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Metodo dos Elementos finitos, Notas de aula de Engenharia Civil

Aula 1 de metodo dos elementos finitos molas.

Tipologia: Notas de aula

2019

Compartilhado em 25/08/2019

mateus-marcos-8
mateus-marcos-8 🇧🇷

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bg1
NM8010 Introdução ao Método dos Elementos Finitos aula 1
Profs. Renato, William e Wallace
EMENTA DO CURSO:
-Teorema do mínimo do funcional Π e equação de equilíbrio
- Propriedades dos Sistemas lineares e métodos de solução
- Matriz de rigidez de um sistema elástico: propriedades e métodos de montagem
- Elemento de Mola linear 2D
- Elemento de Barra linear 2D
- Elemento de Viga linear 2D
- Elemento de Pórtico linear 2D
- Introdução aos elementos de superfície: classificação geral, regra de interpolação,
mapeamento e transformação de coordenadas
- Elemento CST 2D
- Método de redução de ordem e técnica básica de substruturação
Importância do Método dos Elementos Finitos:
Atualmente o método é amplamente utilizado na engenheira para resolver uma
grande variedade de problemas práticos na mecânica estrutural, térmica, mecânica
de fluídos e magnetismo.
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NM8010 Introdução ao Método dos Elementos Finitos aula 1

Profs. Renato, William e Wallace

EMENTA DO CURSO:

Teorema do mínimo do funcional Π e equação de equilíbrio

Propriedades dos Sistemas lineares e métodos de solução

Matriz de rigidez de um sistema elástico: propriedades e métodos de montagem

Elemento de Mola linear 2D

Elemento de Barra linear 2D

Elemento de Viga linear 2D

Elemento de Pórtico linear 2D

Introdução aos elementos de superfície: classificação geral, regra de interpolação,

mapeamento e transformação de coordenadas

Elemento CST 2D

Método de redução de ordem e técnica básica de substruturação

Importância do Método dos Elementos Finitos:

Atualmente o método é amplamente utilizado na engenheira para resolver uma

grande variedade de problemas práticos na mecânica estrutural, térmica, mecânica

de fluídos e magnetismo.

Programação das Aulas:

Semana Matéria

1 Introdução, Teorema de minimização, Equação de Equilíbrio

2 Teorema da Elastostática, Elemento de Mola

3 Exercício – elemento de mola

4 Elemento de barra

5 Elemento de viga

6 Carregamento nodal equivalente, equações de restrição

7 Elemento de pórtico

8 Mapeamento e interpolação 2D

9 Mapeamento e interpolação 2D – Elemento CST

10 Elemento CST

11 Redução de ordem e substruturação

12 Análise harmônica linear

bibliografia básica bibliografia complementar

obs: ambos os livros encontram-se disponíveis na biblioteca

BIBLIOGRAFIA:

[1] Chandrupatla, TR , Belegundu, AD ,’ Introduction to the Finite Elemens in Engineering’,

Prentice-Hall International Editions, 2

nd

ed, 2008.

[2] Cook, RL, Malkus, DS, ‘Concepts and Applications of Finite Element Analysis’, John

Willey & Sons, 4

th

ed, 2004

CRITÉRIO DE APROVAÇÃO:

P

1

, P

2

e P 3

= Avaliações

K = fator de listas de exercícios

N = número de listas aceitas, N = {0, 1 , 2 , 3}

É obrigatório o uso de uma calculadora digital com capacidade matricial e que permita a

solução numérica de sistemas lineares (exemplo: HP 49G e HP50G)

Listas de exercícios e formulários para as provas estarão disponíveis no MOODLE com

antecedência de, no mínimo, 12 dias.

Listas de exercícios devem ser entregues manuscritas na secretaria até a data estabelecida.

Não serão aceitas listas atrasadas.

Matéria de P1, P2 e P3: consultar página do MOODLE

DEFINIÇÃO: TEOREMA DO MÍNIMO DO FUNCIONAL Π

Considere um sistema elástico discreto ou discretizado com graus de liberdade independentes

(a

1

, a

2

, a

3

, ..., a

n

). O funcional Π associado a este sistema elástico é dado por:

Onde:

U(a 1

, a 2

,..., a n

) = energia potencial elástica armazenada no sistema

W(a

1

, a

2

,..., a

n

) = trabalho mecânico associado ao sistema

Observe que U(a

1

, a

2

,..., a

n

) ≥ 0 mas W(a

1

, a

2

,..., a

n

) pode ser positivo ou negativo, dependento

do referencial adotado (externo ou interno). Em elementos finitos adota-se que o trabalho

feito sobre sistema (por um agente externo) é negativo enquanto que o trabalho feito pelo

sistema, ao se deformar, é positivo.

W< 0
W> 0

Este sistema elástico, ao se deformar, passa por infinitas configurações (ou estados) a partir

da posição inicial até a posição final em equilíbrio. Isso equivale a dizer que a

1

, a

2

, ... , a

n

na

equação (1) são variáveis contínuas, isto é, variam continuamente entre as posições inicial e

final.

O teorema do mínimo do funcional  mostra que, para um sistema com n graus de

liberdade, existem infinitos estados (ou configurações) intermediários entre a posição inicial

e a posição final (ou equilíbrio). Cada estado é representado por um valor diferente do

funcional .

