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Pré Natal de baixo risco, Esquemas de Obstetrícia

Resumo completo sobre pré natal :) Da pra ajudar no atendimento e relembrar os melhores pontos para a prova teórica

Tipologia: Esquemas

2020

À venda por 22/08/2024

maria.blc
maria.blc 🇧🇷

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Pré-Natal
Diagnóstico da Gestação
Sempre pensar em toda mulher em idade fértil com atraso na menstruação
Sintomas presuntivos: náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança no apetite, aumento
da frequência urinária e sonolência e/ou modificações anatômicas: aumento no volume das mamas,
hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração
violácea vulvar e cianose vaginal e cervical
hCG no sangue ou urina
Urina: 7 dias após atraso menstrual
Certeza da gestação: BCF no sonar (10ª semana), movimentos fetais (18-20ª semana) e US (4-5ª
semana)
Ministério da Saúde: 6 consultas de pré-natal
Mensal até 28 semanas
Quinzenal de 28-36 semanas
Semanal após 36 semanas
Anamnese
História clínica e familiar
HAS, cardiopatias, DM, TEV, infecções, ISTs, doenças psiquiátricas e doenças hereditárias
Uso de tabaco, álcool e drogas ilícitas
Medicamentos em uso
Trabalho
Renda familiar
Violência doméstica
História obstétrica prévia
Número de gestações anteriores
Ocorrência de partos prematuros
Intervalo entre os partos
Tipo de parto
Complicações no parto e puerpério
Peso do nascimento dos filhos anteriores
Ocorrência de aborto
Perdas fetais
Hemorragias
Diabetes, pré-eclâmpsia e eclâmpsia
Aleitamento materno
IG e DPP (Regra de Nagele: soma 9 meses e 7 dias)
US obstétrica
Quando não é possível determinar pela anamnese
Ciclos irregulares
Discrepância entre altura uterina e IG calculada
Até a 14ª semana de preferência
Exame físico
Exame físico completo e Exame gineco-obstétrico na 1ª consulta
Medida da PA
Deve estar < 140x90 mmHg
Avaliação do estado nutricional
IMC
Monitorar ganho de peso
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Pré-Natal

Diagnóstico da Gestação ● Sempre pensar em toda mulher em idade fértil com atraso na menstruação ● Sintomas presuntivos: náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança no apetite, aumento da frequência urinária e sonolência e/ou modificações anatômicas: aumento no volume das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar e cianose vaginal e cervical ● hCG no sangue ou urina ○ Urina: 7 dias após atraso menstrual ● Certeza da gestação: BCF no sonar (10ª semana), movimentos fetais (18-20ª semana) e US (4-5ª semana) Ministério da Saúde: 6 consultas de pré-natal ● Mensal até 28 semanas ● Quinzenal de 28-36 semanas ● Semanal após 36 semanas Anamnese ● História clínica e familiar ○ HAS, cardiopatias, DM, TEV, infecções, ISTs, doenças psiquiátricas e doenças hereditárias ○ Uso de tabaco, álcool e drogas ilícitas ○ Medicamentos em uso ○ Trabalho ○ Renda familiar ○ Violência doméstica ● História obstétrica prévia ○ Número de gestações anteriores ○ Ocorrência de partos prematuros ○ Intervalo entre os partos ○ Tipo de parto ○ Complicações no parto e puerpério ○ Peso do nascimento dos filhos anteriores ○ Ocorrência de aborto ○ Perdas fetais ○ Hemorragias ○ Diabetes, pré-eclâmpsia e eclâmpsia ○ Aleitamento materno ● IG e DPP (Regra de Nagele: soma 9 meses e 7 dias) ○ US obstétrica ■ Quando não é possível determinar pela anamnese ■ Ciclos irregulares ■ Discrepância entre altura uterina e IG calculada ■ Até a 14ª semana de preferência Exame físico ● Exame físico completo e Exame gineco-obstétrico na 1ª consulta ● Medida da PA ○ Deve estar < 140x90 mmHg ● Avaliação do estado nutricional ○ IMC ○ Monitorar ganho de peso

