






Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Deficiência Intelectual
Tipologia: Notas de estudo
1 / 11
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!







Stefanny Alencar Vieira
Considerando-se que a criança com deficiência intelectual apresenta dificuldades em assimilar conteúdos abstratos, faz-se necessário a utilização de
material pedagógico concreto, e de estratégias metodológicas práticas para que esse aluno desenvolva suas habilidades cognitivas e para facilitar a construção do conhecimento. Os jogos e brincadeiras são estratégias metodológicas que apresentam as duas características acima citadas. Proporcionam a aprendizagem através de materiais concretos e de atividades práticas, onde a criança cria, reflete, analisa e interage com seus colegas e com o professor. O termo deficiência é usado para definir a ausência ou disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica do ser humano. As crianças que possuem um desenvolvimento diferenciado por apresentarem lesões em seu aparato sensorial, físico ou cognitivo, são considerados deficientes. A trajetória desse projeto decorre da experiência compartilhada com alunos de uma escola da rede pública. O contexto envolve a elaboração coletiva de projeto político pedagógico numa perspectiva inclusiva. Na complexa realidade brasileira, o termo “inclusão” assume significado variado, pois precisa se adequar a práticas e políticas educacionais voltadas para determinadas localidades. A educação inclusiva propõe que todas as pessoas com necessidades educacionais especiais sejam matriculadas na escola regular, baseando-se no princípio da educação para todos. Nesse cenário, a escola apresenta-se como espaço apto a promover transformações, aberta a lidar com as diferenças, sejam elas de ordem racial,econômica, entre outras, uma vez que fazem parte da sociedade e estão presentes em diferentes ambientes, sendo um destes o escolar (LEÃO 2004). A educação física é constituída em uma ampla área de adaptação ao permitir, a participação de pessoas em atividades físicas adequadas as suas capacidades, propiciando a estes tal experiência, além da valorização e a integração na sociedade. Quando a educação física é adaptada ao aluno que possui alguma deficiência, possibilita ao mesmo a compreensão de suas limitações e capacidades, dando suporte na busca de uma melhor adaptação. (CIDADE; FREITAS, 1997).
O desafio da educação especial Brasileira é a implantação de uma educação de qualidade e com a organização de escolas que atendam a todos os alunos sem nenhum tipo de discriminação e que reconheçam as diferenças como fator de enriquecimento no processo educacional. A Educação Física deve propiciar o desenvolvimento global de seus alunos, ajudar para que o mesmo consiga atingir a adaptação e o equilíbrio que requer suas limitações e ou deficiência; identificar as necessidades e capacidades de cada educando quanto às suas possibilidades de ação e adaptações para o movimento; facilitar sua independência e autonomia, bem como facilitar o processo de inclusão e aceitação em seu grupo social, quando necessário (STRAPASSON, 2007, p 8). Os objetivos para os deficientes são os mesmos, e só, as regras, as normas, a organização e os procedimentos de cada atividade particular requerem um mínimo de adaptação a fim de brindar as atividades de tempo livre uma conjuntura flexível, mesmo que compensadora. As tarefas principais do professor de educação física adaptado são promover a autoconfiança e aceitação que permitirão à pessoa deficiente desenvolver habilidades e talentos que compensem a sua deficiência física.
A Deficiência Intelectual caracteriza-se por importantes limitações, tanto no funcionamento intelectual quanto no comportamento adaptativo, expresso nas habilidades conceituais, sociais e práticas e tem início antes dos 18 anos de idade. Os três principais critérios diagnósticos da Deficiência Intelectual são:
No dia a dia, isso significa que a pessoa com Deficiência Intelectual tem dificuldade para aprender, entender e realizar atividades comuns para as outras pessoas. Muitas vezes, essa pessoa se comporta como se tivesse menos idade do que realmente tem.
O projeto desenvolvido aconteceu a partir de leituras e analises práticas numa escola, a fim de verificar as dificuldades das pessoas com deficiência intelectual em realizar determinadas tarefas ou movimentos. Vejo que é importante que as aulas de
A aula iniciará com um alongamento em seguida um aquecimento breve. A primeira atividade proposta será sobre esportes, o aluno corre pela lateral da quadra de costas numa velocidade reduzida, passará pelo cone em seguida trabalha a lateralidade pega uma bola e tenta derrubar todos os cones que estarão na frente dele. A segunda atividade é uma brincadeira que usa apenas os corpos como brinquedo, é colocado duas pessoas frente a frente, o mentor da brincadeira vai falando as coordenadas que os participantes devem fazer. Assim o parceiro que estiver na frente do colega deve fazer tudo que ele estiver fazendo funcionando como um espelho para ele. Os principais benefícios são inclusão, e interação entre os alunos. A terceira atividade será desenvolvida através de folhas a4 o objetivo da atividade é realizar exercícios de movimentação usando folhas de papel enquanto mantém equilíbrio e controle o objetivo da mesma é trabalhar o equilíbrio e flexibilidade não esquecendo também dos conceitos secundários força muscular e resistência cardiorrespiratória. A volta a calma será com uma musica para que os alunos possam relaxar e usar movimentos corporais conhecendo as habilidades do seu corpo diante de movimentos simples da dança.
