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Ponte de Wheatstone , Provas de Cultura

Métodos de Medições de Resistências Fracas e de Potência Trifásica

Tipologia: Provas

2011

Compartilhado em 02/06/2011

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anderson-tavares-13 🇧🇷

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INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DO
CEARÁ
Campus Fortaleza
Métodos de Medições de Resistências Fracas
e de Potência Trifásica
Anderson Tavares Vieira
Jonathan da Silva Sousa
Professor: Clayton Ricarte da Silva
Disciplina: Medidas Elétricas
Curso: Eletrotécnica- Integrado
Período: 5º
Fortaleza
2010
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INSTITUTO FEDERAL DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO ESTADO DO

CEARÁ

Campus Fortaleza

Métodos de Medições de Resistências Fracas

e de Potência Trifásica

Anderson Tavares Vieira

Jonathan da Silva Sousa

Professor: Clayton Ricarte da Silva

Disciplina: Medidas Elétricas

Curso: Eletrotécnica- Integrado

Período: 5º

Fortaleza

2010

Índice

  • Introdução................................................................................................pág.
  • Ponte de Wheatstone ..........................................................................págs.4 e
  • para medição de diversas resistências..................................................... págs.6,7,e Utilizando a ponte de Wheatstone
  • Ponte de Kelvin....................................................................................... págs. 9,
  • Entendendo o funcionamento da ponte de Kelvin.................................. págs. 9,a
  • Questionário 1......................................................................................... págs. 13 a
  • Questionário2.......................................................................................... págs 22 a

Ponte de WHEATSTONE

A ponte de Wheatstone é basicamente usada para medir resistência com extrema precisão, mas pode ser usada na medida de qualquer grandeza física contanto que exista o transdutor adequado. O método da ponte foi imaginado pelo físico inglês Christie em 1830 e estudado por Wheatstone constitui um dos métodos mais

empregados para medição de resistências médias.

Conforme o esquema da figura acima a resistência X a medir e três resistores ajustáveis

conhecidos são ligados em losango sendo as diagonais constituídas pela fonte E e pelo

galvanômetro G respectivamente.O principio da medição consiste em ajustar os valores

das resistências dos respectivos resistores M,N,P de tal modo que os pontos C e D

fiquem ao mesmo potencial,sendo a verificação dessa igualdade fornecida pela

indicação ZERO do galvanômetro G .Assim,no equilíbrio temos VC = V (^) D ou seja: i (^) g = 0

acarretando:

Das relações tiramos:

Para ponde desequilibrada,circula uma corrente i (^) g através de G cujo o valor pode ser

determinado a partir da figura 1:

Das equações acima se deduz o valor de ig:

Vê-se que para

Os três seguintes casos apresentam-se na realidade simplificando a expressão de i (^) g:

Fig.

G é um galvanômetro de resistência interna desprezível:

A fonte de tensão E tem resistência desprezível

Os dois últimos casos são conjuntamente obtidos:

Se M,N e P tem erros de construção ,respectivamente :ΔM, ΔN e ΔP,então a resistência

X será afetada de um erro ΔX que pode ser determinado a partir da relação de equilíbrio

Passando ao limite:

Utilizando a ponte de Wheatstone para medição de diversas resistências

As pontes de wheatstone utilizadas na prática apresentam certos detalhes construtivos

sobre os quais passaremos a fazer as seguintes observações:

*O galvanômetro G é provido dos sinais + e – como mostra a figura a seguir. Ao tentar equilibrar a ponte,para medir a resistência X ,se o ponteiro se desloca para o + significa aumentar a resistência própria da ponte,isto é, aumentar a relação ou aumentar o valor de P;Se o ponteiro se desloca para o -, significa diminuir a resistência própria da ponte.

*Para medir uma resistência X além de se levar em consideração o que está dito na observação acima, deve-se proceder da seguinte maneira:

1-Se se conhece a ordem de grandeza de X ,deve-se escolher um valor para a relação de tal modo que todas as décadas de resistores P sejam utilizados no circuito durante a operação de equilíbrio,por exemplo: X é da ordem de grandeza de 85 ohms; P é formado de 4 décadas conforme a figura 3.O melhor valor para o

relação será e nunca ou 1,pois com estas duas ultimas duas relações as décadas

maiores de P ficariam em zero.

