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Pratica em circuitos elétricos / eletrônicos
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!

























































Práticas de Circuitos Elétricos 1
(a) conterão todos os componentes necessários à cada prática; (b) as ponteiras dos equipamentos devem estar devidamente plugadas nos módu- los.
Lei de Ohm, Resistores e Medições em Circuitos Elétricos
ESISTÊNCIA É A OPOSIÇÃO DOS MATERIAIS à passagem de corrente ou, mais precisa- mente, ao movimento de cargas elétricas. O elemento ideal usado como modelo para este comportamento é o resistor. As Figuras 1.1 e 1.2 mostram alguns tipos de resistores, cujo símbolo é mostrado na Figura 1.3. Para fins de análise de circuitos, a corrente em um resistor deve ser indicada em relação à tensão entre seus terminais. Escolhendo a direção da corrente no sentido da queda de tensão, Figura 1.4, a relação entre tensão e corrente será dada por
v = Ri (1.1)
A equação (1.1) é conhecida como lei de Ohm. Os códigos de cores dos resistores são mostrados na Figura 1.5.
1.2 Medição Usando o Multímetro 4
Figura 1.5: Código de cores dos resistores.
Um dos equipamentos mais comuns de medição é o multímetro , Figura 1.6. Ele tem a capacidade de medir diferentes variáveis: tensão, corrente, resistência entre outras. Deve- se ter o cuidado ao se manusear o multímetro, pois o manuseio incorreto do multímetro pode ser uma fonte de perigo. Existem diferentes tipos de multímetros, o mostrado na Figura 1.6 refere-se a uma ilustração genérica de um multímetro digital. As marcações do multímetro, Figura 1.6, são as seguintes: partindo da posição "OFF"no sentido horário, tem-se o modo da leitura da tensão em corrente contínua (CC), ou da leitura da tensão em corrente alternada (CA), ou da leitura da resistência, ou da leitura da corrente em CA ou finalmente da leitura da corrente em CC. No multímetro há três diferentes sockets onde são plugadas as ponteiras. As ponteiras são usadas para conectar o multímetro ao circuito em teste e são de cores preta e vermelha, Figura 1.7. A ponteira preta deve ser sempre plugada no terminal "COM", que significa comum. Enquanto que a ponteira vermelha pode ser plugada no terminal da tensão/resistência (V Ω) ou no terminal da corrente (A) dependendo do que se deseja medir.
Exemplo 1.1 Medir a tensão de uma bateria.
Primeiro deve-se plugar a ponteira vermelha na marcação da tensão e a ponteira preta na marcação COM e depois escolher o modo da leitura da tensão em CC, conforme Figura 1.8.
1.2 Medição Usando o Multímetro 5
Figura 1.6: Multímetro.
Figura 1.7: Ponteiras do multímetro.
1.2 Medição Usando o Multímetro 7
Figura 1.10: Uso incorreto do multímetro.
O multímetro pode ser usado para identificar a continuidade de um cabo/fio (desener- gizado), para isso deve-se proceder como na medida da resistência de um resistor, ou seja, se o cabo/fio estiver partido o valor mostrado pelo instrumento será infinito. É impor- tante lembrar que antes da medição de resistências deve-se calibrar o instrumento, curto- circuitando as ponteiras e ajustando o instrumento no zero. Isto é possível através de um botão de calibre. No modo da resistência quando os terminais das ponteiras são tocados o instrumento deve indicar um valor zero e quando as ponteiras não se tocarem deve indicar um valor de resistência infinita (normalmente no display do instrumento aparece uma abreviação "O.L"), conforme Figura 1.12.
Exemplo 1.4 Medir a corrente do circuito de uma bateria que alimenta uma lâmpada.
Conecta-se o instrumento em série com o circuito, ligando-se a ponteira preta ao terminal negativo da bateria e a ponteira vermelha no terminal de corrente (no ramo da lâmpada) como mostra a Figura 1.13. Deve-se ter cuidado quando as ponteiras estão conectadas para se medir corrente e se deseja medir tensão. Se isso ocorrer, acontecerá um curto-circuito, conforme ilustrado na Figura 1.14. Todos os multímetros de qualidade contêm fusíveis com a finalidade de proteção in- terna que se rompem caso uma sobrecorrente circule por ele. Além disso, o multímetro pode ser usado para checar seu próprio fusível, indicando se o mesmo está rompido ou
1.2 Medição Usando o Multímetro 8
Figura 1.11: Medição de resistência.
Figura 1.12: Aferição do instrumento.
1.3 Tensões Senoidais 10
não. Para isso, deve-se plugar a ponteira preta no terminal de medição de corrente, e a vermelha no terminal de medição de tensão. Em seguida escolhe-se o modo de resistên- cia e junta-se as pontas das ponteiras. Se o fusível estiver em perfeito estado a indicação no display mostrará um pequeno valor de resistência, caso contrário ele sempre mostrará uma indicação "OL", conforme mostra a Figura 1.15.
Figura 1.15: Verificação do estado do fusível do multímetro.
Na seção anterior aprendemos a manusear o multímetro e vimos que o mesmo é capaz de medir grandezas contínuas (CC) e alternadas (CA) como correntes e tensões. No caso das formas de onda alternadas, o multímetro exibe como medição em seu display digital o valor eficaz da grandeza medida. Por exemplo, se usamos o multímetro para medir a tensão da rede elétrica, o mesmo encontrará um valor próximo de 220 Volts. Esse medição (220 Volts), e o valor eficaz da tensão da rede elétrica. Portanto, essa seção tem o objetivo de definir e conceituar o valor eficaz de uma grandeza elétrica. Uma fonte de tensão (corrente) senoidal produz uma tensão (corrente) que varia com o tempo. Podemos expressar uma função senoidal através da função seno ou da função co-seno. Para nossa discussão escolhemos a função co-seno. A tensão senoidal é escrita da forma
v = Vmcos ( ωt + φ ) (1.2) Uma função senoidal se repete a intervalos regulares (funções periódicas), Figura 1.16. O tempo necessário para que uma função senoidal complete um ciclo é chamado de pe-
1.3 Tensões Senoidais 11
ríodo ( T ). O inverso do período é a frequência ( f ), que é dada em Hz. O coeficiente de t na equação (1.2), ω , é a frequência angular.
ω = 2 π f = 2 π / T ( rad / s ) O coeficiente Vm é a amplitude da função senoidal e o ângulo φ é o ângulo de fase da função senoidal e determina o valor da função em t = 0 s.
Figura 1.16: Uma tensão senoidal.
Para um sinal de tensão ou corrente periódico, cujo valor varia com o tempo, é possível se definir uma média desse sinal. Suponha uma tensão periódica v ( t ) variante no tempo. Seu valor médio Vmedio , ou CC, é definido como sua integral em um intervalo divido pelo seu período. Expressando matematicamente temos:
Vmedio = (^) T^1
∫ (^) t 0 + T t 0^ v ( t ) dt ,^ (1.3)
onde, T é o período de v ( t ) e t 0 é um instante arbitrário qualquer. Alguns sinais de grande interesse apresentam valores médio nulos. Tomemos com
1.5 Práticas de Laboratório 13
Os materiais necessários às práticas são:
Fazer as seguintes anotações na Tabela 1.1:
Tabela 1.1: Valores das resistências Resistor Leitura Medição Tolerância (%) Erro (%) 1 1kΩ 2 220 Ω 3 330 Ω 4 10kΩ
Dado o circuito, Figura 1.17.
1.5 Práticas de Laboratório 14
−
12 V
1,2 k Ω
2,2 k Ω 3,3 k Ω
Figura 1.17: Circuito da prática 2.
Desenvolver um circuito cuja entrada Vi seja uma tensão CC fixa e a saída Vo seja uma tensão CC ajustável.
−
Vi Vo
Figura 1.19: Circuito da prática 3.
1.5 Práticas de Laboratório 16
1 kHz
100 k Ω 560 k Ω
Figura 1.20: Circuito da prática 4.
Tabela 1.2: Medições do circuito da Figura 1. Valor eficaz Valor de pico Valor de pico a pico VT VT VT VR 1 VR 1 VR 1 VR 2 VR 2 VR 2
Fontes de Tensão e de Corrente
MA FONTE DE ELETRICIDADE é um dispositivo capaz de transformar outras formas de energia em energia elétrica e vice-versa. A Figura 2.1 representa uma fonte de tensão e uma de corrente , em que Rs é a resistência interna das fontes.
Rs Carga
v vs
i
(a) Fonte de tensão
Rs Carga
is^ v
i
(b) Fonte de corrente Figura 2.1: Fonte de tensão e corrente Tem-se que para uma fonte de tensão
vs = v − Rsi (2.1)