● Estimular a atenção e concentração para realizar as atividades. ● Ampliar as habilidades e aperfeiçoar sua potencialidade de atenção.
● Aprimorar a sua comunicação com os demais alunos.
CARACTERIZAÇÃO
As aulas foram aplicadas na escola Estado da Paraíba localizada na cidade de Crato-ce no bairro pimenta o professor que esteve presente nas aulas foi o Guilherme, As atividades propostas aos alunos do 8ª ano teve como objetivo principal promover práticas pedagógicas para que os alunos pudessem se interagir e se incluir nas aulas. Nota-se que os alunos desta instituição são bem ativos e que adoram as aulas de educação física, 90% participaram e colaboraram com as atividades, vale ressaltar também que sempre existem alguns mais tímidos que preferem ficar no seu canto. Os pontos positivos que levo destas minhas experiência na escola são oportunizar a criatividade do educando, fazendo com que ele também expresse suas experiências corporais independentemente das suas particularidades enfatizando sempre o respeito ao outro, Outro ponto positivo que observei na aula foi a maneira como eles valorizam a prática desportiva. Assim como diz Bracht apud Medeiros (2007): “possibilitar a tematização do esporte na escola quando se atribui um significado menos central ao rendimento e à competição, e procura permitir aos educandos vivenciar também formas da prática esportiva que privilegiem antes o rendimento possível e a cooperação. (p. 194). Aprendi que é necessário um preparo das aulas, estudar o assunto e objetivar cada prática. Tentar ensinar aos alunos que a educação física proporciona diversas coisas e que todas as atividades ministradas poderão auxiliá-los na sua caminhada escolar e conseqüentemente auxiliará nas escolhas que cada um fará futuramente.
Os métodos é o fio condutor do processo ensino-aprendizagem, é neles que os objetivos são articulados ás estratégias, ou seja, é por meio dele que as práticas educacionais tornam-se adequadas. As aulas aplicadas foram de acordo com as necessidades dos alunos, foi utilizado som, cones, bola e folhas a4. Considerando as dificuldades que os alunos com deficiência intelectual apresentam e a necessidade do desenvolvimento de estratégias de aprendizagem elaborada, que visam atender e facilitar o desenvolvimento de todos os alunos é
ao espaço. Com relação à organização das atividades, inicialmente foram organizadas centradas no coletivo para estabelecer trocas e relação de confiança e reconhecer o grupo e suas possibilidades. Por conta disso as atividades eram simples e de fácil execução para que todos pudessem estar inseridos. Inicialmente, percebeu-se que a maioria do grupo exigia suporte individual para a organização das atividades, tanto no domínio motor quanto no intelectual, precisando um acompanhamento mais individualizado na relação aluno-professor- atividade. Também um ponto a ser considerado é que alguns alunos apresentavam comportamentos sociais que dificultavam a organização da aula, como por exemplo, a não participação durante a aula e o medo do fracasso na realização das atividades Seguindo dessa forma, conseguimos perceber avanços significativos no decorrer das aulas com a turma, sendo que a autonomia nos movimentos dada aos alunos com maiores comprometimentos se refletiu em uma melhor organização das atividades. Uma rotina com a turma foi estabelecida, tendo como eixo central a organização da aula, sendo feito da seguinte forma: chamavam-se os alunos, explicava-se o objetivo central e a cada atividade
Pode-se concluir que a deficiência intelectual pode ser trabalhada de forma adaptativa com os alunos, pois os mesmo têm dificuldades na memorização, tem o bloqueio de algumas informações, então a prática do lúdico foi de fundamental importância, os alunos conseguiram fazer as atividades sem dificuldades, de forma clara e objetiva, a aprendizagem e o interesse dos alunos tiveram um significado eficiente, tanto os alunos quanto o professor foram mediador do conhecimento.
AMIRALIAN M. et al., Conceituando a deficiência, Rev. Saúde Pública, 34 (1), 2000.
COLL C. et al., Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Medicas Sul, 1995. v. 3.