Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Policitemia e hiperviscosidade, Exercícios de Diagnóstico

A síndrome Policitemia e Hiperviscosidade (SPH) permanece um “velho problema”, colocando frequentemente incertezas no diagnóstico e atitude terapêutica.

Tipologia: Exercícios

2023

Compartilhado em 16/01/2023

Leila_89
Leila_89 🇵🇹

4.4

(80)

3.2K documentos

1 / 11

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Consenso Clínico
Título do Consenso
Código
---------------
Pág. 1 / 11
Edição n.º 1 / ano
ou
Revisão n.º n /ano
Categoria: 1 - Ap ou Sistema
2 clínico, técnico, ou terapêutico
Aprovado em
__/__/_____
Validade até:
__/__/_____
Titulo POLICITEMIA E HIPERVISCOSIDADE
Palavras chave: policitemia; hiperviscosidade; recém-nascido; exsanguíneo-transfusão parcial.
INTRODUÇÃO
A síndrome Policitemia e Hiperviscosidade (SPH) permanece um “velho problema”, colocando
frequentemente incertezas no diagnóstico e atitude terapêutica. Geralmente cursa com sintomatologia
heterogénea e não específica, no entanto, nalguns casos, podem ocorrer consequências clínicas graves
quer imediatas quer a longo prazo.
O feto adapta-se ao ambiente intra-uterino relativamente hipóxico aumentando a eritropoiese (1, 2).
Define-se policitemia (ou eritrocitose) como um aumento da massa eritrocitária superior a dois
desvios padrão acima do valor normal para a idade (2). Assim, para o recém-nascido (RN) de termo,
os limites superiores do normal são uma hemoglobina de 22 g/dl e um hematócrito venoso
periférico de 65% (2).
POLICITEMIA E HIPERVISCOSIDADE
Policitemia e hiperviscosidade não são sinónimos, existindo relação entre o valor do hematócrito e a
viscosidade sanguínea. Nem todos os RN com policitemia apresentam cinética anormal do fluxo
sanguíneo, isto é, hiperviscosidade. A viscosidade normal do soro é expressa em centipoises (cP) e
consideramos hiperviscosidade quando esta é superior a 14 cP. Por outro lado, cerca de 23% dos RN com
hematócrito venoso entre os 60% e os 64% mostraram hiperviscosidade in vitro, devido a outros factores.
(4)
Diagnóstico da SPH Testes laboratoriais para determinar a viscosidade do sangue nem sempre estão
disponíveis. Devido à forte associação entre policitemia e hiperviscosidade, o diagnóstico da SPH é feito
quando se combinam sinais clínicos com hematócrito venoso periférico igual ou superior a 65%. (3)
Hiperviscosidade Três factores principais determinam a viscosidade do sangue: hematócrito;
deformabilidade dos glóbulos rubros e viscosidade plasmática (este último determinado por factores
endoteliais, plaquetas, lipídeos e proteínas plasmáticas, das quais, o fibrinogénio e os principais dímeros
resultantes do seu metabolismo são de maior importância). (5)
A policitemia é a principal causa de hiperviscosidade. A viscosidade sanguínea aumenta com o valor do
hematócrito, registando-se uma relação quase linear até ao valor de 65%, e, exponencial acima desse
valor. (6)
A viscosidade do sangue traduz uma relação entre as forças de atrito existentes entre as partículas
circulantes e a velocidade do fluxo sanguíneo num determinado raio. A viscosidade aumenta à medida que
diminui o raio. Na microcirculação o fluxo pode mesmo cessar quando o hematócrito ultrapassa os 65%.
Quando a circulação diminui a ponto de originar disfunção orgânica com sinais clínicos, surge a SPH. (4)
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Policitemia e hiperviscosidade e outras Exercícios em PDF para Diagnóstico, somente na Docsity!

“Título do Consenso”

Pág. 1 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

Titulo POLICITEMIA E HIPERVISCOSIDADE

Palavras chave: policitemia; hiperviscosidade; recém-nascido; exsanguíneo-transfusão parcial.

INTRODUÇÃO

A síndrome Policitemia e Hiperviscosidade (SPH) permanece um “velho problema”, colocando

frequentemente incertezas no diagnóstico e atitude terapêutica. Geralmente cursa com sintomatologia

heterogénea e não específica, no entanto, nalguns casos, podem ocorrer consequências clínicas graves

quer imediatas quer a longo prazo.

O feto adapta-se ao ambiente intra-uterino relativamente hipóxico aumentando a eritropoiese (1, 2).

Define-se policitemia (ou eritrocitose) como um aumento da massa eritrocitária superior a dois

desvios padrão acima do valor normal para a idade (2). Assim, para o recém-nascido (RN) de termo,

os limites superiores do normal são uma hemoglobina de 22 g/dl e um hematócrito venoso

periférico de 65% (2).

POLICITEMIA E HIPERVISCOSIDADE

Policitemia e hiperviscosidade não são sinónimos, existindo relação entre o valor do hematócrito e a

viscosidade sanguínea. Nem todos os RN com policitemia apresentam cinética anormal do fluxo

sanguíneo, isto é, hiperviscosidade. A viscosidade normal do soro é expressa em centipoises (cP) e

consideramos hiperviscosidade quando esta é superior a 14 cP. Por outro lado, cerca de 23% dos RN com

hematócrito venoso entre os 60% e os 64% mostraram hiperviscosidade in vitro , devido a outros factores.

Diagnóstico da SPH – Testes laboratoriais para determinar a viscosidade do sangue nem sempre estão

disponíveis. Devido à forte associação entre policitemia e hiperviscosidade, o diagnóstico da SPH é feito

quando se combinam sinais clínicos com hematócrito venoso periférico igual ou superior a 65%. (3)

Hiperviscosidade – Três factores principais determinam a viscosidade do sangue: hematócrito;

deformabilidade dos glóbulos rubros e viscosidade plasmática (este último determinado por factores

endoteliais, plaquetas, lipídeos e proteínas plasmáticas, das quais, o fibrinogénio e os principais dímeros

resultantes do seu metabolismo são de maior importância). (5)

A policitemia é a principal causa de hiperviscosidade. A viscosidade sanguínea aumenta com o valor do

hematócrito, registando-se uma relação quase linear até ao valor de 65%, e, exponencial acima desse

valor. (6)

A viscosidade do sangue traduz uma relação entre as forças de atrito existentes entre as partículas

circulantes e a velocidade do fluxo sanguíneo num determinado raio. A viscosidade aumenta à medida que

diminui o raio. Na microcirculação o fluxo pode mesmo cessar quando o hematócrito ultrapassa os 65%.

Quando a circulação diminui a ponto de originar disfunção orgânica com sinais clínicos, surge a SPH. (4)

“Título do Consenso”

Pág. 2 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

Policitemia – Define-se como hematócrito venoso periférico superior a 65%, apesar de sinais clínicos

raramente ocorrerem com valores de hematócrito inferior a 70% (4). Pode ocorrer como resultado de um

aumento do número de eritrócitos, diminuição do volume plasmático, ou ambos.

Nas primeiras horas e dias de vida, ocorrem alterações significativas no hematócrito, bem como na

concentração de hemoglobina e número de eritrócitos (tabela 1). (7)

Tabela 1 - Valores hematológicos médios no RN de termo. Sangue do cordão

D1 D3 D7 D

Htc (%) 53 58 55 54 52 GR (10^6 /l) 5,2^ 5,8^ 5,6^ 5,2^ 5, Hemoglobina (g/dl) 16,8 18, 4 17,8 17,0 16, MCV (fl) 108 108 99 98 96 MCH (pg) 34 35 33 33 32 MCHC (g/dl) 31,7 32,5 33,0 33,0 33, Legenda: D – dia de vida; GR – glóbulos rubros; Htc – hematócrito; MCV – volume globular médio; MCH – hemoglobina globular média; MCHC – concentração de hemoglobina globular média; RN - recém-nascido.

