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Probabilidades estatistica
Tipologia: Notas de estudo
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Embora o cálculo das probabilidades pertença ao campo da Matemática, sua inclusão aqui se justifica pelo fato da maioria dos fenômenos de que trata a Estatística ser de natureza aleatória ou probabilística. Consequentemente, o conhecimento dos aspectos fundamentais do cálculo de probabilidades é uma necessidade essencial para o estudo da Estatística Inferencial.
Procuramos resumir aqui os conhecimentos que julgamos necessários para termos um ponto de apoio em nossos primeiros passos no caminho da Estatística Inferencial. Esses passos serão apresentados no capítulo seguinte, que trata da conceituação de variável aleatória e das principais distribuições de probabilidades de variáveis discretas e contínuas.
Experimentos Determinísticos:‐ são aqueles cujos resultados podem ser determinados antes de sua realização. Por exemplo: quanto tempo levará um carro para percorrer um trajeto de 200 km numa velocidade média de 100 km/h? Não é necessário executar o experimento para determinar a resposta: 2 horas.
Experimentos Estocásticos ou Aleatórios^1 :‐ Em quase todas as observações, em maior ou menor grau, vislumbramos o acaso. Assim, da afirmação “é provável que o meu time ganhe a partida de hoje” pode resultar: a. que, apesar do favoritismo, ele perca; b. que, como pensamos, ele ganhe; c. que empate. Como vimos, o resultado final depende do acaso. Fenômenos como esses são chamados fenômenos aleatórios e os experimentos associados a eles de experimentos aleatórios.
Experimentos aleatórios são aqueles que, mesmo repetidos várias vezes sob condições semelhantes, apresentam resultados imprevisíveis.
A cada experimento aleatório correspondem, em geral, vários resultados possíveis. Assim, ao lançarmos uma moeda, há dois resultados possíveis: ocorrer cara ou ocorrer coroa. Já ao lançarmos um dado há seis resultados possíveis: 1, 2, 3, 4, 5, 6.
espaço amostral ou conjunto universo, representado^2 por S.
‐ lançamento de uma moeda: S ൌ ሼCa, COሽ; ‐ lançamento de um dado: Sൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ
Outros dois exemplos são:
‐ dois lançamentos sucessivos de uma moeda: S ൌ ሼሺCa,Caሻ, ሺCa,Coሻ, ሺCo,Caሻ, ሺCo,Coሻሽ ‐ lançamento simultâneo de dois dados: S ൌ ሼሺ1,1ሻ, ሺ1,2ሻ, ሺ1,3ሻ, ሺ1,4ሻ, ሺ1,5ሻ, ሺ1,6ሻ, ሺ2,1ሻ, ...., ሺ6,6ሻሽ
Cada um dos elementos de S que correspondem a um resultado recebe o nome ponto amostral. Assim:
2 ∈ S ⇒ 2 é um ponto amostral de S;
ሼCa, Coሽ ∈ S ⇒ ሼCa, Coሽ é um ponto amostral de S.
(^2) Alguns autores usam a letra Ω
a. Três lançamentos consecutivos de uma moeda comum.
Solução
Sendo ca = cara e co = coroa, temos:
b. Duas retiradas consecutivas e sem reposição de bolas de uma urna que contém 3 bolas brancas, 2 bolas azuis e 4 bolas vermelhas.
Solução
Chamamos de evento qualquer subconjunto do espaço amostral S de um experimento aleatório.
Assim, qualquer que seja E, se E ⊂ S ሺE está contido em Sሻ, então E é um evento de S.
No lançamento de um dado, onde S ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ, temos:
A ൌ ሼ2, 4, 6ሽ ⊂ S; logo, A é um evento de S
B ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ ⊂ S; logo, B é um evento certo de S ሺB ൌ Sሻ
Resposta:
S ou Ω = {(ca, ca, ca), (ca, ca, co), (ca, co, ca), (ca, co, co), (co, ca, ca), (co, ca, co), (co, co, ca), (co, co, co)}
Resposta:
Ω = {(b, b), (b, a), (b, v), (a, b), (a, a), (a, v), (v, b), (v, a), (v, v)}
b. o evento A ൌ a soma dos resultados é 5; c. o evento B ൌ os resultados são iguais; d. o evento C ൌ o produto dos resultados é ímpar.
tenham a mesma chance de acontecer, ou seja, que S é um conjunto equiprovável.
