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Esta palestra foi ministrada pela Luana Oliveira, que já desenvolve um trabalho significativo sobre o jongo no interior do estado do Rio de Janeiro. Este é um pequeno texto referente ao que me chamou atenção.
Tipologia: Trabalhos
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Palestra: Cultura Popular e Patrimônio Imaterial – Debates Contemporâneos
Cultura popular é concretizada pelo povo, onde há conflitos e sabedoria. Na cultura não existe hierarquia, pois ela é modo de vida, modos de ser, sendo um conceito dinâmico em constante transformação. A cultura era construída historicamente, hoje se dá a partir da diversidade. A religião é também considerada cultura porque evidencia uma forma de vida. Marshall Salins diz que a cultura é a reprodução, transformação, relação de forma dialética, com isso, adquire conhecimento empírico. O intelectual na sociedade tem a função representativa para um público, assumindo ao seu tempo, compromissos, riscos, ousadias e vulnerabilidade. O Jongo hoje é identificado como patrimônio nacional imaterial pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional). Sua origem é africana, trazida ao Brasil pelos negros escravos no período do Café, que usavam o jongo como forma de comunicação para planejar fugas em massa. Jongo é dança, canto e poesia, e que também buscava algo fantasioso, ligado a feitiços, poderes mágico, segredos partilhados por familiares. Onde está o jongo? O jongo foi silenciado pelo preconceito das pessoas. Quais os direitos deste povo? Os jongueiros tem direito a terra (moradia), educação, saúde, melhores condições de vida, direito à memória e à cidadania. A tradição passa de geração pra geração através da oralidade. Existem algumas semelhanças e diferenças entre jongo, caxambú, calango e folia de reis.
Análise Crítica
Esta palestra foi de suma importância para relatar o quanto a sociedade deve se inteirar da cultura africana e respeitar seus costumes. O que mais me chamou a atenção foi o respeito que todos têm pela tradição, a maneira como eles tratam o jongo e todo o trabalho que fazem para manter vivo este patrimônio. É preciso reviver em nossa cultura a cultura africana e firmar nosso compromisso dando valor a sua importância e influência em nossa sociedade.