está no estado de alarme. Obs.: o número do alarme pode ser lido através do parâmetro P0048 – Alarme Atual. Bit 8 Rampa Habilitada (RUN)

0: Motor está parado. 1: Inversor está girando o motor à velocidade de referência, ou executando rampa de aceleração ou desaceleração. Bit 9 Habilitado Geral

0: Inversor está desabilitado geral. 1: Inversor está habilitado geral e pronto para girar motor. Bit 10 Sentido de Giro

0: Motor girando no sentido reverso. 1: Motor girando no sentido direto. Bit 11 JOG

0: Função JOG inativa. 1: Função JOG ativa. Bit 12 LOC/REM

0: Inversor em modo local. 1: Inversor em modo remoto. Bit 13 Subtensão

0: Sem subtensão. 1: Com subtensão. Bit 14 Manual/ Automático

0: Em modo manual (função PID). 1: Em modo automático (função PID). Bit 15 Em Falha

0: Inversor não está no estado de falha. 1: Alguma falha registrada pelo inversor. Obs.: O número da falha pode ser lido através do parâmetro P0049 – Falha Atual.

P0681 – Velocidade do Motor em 13 bits

Faixa de - 32768 - 32768 Padrão: - Valores: Propriedades: RO Grupos de acesso via HMI: 01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 111 Estados / Comandos

Descrição: Permite monitorar a velocidade do motor. Esta palavra utiliza resolução de 13 bits com sinal para representar a rotação síncrona do motor:

; P0681 = 0000h (0 decimal) → velocidade do motor = 0 rpm ; P0681 = 2000h (8192 decimal) → velocidade do motor = rotação síncrona

Valores de velocidade em rpm intermediários ou superiores podem ser obtidos utilizando esta escala. Por exemplo, para um motor de 4 pólos e 1800 rpm de rotação síncrona, caso o valor lido seja 2048 (0800h), para obter o valor em rpm deve-se calcular:

P0683 – Referência de Velocidade via Serial/ USB

Faixa de -32768 - 32767 Padrão: 0 Valores:

Propriedades: Serial e USB

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 111 Estados / Comandos

Descrição: Permite programar a referência de velocidade para o inversor via interface serial. Este parâmetro somente pode ser alterado via interface serial ou USB. Para as demais fontes (HMI, CAN, etc.) ele se comporta como um parâmetro somente de leitura.

Para que a referência escrita neste parâmetro seja utilizada, é necessário que o inversor esteja programado para utilizar a referência de velocidade via serial. Esta programação é feita através dos parâmetros P0221 e P0222.

Esta palavra utiliza resolução de 13 bits com sinal para representar a rotação síncrona do motor:

; P0683 = 0000h (0 decimal) → referência de velocidade = 0 rpm ; P0683 = 2000h (8192 decimal) → referência de velocidade = rotação síncrona

Valores de referência intermediários ou superiores podem ser programados utilizando esta escala. Por exemplo, para um motor de 4 pólos e 1800 rpm de rotação síncrona, caso deseje-se uma referência de 900 rpm, deve-se calcular:

1800 rpm – 8192 900 rpm – referência em 13 bit

referência em 13 bit = 900 × 8192 1800

Referência em 13 bit = 4096 (valor correspondente a 900 rpm na escala em 13 bits)

Este parâmetro também aceita valore negativos para inverter o sentido de rotação do motor. O sentido de rotação da referência, no entanto, depende também do valor do bit 2 da palavra de controle – P0682:

; Bit 2 = 1 e P0683 > 0: referência para o sentido direto ; Bit 2 = 1 e P0683 < 0: referência para o sentido reverso ; Bit 2 = 0 e P0683 > 0: referência para o sentido reverso ; Bit 2 = 0 e P0683 < 0: referência para o sentido direto

P0695 – Valor para as Saídas Digitais

Faixa de 0000h - FFFFh Padrão: 0000h Valores:

Propriedades: Net

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS. ∟ 49 Comunicação. ∟ 111 Estados / Comandos

Descrição: Possibilita o controle das saídas digitais através das interfaces de rede (Serial, USB, CAN, etc.). Este parâmetro não pode ser alterado através da HMI.

