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PDE Educação, Notas de estudo de Matemática

PDE Educação

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/08/2010

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alan-derick-araujo-lima-9 🇧🇷

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CAPÍTULO II
O QUE É O PLANO DE
DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÂO
O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foi lançado oficialmente em 24
de Abril de 2007, simultaneamente à promulgação do Decreto n.6.094, dispondo sobre
o Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação. Esse é o carro-chefe do PDE.
No entanto o PDE agregou de início outras 29 ações. E, em março de 2009 o PDE
chega a 41 ações abragendo praticamente todos os programas do MEC.
Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cada ministério teria que
indicar as ações que se enquadrariam no programa. O MEC lançou então o Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e atrelou as diversas ações que já se
encontravam na pauta do Ministério.
Na educação básica, ao ser o Plano, foi contemplada com 17 ações sendo 12 de
caráter global e cinco específicas aos níveis de ensino. Em 2009 foi acrescida três
novas de caráter global e duas no ensino Superior (“Nova Capes” e “Iniciação
Cientifica”), mas que se ligam a educação básica.
Entre as ações que incidem globalmente sobre a educação básica se situam-se o
Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Educação (FUNDEB), o Plano de Metas do PDE-IDEB, duas ações
dirigidas á questão docente (“Piso do Magistério” e “Formação”), complementadas
pelos programas de apoio “Transporte Escolar”, “Luz para Todos”, “Saúde nas
Escolas”, “Guias das Tecnologias Educacionais” e “Inclusão Digital”. Com o
acréscimo de três novas ações (“Conteúdos Educacionais”, “Livre do Analfabetismo”
e “PDE Escola”), em 2009 ascendem a 15 as ações que incidem globalmente sobre a
educação básica.
O FUNDEB foi aprovado em 2006, em substituição ao Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEB),
cujo prazo se esgotava no final desse ano. O atual Fundo amplia o raio de ação em
relação ao anterior estendendo-se para toda a educação básica.
O IDEB foi criado pelo MEC a partir de estudos elaborados pelo Instituto
Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para avaliar o
nível de aprendizagem dos alunos. Tomando como parâmetros o rendimento dos
alunos (pontuação em exames padronizados obtida no final de 4ª e 8ª séries do Ensino
Fundamental e ano do Ensino Médio) nas disciplinas de língua portuguesa
matemática e os indicadores de fluxo (taxas de promoção, repetência e evasão
escolar), construiu-se uma escala de 0 a 10. Em 2005 o índice era 3,8. A meta é que
em 2022 esse índice chegue a media 6,0, índice obtido pelos paises da Organização e
Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Em 2010 o programa propõe elevar o salário dos professores da educação básica
para o piso de R$850,00 para uma jornada de quarenta horas semanais. Encaminhada
a proposta ao Congresso Nacional, o projeto converteu-se na Lei n.11.738, de 16 de
julho de 2008, que fixou o valor do piso em R$950,00.
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CAPÍTULO II

O QUE É O PLANO DE

DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÂO

O Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) foi lançado oficialmente em 24 de Abril de 2007, simultaneamente à promulgação do Decreto n.6.094, dispondo sobre o Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação. Esse é o carro-chefe do PDE. No entanto o PDE agregou de início outras 29 ações. E, em março de 2009 o PDE chega a 41 ações abragendo praticamente todos os programas do MEC. Com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cada ministério teria que indicar as ações que se enquadrariam no programa. O MEC lançou então o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e atrelou as diversas ações que já se encontravam na pauta do Ministério. Na educação básica, ao ser o Plano, foi contemplada com 17 ações sendo 12 de caráter global e cinco específicas aos níveis de ensino. Em 2009 foi acrescida três novas de caráter global e duas no ensino Superior (“Nova Capes” e “Iniciação Cientifica”), mas que se ligam a educação básica. Entre as ações que incidem globalmente sobre a educação básica se situam-se o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), o Plano de Metas do PDE-IDEB, duas ações dirigidas á questão docente (“Piso do Magistério” e “Formação”), complementadas pelos programas de apoio “Transporte Escolar”, “Luz para Todos”, “Saúde nas Escolas”, “Guias das Tecnologias Educacionais” e “Inclusão Digital”. Com o acréscimo de três novas ações (“Conteúdos Educacionais”, “Livre do Analfabetismo” e “PDE Escola”), em 2009 ascendem a 15 as ações que incidem globalmente sobre a educação básica. O FUNDEB foi aprovado em 2006, em substituição ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEB), cujo prazo se esgotava no final desse ano. O atual Fundo amplia o raio de ação em relação ao anterior estendendo-se para toda a educação básica. O IDEB foi criado pelo MEC a partir de estudos elaborados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) para avaliar o nível de aprendizagem dos alunos. Tomando como parâmetros o rendimento dos alunos (pontuação em exames padronizados obtida no final de 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e 3º ano do Ensino Médio) nas disciplinas de língua portuguesa matemática e os indicadores de fluxo (taxas de promoção, repetência e evasão escolar), construiu-se uma escala de 0 a 10. Em 2005 o índice era 3,8. A meta é que em 2022 esse índice chegue a media 6,0, índice obtido pelos paises da Organização e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em 2010 o programa propõe elevar o salário dos professores da educação básica para o piso de R$850,00 para uma jornada de quarenta horas semanais. Encaminhada a proposta ao Congresso Nacional, o projeto converteu-se na Lei n.11.738, de 16 de julho de 2008, que fixou o valor do piso em R$950,00.

