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Orçamento de Capital, Trabalhos de Gestão Financeira

Trabalho sobre as tecnicas de financiamento nas empresas

Tipologia: Trabalhos

2022

Compartilhado em 15/04/2022

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Adélia Atanásio C. Makala
Celeste Raul Mudema
Dercio Boaventura Munde
Edmilson Mário Chaguala
Fenias Justino Maimele
Mónica de Assís Caetano
Nestor Luís Macamo
Licenciatura em Contabilidade e Auditoria
Orçamento de Capital: Técnicas de Avaliação de Orçamento de Capital
Universidade Pedagógica – Maputo
Escola Superior de Contabilidade e Gestão
Maputo, Novembro de 20189
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Adélia Atanásio C. Makala Celeste Raul Mudema Dercio Boaventura Munde Edmilson Mário Chaguala Fenias Justino Maimele Mónica de Assís Caetano Nestor Luís Macamo Licenciatura em Contabilidade e Auditoria Orçamento de Capital: Técnicas de Avaliação de Orçamento de Capital Universidade Pedagógica – Maputo Escola Superior de Contabilidade e Gestão Maputo, Novembro de 20189

Adélia Atanásio C. Makala Celeste Raul Mudema Dercio Boaventura Munde Edmilson Mário Chaguala Fenias Justino Maimele Mónica de Assís Caetano Nestor Luís Macamo Licenciatura em Contabilidade e Auditoria Orçamento de Capital: Técnicas de Avaliação de Orçamento de Capital Universidade Pedagógica – Maputo Escola Superior de Contabilidade e Gestão Maputo, Novembro de 2019 Trabalho de Pesquisa, a ser apresentado pelo 8º grupo na cadeira de Gestão Financeira II, para avaliação. Sob orientação do: Dr. Armindo Jeque

ii 3.10. Técnicas de orçamento de capital................................................................................. 13 Taxa interna de retorno (TIR)................................................................................................. 18 3.11. Parâmetros económicos essenciais à decisão de investimento..................................... 20

  1. Conclusão............................................................................................................................... 22 4.1. Recomendações.............................................................................................................. 22 Feito o trabalho de pesquisa sobre o tema orçamento de capital que é um tipo de investimento e financiamento a longo prazo, o grupo recomenda que todo o empreendedor que deseja criar um projecto de investimento deve aplicar as técnicas de avaliação de financiamento de capital, analisando todos custos e benefícios que pode ter em cada ideia implementada e que por sua vez deve analisar o mercado de acordo com as técnicas de VAL, PRI e TIR..................................................................................................................................... 22
  2. Bibliografia............................................................................................................................. 23

iii Lista de Siglas DTI – Despesas Totais de Investimentos FA – Factor de Actualização MLLM― meios libertos líquidos anuais médios. PMRI – Período médio de recuperação do investimento PRI – Período de Recuperação de Investimento RCP – Rendibilidade dos capitais próprios RLM― resultados líquidos anuais médios de toda a vida económica do projecto. RLN ― resultados líquidos de um projecto normal TA – Taxa de Actualização TIR – Taxa Interna de Retorno TMRI – Taxa média de recuperação do investimento VAL ou VPL – Valor Presente ou Actual Líquido VAM― vendas líquidas anuais médias.

1. Introdução A área das Finanças é considerada um dos pilares da administração, sendo responsável pela administração dos recursos financeiros do negócio, observando os riscos e buscando o melhor retorno possível para o capital (KATO, 2012). A “Administração Financeira é responsável por tornar tangível uma série de conceitos em aplicações práticas nas empresas por meio de métodos, técnicas e ferramentas de gestão adequados” (KATO, p.26). Administração financeira, segundo KATO (2012, p. 27) “é o conjunto de actividades de planeamento, execução, controle e análise voltadas ao financiamento das operações de uma empresa, bem como suas respectivas decisões de investimentos”, objectivando alcançar os resultados económicos e financeiros desejados. A análise financeira é um instrumento de extrema relevância para decidir sobre eventuais investimentos numa determinada empresa. Hoje, no contexto em que se vive, as alternativas de investimentos são várias de modo que as empresas que não tiveram informações financeiras actualizadas dificilmente conseguirão atrair investidores. A maior parte ou mesmo a totalidade dos gastos com investimentos em projectos reais é irreversível. Por isso é vital para a sobrevivência a longo prazo das empresas que elas utilizem seus recursos da melhor maneira possível, alocando-os aos projectos que maximizarão seu valor no futuro. A elaboração de uma lista de projectos a ser implantada por unidade de negócio ou divisão consiste no problema básico de orçamento de capital. Diversas técnicas são utilizadas para seleccionar o conjunto de melhores projectos, como Valor Presente Líquido (VPL), payback, retorno médio de investimento, taxa interna de retorno. 1.1 Contextualização No mundo globalizado, em que se vive hoje percebe-se as constantes mudanças que ocorrem no mundo empresarial. Porém com o avanço das tecnologias, as cobranças por melhores resultados são vistas por todos, principalmente no que se trata da parte financeira de uma organização empresarial. Os resultados financeiros podem ser positivos e estar abaixo às expectativas do mercado, o que evidencia deficiências em alguns, pois, pode tornar-se pouco atractivo para os stakeholders. É muito importante analisarmos o mercado antes de implementar um projecto e ter em consideração as decisões de financiamento.

