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O uso de parklets como uma estrutura emergente, Manuais, Projetos, Pesquisas de Urbanismo

Devido aos efeitos negativos que décadas de planejamento urbano focado no automóvel causaram no ambiente urbano, que negligenciou de diversas maneiras a dimensão humana, atualmente, há diversas abordagens em curso visando modificar esse quadro em diferentes lugares do mundo.

Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas

2019

Compartilhado em 19/10/2019

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FACULDADE METROPOLITANA DE ANÁPOLIS – FAMA
O USO DE PARKLETS COMO UMA ESTRUTURA EMERGENTE
Felipe Pereira Meneses
Ulisses Ferreira
Trabalho acadêmico, apresentado aos Prof(s).
Jorge Oliveira e Talita Siade, com vistas à
aprovação da disciplina Gestão e Planejamento, 8º
P. Noturno, do Curso de Arquitetura e Urbanismo
da Faculdade Metropolitana de Anápolis
FaMA. Data:10/04/2017
Anápolis – GO
2017
RESUMO
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FACULDADE METROPOLITANA DE ANÁPOLIS – FAMA

O USO DE PARKLETS COMO UMA ESTRUTURA EMERGENTE

Felipe Pereira Meneses

Ulisses Ferreira

Trabalho acadêmico, apresentado aos Prof(s). Jorge Oliveira e Talita Siade, com vistas à aprovação da disciplina Gestão e Planejamento, 8º P. Noturno, do Curso de Arquitetura e Urbanismo da Faculdade Metropolitana de Anápolis – FaMA. Data:10/04/

Anápolis – GO

RESUMO

Devido aos efeitos negativos que décadas de planejamento urbano focado no automóvel causaram no ambiente urbano, que negligenciou de diversas maneiras a dimensão humana, atualmente, há diversas abordagens em curso visando modificar esse quadro em diferentes lugares do mundo.

Essas abordagens em alguns casos tomam a forma de intervenções temporárias, de baixo custo e escaláveis, que se enquadram dentro do conceito de urbanismo tático. Dentro desse tipo de intervenção está a substituição de vagas de estacionamento por parklets, miniparques que funcionam como um espaço de convivência para as pessoas e contribuem para humanizar e dar maior qualidade às ruas. Este estudo propõe analisar o uso de Parklets como uma estrutura emergente tendo como parâmetros as cidades de São Paulo e Goiânia.

Palavras-chave: Parklet, estacionamento, vaga viva, áreas de convívio, mini parks.

1. INTRODUÇÃO

Atualmente, diversas ações têm sido tomadas no sentido de tornar as cidades lugares mais humanizados e de tentar diminuir os problemas advindos da influência negativa que anos de planejamento focado nos automóveis trouxeram ao ambiente urbano. Essas ações, cada vez mais, se processam em escalas diversas e de diferentes maneiras. Nesse sentido, nas últimas décadas, assumiram um caráter mais prático, onde intervenções relativamente simples, temporárias e de baixo custo emergiram como forma de propor soluções a problemas comuns enfrentados pelas cidades modernas. Somado a esse cenário, há uma crescente preocupação a respeito do quanto as áreas urbanas são propícias ao deslocamento a pé. Seguindo essa linha, diversas iniciativas e estratégias têm sido empregadas de forma a estimular a caminhada como meio de locomoção e desestimular o uso do carro quando possível, trazendo benefícios sociais, econômicos e ambientais para os centros urbanos. Nesse contexto, emergem iniciativas como o parklet, que surgiu em 2005, e cujo objetivo é transformar um espaço característico do automóvel, a vaga de estacionamento, em um lugar de convivência para as pessoas, funcionando também como uma espécie de convite à reflexão a respeito do papel do automóvel no ambiente urbano moderno.