*Se não se conhece a ordem de grandeza de X então procedimento deve ser o seguinte:

1- Colocar o cursor da figura 2. no ponto que corresponde a menor relação de .No caso dessa figura,no ponto 10-2^ ;

2- Colocar o resistor ajustável P no valor máximo.No caso da figura 3, P seria 11.110 ohms;

3- Fechar o interruptor K da figura 2;se o ponteiro de G se deslocar para o + aumenta a

relação e vai-se aumentando essa relação até que o ponteiro se desloque para o menos

quando isto ocorrer,passa-se então a diminuir o valor de P começando-se pela década de

1000 Ω ,passando pela de 100 Ω,para a de 10 Ω e por fim para a de 1 Ω,até se obter o

equilíbrio final da ponte estando o contato F no ponto de “sensibilidade máxima”.

  • Nas pontes de melhor precisão,em série com as décadas de resistências há um resistor

de ajuste contínuo chamado de ajuste fino,o qual permite obter um equilíbrio perfeito da

ponte para as pontes em que P tenha ajustes por pontos,como no caso da figura 3,pode

ocorrer que o equilíbrio perfeito não seja conseguido:

1-O valor de P 1 corresponde uma deflexão d 1 para o lado +;

2- O valor de P1+ p corresponde a uma deflexão d 2 para o lado -,em que p representa o menor ajuste possível de P ;no caso da figura 3 tem-se p=1 ohm.

Então,o valor mais provável do resistor P para obter o equilíbrio da ponte pode ser

determinado por interpolação,como mostra a figura abaixo:

PONTE KELVIN

Esta ponte é um dos mais simples e eficientes dispositivos para a medição de

resistências fracas. Há no mercado tipos altamente sofisticados para uso exclusivo em

laboratório e tipos portáteis, mais modestos, para utilização em trabalhos de campo

A ponte de Kelvin é utilizada na medida de resistências de valor muito reduzido. Para que a medida tenha maior exatidão utilizam-se resistências de 4 terminais. No equilíbrio tem-se:

A resistência a medir vale:

Para diminuir os erros causados por forças eletromotrizes de contacto é efetuada uma dupla medição comutando a polaridade da tensão de alimentação. A ponte de Kelvin é uma versão modificada da ponte de Wheatstone, de modo a eliminar o efeito das resistências dos contactos e dos cabos de ligação, do processo de medida, quando se pretende determinar com rigor o valor de resistências de muito

e são valores relativamente elevados, sendo cada um destes totais muito maior do que

Será sempre conservada a relação:

Do exposto vê-se de imediato que as correntes i 1 e i 2 são muito pequenas, o que

contribui para um bom desempenho do contato F’ evitando ai o aparecimento de f.e.m.

de origem termoelétrica.

A operação desta ponte e bastante fácil: fechada a chave K desloca-se vagarosamente o

cursor F’ ate se conseguir o equilíbrio, isto e, ate se conseguir i (^) g= 0, sendo esta

verificação feita através da indicação zero de G. no equilíbrio podemos escrever as

seguintes equações:

das equações tiramos o valor de X:

e como foi visto que a ponte de kelvin e construída de modo que é sempre igual a ,

temos para X:

*A relação e chamada relação de entrada da ponte.

A figura acima é apenas um esquema básico da ponte kelvin com maiores detalhes

construtivos,estando esta mais próxima das realmente fornecidas pelos fabricantes:

  1. Os contatos F 1 e F 2 são mudados de posição simultaneamente ,possibilitando vários

valores para a relação de entrada ,mas conservando a igualdade =

  1. A resistência R que é ajustável para equilibrar a ponte é composta de duas partes em

série:Uma de ajustes de pontos ou saltos através do contato F’’ e outra de ajuste

continuo através do cursor F’ o qual permite encontrar um equilíbrio perfeito da ponte.

  1. G é provido de um derivador shunt que limita a corrente que o percorre.Antes de

começar a operação deve-se ter o cuidado de colocar o cursor F na posição de

sensibilidade mínima para que somente uma pequeníssima corrente passe atreves de

G .Á proporção que se vai aproximando do equilíbrio pelo deslocamento de F’ e F’’ ,

pode-se ir se deslocando F no sentido da sensibilidade máxima.

É interessante ressaltar os limites das resistências X que podem ser abrangidos por uma

ponte de Kelvin:

Sobre a ponte de Kelvin,podem ser feitas as seguintes observações conclusivas:

1)A relação indica que o valor de X é obtido por maio de uma expressão idêntica aquela

da ponte de Wheatstone:a igualdade entre os produtos dos lados opostos,isto é:

2)Foi visto que a ponte de Wheatstone tem apenas um resistor M+N fixo.A ponte Kelvin tem dois resistores fixos:M+N e P+Q, sendo por esta razão como ponte dupla.

3)A ligação de X da ponte deve ser sempre através de 4 fios condutores,conforme mostra abaixo,os quais são fornecidos pelo fabricante com a mesma,tendo de 0,008.Não se deve fazer esta ligação através de apenas dois fios condutores a 1 e a 2 interligando-se

na própria ponte os terminais com C 1 COM P 1 com C 2 com P 2 conforme mostra a

figura 7.21ª.Em que estão ressaltados apenas os terminais da ponte.Este procedimento convertê-la-ia numa ponte comum de Wheatstone e acabaria com os incansáveis estudos de Kelvin no sentido de excluir da medição de X a resistência dos fios de ligação.

  1. Os resistores próprios da ponte são dimensionados pelo fabricante tendo em vista a corrente máxima que poderá por eles circular em fase da pilha de serviço E, a qual é, nas pontes usuais, de cerca de 2 V, mas de grande potência, podendo fornecer uma corrente total ao circuito (corrente I) da ordem de 10 A. As resistências X a serem medidas, quanto menores forem, devem poder suportar correntes dessa ordem de grandeza. De uma ponte de Kelvin, cujos limites de medi9ao são: 0.5 x 10-4^ Ω X ≤ 10.5 x 10 Ω Como se vê, quanto menor a relação de entrada, o que corresponde a resistências X menores a medir, maior correntes estas devem suportar, pois as correntes que circulam através de M + N e de P + Q são pequenas, da ordem de poucos miliamperes.
  2. Alguns autores chamam esta ponte de "ponte de Thomson" tendo em vista o nome verdadeiro de seu criador, Willian Thomson (1821-1907), o qual foi agraciado primeiro com o título de Baron Kelvin of Largs e depois com o título de Lord Kelvin, com o qual ficou mais conhecido.

Questionário 1

  1. A partir dos valores indicados na Fig. 1, determine a faixa de medição da ponte Wheatstone.

a. Determine a corrente através do galvanômetro.

5- Um resisitor desconhecido é medido numa ponte Wheatstone que tem realmente a resistência de 351, 6Ω. Os braços de relação da ponte são, normalmente, de 1000 cada, mas um vale 1001, 6 e o outro 999, 1Ω.

a) Se o braço de 999, 1Ω é adjacente ao desconhecido, determine o valor aparente do desconhecido, como indicado pela disposição do braço reostático que assegura o equilíbrio. Pode-se avaliar a leitura do braço até 0, 1Ω.

b) Determine o novo valor de equilíbrio, se os braços de relação forem trocados entre si.

c) Efetue a média dos resultados de (a) e (b) e compare com a resistência desconhecida.

6- O galvanômetro A tem sensibilidade de 0, 05μA/mm e resistência, de 50Ω; o galvanômetro B possui valores de 0, 005μA/mm e 1000Ω. Um desses galvanômetros será usado numa ponte Wheatstone com braços de relação iguais de 100Ω para medir uma resistência desconhecida de aproximadamente 200Ω. Uma bateria de 3V é conectada da junção dos braços de relação até a junção do braço variável com a resistência desconhecida.Determine a deflexão que cada galvanômetro dá, para uma diferença de 0, 05% entre o braço variável e o desconhecido.

Galvanômetro A – Sensibilidade = 0,05μ/mm;

Galvanômetro B – Sensibilidade = 0,005μ/mm;

N = 100Ω ; M = 100Ω ;

E = 3V ; P = 100Ω ; X = 200+x ;

x = 0,05%X = 0,1Ω ; RgA = 50Ω ; RgB = 1000Ω.

  1. (^) Faça um esboço do ohmímetro ducter e explique os procedimentos de utilização.

O ohmímetro ducter é um instrumento projetado e construído especialmente para medir resistências fracas do tipo industrial, como sejam: resistência de condutores, de conexões, de contatos, etc. É atualmente de grande aceitação nas empresas de energia elétrica, sendo utilizado sobretudo para verificação e acompanhamento da evolução da resistência dos contatos dos dispositivos empregados para abertura e fechamento do circuitos elétricos em carga: disjuntores, religadores, contadores, etc, normalmente todos eles blindados em caixas metálicas hermeticamente fechadas, sendo os mais usuais imersos em óleo.

O seu esquema básico é mostrado na figura a seguir:

O conjunto móvel é do tipo quocientímetro, bobina móvel e imã fixo.

A bobina de corrente A, chamada “bobina de controle”, de resistência própria “g” em série com o “resistor estabilizador” de resistência “r”, posta em paralelo com o “derivador” (shunt) de resistência Rs, é percorrida pela corrente i’:

i’ =

A bonina de tensão B, chamada “ bobina defletora” de resistência própria g’ em série com R, é submetida á diferença de potencia V nos terminais de X, sendo então percorrida pela corrente “i”:

V = (g’ + R) * i = X * ( I – i)

Pela própria construção do ducter, a corrente “i” é muito pequena, torna-se desprezível na frente de I.

i = * I

Quando se muda de posição a alavanca C, modificam-se os valores Rs, r e R simultaneamente. Estas grandezas são adequadas pelo fabricante de modo que sejam conseguidos valores em conseguidos valores em potências de 10 para o coeficiente K que é o multiplicador da leitura da escala para se obter o valor de X. Assim, um mesmo ohmímetro Ducter pode se prestar para medir uma faixa muito grande de valores de X.

Obs: Uma boa prática é fazer a medição da sua resistência quando o equipamento é novo, isto é, antes de ser energizado pela primeira vez de ser energizado pela primeira vez e, repetí-la periodicamente, de seis em seis meses, por exemplo. As resistências dos ohmímetros são elevadas em consideração no projeto e construção do instrumento, não sendo portanto recomendável o sendo, portanto, recomendável o emprego de outros condutores diferentes daqueles recebidos com o ducter.

5- Um ohnímetro série, construído para operar com 4,5V , possui um circuito como mostrado na Fig. 3(b). O instrumento indicador usado no ohmímetro tem uma resistência de 120Ω e necessita de 0, 1mA para uma deflexão de fundo de escala. R1 é igual a 37000Ω e a exatidão do instrumento, igual 1% do fundo de escala.

a) Que valor de R2 é necessário para zerar o ohmímetro?

Vg -0,1m.120=12mV

VR1=4,5 – 12mV = 4,488V

I (^) x = = 121,3μAI (^) d = IX -I (^) g I (^) d = 121,3μ - 0,1 m = (0,1213 – 0,1)m = 21,3μA

R 2 = = = R 2 = 563,4Ω

Questionário 2

1 - Baseado no desenvolvimento anterior determine a leitura de cada

wattímetro para uma carga em estrela a quatro fios se: V L = 600V, ZA = 20

+j30Ω, Z B = 40 – j50Ω e Z C = 50 +j0Ω.

2-Se a carga anterior conectada com o centro de estrela isolado, mostre que

a soma das leituras no método dos três wattímetros é igual a do método dos

dois wattímetros.

3-Para uma carga conectada em delta com VL = 110V, ZAB = 20 + j10Ω,

ZBC = 15 – j15Ω e ZC = 10 + j20Ω. Determine as leituras de P1 e P2 no

método dos dois wattímetros.

5. O método dos dois wattímetros com carga equilibrada as leituras de P1 e

P2 são dadas por: P1 = VL * IL * cós (30° + ), P2 = VL * IL * cós(30°-) ,

P3Φ = P1P2 , onde representa o ângulo do fator de potência da carga e

30° é devido ao ângulo entre a tensão de fase e a de linha.