Este teorema mostra que, de todas as infinitas configurações possíveis, a posição de

equilíbrio é representada como um ponto crítico de (a 1

,..., a n

) , ou seja:

e que pode ser colocada na forma simplificada,

onde {a} representa o vetor de graus de liberdade {a}

T

= {a 1

,..., a n

T

Ou seja:

e, como o trabalho deste sistema vem de forças externas, tem-se:

Portanto, o funcional  é calculado através da equação (1):

Uma vez que = (x 1

, x 2

, x 3

, x 4

) , para que a posição de equilíbrio seja encontrada, é

necessário obter quatro derivadas parciais:

As equações acima representam um SISTEMA LINEAR de equações nas variáveis x 1

, ... , x 4

onde

os termos K

1

, ... , K

5

são constantes. Tal sistema pode, também, ser expresso na forma

matricial [A] {x} = {B} , onde [A] representa a matriz de coeficientes, {x} o vetor de incógnitas e

{B} o termo independente:

F

F

x

x

x

x

K 0 0 K K

0 K K 0

K K K K 0

K K K K 0 K

3

1

4

3

2

1

3 3 5

4 4

2 2 4 4

1 2 3 2 3

1.1 SISTEMAS LINEARES

Conforme se viu anteriormente, uma das etapas fundamentais da aplicação do MEF envolve

a solução de um sistema linear [A] {X} = {B}.

Assim, é necessário saber quais são as condições que permitem a solução de tais sistemas.

Um sistema linear tem solução única e determinada , se, e somente se:

a) temos o mesmo número de equações e incógnitas → a matriz [A] é quadrada

b) a matriz [A] é inversível, isto é, deve possuir uma inversa [A]

tal que [A] [A]

= [I]

b.1) a condição necessária e suficiente para que [A] seja inversível é que det[A]≠ 0

Observe, no exemplo anterior, que det[A] ≠ 0

0.15 0 solução única

det   

No método dos elementos finitos (MEF), a matriz de coeficientes [A] inclui os termos

associados à rigidez do sistema e, portanto, ela é chamada de MATRIZ DE RIGIDEZ e

indicada por [K]. Em problemas dinâmicos ela pode contar termos associados à inércia

(massa) e amortecimento (dissipação).

Na versão direta do MEF, as variáveis primárias x

1

, ... , x

4

são os deslocamentos dos diversos

pontos da estrutura e, portanto, o vetor {x} é chamado de VETOR DE DESLOCAMENTOS,

enquanto que o vetor {B} contém os termos relativos ao carregamento externo.

Notação matemática usual: [A] {X} = {B}

onde

[A] = matriz de coeficientes

{X} = vetor de incógnitas

{B} = vetor independente

Notação do MEF: [K] {X} = {F} (EQUAÇÃO DE EQUILÍBRIO)

onde

[K] = matriz de rigidez

{X} = vetor de deslocamentos

{F} = vetor de carregamentos

ou seja:

m 5 5 4

m 4 4 2 3

m 3 3 1 4

m 2 2 1 2

m 1 1 1

F K x

F K x x

F K x x

F K x x

F K x

EQUILÍBRIO

nó 4 :F F 0

nó 3 :F F 0

nó 2 :F F 0

nó 1 :F F F F 0

m3 m 5

m4 3

m2 m 4

1 m 1 m 2 m 3

3 1 4 5 4

3 4 2 3

2 1 2 4 2 3

1 1 1 2 1 2 3 1 4

nó 4 : 0 K x x K x

nó 3 : F K x x

nó 2 : 0 K x x K x x

nó 1 : F K x K x x K x x

Finalmente, reagrupando os termos em função de x 1

, x 2

, x 3

e x 4

obtém-se :

que é o mesmo sistema de equações obtido anteriormente.

Podemos também dizer que o primeiro método caracteriza uma abordagem lagrangeana

(em termos de energia) enquanto que o segundo método caracteriza uma abordagem

newtoniana (em termos de equilíbrio). Ambos os métodos conduzem aos mesmos

resultados.

Newton – Equilíbrio Nodal Lagrange – Versão direta do MEF

 

  

   

0

F

0

F

x

x

x

x

K 0 0 K K

0 K K 0

K K K K 0

K K K K 0 K

3

1

4

3

2

1

3 3 5

4 4

2 2 4 4

1 2 3 2 3

K

1

-K

1

.

x

1

=

F

1

-K

1

K

1

+ K

2

-K

2

x 2

F

2

-K

2

K

2

x

3

F

3

K

1

-K

1

.

x 1

=

F

1

-K

1

K

1

+ K

2

-K

2

x 2

F

2

-K

2

K

2

+ K

3

-K

3

x 3

F

3

-K

3

K

3

x 4

F

4

     

3

2

1

1 1 2 2 3 3

2

2 2 3

2

1 1 2

x
x
x
K x -x Fx Fx Fx onde x
K x - x

 

 0 

x

equilíbrio  

       

4

3

2

1

1 1 2 2 3 3 4 4

2

3 3 4

2

2 2 3

2

1 1 2

x

x

x

x

K x -x Fx Fx Fx Fx onde x

K x - x

K x - x

 

 0 

x

equilíbrio  

Finalmente, deseja-se obter a equação de equilíbrio do sistema elástico abaixo, mas sem

calcular Π(x

1

, ... ,x

5

Inicialmente, devemos observar que a regra de formação para um sistema elástico em série é

que a matriz de rigidez [K] é obtida através da superposição de uma unidade fundamental ,

que, neste caso, se repete várias vezes: