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produtividade , Notas de estudo de Engenharia de Produção

Conseitos de produtividade, MFP, IROG, TPM

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 05/07/2011

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FTEC FACULDADE DE TECNOLOGIA
CURSO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO
ADEMIR DOS SANTOS
EDERSON SCOPEL
JOSÉ GODOIS
MAICON LISBOA
MAICON RAMBORGER
PRODUTIVIDADE
CAXIAS DO SUL RS
JUNHO 2011
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FTEC – FACULDADE DE TECNOLOGIA

CURSO SUPERIOR DE ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

ADEMIR DOS SANTOS

EDERSON SCOPEL

JOSÉ GODOIS

MAICON LISBOA

MAICON RAMBORGER

PRODUTIVIDADE

CAXIAS DO SUL – RS

JUNHO – 2011

ADEMIR DOS SANTOS

EDERSON SCOPEL

JOSÉ GODOIS

MAICON LISBOA

MAICON RAMBORGER

PRODUTIVIDADE

Relatório apresentado à disciplina Introdução a Engenharia do Curso de Engenharia de Produção da Faculdade de Tecnologia de Caxias do Sul

Professor: Valter Martins

Caxias do Sul – RS Junho – 2011

LISTA DE FIGURAS

SUMÁRIO

  • Figura 1: Processo de transformação dos recursos
  • Figura 1.1: Capacidade teórica X capacidade nominal
  • Figura 2: Comportamento dos custos variáveis e fixos (total)
  • Figura 2.1: Gráfico do ponto equilíbrio
  • Figura 3: Estrutura lógica da GPT
  • Figura 4: Tipologias usadas para mensurar paradas no IROG.
  • Figura 5: Diagrama de pareto, avaliação das paradas
  • Figura 5.1: Demonstrativa de produtividade de equipamento
  • Figura 6: Analise de media de tempo de manutenção em maquina de injetora
  • Figura 7: Exemplo de MFP, passado x presente
  • Figura 7.1: MFP – Função operação x função processo
  • Figura 8: Elementos que compõem a função processo.
  • Figura 9: Elementos que compõem a função produção.
  • Figura 10: Perdas inevitáveis na produção.
  • Figura 11: Antes x depois da implantação MPT
  • Figura 11.1: Gráfico do tempo médio de setup de injetora.
  • Figura 12: Anomalia de não conformidade com MP
  • Figura 12.1: Ações para analise e correção de anomalias
  • Figura 13: Demonstrativo de controle de produtividade na Marcopolo
  • Equação 1: Calculo do IROG LISTAS DE EQUAÇÕES
  • Equação 1.1: Calculo do IROG
  • Equação 1.2: Calculo do IROG, Índice de disponibilidade
  • Equação 1.3: Calculo do IROG, Índice de performance
  • Equação 1.4: Cálculo do IROG, índice de qualidade.
  • 1 INTRODUÇÃO
  • 2 REFERENCIAL TEÓRICO
  • 2.1 HISTÓRICO DA PRODUTIVIDADE
  • 2.1.1 Linha de produção
  • 2.1.2 Produção enxuta
  • 2.2 DESEMPENHO
  • 2.3 PONTO EQUILÍBRIO
  • 3 DESENVOLVIMENTO
  • 3.1 GPT - GESTÃO DOS POSTOS DE TRABALHO
  • 3.1.1 IROG – índice operacional global
  • 3.1.1.1 Tipologias
  • 3.1.2 TPM / MPT - manutenção produtiva total................................................
  • 3.1.2.1 TPM na prática
  • 3.1.3 MFP – mecanismo da função produção..................................................
  • 3.1.3.1 Visão Global
  • 3.1.3.2 Montagem de fluxo de processo...........................................................
  • 4 RESULTADOS
  • 4.1 RESULTADO IROG NA EMPRESA SOPRANO
  • 4.2 EXEMPLO PRÁTICO DE PRODUTIVIDADE
  • CONSIDERAÇÕES FINAIS
  • REFERÊNCIAS