● Medida de altura uterina e palpação obstétrica ○ AFU a partir de 20 semanas ○ Se alterado (< p10 ou > p90), pensar em erro de cálculo da IG ■ Solicitar US e retorno em 15 dias ● Se CIUR, solicitar dopplervelocimetria para vitalidade fetal ○ Manobras de Leopold-Zweifel a partir de 36 semanas ● Exame especular, toque vaginal e rastreio de câncer de colo ○ Primeira consulta: inspeção da genitália externa e exame especular ○ Rastreio de câncer: manter rotina ○ Não realizar pelvimetria de rotina ○ Toque para avaliar TP ● Exame rotineiro das mamas ○ Não recomendado ○ Corrigir problemas na amamentação no pós-parto ● BCF e MF ○ BCF a partir de 10-12 semanas com Sonar ■ No 3º trim, auscultar em DLE ○ MF não precisa ser avaliado de rotina Exames Complementares ● Hemograma ○ 1º, 2º e 3º trimestre ○ Hb < 11 = anemia ○ Hb < 8 = anemia grave = centro obstétrico e acompanhamento em PNAR ○ Se anemia ■ Tratar com ferro elementar 120 mg/dia 1 hora antes das refeições com suco de frutas cítricas ■ Avaliar presença de parasitose intestinal (não tratar no 1º trim) ■ Solicitar Hb e Ferritina após 30 dias ■ Manter tto até Hb > 11 e voltar à dose profilática (30-60 mg Fe) até 3º mês pós-parto ● Tipagem sanguínea e fator Rh ○ 1ª consulta ○ Se RhD negativo ■ RhD do pai ■ Coombs indireto ● Se negativo, repetir com 24-28-32-36-40 sem ● Se positivo, PNAR ■ Ig anti-D: até 72h pós-parto se RN +; após procedimentos invasivos; sangramento vaginal no 2º e 3º tri; abortamento e OFIU; trauma abdominal; gestação ectópica; gestação molar; versão cefálica externa ● Eletroforese de Hb ○ Descendência africana, mediterrânea ou do Sudeste Asiático

● IgM e IgG para Toxoplasmose ○ 1º, 2º e 3º tri (a depender do primeiro resultado) ○ IgG+ e IgM- = imunidade ○ IgG- e IgM+ = doença recente ■ Iniciar tratamento ■ PNAR ■ Repetir após 3 semanas ○ IgG+ e IgM+ = teste de avidez de IgG ■ Teste de avidez fraco ou IG superior a 16 semanas = iniciar tto e PNAR ■ Avidez forte e IG < 16 semanas = doença prévia ○ IgG- e IgM- = susceptível ■ Medidas de prevenção (lavar as mãos ao manipular alimentos; lavar bem frutas, legumes e verduras; não ingerir carnes cruas, malcozidas ou malpassadas, incluindo embutidos; evitar contato com solo e terra de jardim) ■ Repetir sorologias nos 2º e 3º tri ○ Tratamento ■ Espiramicina 1g (3.000.000 UI) 8/8h ■ Esquema tríplice (diagnóstico > 30 sem ou infecção fetal) ● Sulfadiazina 1500 mg 12/12h + pirimetamina 25 mg 12/12h + ácido folínico 10 mg/dia ● Hepatite B ○ Teste rápido para HBsAg no 1º e 3º tri ○ HBsAg - e esquema vacinal desconhecido ou incompleto = completar vacinas ○ HBsAg + = solicitar HBeAg, AST/ALT e PNAR ■ HBIAg e vacina no RN ■ Se HBeAg - = solicitar HBV-DNA na 1ª consulta e final do 2º tri ● Terapia profilática na 28ª sem. com tenofovir se HBeAg + ou HBV-DNA elevado ● Se HBV-DNA > 107 UI/mL = lamivudina ■ Encaminhar para PNAR, gastro e infecto ○ Soronegativas com risco (acidente com material contaminado, relações sexuais com risco ou vítimas de violência sexual) = Ig hiperimune 0,06 mL/kg IM ● Hepatite C ○ Somente se fatores de risco presentes ■ HIV+ ■ Drogas ilícitas ■ Transfusão ou transplante antes de 1993 ■ Hemodiálise ■ Elevação de AST/ALT sem outra causa clínica evidente ■ Profissional de saúde com história de acidente com material biológico ● Clamídia ○ ACOG: PCR para todas as mulheres grávidas ○ CDC: menores de 25 anos ou maior com fatores de risco (novo parceiro sexual, mais de um parceiro sexual, um parceiro com parceiros simultâneos ou parceiro com IST) ○ Tratar gonorreia se disúria com urocultura negativa ● Cultura de SGB ○ Swab vaginal e retal entre 35-37 semanas ○ MS não recomenda até que hajam estudos de prevalência ○ Evidências mais recentes mostram benefício ● Sífilis ○ 1º e 3º tri e momento do parto ou abortamento ○ Se TR +, fazer VDRL quantitativo e repetir mensalmente ■ Elevação de 2 títulos = reinfecção ou falha terapêutica ● Monitorar por 6-12 meses ○ Não esperar 2º teste para tratar a menos que haja história de tto prévio