O hematócrito atinge o pico pelas duas horas de vida (com limite superior normal de 65%), por

transudação de líquido para fora do espaço intravascular diminuindo depois progressivamente.(8, 9)

Não dispondo as unidades de Neonatologia de instrumentos destinados à medição da viscosidade

sanguínea (viscosímetro), o diagnóstico de hiperviscosidade é efectuado pela combinação de sinais

clínicos sugestivos e um valor de hematócrito anormalmente elevado.(4)

O hematócrito capilar obtido por microcentrifugação , habitualmente efectuado nas enfermarias ou unidades de Neonatologia, não permite fazer o diagnóstico de polcitemia. O seu valor varia com a espessura do tecido subcutâneo, com alterações do fluxo sanguíneo periférico (no RN doente e/ou com vasoconstrição periférica o valor do hematócrito capilar diminui) e com a retenção de plasma no centrifugado. No entanto, a sua determinação utiliza pequenas amostras de sangue e é de fácil execução, constituindo um bom método de rastreio de policitemia. (10,

Existe correlação entre o hematócrito venoso periférico e o hematócrito capilar. O valor do hematócrito venoso periférico é inferior ao capilar (7, 10, 11) com diferenças que oscilam entre 5 a 15% (12). Quando o valor do hematócrito capilar é igual ou superior a 70%, deve ser efectuado um hematócrito venoso periférico.

O hematócrito venoso periférico determinado em analisador hematológico automatizado (método de Coulter), habitualmente existente no laboratório do hospital, apresenta valores significativamente inferiores aos encontrados por microcentrifugação. Este método calcula electronicamente o volume da massa eritrocitária a partir do volume globular médio e número de eritrócitos por microlitro (7). Devido à menor deformabilidade do eritrócito fetal o cálculo do volume globular médio torna-se incorrecto (13). No entanto, a evolução dos autoanalisadores, desde 1987, permitiu a melhoria do diagnóstico de policitemia, sendo este o método mais utilizado na práctica.

Segundo os trabalhos de Villalta e colaboradores, verificou-se uma melhor correlação entre o hematócrito venoso periférico superior a 65% determinado por microcentrifugação e a hiperviscosidade sanguínea, que quando determinado em analisador hematológico automatizado (10, 14). Nas unidades equipadas com aparelho de centrifugação o diagnóstico de policitemia deve ser feito por avaliação do hematócrito venoso periférico por microcentrifugação.

“Título do Consenso”

Pág. 4 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

CLÍNICA

A policitemia pode ser assintomática ou cursar com sinais agudos e/ou sequelas tardias.

Os sinais clínicos surgem habitualmente pelas 6 horas de vida.

Correlacionam-se mais com a hiperviscosidade que com o valor do hematócrito e por vezes são

secundários a alterações metabólicas como a hipoglicemia e hipocalcemia (17).

Os sinais clínicos mais frequentes são os cardio-respiratórios e os neurológicos. Sinais clínicos subtis

(como letargia e ligeira taquipneia) ocorrem em mais de 50% dos doentes (18).

Mais de 20% apresentam alterações laboratoriais como hiperbilirrubinemia (por aumento da destruição

eritrocitária), hipoglicemia (por maior consumo no metabolismo eritrocitário) e hipocalcemia (por maior

consumo no processo de coagulação na microcirculação) (19).

Nos casos graves (hematócrito  75%) a criança apresenta rubeose (vermelha e não cianótica). Nos RN

de mãe diabética coexistem policitemia e diminuição dos factores antagonistas da coagulação,

aumentando o risco de trombose nos grandes vasos.

Tabela 3 - Sinais clínicos e alterações laboratoriais associados a SPH.

Sistema Nervoso Central: letargia, hipotonia, alterações da sucção, irritabilidade, trémulo, convulsões, hemorragia intracraniana, alterações neurológicas permanentes e tardias.

