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PROJETO INTEGRADOR 8º PERIODO PLANO DE NEGOCIO
Tipologia: Trabalhos
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Jaques Siebert Beltrame
Porto Alegre 2007
Jaques Siebert Beltrame 1650/03-
Porto Alegre 2007
Jaques Siebert Beltrame
Material para consulta na homepage da Biblioteca da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, disponível em http://sabi.ufrgs.br
Conceito Final:
Aprovado em ....... de ........................... de ............
Orientador: Prof. Dr. Edi Fracasso – EA/UFRGS
O presente trabalho trata da elaboração de um plano de negócios visando à abertura de uma filial da Yellow Lanches no mercado de Porto Alegre. O trabalho está dividido da seguinte forma: caracterização da empresa; exposição da situação problemática e objetivos a serem atingidos; estudo do referencial teórico; apresentação da metodologia adotada; aplicação do plano de negócios, que contempla a descrição do negócio, plano operacional, plano de recursos humanos, plano de marketing e plano financeiro; e por fim as conclusões acerca do projeto.
Tabela 1: Remuneração e Benefícios Tabela 2: Horário de Trabalho Tabela 3: Análise de Mercado Tabela 4: Máquinas/Equipamentos Tabela 5: Obras Civis Tabela 6: Instalações Tabela 7: Despesas Pré-Operacionais Tabela 8: Móveis e Utensílios Tabela 9: Treinamento Tabela 10: Outros Tabela 11: Investimento Inicial Tabela 12: Fontes Tabela 13: Mão-de-Obra Tabela 14: Depreciação Tabela 15: Impostos, perdas e despesas com vendas – Cenário Provável Tabela 16: Impostos, perdas e despesas com vendas – Cenário Pessimista Tabela 17: Impostos, perdas e despesas com vendas – Cenário Otimista Tabela 18: Custo de Matérias-Primas Tabela 19: Previsão de Vendas - Cenário Provável Tabela 20: Previsão de Vendas - Cenário Pessimista Tabela 21: Previsão de Vendas - Cenário Otimista Tabela 22: Custos Fixos Mensais Tabela 23: DRE – Cenário Provável Tabela 24: DRE – Cenário Pessimista Tabela 25: DRE - Cenário Otimista Tabela 26: Fluxo de Caixa para Período de 5 Anos - Cenário Provável Tabela 27: Fluxo de Caixa para Período de 5 Anos - Cenário Pessimista Tabela 28: Fluxo de Caixa para Período de 5 Anos - Cenário Otimista
Desenvolver e criar novos negócios contribui para o desenvolvimento das nações e para o bem-estar da população em geral. Através da abertura de postos de trabalho, geram-se novas oportunidades e aumenta-se a riqueza. Para que o desenvolvimento e estes benefícios ocorram é necessária a figura do empreendedor, disposto a correr os riscos na abertura de um novo negócio. É esta disposição ao risco e a capacidade de atingir novos mercados, gerando renda e desenvolvimento, que faz do empreendedor figura importante para o desenvolvimento das nações. Ricarte (2006) descreve o empreendedor como: [...] aquele que, independente das limitações de recursos e possibilidades, desenvolve novos negócios e parcerias, estabelecendo assim um modelo de “ business ”. [...] Portanto, empreendedor é aquele que geralmente vai à frente, analisando os mercados, riscos e etc. Ao empreendedor cabe agir pró-ativamente, antecipar os possíveis acontecimentos e abrir novos caminhos ao empreendimento. Porém, o que se vê no mercado são empreendedores bastante despreparados tecnicamente, que tornam-se “empreendedores” não por serem pró-ativos ou visionários, mas por buscarem uma alternativa de aumentar seus rendimentos ou suprir outra necessidade econômica, como o desemprego. Segundo estudo de 1999 da Global Entrepreneurship Monitor (apud SEBRAE) sobre empreendedorismo no Brasil e no mundo, o Brasil é o quarto em número de empreendedores que abrem negócios por necessidade, entre os países pesquisados, o que comprova que a maioria dos empreendedores no Brasil são despreparados para fazer com que seus negócios sejam bem sucedidos. De acordo com estudo do SEBRAE, cerca de 70 % das empresas encerram suas atividades antes de completar cinco anos de atividades. Entre os principais motivos estão falta de capital de giro, falta de clientes e problemas financeiros. No ramo de refeição rápida, ou fast-food , que segundo a enciclopédia virtual Wikipedia (2007) é “o nome genérico dado ao consumo de alimentos