Cada bit deste parâmetro corresponde ao valor desejado para uma saída digital. Para que a saída digital correspondente possa ser controlada de acordo com este conteúdo, é necessário que sua função seja programada para “Conteúdo P0695”, nos parâmetros P0275 a P0280.

Bits 15 a 5 4 3 2 1 0

Função Reservado Valor para

DO Valor para

DO Valor paraDO3 (RL3)Valor paraDO2 (RL2)Valor paraDO1 (RL1)

Tabela 3.5 - Funções dos bits para o parâmetro P Bits Valores Bit 0 Valor para DO1 (RL1)

0: saída DO1 aberta. 1: saída DO1 fechada. Bit 1 Valor para DO2 (RL2)

0: saída DO2 aberta. 1: saída DO2 fechada. Bit 2 Valor para DO3 (RL3)

0: saída DO3 aberta. 1: saída DO3 fechada. Bit 3 Valor para DO

0: saída DO4 aberta. 1: saída DO4 fechada. Bit 4 Valor para DO

0: saída DO5 aberta. 1: saída DO5 fechada. Bits 5 a 15 Reservado.

P0696 – Valor 1 para Saídas Analógicas

P0697 – Valor 2 para Saídas Analógicas

P0698 – Valor 3 para Saídas Analógicas

P0699 – Valor 4 para Saídas Analógicas

Faixa de -32768 - 32767 Padrão: 0 Valores:

Propriedades: Net

Grupos de acesso via HMI:

01 GRUPOS PARÂMETROS.

∟ 49 Comunicação. ∟ 111 Estados / Comandos

Descrição: Possibilita o controle das saídas analógicas através das interfaces de rede (Serial, USB, CAN, etc.). Este parâmetro não pode ser alterado através da HMI.

O valor escrito nestes parâmetros é utilizado como valor para a saída analógica, desde que a função da saída analógica desejada seja programada para “Conteúdo P0696/P0697/ P0698/ P0699”, nos parâmetros P0251, P0254, P0257 ou P0260.

O valor deve ser escrito em uma escala de 15 bits (7FFFh = 32767)^2 para representar 100% do valor desejado para a saída, ou seja:

; P0696 = 0000h (0 decimal) → valor para a saída analógica = 0 % ; P0696 = 7FFFh (32767 decimal) → valor para a saída analógica = 100 %

Neste exemplo foi mostrado o parâmetro P0696, mas a mesma escala é utilizada para os parâmetros P0697/P0698/P0699. Por exemplo, deseja-se controlar o valor da saída analógica 1 através da serial. Neste caso deve fazer a seguinte programação:

; Escolher um dos parâmetros P0696 a P0699 para ser o valor utilizado pela saída analógica 1. Neste exemplo, vamos escolher o P0696.

(^2) Para a resolução real da saída, consulte o manual do CFW-11.

4 Protocolo TP

O protocolo TP foi desenvolvido com o objetivo de possibilitar a comunicação com CLPs da linha TP. Mas devido a sua flexibilidade e facilidade de uso, tem sido utilizado em outras aplicações, sendo muitas vezes implementado em CLPs e outros sistemas para controle e monitoração dos equipamentos WEG.

4.1 Campos do Protocolo

; STX: Byte de “Start of Transmition”: Valor: 02h; 2 decimal. ; ETX: Byte de “End of Transmition”: Valor: 03h; 3 decimal. ; ADR: Byte do endereço do inversor na rede, programável através do P0308. Faixa de Valores: 41h; 65 decimal; ‘A’ (ASCII) até 5Eh; 94 decimal; ‘^’ (ASCII), representando os endereços de 1 ... 30 na rede. Especial 1: 40h; 64 decimal; ‘@’ (ASCII) → Permite escrita ou leitura de todos os equipamentos conectados a rede. Especial 2: 5Fh; 95 decimal; ‘_’ (ASCII) → Permite SOMENTE escrita em todos os equipamentos conectados a rede sem resposta de aceitação ou rejeição.

