














Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
artigos sobre os processos que ocorrem durante a comunicação
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
1 / 22
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!















Percepção da Realidade
Percepção A imagem que a percepção nos fornece do mundo não é uma reprodução exacta do mundo exterior na sua realidade física. Perante a multiplicidade de estímulos, o ser humano não é um receptor passivo. O ser humano selecciona e discrimina os estímulos de tal modo que os mesmos estímulos podem ser interpretados de diferentes modos, por diferentes sujeitos. A percepção do mundo exterior é algo que se vai construindo através do processo de comunicação inter-pessoal, apesar de se tratar de um processo interno. Ela desenvolve-se em função do contexto sócio-cultural em que se vive. É através dos sentidos que captamos a realidade envolvente. O comportamento de cada um, forma-se em função da imagem que adquire do mundo, em função da experiência, das pessoas e das coisas percepcionadas, em suma, em função da percepção que se faz da realidade.
O boato
Representação da realidade
Sistema sensorial:
Percepção da realidade
«Boatos: o meio de comunicação mais velho do Mundo»
Jean Nöel Kapfner, Publicações Europa América
O boato é um fenómeno que se manifesta particularmente em situações de crise ou de falta de informação. À partida, o processo de formação de um boato ocorre involuntariamente. O boato origina-se nas primeira trocas de comunicação entre indivíduos. A comunicação estabiliza-se na 6ª transmissão. O boato não tem feedback. Nunca se consegue chegar junto da fonte que o originou. A fonte aparece com credibilidade mas não se consegue identificar quem é.
Ingredientes para a formação de um boato
Matérias que gerem ansiedade propagam-se com maior rapidez.
Mecanismos psicológicos que ocorrem entre a informação que dá origem ao boato e ao boato propriamente dito
Nivelamento À medida que o boato circula vai comportando cada vez menos palavras até atingir uma forma estereotipada em que permaneça inalterado.
Estimulação Consiste na selecção de um número limitado de pormenores, escolhidos devido ao seu carácter insólito, e consiste, ao mesmo tempo, no exagero desses mesmos pormenores e na sua adaptação ao presente.
Assimilação Apoia-se nas paixões de quem escuta, ou seja, apresentam- se as coisas como as pessoas estão habituadas a vê-las. A assimilação é feita através da lógica de cada um, dos preconceitos e interesses.
O contrário também é verdade. Se o que o emissor ao transmitir uma mensagem que vai contra as opiniões e as atitudes do receptor, maior será a resistência à mensagem e menos eficaz ela será.
Atitude (definição da psicologia) Atitude em psicologia é aquilo que está por detrás dos comportamentos (o que no dia-a-dia chamamos de atitude ), ou seja, a opinião, as convicções em relação a determinado assunto. Na distorção da comunicação a atitude influi da seguinte forma:
Estrutura e dinâmica de Grupos Grupo Conjunto limitado de indivíduos que interagem entre si, que se regem por normas e procuram atingir um objectivo comum. O grupo tem capacidade de responder às necessidades dos indivíduos, mas um só grupo não satisfaz estas necessidades. Daí o indivíduo necessitar pertencer a vários.
Características de um Grupo Nem todos os conjuntos de indivíduos podem ser designados por grupo. Para o serem necessitam de ter:
Traços que definem os grupos
13/11/
Processo de socialização Processo de aprendizagem gradual da vivência em sociedade e da interiozação de valores por ela inculcados, ou seja, as normas. Por este processo, o homem torna-se membro da sociedade. Indivíduos que tenham processos de socialização semelhantes tendem a entender-se com muito mais facilidade. O Homem é simultaneamente sociável e socializável. É o fenómeno da socialização que afecta e desenvolve a liberdade de ser de cada um, que permite que cada indivíduo se exprima como indivíduo num contexto social.
Interiorização da norma O indivíduo cumpre a norma mas pode ou não interiorizá-la. Há uma pressão social sobre ele para o cumprimento da norma. A infracção da norma pode ser importante no processo da sua interiorização.
Agrupamentos humanos que não são grupos Categoria social Não é um grupo. É um conjunto de indivíduos mais ou menos dispersos que têm características comuns reconhecidas pela sociedade. Ou seja, a categoria social é constituída por indivíduos que têm em comum uma ou mais características mas que não estão em comunicação.
Grupos Espontâneos e Artificiais (em relação ao momento da criação do grupo)
Grupos Primários e Secundários
Características psicológicas dos grupos primários
4/12/
Classificação dos grupos por K. Munné Grupos Formais e Informais
Grupos Voluntários e Involuntários (ou de Adesão Forçada)
Grupos Abertos e Fechados
Grupos Estáveis e Instáveis O que os distingue é a duração do grupo, mas também é importante a força do vínculo grupal. Se for forte, o grupo tende a ser mais estável. A própria duração do grupo, independentemente do vínculo, também distingue a estabilidade dos grupos.