1.2 Problema de Pesquisa Um investimento envolve sacrifícios de grande volume de recursos humanos, intelectuais, materiais e financeiros, e seu retorno deve ser compatível com o nível de risco assumido. As decisões de investimento devem ser tomadas com base em informações cuidadosamente analisadas, pois comprometem os recursos da empresa por longo tempo e seu retorno efectivo pode ser somente estimado no presente, o que gera incertezas. (Analisar financeiramente uma empresa significa qualificar o resultado financeiro da mesma, seja ele positivo ou negativo, ou seja, lucro ou prejuízo. Ao contrário do que se pode imaginar, a análise financeira ou análise de indicadores não serve apenas para ajudar na própria gestão da empresa. Contudo, pode ser fundamental na obtenção de financiamentos, pois os bancos, em geral, analisam a capacidade de a empresa arcar com os encargos da dívida por meio desses mesmos indicadores. Essa capacidade é medida pelos indicadores de liquidez e de estrutura de capital da empresa. Deste modo surge a seguinte questão: Quais são as vantagens de analisar os projectos utilizando o método de orçamentos de capital 1.3 Justificativa Uma vez que os administradores financeiros têm como objectivo maximizar a riqueza dos accionistas, é fundamental a utilização da técnica adequada ao analisar investimentos de longo prazo. Algumas técnicas apresentam, reconhecidamente, graves limitações e só devem ser usadas como técnicas acessórias de análise de investimento. Contudo, mesmo as técnicas conceitualmente mais sólidas podem conduzir a resultados equivocados, caso o analista não conheça suas particularidades. É objectivo deste trabalho identificar problemas na aplicação de técnicas não-limitadas e apontar alternativas para sua superação. Para auxiliar no alcance deste propósito será feita uma apresentação das ferramentas de análise existentes.

2 Metodologia A escolha do delineamento deve considerar o pressuposto que orienta a pesquisa. Neste estudo, definiu-se o seguinte pressuposto: Orçamento de Capitais e suas Técnicas , tem impacto no processo de mudança nas políticas monetárias e fiscais, pelo que seja necessário uma boa analise da importância de juros e mercados na economia nacional. Este trabalho constitui-se de uma pesquisa bibliográfica, realizada através de uma monografia. Sendo assim, descrevemos alguns conceitos. Segundo (GALLIANO, 1986, p. 18)“conhecer é estabelecer uma relação entre a pessoa que se conhece e o objecto que passa a ser conhecido”. Ainda para (GALLIANO, 1986, p. 19), “o conhecimento científico resulta da investigação metódica, sistemática, da realidade. Ele transcende os fatos e os fenómenos em si mesmos, analisa-os para descobrir suas causas e concluir as leis gerais que os regem”. O conhecimento se faz necessário para que se entenda o significado de uma informação. Para se obter o conhecimento, é preciso fazer uma pesquisa, pois esta parte de uma dúvida, estabelecendo uma relação de identificação, entre o pesquisador e o objecto em estudo. Para (GIL, 1999, p. 43), pesquisa é “o processo formal e sistemático de desenvolvimento do método científico. O objecto fundamental da pesquisa é descobrir respostas para problemas mediante o emprego de procedimentos científicos”. Neste sentido, a pesquisa é uma busca minuciosa para averiguação da realidade, uma investigação, um estudo sistemático, com o intuito de descobrir ou estabelecer factos relativos a um campo qualquer do conhecimento. As pesquisas são qualitativas, uma vez que muitos profissionais de contabilidade e os próprios membros das organizações mostram certa indisponibilidade para falar do assunto. Segundo (ANDRADE, 2007); Pesquisa Qualitativa esta relacionada no levantamento de dados sobre motivação de um grupo, em compreender e interpretar determinados comportamentos, a opinião e as expectativas dos indivíduos de uma população. Pesquisa bibliográfica, Segundo (MARTINS, 1990, p. 23), é a que se efectua para se resolver problema ou adquirir conhecimentos a partir de consultas a livros, artigos,