○ Sempre tratar as parcerias ○ Se tratamento prévio e VDRL alto e estável por 6-12 meses, repetir tto e investigar neurossífilis ■ Na neurossífilis, o tto é com penicilina cristalina ○ Tratar com penicilina benzatina 2,4 milhões IM conforme estágio ○ Após o parto ■ Repetir VDRL a cada 3 meses para o casal no 1º ano e a cada 6 meses no 2º ano ■ Criança: VDRL com 1, 3, 6, 12 e 18 meses e teste treponêmico com 18 meses ● HIV ○ TR na 1ª consulta e sorologia (anti-HIV 1 e 2) no 2º e 3º tri ○ Se +, referenciar antes de esperar a confirmação da segunda amostra ● Citopatológico de colo uterino ○ Manter rotina ● USG obstétrica e morfológica ○ Não é obrigatório e deve seguir indicações clínicas ○ Melhor momento é entre 18-20 semanas caso USG sem indicação específica ○ Gestação de baixo risco (normalmente): ■ USG-TV no diagnóstico (confirmar IG e gravidez) ■ Rastreio de primeiro trimestre: 11-13s6d ■ Morfológico e USG-TV para medida do colo: 20-24s ■ USG obstétrica: 32 e 38 semanas (crescimento e bem-estar fetais) ● Pesquisa de aneuploidias fetais ○ Realizar se for possível o aconselhamento pré e pós exames, explicação de riscos e benefícios e da alta taxa de falsos-positivos ■ Translucência nucal entre 10-14s ■ PAPP-A e B-HCG livre entre 10-14s ■ Alfafetoproteína, B-HCG livre, estriol não conjugado e inibina-A entre 15-19s ● Exames do parceiro ○ Hemograma ○ Tipagem sanguínea e fator Rh ○ Glicemia de jejum ○ TR para sífilis/VDRL, para HIV/anti-HIV, HCV, HBsAg, lipidograma, eletroforese de Hb ● Rastreamento de ferropenia ○ Ferritina +- IST ○ Diagnóstico prévio de ferropenia ○ Diabetes ○ Tabagismo ○ HIV ○ Doença inflamatória intestinal ○ Multiparas, especialmente com intervalo interpartal < 6 meses ○ História de SUA ○ Abaixo do peso ou obesa ○ Vegetarianas 1ª consulta ou antes de 20s - Hemograma

  • Grupo sanguíneo e fator Rh, Coombs indireto se Rh negativa ou história de hidrópsia fetal/neonatal
  • Eletroforese de Hb (se indicado)
  • Glicemia de jejum
  • EAS e urocultura
  • Toxoplasmose IgM e IgG
  • TR/VDRL
  • TR/Anti-HIV
  • Citopatológico (se indicado)

Prognóstico e possíveis complicações ● Náuseas e vômitos ○ Comuns até 16s ○ Medidas não farmacológicas: fracionar alimentação, evitar líquidos durante refeições, ingerir sólidos antes de levantar pela manhã, evitar frituras, gorduras e alimentos com cheiros fortes ○ Antieméticos podem ser utilizados se sintomas persistentes ● Sintomas dispépticos ○ Fracionamento de refeições, cabeceira elevada, evitar deitar após comer e evitar alimentos agravantes ○ Antiácidos se necessário ● Constipação e hemorroidas ○ Aumento de ingesta hídrica e fibras, banhos de assento e analgésicos locais SN ● Candidíase vaginal ○ Imidazólico tópico ● Vaginose bacteriana e/ou tricomoníase ○ Metronidazol 400 mg 12/12h 7 dias ○ Tratar o parceiro na tricomoníase ● Dores lombares ○ Medidas posturais, uso de calçados adequados, calor local e massagens e uso de analgésico SN pelo menor tempo possível ● Sangramentos