A Yellow Lanches foi criada no ano de 1969, por um coronel do exército, no centro de Capão da Canoa - RS. O nome surgiu em função da música “Yellow Submarine”, dos Beatles, fenômeno musical na época. Em 1976, a empresa foi adquirida por Leick Beltrame, sócio até a presente data. Devido à localização no litoral norte, durante mais de duas décadas a Yellow funcionou somente na alta temporada, isto é, no período de 15 de dezembro a 28 de fevereiro, e a partir dos anos 80, também em finais de semana. Nessa época, segundo relatos do proprietário, chegaram a ser vendidos 30.000 lanches em uma única temporada. A demanda no litoral norte gaúcho na baixa temporada é bastante reduzida em relação à alta até os dias de hoje, porém antes dos anos 90, ela praticamente inexistia em função da população residente no município ser muito pequena. A partir dos anos 90, quando as pessoas passaram a buscar melhor qualidade de vida e iniciou um processo de migração para o litoral, o município passou a oferecer infra-estrutura para o comércio durante o ano todo. Nesse período foram abertas, e posteriormente fechadas em Capão Novo, Porto Alegre e Xangri-lá, por fatores diversos, entre os quais se destaca a falta de um plano de negócios adequado. Nos anos 90 a Yellow passou a atender ao público o ano todo, inverno e verão, através da abertura da filial localizada na Avenida Paraguassu, centro econômico e de circulação de pessoas do município de Capão da Canoa. A loja passou a ser mantida aberta o ano inteiro, diferentemente da matriz, a fim de atender a demanda crescente ocasionada pelo aumento populacional. Em 2006, este autor adquire 50% da empresa, formando a sociedade com Leick Beltrame. A Yellow vem operando neste modelo com relativo sucesso. Porém, a busca pelo fortalecimento da marca e a vontade de ampliar o mercado de atuação da empresa para Porto Alegre, faz com que surja o interesse da abertura de uma filial na capital do Estado do Rio Grande do Sul.
A Yellow Lanches atua no mercado de alimentação, mais precisamente com lanches rápidos, os cheeseburgers , e também oferece produtos complementares como porções, bebidas e doces em Capão da Canoa, litoral norte do Rio Grande do Sul. Este mercado vem sofrendo algumas mudanças nos últimos anos. O aumento exponencial do número de concorrentes e a diminuição do período de estada dos veranistas no litoral no período de férias podem ser mencionados como as principais mudanças. Nesse contexto, a Yellow vem resistindo ao longo de mais de trinta anos. Porém, vem perdendo mercado para os concorrentes, sobretudo em função dos fatores acima mencionados e da gestão com baixos investimentos até então realizada. O público-alvo da empresa é formado pelas classes A e B do município, principalmente na baixa temporada, de março a novembro, e por veranistas no período da alta temporada, de dezembro a fevereiro, pois oferece produtos de qualidade diferenciada e o ponto de venda é bastante visível e bem localizado dentro do município. Empresas mais novas contam com participação de mercado superior à Yellow e muitas entrantes ambicionam tomar participação da empresa já estabelecida e caracterizada pela qualidade de seus produtos e por sua credibilidade no mercado, mas que perde espaço por não realizar ações para manter sua posição e buscar crescimento. Em Capão da Canoa as empresas do ramo pouco inovam, além de serem pouco conhecidas do público de Porto Alegre que freqüenta o litoral, por não terem um contato mais próximo destas finda a temporada de verão. Partindo deste contexto, pretende-se introduzir a Yellow no mercado de lanches rápidos de Porto Alegre, diminuindo os efeitos da sazonalidade, e aumentar o faturamento e a participação de mercado da Yellow pela fidelização de clientes oriundos de Porto Alegre.
Este capítulo traz a revisão dos conceitos utilizados para a elaboração do plano por autores reconhecidos e trabalhos já publicados na área ou em áreas afins. Esta compilação de informações serviu de base para o desenvolvimento deste trabalho.