jornais, entre outros. Tem como objectivo recolher, seleccionar, analisar e interpretar as contribuições teóricas já existentes sobre determinado assunto. 2.1 Método de abordagem Segundo (LAKATOS, 2006, p. 86) , Método Indutivo é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular para uma questão mais ampla, mais geral. O método dedutivo, de acordo com o entendimento clássico, é o método que parte do geral e, a seguir, desce ao particular. A partir de princípios, leis ou teorias consideradas verdadeiras e indiscutíveis, prediz a ocorrência de casos particulares com base na lógica. Método Monográfico é aquele que é feito através de um trabalho de investigação científica e crítico sobre os conhecimentos existentes sejam eles já publicados ou não. É formada por um conjunto de actividades integradas, com uma unidade metodológica, visando alcançar determinados objectivos claramente definidos. (MARTINS, 1990) Método Comparativo, consiste no confronto entre elementos, levando em consideração seus atributos. Promove o exame dos dados a fim de obter diferenças ou semelhanças que possam ser constatadas, e as devidas relações entre as duas. (LAKATOS, 2006) Método Tipológico aquele onde o pesquisador compara fenómenos sociais e complexos, criando tipos ou modelos ideais, construídos a partir de análises de aspectos essenciais do fenómeno. (Max Webel citado por (MARTINS, 1990, p. 23)) 2.2 Técnicas e instrumentos de investigação Para a realização desse trabalho serão usados livros, monografias, outras informações serão encontradas através de uma pesquisa de campo e serão usados documentos digitais. Eis as possíveis técnicas de investigação que o nosso trabalho girara em torno:  Colecta documental  Observação Directa Para (LAKATOS, 2006, p. 86), a observação directa é uma técnica de colecta de dados para conseguir informações e utiliza os sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade. Não consiste apenas em ver ou sentir, mas também em examinar os factos ou fenómenos que se deseja estudar.

coerentes com o objectivo da empresa de maximizar a riqueza dos proprietários. Segundo (MENEZES, 1995), Orçamento de capital é o conjunto de procedimentos, técnicas, tendo em vista definir o montante ideal a investir na aquisição de activos fixos ou neles investir de modo a maximizar o seu valor. O conceito de orçamento tem a ver com a teoria clássica da empresa, segundo a função que deverá ser feita onde Rmg = Cmg. Segundo (HOJI, 2010, p. 166), Orçamento de Capital é um programa de aplicação de capital de longo prazo vinculado ao plano estratégico e trata de investimentos permanentes. De um modo geral o orçamento de capital: poderá ser definido como a previsão das receitas da empresa e as suas despesas que terão lugar em determinado período de tempo em relação aos activos fixos de exploração da empresa. 3.2. Etapas do processo de orçamento de capital A elaboração do orçamento de capital constitui todo o processo de ordenamento das premissas e informações que visam à montagem do fluxo de caixa projectado para a tomada de decisão de investimento de longo prazo. Segundo (GITMAN, 2010, p. 327), o processo de orçamento de capital compreende cinco etapas distintas, mas correlacionadas.  Geração de proposta. Propostas são feitas em todos os níveis organizacionais e revistas pelo pessoal financeiro. Aquelas que exijam grandes desembolsos são submetidas a um escrutínio maior do que as mais modestas.  Revisão e análise. Realizam -se revisões e análises mais detidas para avaliar a adequação e a viabilidade económica das propostas. Uma vez concluída a análise, um relatório resumido é submetido aos tomadores de decisões.  Tomada de decisão. As empresas costumam delegar a tomada de decisões em investimentos de capital com base em tetos de valor. De modo geral, é necessário obter autorização do conselho de administração para dispêndios além de um determinado valor. Muitas vezes, os directores de unidades produtivas recebem delegação para tomar as decisões necessárias para manter a linha em funcionamento.