; COD: Byte do Código do Telegrama Leitura: 3Ch (hexadecimal); 60 (decimal); ‘<’ (ASCII) Escrita: 3Dh (hexadecimal); 61 (decimal); ‘=’ (ASCII) sem salvar o parâmetro na EEPROM Escrita: 3Eh (hexadecimal); 62 (decimal); ‘>’ (ASCII) salvando o parâmetro na EEPROM

; BCC: Byte de Checksum longitudinal do telegrama, OU EXCLUSIVO (XOR) entre todos os bytes do telegrama. Tamanho de 1 byte (00h ... FFh hexadecimal)

; DMW: “Data Master Write”. São 4 bytes de escrita que o mestre envia ao escravo, sendo que os 2 primeiros representam o parâmetro e os 2 últimos o valor a ser escrito neste parâmetro. PHi: Byte representando a parte alta do parâmetro PLo: Byte representando a parte baixa do parâmetro VHi: Byte representando a parte alta do valor a ser escrito VLo: Byte representando a parte baixa do valor a ser escrito

Exemplo: Escrever 1FFFh na referência de velocidade (P0683) → PHi = 02h, PLo = ABh, VHi = 1Fh, VLo =

FFh.

; DMR: “Data Master Read”. São 2 bytes de leitura que o mestre envia ao escravo que representam o parâmetro a ser lido. PHi: Byte representando a parte alta do parâmetro PLo: Byte representando a parte baixa do parâmetro

Exemplo: Ler o valor contido no parâmetro de tensão de saída (P0007) → PHi = 00h,

PLo = 07h.

; NUM: Byte que representa o número de DMW ou DMR a serem transmitidos, conforme o COD do telegrama. Faixa de valores: 1 ... 6 (decimal).

; DSV: “Data Slave Value”. São 2 bytes que o escravo envia ao mestre após uma solicitação de um telegrama de leitura do mestre, representando o valor contido no parâmetro solicitado. VHi: Byte representando a parte alta do valor a ser escrito VLo: Byte representando a parte baixa do valor a ser escrito

Exemplo: Resposta a solicitação de leitura do parâmetro de estado do inversor (P0680) → VHi = 13h, VLo =

00h.

; ACK: Byte de aceitação do escravo após uma escrita do mestre. Valor: 06h; 6 decimal;

; NAK: Byte de rejeição do escravo após uma leitura ou escrita do mestre. Pode ocorrer quando o mestre solicita uma escrita ou leitura de um parâmetro inexistente ou o valor a ser escrito no parâmetro está fora da faixa de valores permitida. Valor: 15h; 21 decimal.

4.2 Formato dos Telegramas

A seguir serão apresentados os formatos dos telegramas de leitura e escrita em parâmetros. É importante observar que cada telegrama no protocolo TP permite realizar a leitura ou escrita de até 6 parâmetros por vez. Telegramas que possuem erro no formato ou BCC incorreto serão ignorados pelo inversor, que não enviará resposta para o mestre.

4.2.1 Telegrama de Leitura

Mestre:

STX ADR COD NUM DMR ... DMR ETX BCC

; COD: código para leitura Æ 3Ch (hexadecimal); 60 (decimal); ‘<’ (ASCII) ; NUM: número de parâmetros lidos. Faixa de 1 ... 6. ; DMR: número do parâmetro solicitado. O número de DMRs deve ser igual ao valor configurado no byte NUM.

Escravo (CFW-11):

ADR DSV ... DSV BCC ou ADR NAK

; DSV: valor do parâmetro solicitado. O número de DSVs é igual ao valor configurado no byte NUM

Lembrando que:

DMR DSV PHi PLo VHi VLo

4.2.2 Telegrama de Escrita

Mestre:

STX ADR COD NUM DMW ... DMW ETX BCC

; COD: código para escrita

  • 3Eh (hexadecimal); 62 (decimal); ‘>’ (ASCII) Æ salvando na EEPROM
  • 3Dh (hexadecimal); 61 (decimal); ‘=’ (ASCII) Æ sem salvar na EEPROM ; NUM: número de parâmetros escritos. Faixa de 1 ... 6. ; DMW: número e conteúdo para o parâmetro. O número de DMWs deve ser igual ao valor configurado no byte NUM.

Escravo (CFW-11):

ADR ACK ou ADR NAK

Lembrando que:

DMW

PHi PLo VHi VLo

4.3 Exemplo de Telegramas Utilizando o Protocolo TP

Todos exemplos a seguir consideram que o inversor está programado com o endereço 1 (P0308=1), logo o campo ADR é enviado com valor 41h (consulte a Tabela 1.7).