Chamamos de probabilidade de um evento A ሺA ⊂ Sሻ o número real PሺAሻ, tal que: ܲ
ሺܣሻ ൌ ݊
Onde:
nሺAሻ é o número de elementos de A; nሺBሻ é o número de elementos de S.
a. Considerando o lançamento de uma moeda e o evento A “obter cara”, temos:
S ൌ ሼCa,Coሽ ⇒ nሺSሻ ൌ 2 A ൌ ሼCaሽ ⇒ nሺAሻ ൌ 1
Logo:ܲ ሺܣሻ ൌ ଵ ଶ
O resultado acima nos permite afirmar que, ao lançarmos uma moeda equilibrada, temos 50% de chance de que apareça cara na face superior.
b. Considerando o lançamento de um dado, vamos calcular:
‐ a probabilidade do evento A “obter um número par na face superior”. Temos:
S ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ ⇒ nሺSሻ ൌ 6
A ൌ ሼ2, 4, 6ሽ⇒ nሺAሻ ൌ 3 Logo:ܲ ሺܣሻ ൌ ଷ ൌ^
ଵ ଶ ‐ a probabilidade do evento B “obter um número menor ou igual a 6 na face superior”. Temos: S ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ ⇒ nሺSሻ ൌ 6
B ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ⇒ nሺBሻ ൌ 6 Logo:ܲ ሺܣሻ ൌ ൌ 1 ‐ a probabilidade do evento C “obter o número 4 na face superior”. Temos:
S ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ ⇒ nሺSሻ ൌ 6
C ൌ ሼ 4 ሽ⇒ nሺCሻ ൌ 1 Logo:ܲ ሺܣሻ ൌ ଵ ‐ a probabilidade do evento D “obter um número maior que 6 na face superior”.
Temos: S ൌ ሼ1, 2, 3, 4, 5, 6ሽ ⇒ nሺSሻ ൌ 6
B ൌ ∅ ⇒ nሺDሻ ൌ 0 Logo: ܲ ሺܣሻ ൌ
ܲ ൌ ሻ ݎܽሺ
b. múltiplo de 5? Casos possíveis = 42 Casos favoráveis = 1. 6 = 6
ܲ 5 ݁݀ ݈݅ݐ݈ú݉ሺ ሻ ൌ
Pelos exemplos que acabamos de ver, podemos concluir que, sendo nሺSሻ ൌ n:
a. a probabilidade do evento certo é igual a 1:
PሺSሻ ൌ 1
b. a probabilidade do evento impossível é igual a zero:
Pሺ∅ሻ ൌ 0
c. a probabilidade de um evento E qualquer ሺE ⊂ Sሻ é um número real PሺEሻ, tal que:
0 ≤ PሺEሻ ≤ 1
d. a probabilidade de um evento elementar E qualquer é, lembrando que nሺEሻ ൌ 1:
PሺEሻ ൌ ଵ
Sabemos que um evento pode ocorrer ou não. Sendo p a probabilidade de que ele ocorra ሺsucessoሻ e q a probabilidade de que ele não ocorra ሺinsucessoሻ, para um mesmo evento existe sempre a relação:
p q ൌ 1 ⇒ q ൌ 1 – p
Assim, se a probabilidade de se realizar um evento é p ൌ ଵ ହ , a probabilidade de que ele não ocorra é: q ൌ 1 – p ⇒ q ൌ 1 ‐ ଵ ହ ൌ^
ସ ହ Sabemos que a probabilidade de tirar o 4 no lançamento de um dado é p ൌ ଵ . Logo, a probabilidade de não tirar o 4 no lançamento de um dado é:
q ൌ 1 ‐ ଵ ൌ^
ହ
cሻ Considerando o item a, calcule a probabilidade de um resultado par e maior do que 4. dሻ Considerando o item b, calcule a probabilidade de um resultado maior do que 4 e múltiplo de 3. Solução Ω = espaço amostral ⇒ Ω = {1, 2, 3, 4, 5, 6} I = {2, 4, 6} II = {5, 6} III = {3, 6} I ∩ II = {6} II ∩ III = {6}
Temos as probabilidades: ܲ ሺܫሻ ൌ ଷ ൌ^
ଵ ଶ ܲ
ଵ ଷ ܲ
ଵ ଷ ܲ
a. Como P(I∩II) = P(I). P(II), os eventos I e II são independentes entre si. b. Como P(II∩III) ≠ P(II). P(III), os eventos II e III não são independentes entre si.
c. P(I∩II) = P(I). P(II) = ଵ ଶ ݔ^
ଵ ଷ ൌ^
ଵ d. P(II∩III) = P(II). P(III/II) = ଵ ଷ ݔ^
ଵ ଶ ൌ^
ଵ
Solução Sejam: A = evento cartão com as duas cores e B = evento face vermelha para o juiz, tendo ocorrido o cartão de 2 cores.
