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Resumo discursivo sobre os principais pontos relacioandos ao manejo do pré-natal de risco habitual na APS
Tipologia: Notas de aula
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Tem como objetivo avaliar os fatores de riscos ou doenças que possam alterar a evolução esperada de uma futura gravidez. A orientação nutricional é importante na questão da promoção de saúde de todos os envolvidos na gestação e na residência da gestante. E se necessário deve conversar com a gestante sobre o tempo oportuno para gestar, baixo peso, sobrepeso e obesidade, por exemplo. O local de trabalho da gestante, bem como as suas condições, tem que ser avaliadas e se necessário alterar a função da mulher. E com isso a abordagem dos direitos trabalhistas da gestante é de grande importância serem abordados (está na caderneta da gestante): A licença maternidade pode começar a ser contada a partir da 36ª semana de gestação, ou após o parto. Abordar também com a pessoa que deseja gestar sobre o uso de medicações e avaliar o uso de medicamentos teratogênicos. Obs.: medicamentos de categoria C devem ser evitados na gestante. Mudanças no estilo de vida tanto da gestante quanto do parceiro são importantes, por exemplo, a cessação do tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e outras drogas. É um momento oportuno para iniciar a suplementação de ácido fólico (idealmente 3 meses antes da concepção). A dose para mulheres sem fatores de risco para mal fechamento do tubo neural a dosagem é de 0,4 mg VO 1 vez ao dia durante toda a gestação ou até o término da amamentação. Nos casos de pacientes com fatores de risco (uso de anticonvulsionantes como a lamotrigina e a carbamazepina, únicos que podem ser usados na gestação, histórico de mal fechamento em gravidez previa e histórico pessoal) devem tomar a dose de 1-4mg/dia, mantendo essa dose até o 12ª semana de gestação, dando seguimento com 0,4mg/dia após a 12ª semana de gestação. A imunização é importante. O cartão da pessoa que deseja gestar deve estar completo, principalmente das vacinas que são CI na gestação como: tríplice viral, varicela, febre amarela, e HPV. Nesses casos que necessita de completar o cartão com essas vacina é recomendado adiar a gestação por 30 dias. Se a mulher já estiver gestante, e com esquema vacinal de hepatite B incompleto durante a gestação pode completar. Além disso a vacina de DT tem que ser tomado de 10 em 10 anos, que se necessário será completado com a vacina de DTPa com IG maior ou igual a 20 semanas. Vacina de campanha como influenza e COVID19 a gestante tem que tomar. Além disso, é um momento oportuno para completar o cartão vacinal do parceiro. Esquema básico de vacinação de um adulto:
Esquema básico de vacinação da gestante: Vacinas CI:
Suplementação com sulfato ferroso de 30-60mg/dia de ferro. Deve ser mantido do momento do diagnóstico de gestação até o terceiro mês pós parto. Orientação de tomar o comprimido uma hora antes da refeição, não pode ser tomado com leite ou cálcio concomitantemente. Vitamina C melhora a absorção do ferro, por isso, suco de frutas cítricas são boas escolhas para tomar o comprimido.
Usado em caso de fatores de risco que indicam necessidade de profilaxia para pré-eclâmpsia:
Profilaxia primária: Visa evitar infecções oportunistas, baseado na contagem de CD4: o Sulfametoxazol-trimetropina para profilaxia de penumocitose e toxoplasmose, em caso de CD4 < 200. o Isoniazida se CD4 < 350 para profilaxia de TB; o Azitromicina se CD4 < 50 para profilaxia de complexo Mycobacterium avium. Profilaxia secundária: Objetiva evitar recidivas de infecções oportunistas que já tenham recebido tratamento completo: o Pneumocystis jirovenci: SMX/TMP 800mg/160mg 3 vezes na semana; o Toxoplasma gondii: sulfadiazina 1000mg 4 vezes ao dia + primetamina 50mg 1 vez ao dia + ácido folínico 10mg 1 vez ao dia; o Complexo Mycobacterium avium: claritromicina 500mg 2 vezes ao dia + etambutol 15mg/kg/dia na dose máxima de 1200mg/dia; o Cryptococcus sp: fluconazol 200mg 1 vez ao dia; o Isospora belli : SMX/TMP 800mg/160mg 3 vezes na semana; o Histoplasmose (disseminada ou no SNC): itraconazol 200mg 1 vez ao dia. parto: 34 semanas CV desconhecida ou maior que 1000 cópias devem ter a Cesária eletiva com 38 semanas. Se paciente tiver em uso de TARV e com supressão da CV sustentada, ou CV menor que 1000 a via de parto é a obstétrica. Gestantes com CV menor que 1000, mas detectáveis deve usar zidovudina EV 2mg/kg no início do trabalho de parto e 1mg/kg de hora em hora após o parto, em infusão contínua, até o clampeamento do cordão. Além de injetar zidovudina (AZT) 3 horas antes da cesariana eletiva indicada pela alta CV. Em gestantes após 34 semanas com CV indetectável e que estejam com a TARV em boa adesão não é necessário o uso de AZT EV. Independente da CV, se a paciente tiver história de má adesão a TARV a equipe escolhe se usa ou não o AZT EV.