Cardio-respiratórios: taquipneia, acrocianose, taquicardia, hipertensão arterial, cardiomegalia (50% dos casos), congestão vascular pulmonar, derrame pleural.

Renais: alterações da taxa de filtração glomerular, alterações do sedimento urinário (hematúria, proteinúria).

Gastrintestinais: intolerância alimentar (61% dos casos), enterocolite necrosante.

Hematológicos e coagulação: trombocitopenia (20 a 30% dos casos), aumento do consumo do fibrinogénio, alteração da síntese de prostaglandinas, trombose.

Alterações metabólicas: hiperbilirrubinemia, hipoglicemia (12 a 40%), hipocalcemia (1 a 11%), hipomagnesemia.

COMPLICAÇÕES E SEQUELAS

Tabela 4 – Complicações e sequelas descritas na SPH.

sequelas neurológicas

insuficiência cardíaca congestiva

enfarte testicular

priapismo

retinopatia

enterocolite necrosante

íleus

insuficiência renal aguda

trombose da veia renal

“Título do Consenso”

Pág. 5 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

O aspecto mais importante é a possibilidade de ocorrerem lesões irreversíveis do sistema nervoso central.

Diplegia espástica, hemiparésia e atraso no desenvolvimento psicomotor ocorreram em 38% dos

afectados, contra 11% no grupo controle (20). Outros factores perinatais poderão contribuir para o

aparecimento de sequelas neurológicas. É importante ter em atenção que em grande número de casos de

RN com SPH existem outros factores de risco, como os associados a ACIU, macrossomia, hipoxia

perinatal, entre outros, que podem ser os responsáveis pelas consequências observadas a longo prazo

nalgumas crianças, tornando-se difícil saber qual o contributo da SPH.

A policitemia assintomática no período neonatal parece não estar associada a sequelas neurológicas

(21,22). Por esse motivo, a maioria dos autores não considera indicada a exsanguíneo-transfusão

parcial (ETP) preventiva , reservando-a para os casos sintomáticos (21,23) nível de evidência A. É de

salientar também o facto de a execução de ETP por cateter venoso umbilical não ser isenta de riscos,

nomeadamente a ocorrência de enterocolite necrosante (22-26) nível de evidência A.

ABORDAGEM DO DOENTE

Exame clínico

É importante excluir a existência de sinais de desidratação que surge habitualmente após as primeiras 48

horas de vida enquanto a SPH surge no primeiro dia de vida. Se a clínica e a perda ponderal do recém-

nascido sugerem desidratação, este deve ser re-hidratado antes de se fazer o diagnóstico de policitemia

(27). Pelo contrário, é importante detectar os sinais de “verdadeira” policitemia, como plétora, sinais

cardiopulmonares e neurológicos. Torna-se difícil poder atribuir com certeza os sinais clínicos encontrados

à SPH, uma vez que a maioria dos RN apresentam frequentemente outros factores de risco, como RCIU,

macrossomia, hipóxia perinatal, hipoglicemia, hipocalcemia ou outros factores perinatais aparentemente

não relacionados, como prematuridade, taquipneia transitória, parto traumático entre outros.

Deve ser feita uma avaliação do hematócrito capilar :

  • no RN de risco (tabela 2) nas primeiras seis a oito horas de vida se não houver hemograma prévio;
  • em qualquer RN com sinais clínicos sugestivos de policitemia.

Se hematócrito capilar  70%, efectuar hematócrito venoso periférico (se possível por

microcentrifugação).

Policitemia: hematócrito venoso ≥ 65%

Nos RN com policitemia deve ser feita avaliação laboratorial , incluindo: glicose, bilirrubina total, cálcio,

ureia e sódio séricos (aumentam na desidratação), gases do sangue, contagem de plaquetas e densidade

urinária.

Na presença de alterações neurológicas - efectuar ecografia transfontanelar

Na presença de sinais cardio-respiratórios - efectuar radiografia de tórax.