Dinâmica de grupo Quem pela primeira vez falou de dinâmica de grupo foi Kurt Lewin, psicólogo alemão, em 1944 num artigo sobre a «Teoria e a Prática». O grupo é uma realidade dinâmica: pode haver alteração das normas, funções, etc.
Investigação/acção Kurt Lewin diz que a investigação e a acção estão intimamente ligadas, em interacção. A teoria tem de estar ao serviço da prática, mas a prática não pode estar desligada da teoria. Quando se aplica na prática uma teoria estamos a melhorar essa teoria e a permitir melhor o seu conhecimento. A prática levanta novas questões teóricas. É sobretudo na dinâmica dos grupos que esta interacção investigação/prática é muito importante, não podendo ser de outra forma.
A mudança e a resistência à mudança Constitui um aspecto essencial na vida dos grupos. Existem situações em que a tendência é maior para a mudança e outros casos em que é para uma maior resistência à mudança.
11/12/
Corrente Dinamista
Factores de Coesão (Festinger, Shacter)
Comportamento do grupo O grupo comporta-se como tal enquanto se mantém. A influência, quer em qualidade quer em intensidade, dos vários membros do grupo vai delinear a forma como o grupo se comporta. A situação ideal é que todos os indivíduos desempenhem uma influência no grupo. Inclusivé no âmbito do comportamento de grupo existe um factor importante: a Liderança.
Liderança Um indivíduo pode mostrar grande capacidade num dado grupo e noutro não ter capacidade nenhuma de liderança. Podem-se identificar duas formas de liderança:
Tipos de liderança
O mesmo líder pode em momentos diferentes optar pelo tipo de liderança que mais se adapta à situação em causa.
8/01/1996 e 15/01/
Redes de Comunicação
Comunicação nos grupos As comunicações cimentam o grupo, pois é na medida em que há autêntica e profunda correspondência entre dos membros que o grupo pode viver e sobreviver. Observa-se que as comunicações são geralmente detidas pelos líderes do grupo, que funcionam como filtros e nem sempre comunicam todo o conteúdo a toda a gente. Por outro lado,
algumas notícias circulam no interior dos subgrupos, mas nem sempre atingem os membros isolados.
Para que a comunicação seja possível é necessário que esta circule em três sentidos:
Comunicação formal e Comunicação informal Em empresas e grupos formais pode-se verificar com rigor a forma de comunicação e a sua direcção. Uma rede de comunicação eficaz caracteriza-se essencialmente por favorecer a difusão da mensagem de modo a que ela possa chegar aos receptores, aos destinatários, com o máximo de exactidão e precisão.
No caso dos grupo informais não é possível identificar a direcção da comunicação, pois esta é dominantemente informal. Da mesma forma, não é possível conhecer a sua estrutura, ou seja, quem comunica mais ou por quem passa mais informação. Se a comunicação depende da estrutura também contribui para a definição dessa mesma estrutura. Dentro das empresas também existe comunicação informal, com mais frequências nos casos em que os canais de comunicação formais não funcionam.
Um canal de comunicação quando funciona tem tendência a ser mais utilizado e com novas funções para que não foi preparado. Corre, assim, o risco de se saturar, pois deixa de ter capacidade para gerir toda a informação.
2º Semestre
4/03/1996 e 18/03/
Processos Cognitivos Atenção
Atenção: captação e manutenção da atenção
H. Kendler Liga a atenção a outros processos cognitivos.
Atenção e Percepção A atenção faz parte do estudo da percepção. O primeiro momento da percepção é a atenção. A atenção em psicologia refere-se à selectividade dos processos perceptivos. Só damos atenção àquilo que percepcionamos.
Porque é que determinado estímulo toma enfase num conjunto de estímulos?
1. Variáveis de estímulo Tem a haver com a forma como os estímulos estão organizados. a) Intensidade b) Constraste c) Movimento são variáveis manipuláveis.
Intensidade As estruturas de estímulo podem ser dispostas de tal maneira que uma característica do estímulo sobressaia. Estímulos são intensos quando comparados com outros.
Contraste Um estímulo que constraste com o fundo tem tendência a despertar mais a atenção.
Movimento Um estímulo em movimento capta mais a atenção do que se esse estímulo estiver parado.
2. Variáveis motivacionais e aprendizagem São variáveis que não se podem alterar facilmente. Captar a atenção de alguém para o que ela já está motivada é muito difícil. Uma pessoas tem tendência a dar atenção a algo que não conhece. Para saber se estamos a apresentar uma novidade precisamos conhecer a forma como o público reage a esse estímulo.
