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A síndrome Policitemia e Hiperviscosidade (SPH) permanece um “velho problema”, colocando frequentemente incertezas no diagnóstico e atitude terapêutica.
Tipologia: Exercícios
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“Título do Consenso”
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Edição n.º 1 / ano ou Revisão n.º n /ano
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Tabela 1 - Valores hematológicos médios no RN de termo. Sangue do cordão
Htc (%) 53 58 55 54 52 GR (10^6 / l) 5,2^ 5,8^ 5,6^ 5,2^ 5, Hemoglobina (g/dl) 16,8 18, 4 17,8 17,0 16, MCV (fl) 108 108 99 98 96 MCH (pg) 34 35 33 33 32 MCHC (g/dl) 31,7 32,5 33,0 33,0 33, Legenda: D – dia de vida; GR – glóbulos rubros; Htc – hematócrito; MCV – volume globular médio; MCH – hemoglobina globular média; MCHC – concentração de hemoglobina globular média; RN - recém-nascido.
O hematócrito capilar obtido por microcentrifugação , habitualmente efectuado nas enfermarias ou unidades de Neonatologia, não permite fazer o diagnóstico de polcitemia. O seu valor varia com a espessura do tecido subcutâneo, com alterações do fluxo sanguíneo periférico (no RN doente e/ou com vasoconstrição periférica o valor do hematócrito capilar diminui) e com a retenção de plasma no centrifugado. No entanto, a sua determinação utiliza pequenas amostras de sangue e é de fácil execução, constituindo um bom método de rastreio de policitemia. (10,
Existe correlação entre o hematócrito venoso periférico e o hematócrito capilar. O valor do hematócrito venoso periférico é inferior ao capilar (7, 10, 11) com diferenças que oscilam entre 5 a 15% (12). Quando o valor do hematócrito capilar é igual ou superior a 70%, deve ser efectuado um hematócrito venoso periférico.
O hematócrito venoso periférico determinado em analisador hematológico automatizado (método de Coulter), habitualmente existente no laboratório do hospital, apresenta valores significativamente inferiores aos encontrados por microcentrifugação. Este método calcula electronicamente o volume da massa eritrocitária a partir do volume globular médio e número de eritrócitos por microlitro (7). Devido à menor deformabilidade do eritrócito fetal o cálculo do volume globular médio torna-se incorrecto (13). No entanto, a evolução dos autoanalisadores, desde 1987, permitiu a melhoria do diagnóstico de policitemia, sendo este o método mais utilizado na práctica.
Segundo os trabalhos de Villalta e colaboradores, verificou-se uma melhor correlação entre o hematócrito venoso periférico superior a 65% determinado por microcentrifugação e a hiperviscosidade sanguínea, que quando determinado em analisador hematológico automatizado (10, 14). Nas unidades equipadas com aparelho de centrifugação o diagnóstico de policitemia deve ser feito por avaliação do hematócrito venoso periférico por microcentrifugação.
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Sistema Nervoso Central: letargia, hipotonia, alterações da sucção, irritabilidade, trémulo, convulsões, hemorragia intracraniana, alterações neurológicas permanentes e tardias.
Cardio-respiratórios: taquipneia, acrocianose, taquicardia, hipertensão arterial, cardiomegalia (50% dos casos), congestão vascular pulmonar, derrame pleural.
Renais: alterações da taxa de filtração glomerular, alterações do sedimento urinário (hematúria, proteinúria).
Gastrintestinais: intolerância alimentar (61% dos casos), enterocolite necrosante.
Hematológicos e coagulação: trombocitopenia (20 a 30% dos casos), aumento do consumo do fibrinogénio, alteração da síntese de prostaglandinas, trombose.
Alterações metabólicas: hiperbilirrubinemia, hipoglicemia (12 a 40%), hipocalcemia (1 a 11%), hipomagnesemia.
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- I, nível de evidência A
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Clínica sugestiva de policitemia e/ ou RN de risco
Hematócrito capilar > 70%
Confirmar com hematócrito venoso periférico. Excluir desidratação (ver peso).
Assintomático
Hematócrito venoso periférico 65%- 75%
Sintomático e Htc ≥ 65%
Exsanguíneo-transfusão parcial
Htc venoso periférico > 75%
Aparecimento de sintomas
Monitorizar, avaliação laboratorial, hidratar, vigiar aparecimento de sintomas.
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SPH - Síndrome Policitemia e Hiperviscosidade
Htc - Hematócrito
RCIU – Restrição de crescimento intra-uterino
RN – Recém-nascido
ETP – exsanguíneo-transfusão parcial
PFC - Plasma Fresco Congelado
1 - Yoder MC. Embryonic Hematopoiesis. In: Christensen RD (ed). Hematologic Problems of the Neonate. Philadelphia: WB Saunders Company, 2000: 3 - 19.
2 - Luchman-Jones L, Wilson DB. Hematologic Problems in the Ftus and Neonate. In: Martin RJ, Fanaroff AA, Walsh MC (eds). Fanaroff Martin´s Neonatal-Perinatal Medicine: Diseases of the fetus and Infant. 9th^ edition. St Louis: Elsevier Mosby, 2011: 1303-73.
3 – Luchman-Jones L, Schwartz AL, Wilson DB. Hematologic problems in the fetus and neonate. In: Fanaroff AA, Martin RJ (eds). Neonatal-Perinatal Medicine: Diseases of the fetus and Infant. St Louis: Mosby, 2002: 1183 - 249.
4 - Lindermann R, Haga P. Evaluation and Treatment of Polycythemia in the Neonate. In: Hematologic Problems of the Neonate. Christensen RD (ed). Philadelphia: WB Saunders Company, 2000: 171- 83.
5 - Linderkamp O, Versmold HT, Riegel KP, et al: contribution of red blood cells and plasma to blood viscosity in pre-term and full-term infants and adults. Pediatrics 1984; 74: 45 - 51.
6 - Macintosh TF, Walker CHM: Blood viscosity in the newborn. Arch Dis Child 1973; 48: 537 - 41.
7 - Christensen RD. Expected Hematologic Values for Term and Preterm Neonates. In: Hematologic Problems of the Neonate. Christensen RD (ed). Philadelphia: WB Saunders Company, 2000: 117 -35.
8 - Shoart M, Merlob P, Reisner SH: Neonatal polycythemia. I. Early diagnosis and incidence relating to time of sampling. Pediatrics 1984; 73:7 - 12.
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