“Título do Consenso”

Pág. 7 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

RN com asfixia que apresentam maior permeabilidade capilar). A albumina a 5% é considerada um

derivado seguro, o principal inconveniente é o preço. Por outro lado o PFC devido ao seu alto conteúdo

em fibrinogénio, não apresenta vantagens quando se pretende diminuir a viscosidade sanguínea

(sendo contra-indicado por alguns autores).

Por estes motivos, actualmente, a maioria dos autores prefere os solutos cristalóides,

nomeadamente o Soro Fisiológico, que é também o mais barato. (21,23,28)  Grau de recomendação

- I, nível de evidência A

 Controlar cálcio, magnésio, ionograma, ureia, bicarbonato, pH e glicose séricos após ETP. Controlar

valor do hematócrito seriadamente após a ETP. Colher hemocultura após ETP (controverso).

O RN sintomático devido ao risco de sequelas neurológicas, deve ter seguimento e avaliação

seriada do desenvolvimento psicomotor.

“Título do Consenso”

Pág. 8 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

Clínica sugestiva de policitemia e/ ou RN de risco

Hematócrito capilar > 70%

Confirmar com hematócrito venoso periférico. Excluir desidratação (ver peso).

Assintomático

Hematócrito venoso periférico 65%- 75%

Sintomático e Htc ≥ 65%

Exsanguíneo-transfusão parcial

Htc venoso periférico > 75%

Aparecimento de sintomas

Monitorizar, avaliação laboratorial, hidratar, vigiar aparecimento de sintomas.

“Título do Consenso”

Pág. 10 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

Abreviaturas

SPH - Síndrome Policitemia e Hiperviscosidade

Htc - Hematócrito

RCIU – Restrição de crescimento intra-uterino

RN – Recém-nascido

ETP – exsanguíneo-transfusão parcial

PFC - Plasma Fresco Congelado

Referências

1 - Yoder MC. Embryonic Hematopoiesis. In: Christensen RD (ed). Hematologic Problems of the Neonate. Philadelphia: WB Saunders Company, 2000: 3 - 19.

2 - Luchman-Jones L, Wilson DB. Hematologic Problems in the Ftus and Neonate. In: Martin RJ, Fanaroff AA, Walsh MC (eds). Fanaroff  Martin´s Neonatal-Perinatal Medicine: Diseases of the fetus and Infant. 9th^ edition. St Louis: Elsevier Mosby, 2011: 1303-73.

3 – Luchman-Jones L, Schwartz AL, Wilson DB. Hematologic problems in the fetus and neonate. In: Fanaroff AA, Martin RJ (eds). Neonatal-Perinatal Medicine: Diseases of the fetus and Infant. St Louis: Mosby, 2002: 1183 - 249.

4 - Lindermann R, Haga P. Evaluation and Treatment of Polycythemia in the Neonate. In: Hematologic Problems of the Neonate. Christensen RD (ed). Philadelphia: WB Saunders Company, 2000: 171- 83.

5 - Linderkamp O, Versmold HT, Riegel KP, et al: contribution of red blood cells and plasma to blood viscosity in pre-term and full-term infants and adults. Pediatrics 1984; 74: 45 - 51.

6 - Macintosh TF, Walker CHM: Blood viscosity in the newborn. Arch Dis Child 1973; 48: 537 - 41.

7 - Christensen RD. Expected Hematologic Values for Term and Preterm Neonates. In: Hematologic Problems of the Neonate. Christensen RD (ed). Philadelphia: WB Saunders Company, 2000: 117 -35.

8 - Shoart M, Merlob P, Reisner SH: Neonatal polycythemia. I. Early diagnosis and incidence relating to time of sampling. Pediatrics 1984; 73:7 - 12.

9 - Shoart M, Reisner SH, Mimouni F, et al: Neonatal polycythemia. II. Definition related to time of sampling. Pediatrics 1984; 73:11 - 5.