P(A∩B) = P(A). P(B/A)
ܲ ሺܣሻ ൌ ଵ ଷ e^ ܲ
ଶ (Probabilidade condicional – ocorre B, se ocorrer A) P(A∩B) = ଵଷ ݔ ଵଶ ൌ ଵ Alternativa E
Dizemos que dois ou mais eventos são mutuamente exclusivos quando a realização de um exclui a realização doሺsሻ outroሺsሻ.
Assim, no lançamento de uma moeda, o evento “tirar cara” e o evento “tirar coroa” são mutuamente exclusivos, já que, ao se realizar um deles, o outro não se realiza.
Se dois eventos são mutuamente exclusivos, a probabilidade de que um ou outro se realize é igual à soma das probabilidades de que cada um deles se realize:
p ൌ p 1 p (^2)
Lançamos um dado. Qual a probabilidade de se tirar o 3 ou o 5?
Solução
Como os dois eventos são mutuamente exclusivos, temos:
p = ଵ +^
ଵ =^
ଶ =^
ଵ ଷ
Solução
n(U) = 100 A = maior que 40 ⇒ n(A) = 60 e B = ser par ⇒ n(B) = 50
ܲ ሺܣሻ ൌ ଵ ൌ^
ଷ ହ ܲe^
ଵ ଶ
nሺA ∩Bሻ ൌ 30 ...... existem 60 números maiores que 40 e a metade deles, 30, são pares ⇒ ܲ ൌ ሻܤ ת ܣሺ (^) ଵଷ ൌ (^) ଵଷ
ହ
ଶ
ଵ
ଵ ൌ 80% Resp: Alternativa C
a. 1/3 b. ¼ c. 1/5 d. 2/3 e. 2/
Solução
A = soma ser múltiplo de 4 B = soma ser primo
1 2 3 4 5 6 1 2 3 4 5 6 7 2 3 4 5 6 7 8 3 4 5 6 7 8 9 4 5 6 7 8 9 10 5 6 7 8 9 10 11 6 7 8 9 10 11 12
Solução
P(1) = x P(6) = 2x P(2) = P(3) = P(4) = P(5) = ଵ
P(1) + P(2) + P(3) + P(4) + P(5) + P(6) = 1 ⇒ x + ଵ +^
ଵ +^
ଵ +^
ଵ + 2x = 1
3x = ଶ ⇒^ x =^
ଵ ଽ ∴^ P(1) =^
ଵ ଽ
Solução:
Num baralho comum há 52 cartas, sendo 13 de cada naipe.
As cartas são: A (ás), 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, J (valete), Q (dama) e K(rei).
Os naipes são: Os naipes são: 13 copas: ♥ 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K A 13 ouros: ♦ 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K A 13 naipe de paus: ♣ 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K A 13 espadas: ♠ 2 3 4 5 6 7 8 9 10 J Q K A
Como só há um ás de ouros, o número de elementos do evento é 1; logo: P = ଵ ହଶ
Solução:
Como há 4 reis, o número de elementos do evento é 4; logo:
P = ସ ହଶ =^
ଵ ଵଷ
a. a probabilidade dessa peça ser defeituosa b. a probabilidade dessa peça não ser defeituosa
Solução:
a.Temos: P = ସ ଵଶ =^
ଵ ଷ
ܲ ሺܣሻ ൌ (^) ଷଽ e ܲ ሺܤሻ ൌ ଵହଷ P(A∩B) = 0
P(A∪B) = P(A) + P(B) ⇒ P(A∪B) = (^) ଷଽ + ଵହଷ = ଶଷ
ALTERNATIVA D
Solução:
A probabilidade de tirarmos uma dama do primeiro baralho (4/52) e um rei do
segundo (4/52) é, de acordo com o problema 7: P 1 = ସ ହଶ x^
ସ ହଶ =^
ଵ ଵଷ x^
ଵ ଵଷ =^
ଵ ଵଽ A probabilidade de tirarmos um rei do primeiro baralho e uma dama do segundo é:
P 2 = ସ ହଶ x^
ସ ହଶ =^
ଵ ଵଽ Como esses dois eventos são mutuamente exclusivos, temos: P = ଵ ଵଽ +^
ଵ ଵଽ =^
ଶ ଵଽ
Solução: A soma deverá ser, então, 10, 11 ou 12. Para que a soma seja 10, a probabilidade é: (4, 6) (5, 5) ⇒ n(10) = 3 ⇒ p 10 = ଷ ଷ (6, 4) Para que a soma seja 11, a probabilidade é: (5, 6)
⇒ n(11) = 2 ⇒ p 11 = ଶ ଷ (6, 5)
Para que a soma seja 12, a probabilidade é: (6, 6) ⇒ n(12) = 1 ⇒ p 12 = ଵ ଷ Com esses três eventos são mutuamente exclusivos, temos:P = ଷ ଷ +^
ଶ ଷ +^
ଵ ଷ =^
ଷ =^
ଵ
a. 13/32 b. 9/94 c. 3/4 d. 25/64 e. 13/
Solução: Pai Filho Neto M B A ⇒ ଵ ସ ݔ^
ଵ଼ ൌ ଵ ଷଶ M M A ⇒ ଷ଼ ݔ ଷ଼ ൌ ଽ ସ ⇒^ P =^
ଵ ଷଶ +^
ଽ ସ +^
ଵହ ସ =^
ଶ ସ =^
ଵଷ ଷଶ Alternativa A M A A ⇒ ଷ଼ ݔ ହ଼ ൌ ଵହ ସ
O elemento da primeira linha e segunda coluna da matriz, que é 1/4, significa que a probabilidade de um filho de pai alto ter estatura média é 1/4. Os demais elementos interpretam‐se similarmente. Admitindo‐se que essas probabilidades continuem válidas por algumas gerações, a probabilidade de um neto de um homem com estatura média ter estatura alta é:
a. Um número par aparece no lançamento de um dado. b. Uma figura aparece ao se extrair uma carta de um baralho de 52 cartas. c. Uma carta de ouros aparece ao se extrair uma carta de um baralho de 52 cartas. d. Uma só coroa aparece no lançamento de três moedas.
a. o número ser divisível por 5. c. o número ser divisível por 6 ou por 8; b. o número terminar em 3; d. o número ser divisível por 4 e por 6.
a. a soma ser menor que 4; b. a soma ser 9; c. o primeiro resultado ser maior que o segundo; d. a soma ser menor ou igual a 5.
a. não ocorrer cara nenhuma vez; b. obter‐se cara na primeira ou na segunda jogada.
a. qual a probabilidade de que esse número seja ímpar? b. qual a probabilidade de este número seja ímpar e divisível por 3?
a. a probabilidade de ambas serem defeituosas; b. a probabilidade de ambas não serem defeituosas; c. a probabilidade de ao menos uma ser defeituosa.
a. dois valetes; b. um valete e uma dama.
a. três homens; b. dois homens e uma mulher.
a. três caras; b. duas caras e uma coroa; c. uma cara somente; d. nenhuma cara; e. pelo menos uma cara; f. no máximo uma cara.
a. sair um 6 no primeiro lançamento; b. sair um 6 no segundo lançamento; c. não sair 6 em nenhum lançamento; d. sair um 6 pelo menos.
A probabilidade PሺAሻ do evento A de um experimento aleatório pode ser obtida como a porcentagem de ocorrência do evento A depois de repetir o experimento um número muito grande de vezes. Por exemplo, repetindo um
planilha Simulação incluída na pasta Probabilidade01.xlsm. A planilha Simulação realiza 1.500 lançamentos de uma moeda,
procedimento de amostragem foi mecanizado com a construção da macro SSiimmuullaaççããoo no ambiente VBA do Excel 2007 4.
moeda.
Sub Simulação()
Application.Run "ATPVBAEN.XLAM!Random", ActiveSheet.Range("$C$5"), 1, 1500 _ , 7, , ActiveSheet.Range("$E$10:$F$11") Application.ScreenUpdating = False Range("C5:C1504").Select Selection.Copy Range("B5").Select Selection.PasteSpecial Paste:=xlValues, Operation:=xlNone, SkipBlanks:= _ False, Transpose:=False Calculate Range("C5:C1504").Select Selection.ClearContents Range("B5").Select Application.ScreenUpdating = True
(^4) Cuidado no Excel 2003 e anteriores, use “ATPVBAEN.XLA!Random”
End Sub
de lançar uma moeda cinqüenta vezes seguidas sempre ocorrerão vinte e cinco caras e vinte e cinco coroas. Os gráficos
Solução
0 ≠ 0 4,
Podem ser formados 312 números pares com 5 algarismos distintos. Outra solução: x = total – ímpares ⇒ x = 600 – 288 = 312
Solução
Total = 9 · 10 · 10 · 10 = 9. 4 distintos = 9 · 9 · 8 · 7 = 4. x = 9.000 – 4. x = 4.
U = {Bento, Paulo, P 1 , P 2 , P 3 , P 4 , P 5 }
Solução
Para contar o número de permutações procedemos como segue:
O resultado do Exemplo 10.1 é o número de permutações de cinco objetos tomados 3 a 3. De forma geral, o número Aሺn,rሻ de permutações de n objetos associados em grupos de r é calculado com a fórmula:
Aሺn,rሻ ൌ n x ሺn – 1ሻ x... x ሺn – r 1ሻ
Utilizando a notação fatorial: n! ൌ n x ሺn – 1ሻ x ሺn – 2ሻ x... x 3 x 2 x 1, com 0! ൌ1:
݊ ൌ ሻ ݎ ,݊ሺܣ
Aplicando esta última fórmula para calcular o resultado do Exemplo 10.1:
ܣሺ5,3ሻ ൌ
O Excel dispõe das funções estatísticas FATORIAL e PERMUT cujas sintaxes são as seguintes:
FATORIALሺnሻ
A função FATORIAL dá o fatorial do número n sendo n um número não‐negativo^6. Por exemplo, o fatorial de n ൌ 3 é:
3! ൌ 3 x 2 x 1 ൌ 6
Solução
P M F 1 F 2 F 3 F 4 = 5! 2! = 240... Alternativa C
PERMUTሺn;rሻ
A função PERMUT dá o número de arranjos de n elementos tomados em grupos de r. Por exemplo, o número de permutações de cinco objetos tomados 3 a 3 do Exemplo 10.1 é obtido como =PERMUT(5;3) → 60.
Vejamos um caso especial da permutação. Se x ൌ r o número de permutações será igual a: ܲ ݊,݊ሺ ሻ ൌ ! ሺି ሻ! ൌ݊! que é a
permutações seria igual a 120, resultado obtido com a fórmula da multiplicação ou utilizando a função do Excel: =PERMUT(5;5) → 120.
As permutações das letras da palavra PROVA foram listadas em ordem alfabética, como se fossem palavras de cinco letras em um dicionário. A 73ª palavra nessa lista é: aሻ PROVA dሻ ROVAP bሻ VAPOR eሻ RAOPV cሻ RAPOV.
Solução Começados por A: 1 4 3 2 1 = 24 anagramas A Começados por O: 1 4 3 2 1 = 24 anagramas O Começados por P: 1 4 3 2 1 = 24 anagramas P ______ 72 anagramas O próximo é o primeiro começando com R. R A O P V ⇒ Este é o de número 73.
Num programa transmitido diariamente, uma emissora de rádio toca sempre as mesmas 10 músicas, mas nunca na mesma ordem. Para esgotar todas as possíveis sequências dessas músicas, serão necessárias aproximadamente: a. 100 dias b. 10 anos c. 1 século. d. 10 séculos. e. 100 séculos.
Solução Permutação das 10 músicas = 10! Considerando, aproximadamente, 1 ano por 360 dias, temos: ଵ .ଽ .଼ . . .ହ .ସ .ଷ .ଶ .ଵ ଷ ൌ 10.080 ؆ 10.000 ݏ ݊ܽ^ 100 séculos^ Alternativa E
(^6) Se n não for inteiro será truncado antes de realizar o cálculo. O Excel dispõe também das funções FACTDOUBLE e
MULTINOMIAL.
2.Suponha que depois de lançar uma moeda trinta mil vezes seguidas a freqüência relativa do evento cara seja igual a 0,70. É razoável aceitar esse resultado?
“O professor Theodore P. Hill pede sempre uma lição de casa especial para seus alunos de matemática, no Instituto de Tecnologia da Geórgia. Parte deles deve lançar uma moeda duzentas vezes e registrar fielmente seu resultado, enquanto a outra simplesmente deve fingir que jogou a moeda e inventar um resultado para os duzentos supostos arremessos. No dia seguinte, para espanto dos alunos, Hill consegue, com breve olhada nos trabalhos, apontar quase
Em algum ponto de uma série de duzentos arremessos de moeda, ou cara ou coroa aparecerá seis ou mais vezes seguidas. Aqueles que fraudaram um resultado não sabiam disso e evitaram simular longas sequências de caras ou coroas, porque, erroneamente, pensaram ser improvável.” Verifique a afirmação do professor Hill na coluna B do
Paulo, 9/8/1998.