1. INTRODUÇÃO

A forte responsabilidade na melhoria do desempenho produtivo frente à concorrência, as exigências do mercado e a necessidade de sobrevivência das organizações empresariais demonstram o grande desafio da atual fase da industrialização e avanço tecnológico mundial. Para prosperar e/ou se manter, as empresas e seus dirigentes precisam reorganizar estratégias, processos e recursos, focando diretamente a inovação, e um fator muito importante que está sendo focado com força nas empresas, principalmente nos setores produtivos, a gestão do posto de trabalho, com objetivo de enxugar ao maximo, transformando-o num processo enxuto, ou seja, extraindo a maxima produtividade e eficiência dos postos de trabalho. Este trabalho tem por objetivo mostrar o conceito de produtividade, esclarecendo a sua vital importância nas organizações, pois, hoje com a acirrada concorrência qualquer economia na fabricação de produtos se transforma em lucro ou um menor preço final, o que aumenta a possibilidade de novos clientes ou maiores demanda de venda. Estamos também, trazendo alguns conceitos e exemplos de como calcular desempenho, eficiência, produtividade, variantes com custos, lucros, capacidade e necessidade de produção. Para ter um conteúdo técnico é preciso ter um histórico da realidade da empresa, com isso, existem algumas ferramentas para mensurar esses valores, gerando um estudo amplo do processo e a partir daí é feito um analise com uma maior convicção do que deve ser melhorado e corrigido no processo produtivo. Portanto na pratica, falaremos da gestão do posto de trabalho de maneira bem conceitual, trazendo as ferramentas como IROG, TPM e MFP que estão ligadas de maneira direta com um sistema de gestão, isso exemplificado com índices reais das empresas pesquisas, trazendo na pratica exemplo da empresa Soprano Eletrometalúrgica e Hidráulica Ltda, que é uma empresa que oferece diversidade de produtos como na linha de moveis e construção civil. A empresa conta atualmente com aproximadamente 1200 funcionários e possui um faturamento mensal aproximado de R$ 20 milhões, e está subdividida em sete unidades de negócios: Acessórios para móveis; Componentes para a indústria de esquadrias;

2. REFERENCIAL TEÓRICO

2.1 HISTÓRICO DA PRODUTIVIDADE

Produção, entendido como o conjunto de atividade que leva a transformação de um bem em outro, isso, já vem acompanhando a civilização desde a sua origem. Por exemplo, quando o homem pré – histórico polia uma pedra para transformar em um utensílio mais eficaz era executado uma atividade de produção. Em milhares de anos ocorre uma evolução e junto às atividades e necessidades tornam-se cada vez mais vastas e complexas, auxiliadas pelo desenvolvimento de ferramentas e métodos de produzir cada vez mais sofisticados. Com isso, o termo PRODUTIVIDADE foi utilizado pela 1ª vez em de maneira formal em um artigo do economista Francês Quesnay em 1766, após isso somente em 1883 por outro economista, Litre, usou o termo com o sentido de capacidade de produzir, mas só no inicio de século XX o termo assumiu o significado de relação entre o produzir e os recursos empregados para produzi-los. Tudo começa a ficar mais claro com a criação da linha de produção, criado por Frederick Taylor e Henry Ford, revolucionando os métodos e processos produtivos até então existentes. A partir daí, surge o conceito de produção em massa, termo usado para produção em larga escala de produtos padronizados através da linha de montagem. Em 1950 a Comunidade Econômica Européia apresentou uma definição formal de produtividade como sendo o quociente obtido pela divisão do produzido por um dos fatores de produção. O termo produtividade é usado nos dias de hoje não só em publicações especializadas como também no dia-a-dia da imprensa, pois é um fator importantíssimo para uma organização ter sucesso e lucro.

2.1.1 Linha de produção

È entendida como uma forma de produção em serie, onde vários operários, com ajuda de maquinas adequadas para funções especificas e repetitivas, trabalhando de forma seqüencial, chegando a um produto semi-acabado ou acabado (final). Ou seja, um estabelecimento industrial numa seqüência de funções repetitivas

transforma matérias-primas e produtos semi-acabados em produtos finais pronto para uso. Essa forma se teve alguns pontos de oposição, pois está associada a uma maquina, com cada operário se especializando pela repetição de uma determinada função considerando-se desumanizar o homem. Mas em meados da década de 80, no Japão surge à produção de automóveis melhores, mais baratos e com produtividades superiores a dos países desenvolvidos ocidentais, assim começa a sair de cena a produção em massa e entra a produção enxuta.

2.1.2 Produção enxuta

Sistema esse também chamado de Lean Manufacturing e/ou Sistema Toyota de Produção, surgiu no Japão após segunda guerra mundial por necessidade, criado pelo fundador da Toyota o mestre de inovações Toyoda Sakichi, seu filho Toyoda Kiichiro e o engenheiro Taiichi Ohno, o objetivo era simples, aumentar a eficiência da produção pela eliminação continua de desperdícios. Diferente do sistema de produção em massa, no Toyota os lotes de produção são pequenos, permitindo uma maior variedade de produtos, os funcionários são multifuncionais (conhecendo vários processos e operando varia maquinas). Também tem uma extrema preocupação com a qualidade do produto, por isso, foram desenvolvidas diversas técnicas como, por exemplo, Kanban e o Poka-Yoke. A base de sustentação do Sistema Toyota de Produção é a absoluta eliminação do desperdício e os dois pilares necessários à sustentação é o Just-in- time e a Autonomação. Just-in- time por sua vez é um sistema de administração de produção que determina que nada deva ser produzido, transportado ou comprado antes da hora exata, reduzindo estoque e custos decorrentes, já Autonomação, ou Jidoka, pode também ser descrito como "automação inteligente'" ou "automação com toque humano, nessa etapa programa-se algumas funções supervisoras antes das funções de produção. Na Toyota isto geralmente significa que, se uma situação anormal aparecer, a máquina pára e o os operários pararão a linha de produção. Autonomação previne produtos defeituosos, elimina superprodução e foca a atenção na compreensão do problema e assegurar que esse problema não se repita.

Capacidade nominal ou teórico (Cn): Sem em interrupções, 100% de aproveitamento. Capacidade efetiva ou real (Cef): Consideram-se as interrupções inevitáveis ao longo da jornada de trabalho. O percentual da capacidade nominal de um posto de trabalho efetivamente conseguido é chamado de eficiência (Ef) desse posto. Equação: Ef = Cef / Cn Produção obtida / produção esperada

Capacidade capacidade Nominal efetiva Ou teórica ou real (100%) (< 100%) SISTEMA PRODUTIVO Cn Cef

Perda da capacidade por parada inevitável

Figura 1.1. Capacidade teórica X capacidade nominal. Fonte: Livro gestão da operação e operações, Duílio Reis da Rocha.

Com isso, produtividade mede a performance de qualquer recurso e a eficiência o desempenho do posto de trabalho levando em conta sua capacidade produtiva. Muitas vezes as Empresas trabalham com uma capacidade abaixo da capacidade real ou efetiva, isso seria a capacidade instalada e utilização, isso está ligada diretamente com o volume maximo de produto possível de ser fabricado e vendido pela organização. Por exemplo, uma Empresa tem capacidade de produzir 1000 peças em 8 horas de trabalho, se trabalhar 3 turno produziria 3 vezes mais, porém opera em um turno somente, ou seja, 1/3 da capacidade ou 33,3%. A partir daí pode se dizer que a empresa poderia fazer um aumento de oferta em 2/3 da capacidade.

Essa avaliação para ser completa deve-se considerar o fator custo, o quanto a empresa desembolsa para manter a estrutura (custo fixo) e para movimentar as operações (custo variável). Nesta situação a grande diferença é o comportamento ao longo do tempo, consideramos que os valores estão sempre se modificando, motivo da inflação. Como medida de desempenho as empresas geralmente usam dois casos. O monetário ocorre uma atualização pela inflação, e o não monetário (produtividade) considera o processo, que não ocorrendo alteração tende a manter-se constante ao longo do tempo.

2.3 PONTO EQUILIBRIO

Para isso, o planejamento estabelece vários objetivos entre os quais está o de quantificar uma meta que resulte em retorno do capital empregado. Cabe a empresa encontrar o ponto de operação a partir do qual o volume gera lucro, operando acima desse nível. Logicamente, tudo se relaciona com os custos (gastos), receita pela fabricação e venda dos produtos ou serviços. Uma empresa não pode operar com o lucro (L) negativo, ou quando a receita (R) é menor que seus custos totais (C), Quando receita e custo total tem o mesmo valor (R = C), diz-se que a Empresa encontrou seu equilíbrio ou seu ponto de equilíbrio, isso é o nível de atividade que gera lucro igual a zero. O custo total é a soma do custo fixo total e do custo variável total, resultando em: C = CF + CV Custo variável (CV): são aqueles que variam com a quantidade produzida (nível de atividade); Custo fixo (CF): è aquele custo que não varia com o volume de produção, exemplo o aluguel, existem com ou sem produção; Comportamento dos custos variáveis e fixos (total) em relação à quantidade.

equilíbrio, isto é, a receita mínima que a empresa deve alcançar para não ter prejuízo. Partimos das equações: CF CF Re = Qe = .P = P – Cvu (p - Cvu) / p

CF CF Re = ou ainda Re = (p - Cvu) / p 1 – Cvu / p

Com isso podemos dizer que Ponto de Equilíbrio é um dos indicadores contábeis que informa ao executivo o volume necessário de vendas, no período considerado, para cobrir todas as despesas, fixas e variáveis, incluído-se o custo da mercadoria vendida ou do serviço prestado. Este indicador tem por objetivo determinar o nível de produção em termos de quantidade e ou de valor que se traduz pelo equilíbrio entre a totalidade dos custos e retângulo de cantos arredondados: Diretoria das receitas. Para um nível abaixo deste ponto, a empresa estará na zona de prejuízo e acima dele, na zona da lucratividade. É o mínimo que se deve alcançar com receitas para que não amargue com prejuízo.