10 - Villalta IA, Pramanik AK, Blanco JD, Herbst JJ. Clinical and laboratory observations. Diagnostic errors in neonatal polycythemia based on method of hematocrit determination. J Pediatr 1989; 115: 460 - 2.

11 - Gomella TL, Cunningham MD, Eyal FG, Zenk KE. Polycythemia. In: Neonatology, a Lange clinical manual, 4th^ ed. Stamford Connecticut: Appleton and Lange, 1999: 277 - 9.

“Título do Consenso”

Pág. 11 / 11

Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano

Categoria: 1 - Ap ou Sistema 2 – clínico, técnico, ou terapêutico

Aprovado em //_____ Validade até:

12 - Kjeldsberg CR: principles of hematologic examination. In: Lee GR, Bithell TC, Foerster J, et al (eds); Wintrobe´s Clinical Hematology, 9th^ ed. Philadelphia: Lea  Febrigen, 1993: 8 - 40.

13 – Gross GP, Hathaway WE. Fetal erythrocyte deformability. Pediatric Research 1972; 6 : 593 – 9.

14 – Letsky EA. Polycythaemia in the newborn. In: Rennie JM, Roberton NRC (eds). Textbook of neonatology, 3rd^ ed. London: Churchill Livingstone 2000: 834 – 8.

15 - Wirth FH, Goldberg KE, Lubchenco LO: Neonatal hyperviscosity.I. Incidence. Pediatrics 1979; 63: 833 - 6.

16 - Ramamurthy RS, Brans YW. Neonatal Polycythemia: I. Criteria for Diagnosis and Treatment. Pediatrics1981; 68: 168 - 74.

17 - Gross GP, Hataway WE, Mc Gaughey HR: Hyperviscosity in the neonate. J Pediatr 1973; 82: 1004 - 12.

18 - Wiswell TE, Cornish MJD, Northam RS. Neonatal polycythemia: frequency of clinical manifestations and other associated findings. Pediatrics 78; 1986: 26 - 30.

19 - Black VD, Lubchenco LO, Luckey DW, et al: Developmental and neurologic sequelae of neonatal hyperviscosity syndrome. Pediatrics 1982; 69: 426 - 9.

20 - A Host , M Ulrich. Late prognosis in untreated neonatal polycythemia with minor or no symptoms. Acta Ped Scand 1982; 71: 629 - 33.

21 - Wiswell TE, Robertson CF, Jones TA, et al: necrotizing enterocolitis in full-term infants: a case control study. Am J Dis Child 1988; 142: 532 - 5.

22 – Ozek E, Soll R, Schimmel MS. Partial exchange transfusion to prevent neurodevelopmental disability in infants with polycythemia. Cochrane Database Syst Rev 2010; 20; CD005089. doi: 10.1002/14651858.CD005089.pub2.

23 – Sarkar S, Rosenkrantz TS. Neonatal polycythemia and hyperviscosity. Semin Fetal Neonatal Med 2008; 13: 248-55.

24 – Wong W, Fok TF, Lee CH et al. Randomised contrlled trial: comparision of colloid or crystalloid for partial exchange transfusion for treatment of neonatal polycythemia. Arch Dis Child Fetal Neonatal Ed 1997; 77: F115 - 8.

25 – Hopewell B, Steiner LA, Ehrenkrantz RA, Bizzarro MJ, Gallagher PG. Partial exchange transfusion for polycythemia hyperviscosity syndrome. Am J Perinatol 2011; 28: 557 – 64.

26 – Dempsey EM, Barrington K. Short and long term outcomes following partial Exchange transfusion in the polycythaemic newborn: a systematic review. Arch Dis Child Neonatl Ed 2006; 91: F2-6.

27-Jeevasankar M, Agarwal R, Chawla D, Paul VK, Deorari AK. Polycythemia in the newborn. Indian J Pediatr 2008; 75: 68-72.

28 – Dempsey EM, Barrington K. Crystalloid or colloid for partial exchange transfusion in neonatal polycythemia: a systematic review and meta-analysis. Acta Paed 2005; 94: 1650-5.