Para Hisrich e Peters (2004) “o plano de negócios é um documento preparado pelo empreendedor em que são descritos todos os elementos externos e internos relevantes envolvidos no início de um novo empreendimento.” É através dele que se percebem diversos fatores essenciais para o sucesso do empreendimento, tais como estrutura financeira adequada, análise do mercado em que se vai atuar, verificação da aceitação dos produtos ou serviços por uma população ou público alvo, planejamento operacional e todas as questões que envolvem o empreendimento. [...] O plano de negócios é parte fundamental do processo empreendedor. Empreendedores precisam saber planejar suas ações e delinear as estratégias da empresa a ser criada ou em crescimento. A principal utilização do plano de negócios é a de prover uma ferramenta de gestão para o planejamento e desenvolvimento inicial de uma start-up. (Dornelas, 2001) Para o SEBRAE, o plano de negócio é um documento pelo qual o empreendedor formaliza os estudos a respeito de suas idéias, transformando- as em um negócio, que será analisado para decidir quanto à viabilidade da empresa a ser criada. Cenários são criados para que se atinjam os objetivos do empreendimento. A partir do estudo e levantamento de hipóteses acerca dos cenários, o empreendedor pode ter uma visão mais clara da possibilidade de sucesso e dos potenciais riscos de seu empreendimento. Para Dornelas
(2001), “quando um negócio é bem planejado, tem chance muito maior de ser bem sucedido do que um sem nenhum planejamento, nas mesmas condições”. O plano de negócios é seguramente o documento mais importante para o empreendedor no estágio inicial, pois mostra a expectativa financeira e o ajuda a sustentar a expectativa do que necessita ser realizado (Hisrich e Peters, 2004). O plano de negócios é um documento completo que reúne todas as informações necessárias a todos os públicos que possam se interessar por ele: fornecedores, clientes, colaboradores e o próprio empreendedor, com uma linguagem única e objetiva. Pode também ser utilizado como instrumento de controle para esse empreendedor, que assim pode acompanhar o crescimento da empresa e o atingimento dos objetivos propostos (Dolabela, 1999). A elaboração de um plano de negócios eficaz trará os seguintes benefícios, segundo Bangs (1998):
dos sócios e suas atribuições, os prazos para consecução, que darão uma noção temporal da execução do projeto e o que a empresa tentará propor como diferencial competitivo, afim de não ser apenas mais uma no mercado, mas uma empresa com algo de diferente a oferecer aos seus consumidores (Dornelas, 2001)
5.2.2 Plano Operacional
Compreende os sistemas que a empresa irá utilizar para suas operações. Segundo Dornelas (2001), “deve apresentar as ações que a área ou áreas responsáveis pelo projeto na organização estão planejando em seu sistema produtivo e o processo de produção”. Fluxo operacional, sistema de gestão adotado, estoques, controles, layout das instalações e outros processos também são abordados nesta seção.
5.2.3 Plano de Recursos Humanos
Recrutamento de pessoas é uma das partes mais importantes na formação de um empreendimento, pois é através delas que as relações serão estabelecidas com clientes, fornecedores e colaboradores (Hisrich e Peters, 2004). O plano de recursos humanos especifica o perfil das pessoas a serem selecionadas, política salarial e de benefícios, treinamentos e desenvolvimento das mesmas. É importante que a seleção dos colaboradores seja bem feita, de modo que se crie empatia entre eles.
5.2.4 Plano de Marketing
Para Hisrich e Peters (2004), o plano de marketing “descreve condições de mercado e estratégias relacionadas ao modo como os produtos e serviços serão distribuídos, apreçados e promovidos”. Segundo os mesmos autores, “o plano de marketing estabelece como o empreendedor competirá e operará de modo eficiente no mercado e, assim, atingirá as metas e objetivos do novo empreendimento”. O plano de marketing é dividido em análise do mercado, a fim de conhecer o ambiente em que o empreendimento ocorrerá, e estratégia de marketing, que definirá como a empresa entrará no mercado, baseada nos 4 P’s no composto de marketing. “Deve-se atentar muito para este plano, pois o marketing está se tornando mais uma batalha baseada em informações do que uma batalha baseada em vendas” (Kotler 2000).
5.2.4.1 Análise de Mercado
Para Dornelas (2001), a análise de mercado deve mostrar qual a oportunidade a ser perseguida. Nesta análise se apresenta o conhecimento do mercado em que se vai atuar, sua segmentação, crescimento, características do consumidor e análise da concorrência. As empresas e seus fornecedores, intermediários, concorrentes, consumidores e público operam em um macro ambiente, no qual as forças e tendências moldam oportunidades e apresentam ameaças. Estas forças são, na verdade, fatores não controláveis, mas que a sua empresa deve monitorar e responder (Aiub, Andreolla e Allegretti, 1998). Portanto, é de grande importância que se faça uma análise do mercado em que o empreendimento será inserido, a fim de verificar quais são estas oportunidades e ameaças e como irão impactar no negócio.