Acompanhamento: É considerado resposta adequada ao tratamento a ocorrência de queda de duas diluições dos testes não treponêmicos (VDRL) em três meses ou de quatro diluições em seis meses após a conclusão do tratamento. A cicatriz sorológica se dá quando a gestante mantém titulações baixas em testes não treponêmicos como, 1:1 e 1:4, durante um ano após o tratamento e quando descartada nova exposição de risco no período analisado. Rastreamento: A não ocorrência de queda de duas diluições dos testes não treponêmicos (VDRL) em três meses ou de quatro diluições em seis meses, ou 12 meses após a conclusão correta do tratamento. Aumento da titulação em duas diluições em qualquer momento do seguimento; Persistência ou recorrência de sinais e sintomas em qualquer momento do seguimento. Tratamento adequado: Penicilina benzatina; Início 30 dias antes do parto; Esquema terapêutico de acordo com o estágio clínico; Respeito ao intervalo recomendado entre as doses; Avaliação quanto ao risco de reinfecção; Documentação de queda do título do teste não treponêmico em pelo menos duas diluições em três meses pi de quatro diluições em 6 meses após a conclusão do tratamento. Sífilis congênita: A transmissão transplacentária pode resultar em abortos, óbitos fetais e neonatais, recém-nascido pode vir com diversas sequelas que poderão ser manifestadas até os dois anos de vida. Além de prematuridade, baixo peso ao nascer e sífilis congênita. A transmissão é maior nas fases com lesões primárias, secundárias e a fase latente recente. Quanto mais avançada a gestação, maior a permeabilidade placentária e com isso maior probabilidade de sífilis congênita. Sinais de infecção transplacentária: Disfunção hepática; Infecção do LA; Anormalidades hematológicas fetais; Ascite e hidropsia fetal; Aborto, natimortalidade e prematuridade. USG obstétrico: Hepatomegalia
Critérios diagnóstico: Tratamento:
2 ou mais cistite ou bacteriúria assintomática, ou 1 pielonefrite a gestante tem que usar antibioticoprofilaxia.
Hemograma; Tipagem sanguínea ABO e Rh; Coombs indireto (controverso): mede hemácias isoimunizadas maternas. Eletroforese de Hb (avaliar se a paciente tem doença falciforme ou traço falciforme); Glicemia em jejum; Sorologias, no mínimo testes rápidos: anti-HIV 1 e 2, HBSag, VDRL, e anti-HCV. Deve ser feito também: Toxoplasmose (IgM e IgG); previne infecção fetal. (se a paciente vier com imunidade, só refaz o teste se for imunocomprometida, e se vier negativo os dois deve ser realizado em todos os trimestres, ou de 2 em 2 meses que é o ideal). Rubéola e citomegalovírus: não trata pelo MS, e não tem no SUS. Obs.: a paciente com toxoplasmose IgM e IgG negativos deve ser orientada a não alimentar de comidas cruas, frutas e verduras devem ser bem higienizadas e ainda manipulação de animais como gatos deve ser evitado. EAS e urocultura: sintomático ou não devendo tratar sempre que positivar. Se HIV: a paciente tem que confirmar a infecção, genotipagem, função hepática, carga de CD4 e carga viral. Paciente sem HIV, mas com risco de pré-eclampsia, além de pedir DHL, TGO, Bb total e frações, creatinina, ácido úrico e proteinúria 24h (VR: 300mg/24h). TSH é solicitado quando a população é de risco (obesidade e HF). MEDICAÇÕES: Ácido fólico e sulfato ferroso.
TOTG (deve ser realizado 24-28 idealmente). (será feito nesse teste a GJ também). Teste sorológico para HIV e VDRL; Coombs indireto; EAS + urocultura. E exames que estavam alterados na última consulta.
O MS da saúde diz que o exame de ultrassom não é obrigatório no Brasil. O seguimento da gestação se dá com os exames laboratoriais e exame físico. Se puder escolher um USG deve ser feito no primeiro trimestre para confirmar a IG. Outros USG se necessário em caso de o médico perceber incoerência entre idade gestacional e medida de fundo uterino, pensando em rastreio. O primeiro USG é o obstétrico para datar a gestação. Avaliar se é compatível com a DUM ou discordante da DUM. No primeiro trimestre pode ter diferença de até 7 dias. No segundo trimestre 14 dias e no terceiro trimestre 21 dias. Se disponibilidade ou paciente pagar: USG morfológico de primeiro trimestre (10 semanas até 13 semanas e 6 dias). Avalia a transluscência nucal, tricúspide, avaliação do osso nasal e para calcular a IP (índice de pulsatilidade) da artéria uterina. (quanto maior o IP maior resistência, significando que a placenta não se implantou de maneira adequada). Esse exame é um marcador para avaliar síndromes genéticas, principalmente do cromossomo 21. É ideal que seja feito com 12 semanas. Obs.: o IP alto é um fator de risco para pré-eclâmpsia. Se a paciente tiver disponibilidade deve ser solicitado USG morfológico de segundo trimestre. Avalia canal vaginal, com colo > 25mm recebe profilaxia para evitar trabalho de parto pré-maturo. Avalia, também, IP da artéria uterina. Se houver alterações é feito o ecocardiograma feta l com 28 semanas. Pacientes do SUS sem condições de realizar os USG acima, deve ser realizado USG obstétrico em cada trimestre.