1.1 Urbanismo Tático Segundo STIFFENS VERGARA 2013 “O urbanismo tático é uma abordagem voluntária de construção das cidades, como forma de intervenções escaláveis de curto prazo e baixo custo, que utiliza do processo participativo tanto na faze de partido quanto em sua faze de execução, além de dotar à sociedade de informações para o planejamento a longo prazo, de forma a reconhecer o valor das ações informais no espaço público e incorporar na forma de políticas públicas urbanas inclusivas de longo prazo”. Seguindo esse pensamento percebe-se que as soluções propostas pelo urbanismo tático permitem aos poderes públicos e privados um novo modo de promover a humanização de espaços públicos num contexto geral, admitindo soluções e práticas de pequeno porte sem que seja necessariamente definitiva, podendo ser testadas e caso não sejam satisfatórias serem revertidas sem grandes impactos, além de ser promovidas por diferentes autores gerando uma maior diversidade de instrumentos urbanísticos.

Observa-se que esse modelo se contrapõem aos tradicionais projetos de urbanismo, que em grande parte exigem elevados gastos do dinheiro público, tempo e na maioria das vezes um longo processo burocrático, além de que se não surgir o efeito desejado podem acarretar um lastro de desperdício e impactos negativos à sociedade (Pavement To Park 2017).

1.2 O que é parklet?

1.2.1 Definição O parklet é uma intervenção temporária que busca ciar espaços de convivência, funcionando como uma extensão da calçada ou do passeio público, sendo instalados no local de vagas de estacionamento de automóveis previamente analisados, sendo estes substituídos por plataformas com estruturas e layouts diversificados, podendo ser inseridos em seu projeto cadeiras, mesas, paraciclos, paisagismo, guarda-sóis dentre outros variados aparelhos e mobiliários. “Caracterizam-se também por serem estruturas removíveis e temporárias que podem permanecer no local por um dia, por alguns meses ou até anos” (Littke, 2016). O conceito foi ampliado em alguns lugares e passou a designar intervenções em outros trechos da infraestrutura viária além dos estacionamentos, como, por exemplo, espaços mortos em interseções (Koué, 2013). Há também um novo modelo de parklet, só que como estrutura fixa estando este em faze de prototipagem e analise e que é utilizado como áreas de drenagem pluvial urbana (Pavment to parks 2017). No entanto, o presente trabalho trata do tema conforme a definição mais disseminada e específica, que está apresentada no Caput do parágrafo.

1,2.2 O Parklet como uma estrutura emergente Segundo Koué (2013, p.02), o parklet pode ser considerado como uma estrutura emergente pois além de se integrar a uma forma de urbanismo tático, tem um conceito que defendido pela autora se origina da “necessidade de corrigir problemas de infraestrutura das cidades modernas”. Onde a autora define uma infraestrutura emergente com base em quatro definições que auxiliam para o melhor entendimento do mesmo.

(Koué, 2013, p.2, tradução nossa):

Primeiro, infraestruturas emergentes são criadas de ‘baixo para cima’ para melhorar a eficiência de comportamentos que ocorrem naturalmente. Segundo, infraestruturas emergentes são flexíveis e adaptáveis, se desenvolvem e mudam ao longo do tempo em resposta a tensões crescentes. Terceiro, infraestruturas emergentes são condensadas, simplificadas e/ou versões cooperativas de infraestruturas existentes, eficientes em seu uso do espaço, material e energia, que fornecem serviços ao público. Uma quarta condição das infraestruturas emergentes que frequentemente se aplica é a de que são parcerias público privadas.

1.2.3 Surgimento, características e funcionalidades O termo “parklet” surgiu em meados de 2005, em San Francisco Califórnia nos EUA, onde uma

2.1 Pavement to parks Pavement to parks é uma organização sem fins lucrativos situada em São Francisco Califórnia, que busca criar artifícios que deem melhores condições de habitat para a sociedade, fomenta a prototipagem dessas invenções e quando comprovada a funcionalidade de forma satisfatória realiza todos os processos e elaboração de diretrizes para a regulamentação. Propõe uma linha a ser seguida com dimensões mundiais, disponibilizando de forma livre os parâmetros e diretrizes projetuais de seus projetos, um deles o parklet.

O programa tem como objetivos: reimaginar o potencial das ruas da cidade, encorajar o transporte não-motorizado, promover segurança e atividades pedestres, fomentar interação da comunidade local e apoiar os negócios locais. Cada projeto do programa tem a intenção de ser um laboratório público onde novas ideias possam ser testadas no domínio público de maneira temporária e facilmente reversível. Caso obtenham um certo grau de sucesso, os espaços são reivindicados de forma permanente para o público (Pavement to Parks, 2015).

2.2 Da aplicação em São Paulo – SP Toda a regulamentação foi baseada seguindo os parâmetros disponibilizados pelo programa Pavment To Park, incluindo suas leis e diretrizes projetuais. O processo se inicia fazendo uso do (Decreto nº55.045, de 16 de abril de 2014) que “regulamenta a instalação e o uso de extensão temporária de passeio público, denominada “parklet”, dispõe dos procedimentos para a implantação, como, a documentação e os projetos, das obrigações do mantenedor, do qual financia e zela da manutenção do mesmo assim como os elementos neles instalados que serão plenamente acessíveis ao público, vedada, em qualquer hipótese, a utilização exclusiva por seu mantenedor.

3. ESTUDO DE CASOS

Este tópico tem o objetivo de expor, de maneira geral, alguns esforços no sentido de compreender a influência que os parklet podem exercer ao seu redor em termos de volumes de pedestres e ciclistas, comercio local e percepção dos usuários sobre o ambiente no qual o parklet está inserido. Não será seu objetivo, no entanto, entrar em detalhes dos resultados que não sejam pertinentes ou relevantes ao estudo que está sendo feito neste trabalho.

3.1 Estudo de impacto em São Francisco – Califórnia

Foi feito uma análise de casos nos três primeiros parklets instalados de forma experimental, que foram implantados em uma área de forte comércio na região da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, este estudo revela que houve ascensão em relação ao tráfego de pedestres, em sua grande parte no período noturno e notou-se um aumento significativo com relação a satisfação dos

usuários que chegaram a utilizar do espaço público. Referindo-se a questões econômicas dos estabelecimentos no local, demostra-se através da pesquisa, que, os donos dos estabelecimentos estavam divididos a respeito de se houve ou não aumento no volume das vendas consequentemente dos lucros obtidos. “Os dados para a pesquisa foram coletados antes da implantação e seis semanas após instalado o parklet.” (Pratt, 2010). Após 6 meses, foi feito um novo estudo de impacto no mesmo local, o resultado obtido mostrou que houve um aumento significativo do volume de pedestres em uma das ruas onde foi instalado um dos parklets e não houve mudança significativa nas demais ruas. Não houve preocupação significante dos donos de estabelecimentos na área em relação à perda de vagas de estacionamento. Segundo Pratt, houve variação na percepção dos entrevistados em relação aos aspectos qualitativos da área, como, por exemplo, se a mesma era boa para se socializar, mas isso segundo o autor pode estar relacionado a outros aspectos do ambiente ao redor de cada Parklet. Ainda segundo Pratt (2011), Embora as pesquisas feitas mostrem que os donos de estabelecimentos próximos tendessem a não enxergar benefícios econômicos ligados ao novo espaço público, o crescente número de estabelecimento interessados em instalar Parklets indicou que os mesmos acreditam que haja benefícios econômicos advindos da instalação desse tipo estrutura.

3.2 Estudo de impacto em São Paulo – SP

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4. Considerações finais

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5. Referências

GEHL, Jan. Cidade Para Pessoas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2014. 264 p.

CERQUEIRA, Yasminie Midlej Silva Faria. Espaço público e sociabilidade urbana: Apropriações e significados dos espaços públicos na cidade contemporânea. 2013. 121 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2013.

1. JUSTIFICATIVA DO ESTUDO E DELIMITAÇÃO DO TEMA

O trabalho em questão analisará o uso de Parklets como uma estrutura emergente nas cidades de

São Paulo e Goiânia,

Segundo Koué (2013, p.02)

Primeiro, infraestruturas emergentes são criadas de ‘baixo para cima’ para melhorar a eficiência de comportamentos que ocorrem naturalmente. Segundo, infraestruturas emergentes são flexíveis e adaptáveis, se desenvolvem e mudam ao longo do tempo em resposta a tensões crescentes. Terceiro, infraestruturas emergentes são condensadas, simplificadas e/ou versões cooperativas de infraestruturas existentes, eficientes em seu uso do espaço, material e energia, que fornecem serviços ao público. Uma quarta condição das infraestruturas emergentes que frequentemente se aplica é a de que são parcerias público privadas.

A partir desse panorama as falhas de planejamento urbano afetam ainda mais países como o Brasil de acordo com JAH GEHL (1936, p.06) “nos países emergentes, a situação da dimensão humana é bem mais séria e complexa. (...) onde o tráfego de automóveis, por exemplo, cresce vertiginosamente e a competição pelo espaço se intensifica”. Portanto é preciso que haja tomadas de decisões que agreguem valor ao planejamento existente.

Tendo em vista que a urbanização é parte importante e indispensável para a manutenção e sobrevivência dos sistemas econômicos e sociais, e considerando a necessidade de se fazê-la de forma consciente e sustentável, o tema se torna relevante pois se encontra inserido na atualidade e na realidade, não apenas das grandes cidades. Desde os primórdios da urbanização sua ascensão tem acontecido de forma desenfreada e crescente, e em muitos aspectos a subjugação coloca o pedestre em uma posição menos favorável. Entender de forma clara essa dinâmica, nos traz ferramentas para suavizar os impactos causados por estes na vida dos indivíduos e da sociedade como um todo.

De acordo com Jan Gehl (1936, p.03)

Por décadas, a dimensão humana tem sido um tópico do planejamento urbano esquecido e tratado a esmo, enquanto várias outras questões ganham mais força, como a acomodação do vertiginoso aumento do tráfego de automóveis. Além disso, as ideologias dominantes de planejamento – em especial, o modernismo – deram baixa prioridade ao espaço público, às áreas de pedestre e ao papel do espaço urbano como local de encontro dos moradores da cidade. Devido a urbanização negativa que por décadas foram pensadas para a utilização de automóveis deixando esquecidos o princípio da caminhabilidade e áreas de convívio espacial humano, vê-se a

necessidade de conter esse estilo de planejamento urbano e principalmente exercer de forma consciente métodos para reestabelecer os conceitos antes concebidos. Atualmente diversas ações têm sido estudadas a fim de criar melhores condições de tornar as cidades mais humanizadas, com o intuito de diminuir as dificuldades advindas da influência negativa trazidas pelo planejamento voltado para as maquinas.

Como observa Jan Gehl (1936, p.23)

Reforça-se a potencialidade para a cidade tornar-se viva, sempre que mais pessoas se sintam convidadas a caminhar, pedalar ou permanecer nos espaços da cidade. A importância da vida no espaço público, particularmente as oportunidades sociais e culturais. (...) As brincadeiras externas acontecem não necessariamente em playgrounds ou em áreas livres de automóveis, mas mais frequentemente nas ruas, ou em frente às portas de entrada, onde estão os adultos... Novas informações são conseguidas não importa onde as pessoas estejam, e portanto, em grande parte no espaço comum da cidade.

Diante a vulnerabilidade dos projetos urbanos que em demasiado cedem as necessidades dos contratantes se esquecendo da população as publicações cientificas com relação ao tema não acontece na mesma proporção. Ainda existe uma cultura de omissão, por isso se torna importante o esclarecimento do tema de forma responsável e respaldada nos critérios de imparcialidade.

Extensões temporárias de calçada promovem o uso do espaço público

de forma democrática, gerando lugares melhores para se viver e

conviver. Em um dia, duas vagas de estacionamento recebem 40

carros ou 300 pessoas em um parklet (Pesquisa Parklet 2013, instituto

mobilidade verde). Neste sentido, o parklet é uma intervenção urbana

que discute o espaço público e uso do solo de forma democrática.

O trabalho proposto poderá contribuir no acesso das informações de esclarecimento sobre o tema à toda sociedade. Fazendo com que o conhecimento seja uma ferramenta de prevenção em defesa de uma urbanização consciente e responsável que valorize o todo.

2. DEFINIÇÃO DO PROBLEMA

Um dos vários problemas que constitui o planejamento urbano das cidades é a falência de espaços públicos dos quais em grande parte foram esquecidos não só para dar espaço as edificações comerciais, industriais, residenciais e sistemas viários em prol da locomoção, mas que

A destinação do espaço como elemento fundamental para que se sedimente a territorialidade. Não por outra razão, de maneira evidente deve estar o propósito, o fim para o qual o espaço foi desenhado; bem como, as áreas existentes no espaço devem despertar a atratividade e estimular o seu uso pretendido e adequado. Verifica-se, que estes princípios se transformam em estratégias de planejamento dos espaços voltados à segurança, com destaque para: criação do sentimento de pertença através da ocupação, manutenção e gestão, supervisão pelos moradores e transeuntes dos espaços, iluminação adequada, aumento do campo visual, implementação de barreiras que dificultem o acesso, diminuição de áreas vulneráveis, promoção do uso misto, criação de atividades de lazer e convivência social.

Quando esses espaços são deixados a esmo a grande probabilidade de gerar áreas marginalizadas que de certa forma influenciam o desencadeamento de problemas sócias como tráfico de drogas, violência, estupro, dentre vários outros que no fim trazem a população um elemento preocupante, o medo. Por não serem habitadas com frequência trazem em si panoramas favoráveis a geração da criminalidade e que não devem ser tratadas com imparcialidade havendo a possibilidade de amenizar esse cenário através de ações que com um planejamento urbano adequado, fazem com que as pessoas se sintam parte do ambiente, e que por mais que hajam diferenciais socioeconômicos a população tenha em mente que esses espaços são para todos.

Como observa Yasminie Midlej (2013, pg.83)

Estimular a participação dos poderes públicos municipais em prol do fortalecimento das atividades policiais, priorizando a restauração dos espaços públicos que estejam deteriorados ou com infraestrutura deficiente e que estejam concorrendo para o aumento da criminalidade, dando ênfase à execução de atividades lúdicas que colaborem com o convívio social pacífico.

A problemática surge no momento em que o aumento da violência e criminalidade no país leva o Estado juntamente com os órgãos de segurança pública, de justiça criminal e a sociedade organizada a compreenderem que o controle da criminalidade não deve estar focado apenas em ações repressivas de polícia. Deve-se ir além do policiamento tradicional, buscando efetivar ações preventivas que atuem sobre a causa do problema, assim como sedimentar e fortalecer parcerias com outros órgãos da administração pública e profissionais de outras áreas do conhecimento, como arquitetura, urbanismo, engenharia, tecnologia, psicologia, entre outras, em busca da paz social.

3. OBJETIVOS GERAL E ESPECÍFICOS

3.1. Geral

  • Compreender o funcionamento e as transformações do espaço, trazidas pela implantação temporária da plataforma denominada Parklets, como uma extensão de passeios públicos para áreas de uso social.

3.2. Específicos

  • Descrever sobre os impactos e aceitação causados na sociedade após a implantação da edificação provisória, gerando reflexões sobre o usuário enquanto pratica o seu direito de utilização das extensões que formam áreas de convívio.
  • Analisar os parâmetros de utilização acerca da instalação e legislação vigentes, afim de conceber diretrizes projetais que sirvam de base teórica a interessados na utilização deste modelo. Sobretudo para futuras instalações.
  • Identificar e mapear áreas de possíveis instalações na Avenida Coronel Tubertino Rios na cidade de Jaraguá Goiás, para futura proposta de instalação de Parklets, incentivando a utilização do mesmo.
  • Materializar material coeso e de fácil entendimento para agregar conteúdo a legislação do município de Jaraguá Goiás, para futuras instalações de Parklets.

4. REFERÊNCIAS

GEHL, Jan. Cidade Para Pessoas. 2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2014. 264 p.

CERQUEIRA, Yasminie Midlej Silva Faria. Espaço público e sociabilidade urbana: Apropriações e significados dos espaços públicos na cidade contemporânea. 2013. 121 f. Dissertação (Mestrado) - Curso de Arquitetura e Urbanismo, Programa de Pós-Graduação, Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal, 2013.

LIMA NETO, Joaquim Soares de; VIEIRA, Tiago Augusto. A estratégia de prevenção do crime através do desenho urbano. 2014. 7 v. Dissertação (Mestrado) - Curso de Arquitetura, Revista Ordem Pública e Defesa Social, São Paulo, 2014.

KOUÉ, Camille. Sustainable Implementation of Emerging

Infrastructure in Cities: A