Implementação. Depois da aprovação, os investimentos são realizados e os projectos, implementados. Os dispêndios em projectos de grande porte muitas vezes ocorrem por etapas.  Acompanhamento. Os resultados são monitorados e os custos e benefícios efectivos, comparados com as expectativas. Poderá ser necessário tomar algumas providências, se os resultados efectivos forem diferentes dos projectados. 3.3. Importância de orçamento de capital Para (MENEZES, 1995), A importância de orçamento de capital, reside no facto de que qualquer sucesso futuro de um projecto de investimento depende da forma como foram feitos os investimentos, o momento do investimento, tipo e outros factores relevantes. Uma decisão de investimento tem efeitos a longo prazo. Logo devemos ter muito cuidado no seu planeamento.  Decisões de aquisições de capital de longo prazo : Um erro nas projecções de activos pode ter sérias consequências. Se a empresa investe demais em activos incorre em custos desnecessários em excesso de equipamento, altas taxas de financiamento, etc. Entretanto, se investe aquém do necessário, pode perder competitividade, não atender à demanda e ser superada pela concorrência;  Decisões de aquisições de capital no tempo correto : Antecipar ou adiar o momento certo da decisão da empresa investir trarão as mesmas consequências que as descritas acima;  Planeamento antecipado : Podem negociar com o fabricante do equipamento que está adquirindo, pode treinar melhor a mão-de-obra, obter melhores taxas de financiamento para o projecto, entre outros. 3.4. Procedimento para Elaboração de um Orçamento de Capital  Determinar do valor financeiro do projecto;  Estimar os fluxos de caixa esperado do projecto, inclusive seu valor residual dos activos ao final da vida útil esperada;  Determinar o factor de risco dos fluxos de caixa estimados;  Identificado o risco do projecto, determinar o custo apropriado de capital (Taxa de desconto) em que os fluxos de caixa devem ser descontados;  Encontrar o valor presente das receitas do fluxo de caixa, para a obtenção de uma estimativa do valor do activo da empresa;

Segundo (MENEZES, 1995), a detecção de novos investimentos em Activos Fixos, deve 0resultar dos objectivos e estratégias da empresa e da existência de um processo de gestão participativa, aberta e motivadora. Isto implica, a participação dos níveis de gestão inferiores no processo decisório de modo que a decisão seja conhecida e aceite pelos colaboradores e aqueles que a implementaram. 2ª Fase: Pré-selecção dos investimentos Depende das políticas globais da empresa e dos estudos preliminares que tenham sido feitos. Normalmente, utilizam-se métodos empíricos: ROI, RCP, TMRI, PMRI.

  • ROI – Return on investiment ROI =

RLN

DTI

RLM

VAM

×

VAM

DTIM

  • RCP – Rendibilidade dos capitais próprios RCP =

RL

CP

× 100 %

  • TMRI – Taxa média de recuperação do investimento TMRI =

RLM

DTIM

× 100 % ou TMRI =

MLLM

DTIM

× 100 %

  • PMRI – Período médio de recuperação do investimento PMRI =

DTI

MLLM

 RLN ― resultados líquidos de um projecto normal  RLM― resultados líquidos anuais médios de toda a vida económica do projecto.  VAM― vendas líquidas anuais médias.  MLLM― meios libertos líquidos anuais médios.  DTI – Despesas Totais de Investimentos 3ªFase: Elaboração dos estudos de investimento

Implica estudos dos investimentos pré-seleccionados tendo em conta os parâmetros económicos essenciais, que resultarão na facilitação da elaboração dos mapas dos fluxos de caixa. A ideia é ver se os activos fixos gerarão ou não liquidez adicional para a empresa. 4ªFase: Avaliação da decisão económica do investimento Consiste em assumir o pressuposto de que o investimento é integralmente assegurado por capitais próprios, logo não deve haver a preocupação da decisão financeira de financiamento. 5ªFase: Avaliação da decisão de financiamento dos investimentos Pode levar a anulação do pressuposto de que o financiamento é feito exclusivamente pelos capitais próprios, em função de uma análise cuidadosa sobre as diferentes fontes de financiamento. 6ª Fase: Avaliação da decisão global do investimento Analisa o impacto financeiro e económico da decisão de investimento para a empresa; o risco económico e financeiro do projecto de investimento. 7ª Fase: Gestão e controle do investimento O sucesso de qualquer projecto de investimento consiste na escolha, ou seja, depende da escolha e astúcia dos gestores. (MENEZES, 1995) 3.7. Tomada de decisão: orçamento de capital (WESTON & Brigham, 2004), Basicamente, podemos atribuir dois focos de decisões ao orçamento de capital. São eles:  Enfoque de aceitação ou rejeição – Aquele que determina se as propostas atendem ou não os parâmetros fixados ao projecto.  Enfoque de classificação – Aquele que envolve o ordenamento dos projectos aceitáveis com base em alguma medida predeterminada – como a taxa de retorno, por exemplo. (WESTON & Brigham, 2004), afirmam que a tomada de decisão sobre a elaboração de um orçamento de capital esta entre as decisões mais importantes tomadas por gerentes financeiros, por que:

  1. A decisão tomada implica no resultado da empresa por vários anos;

 Se a empresa investe demais em activos: ela incorre desnecessariamente em pesadas despesas;  Se ela não gasta o suficiente em activos imobilizados podem surgir 2 problemas:  Seu equipamento pode não capacita-lo a produzir com eficiência, diminuindo sua competitividade;  Se a empresa tem capacidade de produção limitada perde uma fatia do mercado, e a reconquista dos clientes exige pesadas despesas de vendas e redução de preços. 3.10. Técnicas de orçamento de capital Taxa de Actualização (TA) Segundo MENEZES (1995), A determinação desta taxa constitui um factor crítico da política de uma empresa, já que irá condicionar a aceitação ou rejeição de intenções de investimento e, logo, influenciar o seu futuro. Segundo (MENEZES, 1995), A Taxa de Actualização é também conhecida por custo de oportunidade do capital ou taxa mínima de rendibilidade do projecto. Não é mais do que a rendibilidade que o investidor exige para implementar um projecto de investimento e irá servir para actualizar os cash flows gerados pelo mesmo. Assim, a actualização dos cash flows deve ser consistente com a metodologia de seleccionada (preços constantes vs. preços correntes) para efectuar as suas previsões, pois os cash flows nominais devem ser descontados a taxas nominais e os cash flows reais devem ser actualizados a taxas reais. Concluindo, a Taxa de Actualização:  Deve ser criteriosamente escolhida, de modo a poder corresponder ao mais alto rendimento que se possa conseguir de investimentos alternativos;  Aumenta o grau de credibilidade de que o analista necessita para a sua apreciação do projecto; Representa, portanto, o valor temporal do dinheiro como custo de oportunidade FA =

, onde:  i que é a taxa de actualização  n que é o numero de períodos; Período de Payback (PRI) Segundo (GITMAN, 2010, p. 366), Os períodos de payback são normalmente usados para avaliar propostas de investimento de capital.

O período de payback é o tempo necessário para que a empresa recupere o investimento inicial em um projecto, calculado a partir das entradas de caixa. No caso de uma anuidade, o período de payback pode ser encontrado dividindo -se o investimento inicial pela entrada de caixa anual. No caso de uma série mista de entradas de caixa, as entradas de caixa anuais precisam ser acumuladas até a recuperação do investimento inicial. Embora popular, o período de payback costuma ser considerado uma técnica pouco sofisticada de análise de orçamento de capital, por não considerar explicitamente o valor do dinheiro no tempo. Segundo (MITHÁ, 2009), o Payback mostra o número de períodos médios necessários para recuperar o investimento. Período de tempo necessário para que os fundos gerados pelo projecto atinjam o montante necessário para a sua implementação (valor do investimento). Pode ser Simples ou Descontado/Actualizado. O pay back simples é um critério de avaliação que atende apenas ao tempo que o projecto leva para recuperar o capital investido. Para que o projecto seja aceitável, o período de recuperação deve ser inferior a um período máximo fixado pelo investidor. A fixação deste período máximo admissível é subjectiva não existindo regras que o permitam justificar. Um projecto de investimento é mais interessante quanto menor for o período de recuperação. (MITHÁ, 2009) PayBack Actualizado, corresponde ao período de tempo necessário para recuperar o investimento inicial a partir dos Fluxos de Caixa actualizados. Leva em conta o Custo de Oportunidade do Capital – taxa de retorno que se espera ganhar sobre investimentos alternativos. Este critério tem a vantagem de ser fácil de calcular, além de, à partida poder eliminar projectos que não satisfazem os objectivos definidos de acordo com os montantes disponíveis para investir. O objectivo, quando se utiliza o payback, é a redução do risco e a valorização da liquidez. Isto se explica pelo fato do grau de incerteza aumentar, à medida que aumenta o horizonte de tempo considerado. Assim sendo, os administradores fixam um prazo máximo de retorno aceitável pela empresa, para os seus projectos de investimento. O critério de decisão adoptado, é que todas as propostas que ultrapassarem o limite de tempo estipulado serão rejeitadas. Critérios de decisão De acordo com (GITMAN, 2010, p. 366), quando usamos o período de payback para tomar decisões de aceitação -rejeição, aplicam -se os seguintes critérios de decisão: