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movimento circular, Notas de estudo de Física

relatório movimento circular

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 13/01/2010

Alexandre98
Alexandre98 🇧🇷

4.6

(97)

149 documentos

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Experimento V – Movimento Circular Uniforme
Objetivos:
Estudar o movimento circular uniforme e as grandezas a ele relacionado, como velocidade
angular, período, freqüência, aceleração centrípeta e força centrípeta;
Neste trabalho daremos ênfase nas grandezas força centrípeta e velocidade tangencial.
Faremos isto, pois o objetivo principal de experimento realizado, é a de estudar a relação entre força
centrípeta e a velocidade tangencial, variando-se o raio da trajetória e a massa do corpo em movimento;
Construção de gráficos e tabelas, a partir dos dados colhidos experimentalmente;
Interpretação dos gráficos que expressam o movimento dos corpos, ou seja, definir a partir
do gráfico a que tipo de movimento os corpos estão sujeitos e qual a relação entre as grandezas
envolvidas;
Material Utilizado:
Eixo de rotação graduado, cronômetro, massas de pesos 10,2g, 35,3g, 53,3g, 76,3g e 106,3g
linha, nível, papel milimetrado e papel di-log.
Fundamentação teórica:
O movimento circular uniforme é um movimento cíclico, sendo assim define-se o tempo
gasto para completar um rotação (volta) como sendo o período do movimento. Outra grandeza
importante é o inverso do período, ou seja, o número de voltas que o corpo completa num dado intervalo
de tempo, esta grandeza é conhecida como freqüência. A unidade usual - no sistema MKS - para a
freqüência é o Hertz (Hz), que corresponde a 1 rotação/segundo. Outra unidade muito utilizada é
rotações por minuto ( rpm ).
Dada a natureza do movimento circular é conveniente introduzir uma coordenada angular
para descrever a posição de um corpo na trajetória (uma reta que passa pelo centro do círculo pode ser
usada como referência para a medida do ângulo. Assim seu deslocamento pode ser dado por uma
variação angular (Δθ = θ θ
0
).
A velocidade angular (ω) é definida como sendo a variação do ângulo por unidade de
tempo:
w= Dq
D
t
Se o movimento for uniforme
ω é constante e tomando t0 = 0 como feito anteriormente,
obtém-se a equação horária:
θ = θ0 + ωt
Da definição de ângulo em radianos, (na trigonometria):
q = s
r
onde s é o arco da circunferência varrida pelo ângulo dividido pelo raio (r) desta
circunferência. Observa-se que em uma volta completa o ângulo é 2π rad.:
Dq=
D
s
r
=
2
p
r
r
=
2
p
rad
Note que para uma volta completa o tempo gasto é igual a um período (T), portanto, a
velocidade angular pode ser escrita:
w= 2
p
T
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pf4
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Experimento V – Movimento Circular Uniforme

  • Objetivos:
    • Estudar o movimento circular uniforme e as grandezas a ele relacionado, como velocidade angular, período, freqüência, aceleração centrípeta e força centrípeta;
  • Neste trabalho daremos ênfase nas grandezas força centrípeta e velocidade tangencial. Faremos isto, pois o objetivo principal de experimento realizado, é a de estudar a relação entre força centrípeta e a velocidade tangencial, variando-se o raio da trajetória e a massa do corpo em movimento;
  • Construção de gráficos e tabelas, a partir dos dados colhidos experimentalmente;
  • Interpretação dos gráficos que expressam o movimento dos corpos, ou seja, definir a partir do gráfico a que tipo de movimento os corpos estão sujeitos e qual a relação entre as grandezas envolvidas;
  • Material Utilizado:
    • Eixo de rotação graduado, cronômetro, massas de pesos 10,2g, 35,3g, 53,3g, 76,3g e 106,3g linha, nível, papel milimetrado e papel di-log.
  • Fundamentação teórica:
    • (^) O movimento circular uniforme é um movimento cíclico, sendo assim define-se o tempo gasto para completar um rotação (volta) como sendo o período do movimento. Outra grandeza importante é o inverso do período, ou seja, o número de voltas que o corpo completa num dado intervalo de tempo, esta grandeza é conhecida como freqüência. A unidade usual - no sistema MKS - para a freqüência é o Hertz (Hz), que corresponde a 1 rotação/segundo. Outra unidade muito utilizada é rotações por minuto ( rpm ). Dada a natureza do movimento circular é conveniente introduzir uma coordenada angular para descrever a posição de um corpo na trajetória (uma reta que passa pelo centro do círculo pode ser usada como referência para a medida do ângulo. Assim seu deslocamento pode ser dado por uma variação angular (Δθ = θ − θ 0 ). A velocidade angular (ω) é definida como sendo a variação do ângulo por unidade de tempo:

w=

Dq

Dt

Se o movimento for uniforme ω é constante e tomando t 0 = 0 como feito anteriormente, obtém-se a equação horária:

θ = θ 0 + ωt

Da definição de ângulo em radianos, (na trigonometria):

q =

s

r

onde s é o arco da circunferência varrida pelo ângulo dividido pelo raio ( r) desta circunferência. Observa-se que em uma volta completa o ângulo é 2π rad.:

Dq=

Ds

r

2 pr

r

= 2 prad

Note que para uma volta completa o tempo gasto é igual a um período (T), portanto, a velocidade angular pode ser escrita:

w=

2 p

T

Lembrando ainda que a freqüência (f) é o inverso do período (T), assim temos:

w= 2 pf

O corpo que varreu um ângulo Δθ, terá percorrido uma distância ΔS = rΔθ, sobre a circunferência. Como a velocidade escalar é .:

v=

Ds

Dt

eDs=rDq

então:

v=

rDq

Dt

=rw

Estas relações permitem descrever o movimento circular uniforme tanto em termos angulares como por distâncias percorridas. Deve ter cuidado, pois embora a velocidade escalar não varie o movimento é acelerado uma vez que o vetor velocidade varia de direção. Neste caso entra em jogo a aceleração centrípeta (acp); que é determinada pela razão angular ao quadrado pelo raio:

acp=

v^2

r

=w^2 r

Obs: A seguir será apresentada alguma relações em termos de derivadas:

-> Velocidade angular escalar ( no instante t 1)

-> Relação entre velocidade linear escalar (v) e a velocidade angular escalar ( ω) , no instante t:

Outra grandeza fundamental do movimento circular uniforme e a seguinte relação:

De acordo com a segunda lei de Newton, temos que:

F= ma=

mv^2

r

poisa= acp=

v^2

r

  • Procedimento:
  • Montamos o aparato experimental;
  • Com um nível, nivelamos o eixo de rotação, para minimizar os erros;
  • Pesamos uma certa massa, prendemos ela em um corpo rígido, preso ao aparato experimental, este no qual estava ligado a uma mola;
  • Fixamos uma raio entre a mola e o corpo rígido;
  • Quando prendemos as massinhas no corpo rígido, a mola sofre um deslocamento, nós marcamos essa posição da mola;
  • Depois disso retiramos as massinhas presas no corpo rígido, assim a molinha sofrerá uma contração, ou seja, sairá da posição predeterminada;

Massa = 10,2g Massa = 35,2 g Massa = 53,2 g Massa = 76,3 g Massa = 106,8 g Período (T)=2,46 s Período (T)=1,434 s Período (T)=1,224 s Período (T)=0,997 s Período (T)=0,854s Força =798,5 g.cm/s² Força=8100,5g.cm/s² Força =16795 g.cm/s² Força=36532,5 g.cm/s² Força=69235 g.cm/s² Velocidade=30,6cm/s Velocidade=52,5cm/s Velocidade=61,55cm/s Velocidade=75,8cm/s Velocidade=88,2cm/s

Raio de 14 cm

Massa = 10,2g Massa = 35,2 g Massa = 53,2 g Massa = 76,3 g Massa = 106,8 g Período (T)=2,712 s Período (T)=1,556 s Período (T)=1,313 s Período (T)= 1,093s Período (T)=1,126 s

Força =842,25 g.cm/s² Força=8026,3g.cm/s² Força =17032,5g.cm/s² Força=35229,8 g.cm/s² Força=65980 g.cm/s²

Velocidade=24,1cm/s Velocidade = 46,5cm/s Velocidade=56,35cm/s Velocidade=68 cm/s Velocidade=81,25cm/s

Equações de ajuste:

F 0 E 0Raio de 10 cm :

y = 0,2169x ³ - 12,913x ² + 231,95x - 67,

F 0 E 0Raio de 12 cm:

y = 0,2544x ³ - 12,197x ² + 178,18x - 32,

F 0 E 0Raio de 14 cm:

y = 0,1902x ³ - 12,838x ² + 254,33x - 59,

Obs: O melhor ajuste para as curvas dos gráficos, foi com um polinômio do terceiro grau.

  • Análise e interpretação dos dados teóricos e experimentais e comportamentos dos gráficos:
    • Os dados experimentais, fazem referência à dependência e comportamento das grandezas velocidade tangencial e força centrípeta, quando variamos o raio da trajetória e a massa.
  • Através dos dados experimentais e dos comportamentos dos gráficos verificamos a dependência do raio da trajetória com a força centrípeta e com a velocidade tangencial.
  • Realizando uma análise detalhada dos gráficos das paginas de 5 a 7, observamos que quanto maior o raio da trajetória a curva do gráfico é mais aberta.
  • Com uma observação mais detalhada do fenômeno e dos dados experimentais, observamos que: F 0 E 0A força centrípeta é inversamente proporcional ao comprimento do raio, diretamente proporcional com o quadrado da velocidade tangencial e diretamente proporcional com a massa. Isso é observado com maior clareza no gráfico de Força X Velocidade: Ao mantermos ma massa e uma velocidade constante se variarmos o raio, a força centrípeta irá variar, na razão inversa do raio. Por exemplo, se dobrarmos o raio a força centrípeta divide-se ao meio.