Para resumir a figura 2.1 abaixo mostra uma representação gráfica do ponto equilíbrio, suponha-se que uma empresa opera no ponto “T” indicado na figura, sendo este o nível de atividade da organização. Mostra que ela trabalha com a quantidade Qt e com a receita Rt. Neste caso, a empresa trabalha com lucro, pois T é maior que PE (ou Rt maior que Re ou ainda Qt maior que Qe), quando a empresa trabalha acima do ponto de equilíbrio é a sua margem de segurança (MS), que quando maior for essa margem melhor para empresa.

Figura 2.1. Gráfico do ponto equilíbrio. Fonte: Fonte: Wernke (2001) adaptada.

Algebricamente, margem de segurança (MS) é encontrado pela diferença (Qt

  • Qe) ou (Rt - Re), assim podemos identifica das seguintes maneira: Em unidades físicas: MS = Qt – Qe Em valor monetário: MS = Rt – Re Em percentual: Qt – Qe Rt – Re MS = x 100 ou MS = X 100 Qe Re Essa margem, em unidade física pode ser usada para calcular o lucro de um determinado volume de vendas, assim identificado por: Lucro (L) = MS x MCu Para exemplificar alguns meios usados para mensurar e definir processo produtivo que realmente gere lucro, como está sendo visto, são usados algumas ferramentas em todos os setores dos mais diversos graus hierárquicos. Um importante no chão de fabrica para obtermos um desempenho maior é o GPT, gestão do posto de trabalho, que propõe um modelo de gestão sistêmica, unifica, integrada e voltada para os resultados, com vistas na implementação de melhorias nos sistemas produtivos das organizações.

de preparação, possibilitando aumentar a flexibilidade da produção para atender as necessidades do mercado. A estrutura lógica de funcionamento da abordagem GPT está fundamentada na discussão proposta por Antunes & Klippel (2001), na qual os autores apresentam como cinco elementos fundamentais: 1- Entradas do Sistema; 2- Processamento propriamente dito; 3- Saídas do Sistema; 4- Treinamento; 5- Gestão do Sistema.

Figura 3. Estrutura lógica da Gestão do Posto de Trabalho. Fonte: Retirado de Antunes e Klippel, 2001.

O GPT propõe um modelo de gestão sistêmica, unificada/integrada e voltada para os resultados, Fazem parte do método de gestão do posto de trabalho: Índice de rendimento operacional global (IROG); As reuniões de análise; Os diários de bordo, coleta, digitação; Os quadros de gestão visual; Os planos de ação; As rotinas; Os indicadores.

3.1.1 IROG - Índice de rendimento operacional global

O chamado Índice do Rendimento Operacional Global – IROG, proposto originalmente pelos profissionais que atuam na área da Manutenção Produtiva Total (Nakajima, 1988). Conceitualmente, é necessário perceber que a adoção e utilização do IROG como forma de se calcular e eficiência operacional, pressupõe uma ação integrada entre os profissionais responsáveis pela produção, manutenção (maquinas e ferramentas), qualidade, processo, grupos de melhorias de troca rápida de ferramentas, etc. Na utilização do IROG podem ser analisados tópicos tais como: Troca rápida de ferramentas, setup, matéria – prima, paradas das máquinas devido a problemas de manutenção, queda de velocidade das máquinas (processo), qualidade (refugos e retrabalhos), operação em vazio da máquina, falta de operadores, etc. Na lógica do STP as melhorias no posto de trabalho devem ser executadas a partir das operações que restringem a correta operação do sistema de produção tanto em termos qualitativos (exemplo: qualidade) como quantitativos (exemplo: gargalos produtivos). A equação abaixo apresenta o formula de calculo do IRG nos postos de trabalho:

Equação 1. Cálculo do IROG.

Fonte: Klippel, Marcelo. Artigo GPT, Unisinos e Produttare, Porto Alegre, 1998.

O IROG não deve ser calculado da mesma forma para todos os postos de trabalho, uma vez que o tempo disponível T, a ser considerado na fórmula, depende