CAPÍTULO II

JUSTIFICAÇÃO DO PDE NA

VISAO DO MEC

EXPOSIÇAO E CRÍTICA

Assim que tomei conhecimento do PDE, a partir do seu anúncio em março de 2007 seguido do lançamento em abril do mesmo ano, procurei ter acesso a algum documento que expusesse os motivos, as justificativas e a fundamentação dessa nova proposta de política educacional que o governo estava apresentando à nação. Mas nada encontrei a esse respeito. Contudo, uma vez a proposta já implantada e em plena execução, o MEC decidiu apresentar uma justificação a posteriori consubstanciada na ação denominada “Livro sobre o PDE”. Essa publicação está estruturada em três partes:

  1. Razões e princípios do Plano de Desenvolvimento da Educação : Procura-se procurar-se apresentar a concepção de educação que inspirou o PDE. Para isso, enuncia-se uma visão sistemática de educação que permitiria superar a visão fragmentária caracterizada por cinco oposições indefinidas.
  • Opõe educação básica e educação superior.
  • Encravou-se no interior da mesma educação básica ao colocar o foco no ensino fundamental em detrimento da educação infantil e do ensino médio.
  • A essas duas oposições somam-se, igualmente com efeitos deletérios, aqueles entre o ensino médio e a educação profissional, entre a alfabetização e a educação de jovens e adultos e entre educação regular e educação especial. Assim procede, o PDE articula o desenvolvimento da educação ao desenvolvimento econômico e social do país, superando a contraposição entre educação como bem de consumo e como fator de investimento. Essa parte conclui-se observando que o “PDE” está sustentado em seis pilares: i. Visão sistemática da educação; ii. Territoriabilidade; iii. Desenvolvimento; iv. Regime de colaboração; v. Responsabilização e vi. Mobilização social
  1. Apresentação do PDE como programa de ação; Abordando sua incidência sobre quatro grandes áreas do sistema educacional (educação básica , educação superior, educação superior, educação profissional- tecnológica e alfabetização) e procurando mostrar que elas se configuram como uma unidade. 2.1. – Nível da educação básica, é desdobrada em quatro aspectos:
  • Formação de professores e piso salarial nacional, no qual se destacam as ações da UAB, do PIBID e da “Nova Capes”
  • Financiamento:salário-educacional e FUNDEB;
  • Avaliação e responsabilização: o IDEB;
  • O plano de Metas: planejamento e gestão educacional.

2.- Educação Superior, enunciando cinco princípios: i. Expansão da oferta de vagas; ii. Garantia da qualidade;

O plano de desenvolvimento da educação (PDE) consiste num agrupamento de 41 ações de natureza, caracterizado por suas diferenças entre si. Quando falamos de plano de desenvolvimento da educação é necessário se perguntar por que esse conjunto de ações recebeu esse nome. A palavra “Plano” assumi conotações diferentes, e essas conotações são de acordo com o contexto histórico presente. O contexto da época remonta ao manifesto dos pioneiros da educação nova, de 1932, esse manifesto foi marcado pela falta de “unidade de plano” e ausência de “espírito de comunidade”. O movimento dos pioneiros se fez presente no trabalho das constituintes de 1934, a constituição continha um elemento que tinha por objetivo articular e desenvolver o ensino dos diferentes níveis e integrar as ações do poder público. A primeira LDB incubiu a CFE A tarefa de elaborar o Plano da Educação referente aos fundos nacionais do ensino primário, médio e superior. O CFE atendeu ao pedido da LDB criando o fundo do Ensino primário que teve uma participação de Anísio Teixeira. O Fundef foi criado em 1996 e foi substituído pelo o Fundeb em 2006. O Fundeb apóia a educação “indígena e quilombola”. O PNE confronta o PDE, consta-se que esse segundo não constitui um plano; em sentido próprio ele define, antes, como um conjunto de ações que teoricamente se constituíram em estratégias para a realização dos objetivos e metas previstas pelo PNE. O plano nacional da educação foi aprovado quando o segundo mandato do FHC entrava em sua meta final, tendo sido mutilado com nove vetos apostos pelo presidente da República, nessas\circunstâncias considerando que o partido dos trabalhadores patrocinara a elaboração da denominada “Proposta de Plano Nacional de Educação da Sociedade Brasileira”. A singularidade do PDE, isto é aquilo que o distingui de outras peças também lidas ao termo “Plano”, pode ser conhecido por dois pontos um negativo e o outro positivo. O ponto negativo diz que o PNE não pode se configurar como um plano de educação propriamente dito. O ponto positivo mostra que a singularidade do PDE mostra-se naquilo que ele traz de novo e que portanto não fazia parte do PNE e também não se encontrava nos planos anteriores.

CONCLUSÃO: CAPITULO II

Em todos os eixos do PDE (educação básica, educação superior, profissional e alfabetização), os enlaces entre educação sistemática, territorial e desenvolvimento são explicitados. Um dos objetivos da educação pública é, portanto a autonomia. Essa regra vale tanto para o local de ensino como para indivíduos. A principal meta do PDE é uma educação básica de qualidade, para isso deve-se investir na educação profissional e na educação superior. A concepção de educação que inspira o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), no âmbito do Ministério da Educação, e que perpassa a execução de todos os seus programas reconhece na educação uma face do processo dialético que se estabelece entre socialização e individuação da pessoa, que tem como objetivo a construção da

autonomia, isto é, a formação de indivíduos capazes de assumir uma postura crítica e criativa frente ao mundo. Como se pode ver na Educação Superior, os cinco pontos assinalados não são propriamente princípios, mas metas a serem atingidas no desenvolvimento da educação superior do país. Para isso se tornar realidade deve acontecer o envolvimento de todos: pais, alunos, professores e gestores, em busca da permanência do aluno na escola, assim juntos, tudo se torna mais fácil tanto pro aluno como para a escola. Enfim, a melhoria da qualidade da educação e a redução de desigualdades relativas às oportunidades educacionais em outras palavras, o direito de aprender são suas razões constuitivas.