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Matematica 7 ano
Tipologia: Notas de estudo
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3
a edição
São Paulo, 2015
MANUAL DO PROFESSOR
Ênio Silveira
Coordenação editorial: Mara Regina Garcia Gay Edição de texto: Luana Fernandes de Souza, Dario Martins de Oliveira, Izabel Batista Bueno, Maria Aiko Nishijima, Mateus Coqueiro Daniel de Souza, Zuleide Maria Vilela da Motta Talarico Assistência editorial: Marcos Gasparetto de Oliveira, Roberto Paulo de Jesus Silva Preparação de texto: Denise Ceron Gerência de design e produção gráfica: Sandra Botelho de Carvalho Homma Coordenação de design e produção gráfica: Everson de Paula Suporte administrativo editorial: Maria de Lourdes Rodrigues (coord.) Coordenação de design e projeto gráfico: Marta Cerqueira Leite Projeto gráfico: Aurélio Camilo, Daniel Messias Capa: Daniel Messias Foto: Paisagem 360°, Battery Park Night, New York City, NY, 2012. © Randy Scott Slavin Coordenação de arte: Patricia Costa, Wilson Gazzoni Agostinho Edição de arte: Elaine Cristina da Silva Editoração eletrônica: Grapho Editoração Edição de infografia: William Taciro, Mauro César Brosso, Alexandre Santana de Paula Ilustrações de vinhetas: Daniel Messias Coordenação de revisão: Adriana Bairrada Revisão: Cecília Setsuko Oku, Fernanda Marcelino, Leandra Trindade, Rita de Cássia Sam, Thiago Dias, Vânia Cobiaco Coordenação de pesquisa iconográfica: Luciano Baneza Gabarron Pesquisa iconográfica: Carol Böck, Maria Mendonça Coordenação de bureau: Américo Jesus Tratamento de imagens: Bureau São Paulo, Fabio N. Precendo, Marina M. Buzzinaro, Resolução Arte e Imagem Pré-impressão: Alexandre Petreca, Everton L. de Oliveira,Hélio P. de Souza, Marcio H. Kamoto, Rubens M. Rodrigues, Vitória Sousa Coordenação de produção industrial: Viviane Pavani Impressão e acabamento:
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998. Todos os direitos reservados EDITORA MODERNA LTDA. Rua Padre Adelino, 758 - Belenzinho São Paulo - SP - Brasil - CEP 03303- Vendas e Atendimento: Tel. (0_ 11) 2602- Fax (0 _11) 2790- www.moderna.com.br 2015 Impresso no Brasil
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Silveira, Ênio Matemática : compreensão e prática / Ênio Silveira. — 3. ed. — São Paulo : Moderna, 2015.
Obra em 4 v. para alunos do 6 o^ ao 9o^ ano. Bibliografia.
15-02026 CDD-372. Índices para catálogo sistemático:
ApresentAção
Caro aluno, Ideias, por mais brilhantes e elaboradas que sejam, só adquirem um sentido maior quando encontram aplicação no dia a dia. A Matemática jamais deve ser vista como problema, mas sim como solução. Ela nos conduz por caminhos aparentemente tortuosos ou inacessíveis, abrindo atalhos, encurtando distâncias e superando obstáculos cotidianos ou científicos. Com as situações apresentadas neste livro, você adquirirá conhecimentos que o ajudarão no desenvolvimento da sua formação escolar, pessoal e profissional. Em cada página estudada, tarefa resolvida ou atividade solucionada, você perceberá que a Matemática é uma ferramenta poderosa que pode te ajudar a resolver muitos problemas.
O autor
Aos meus pais, Isaías, Maria Amélia ( in memoriam ) Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Lendo e aprendendo Texto que explica e enriquece o conteúdo principal.
aTIVIdadeS Após cada conteúdo estudado, propomos atividades com nível de dificuldade crescente. Algumas delas abordam o cálculo mental e o trabalho com a calculadora. Outras propõem a discussão e a resolução em duplas.
TrabaLhando oS conhecImenToS adquIrIdoS Atividades que, no final de cada capítulo, abordam todo o conteúdo apresentado. A seção é dividida em duas partes:
reSoLVendo em equIpe Em alguns capítulos, há uma proposta de atividade para incentivar a participação coletiva dos alunos na resolução de situações-problema.
cálculo mental
trabalho com a calculadora
duplas
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
1 CAPÍTULO 2 CAPÍTULO nilson cardoso G. EvanGElista/opção Brasil imaGEns
Probabilidade e Estatística 162
1. O que é probabilidade? ........................................................................ 165 2. Cálculo de probabilidades ................................................................... 166 3. Estatística ............................................................................................... 168 4. Média aritmética simples, média aritmética ponderada, mediana e moda .................................................................................... 170 Trabalhando os conhecimentos adquiridos ....................................... 176
Razão 146
1. Razão ....................................................................................................... 149 2. Razão entre grandezas de mesma natureza ................................. 152 3. Razão entre grandezas de naturezas diferentes ......................... 156 Trabalhando os conhecimentos adquiridos ....................................... 158
Ângulos 118
1. O ângulo e seus elementos ................................................................ 121 2. Medida de ângulo.................................................................................. 123 3. Transformação de unidades .............................................................. 130 4. Operações com medidas de ângulos ............................................... 131 5. Ângulos congruentes .......................................................................... 134 6. Ângulos adjacentes .............................................................................. 136 7. Bissetriz de um ângulo ........................................................................ 138 8. Ângulos complementares .................................................................. 140 9. Ângulos suplementares ....................................................................... 10. Ângulos opostos pelo vértice ............................................................. Trabalhando os conhecimentos adquiridos ....................................... 144
8
CAPÍTULO
7
CAPÍTULO
6
CAPÍTULO
Ben Wood/CorBis/
LatinstoCk
dMitrY kaLinoVskY/shutterstoCk
Bruno Veiga/tYBa
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
Proporção 180
1. Proporção................................................................................................ 183 2. Propriedade fundamental das proporções .................................... 185 3. Sequências de números diretamente proporcionais .................. 188 4. Sequências de números inversamente proporcionais................ 191 Trabalhando os conhecimentos adquiridos ....................................... 194
Grandezas e regra de três 196
1. Grandezas proporcionais .................................................................... 199 2. Regra de três simples........................................................................... 202 3. Regra de três composta ..................................................................... 204 Trabalhando os conhecimentos adquiridos ....................................... 207
Porcentagem e juro simples 210
1. Porcentagem.......................................................................................... 213 2. Cálculo de acréscimos e descontos .................................................. 218 3. Juro simples ............................................................................................ 220 Trabalhando os conhecimentos adquiridos ....................................... 224
9
CAPÍTULO
10
CAPÍTULO
11
CAPÍTULO
Rade Kovac/ShutteRStocK
GeRSon GeRloff/PulSaR ImaGenS
Palê ZuPPanI/PulSaR ImaGenS
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
é hora de observar e discutir
O que você entende pela expressão "nível do mar"? O monte Everest, situado entre o Nepal e o Tibete, a 8 848 metros aci ma do nível do mar, é o ponto mais alto do mundo. O ponto mais pro fundo do mundo, como vimos nesta abertura, é o da Fossa das Marianas, a 10 920 metros abaixo do nível do mar. Pense em como você poderia repre sentar essas duas medidas.
nilson cardoso
neste capítulo, vamos trabalhar com os números inteiros. Espera-se que os alunos aprendam as principais operações envolvendo números inteiros e apliquem-nas na resolução de problemas. comente com eles que os números naturais correspondem aos números inteiros positivos com o zero. aproveite o infográfico desta abertura para mostrar o uso dos números inteiros negativos na representação das medidas abaixo do nível do mar.
resposta pessoal. Espera-se que os
Espera-se que os alunos entendam como sendo o marco zero para a determinação de uma altitude.
alunos criem sinais diferentes para ambas as medidas: 1 8 848 m e 2 10 920 m
Faça as atividades no caderno. trocaNdo ideias
Neve encobre acesso a casa em São José dos Ausentes (RS), 2013.
Natal (RN) 30 °C São José dos Ausentes (RS) 2 3 °C
HAns Von MAnTEuffEl/opção BrAsil iMAgEns
Rio de Janeiro (RJ) 23 °C
AlEssAndro ViAnA/TyBA
gErson gErloff/pulsAr iMAgEns
No Brasil, a unidade de temperatura que usamos é o grau Celsius (°C). Observe, a seguir, a temperatura registrada em três municípios brasileiros, em datas diferentes.
Em qual dos três municípios foi registrada a temperatura mais alta? Verificando a temperatura registrada em São José dos Ausentes (RS), o que indica que essa temperatura estava abaixo de zero grau?
Os números naturais não são suficientes para representar algumas situações. No caso de temperaturas, altitudes e saldos bancários, muitas vezes precisamos utilizar números menores que zero, chamados números negativos. Esses números negativos reunidos com os números naturais, que você já conhece, for- mam o conjunto dos números inteiros, que estudaremos neste capítulo.
Forte dos Reis Magos, em Natal (RN), 2006. Pão de Açúcar, no Rio de Janeiro (RJ), 2013.
Em natal: 30 °c, ou seja, trinta graus celsius.
A temperatura de são José dos Ausentes (rs) é representada por um número negativo ( 2 3 °c).
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
709 m
100 m
nível do mar
Em transações bancárias Observe ao lado a reprodução de um extrato ban- cário.
Os valores negativos nos extratos bancários cor- respondem aos débitos e são representados com o sinal de menos à direita. Nesse exemplo, os débitos no extrato são: transferência de dinheiro (TRANSF) para outra conta, pagamento (PAGTO) de uma con- ta, uso do cartão (GASTO C DÉBITO), cheques (CHQ) compensados e saques.
Esses valores são subtraídos do saldo da conta bancária, fazendo-o diminuir. Observe que, no dia
É comum escutarmos a expressão “saldo negativo”. Isso ocorre quando debitamos da conta um valor maior do que o saldo existente, ou seja, um valor maior do que dispomos na conta.
Veja três situações em que os números negativos são utilizados.
Para representar altitudes Associa-se o nível do mar à altitude zero. Acima do nível do mar, a altitude é positiva; abaixo do nível do mar, a alti- tude é negativa.
O Cristo Redentor (RJ) é um monumento situado no topo do Morro do Corcovado, a 709 metros acima do nível do mar. Sua altitude pode ser indicada por 1 709 m (lemos: “mais setecentos e nove metros”).
O poço pioneiro de extração de petróleo da Bacia de Campos (RJ) foi o de Garoupa, a 100 me- tros abaixo do nível do mar. Sua altitude pode ser indicada por 2 100 m.
Extrato bancário é um relatório que contém informações sobre a movimentação e o saldo de uma conta bancária.
Saldo de gols Observe, no quadro abaixo, a classificação de quatro times na 31 a^ rodada do Campeonato Brasi leiro de Futebol da série A em 2014:
Os números negativos 2 1 e 2 3 que aparecem nos saldos de gols do Goiás e do Atlético-PR representam a diferença entre o número de gols pró e o número de gols contra de cada um des- ses times. Nestes casos, o saldo de gols é negativo porque o número de gols pró é menor que o número de gols contra.
Classificação Clube Gols pró (^) contraGols Saldo degols
1 o^ Cruzeiro 54 32 22 2 o^ São Paulo 50 35 15 9 o^ Goiás 30 31 21 10 o^ Atlético-PR (^35 38 23) AlExAndrE scHnEidEr/gETTy iMAgEs
gEorgE TuTuMi
gEorgE TuTuMi
Alguns termos utilizados nos extratos bancários:
Explique aos alunos que o saldo negativo ocorre quando sacamos dinheiro do limite de crédito que o banco nos proporciona e que pagamos taxas sobre esse valor.
A origem dos números negativos A noção de número negativo levou muito tempo para se estabelecer na história da Matemática. Passaram mais de 1 000 anos entre a aparição dos números negativos e sua utilização. Na Antiguidade, os hindus já discutiam a existência dos números negativos. Eles cria- ram um tipo de símbolo para representar dívidas, o qual, posteriormente, chamaríamos de negativo. O primeiro registro explícito de números negativos foi feito em 628 d.C. pelo matemático hindu Brahmagupta (598-670). Em 1489, Johann Widman (1460-1498) publicou uma aritméti- ca comercial Rechenuing auff allen Kauffmancchafft , o mais anti- go livro em que os sinais 1 e 2 foram registrados. Em 1544, Michael Stifel (1 487-1 567) publicou Arithmetica integra , a mais importante obra alemã sobre álgebra do século XVI, cujo aspecto mais relevante é o tratamento dos números negati- vos, dos radicais e da potência. Stifel chamava os números nega- tivos de “números absurdos”. Dados obtidos em: BOYER, Karl B. História da Matemática. São Paulo: Edgard Blücher, 1974. p. 160, 206.
argentina: Wavebreakmedia/ShutterStock;
equador: atlaSpix/ShutterStock; colÔmbia: paul Stringer/ShutterStock; uruguai e chile: globe turner/ShutterStock^ Dados obtidos em: <pt.fifa.com>. Acesso em: 8 ago. 2013.
Classificação Gols pró Gols contra 1 o^ Argentina 25 9 2 o^ Colômbia 21 7 3 o^ Equador 17 12 4 o^ Chile 21 21 5 o^ Uruguai 18 21
george tutumi
diogo Saito
mais sete mais quatro menos doze menos cem
230 150
115 240
não é positivo nem negativo.
2 3, 2 9, 236
7, 4, 18, 76, 25
2 500 m
1 2 300 m
1 r$ 1 200,
2 r$ 3 000,
13 andares
16
5
14
23
0
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
–5 –4 –3 –2 –1 0 r
J I H G F O
Faça as atividades no caderno.
–6 –5 –4 –3 –2–1 0 +1 +2 +3 +4+5 +6^ r
A B C D E
+4 +5 r
sentido negativo sentido positivo
–5 –4 –3 –2 –1 0 +1 +2 +
J I H G F O A B C D E
+4 +5 r
sentido negativo sentido positivo
–5 –4 –3 –2 –1 0 +1 +2 +
J I H G F O A B C D E
Dessa forma, estabelecemos uma correspon- dência entre os números inteiros e os pontos marcados na reta.
Podemos reunir em uma só reta numérica os números inteiros positivos e os negativos.
Observações
1 A reta numérica não precisa ser representada na posição horizontal. 2 Os números positivos podem ser escritos sem o sinal 1. Por exemplo: 15 5 5
Cada número inteiro está associado a um único ponto da reta, mas nem todo ponto da reta está associado a um número inteiro.
Neve em Cambará do Sul (RS), 2011.
Vinícius costa/Futura Press
george tutumi
Observe:
guilherme casagrandi
guilherme casagrandi
26
C A D B 25 24 23 22 21 0111213141516 r
22 21 0 11 12 13 14 r
5 °c
24
ponto A
ponto D (^) ponto C
16
21
guilherme casagrandi
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.
+4 r
4 unidades
–3 –2 –1 0 +1 +2 +
A O
–7 –6 –5 –4 +5 +6 +
+4 r
6 unidades
–7 –6 –5 –4 –3 –2 –1 0 +1 +2 +3 +5 +6 +
O B
Leonardo de Pisa (1175–1250) Leonardo de Pisa, matemático italiano mais conhecido como Fibonacci, introduziu e generalizou o uso da notação árabe no continente europeu. É autor do livro Liber abaci ( Livro do ábaco ), de 1202, um clássico da Matemática, em que trata de números, proble- mas algébricos, algarismos árabes e também do que viria a ser o início da contabilidade. Entre os problemas propostos está o que deu origem à famosa sequência de Fibonacci, uma sucessão de termos numéricos que segue um padrão. Os números de Fibonacci formam uma sequência em que cada número, a partir do ter- ceiro, é a soma dos dois anteriores. Assim: 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, 233, ...
Constantinopla é saqueada pelos cruzados
Fibonacci escreve o primeiro tratado de Álgebra do Ocidente
Fibonacci escreve o Livro do ábaco
A Carta Magna é assinada pelo rei João, da Inglaterra
1204
1202
1228
1215
Módulo de um número inteiro
A distância de um ponto na reta numérica até a origem O é chamada de módulo ou valor abso luto do número associado a esse ponto. Representamos o módulo de um número colo- cando-o entre duas barras verticais: | |.
3
Exemplos
O módulo de 2 4 é 4. Indicamos: | 2 4| 5 4
O módulo de 1 6 é 6. Indicamos: | 1 6| 5 6
diogo sAiTo
ToMA
guilHErME cAsAgrAndi
ToMA
ToMA
Reprodução proibida. Art. 184 do Código Penal e Lei 9.610 de 19 de fevereiro de 1998.