Preparação perceptiva A tendência que o organismo tem para prestar atenção a certas características de uma estrutura de estímulos, de acordo com os interesses pessoais.
As veriáveis motivacionais e de aprendizagem dependem fortemente dos estímulos para que cada indivíduo está estimulado e também de acordo com a sua vivência.
25/03/1996 e 15/03/ Memória
Memória, Aprendizagem e Esquecimento Aprendizagem e memória são processos complementares, um e outro imprescindíveis na aquisição de condutas. Não se pode conservar nem evocar o que não se tenha adquirido, como também não se pode falar em aquisições, se o que se adquiriu não perdura no tempo. Esquecimento diz respeito às coisas que aprendemos mas que não conseguimos recordar. O esquecimento tem uma função selectiva pela qual o psiquismo faz a depuração de todas as experiências e materiais que não interessam ao estilo de vida do sujeito e à construção do presente.
Teoria do desuso A teoria do desuso diz que certas coisas que não são treinadas/ /usadas são mais facilmente esquecidas. Esta teoria não se aplica às habilidades (conduzir, andar de bicicleta, etc.).
Recordações
Esquecimento
Memória^ Aprendizagem
Reaprender Só podemos falar em reaprender porque existe memória. A reaprendizagem é mais fácil que a aprendizagem, pois no insconsciente estão memorizadas as informação que não conseguimos lembrar.
Memória e aprendizagem A presença de uma necessidade e a existência de um obstáculo são condições indispensáveis para desencadear uma situação de aprendizagem.
O método de ensaios e erros corresponde a uma situação em que há mais que uma resposta possível, mas nem todas são reforçadas.
Insight ou Intuição A intuição consiste no aparecimento brusco, repentino, da forma exacta de resolver uma situação problemática.
Memória e Percepção A percepção e a consciência vão entrar em linha de conta com os dados que estão na nossa memória. É em função dos conhecimentos que temos que vamos percepcionar o mundo de determinada forma.
Natureza da Memória A memória pressupõe:
Codificação A codificação (estratégias de memorização) vai permitir a maior ou menor facilidade de se recordar determinada informação.
Recordação Existem duas formas de recordação:
Factores de aprendizagem A aprendizagem depende de múltiplos factores, alguns dos quais derivam do contexto da aprendizagem, do modo como está organizada e outras das diferenças indivíduais entre os sujeitos.
Método O método de memorização é algo muito importante para depois da aprendizagem ser mais fácil recordar. A recordação é uma medida de memória, assim como o esquecimento, e avalia o método de memorização. É a proporção
entre estas duas medidas que dará o grau de aprendizagem de um indivíduo.
Sistemas de Memória (Atkinson e Shiffrin)
Memória sensorial - 1 segundo Não há interpretação (percepção) das sensações. Os orgãos sensoriais apenas são impressionados.
Memória a curto prazo - 15 segundos É necessário que fiquem retidas informações da memória sensorial.
Memória remota É a única informação que fica armazenada. Qualquer informação retida na memória remota tem que passar pelas outras memórias. A percepção (ou consciência das coisas) requer sempre uma relação/comparação entre o presente e o passado. A forma como se interpreta o presente está condicionada pelo nosso passado.
22/04/ Percepção
Percepção - Linda Davidoff
Entre o estímulo e aquilo que vai ser percepcionado existe um conjunto de factores que condicionam o nível de percepção, como sejam:
Linda Davidoff Percepção «A percepção define-se como o processo de organizar e de interpretar dados sensoriais recebidos (sensações) para desenvolvermos a consciência do ambiente que nos cerca e de nós mesmos.»
A percepção implica interpretação, a sensação não.
13/05/
Recepção do estímulo Actividade intermédia em que vão intervir um grande número de variáveis. Percepção Implica sempre a interpretação. Sensação Mera recepção dos sinais externos.
Gestaltistas Estudaram o processo cognitivo da percepção. Este movimento surge em paralelo com o movimento Behaviorista. Têm apenas em comum a sua oposição ao movimento Estruturalista.
3 Postulados do Gestaltismo
5 Príncipios subjacentes à boa organização perceptiva
A distância entre os objectos no campo estimulatório determina a organização perceptiva. +++ +++ +++ Neste exemplo, num primeiro momento percepcionamos três grupos de cruzes.
Percepção: aprendida ou inata? A organização perceptiva e o sistema nervoso estão intimamente ligados. Para os Gestaltistas a forma como fazemos a leitura pelo agrupamento e a nível da figura e do fundo, confirmam que a percepção é inata. Os Behavioristas dizem que tudo isso resulta de um processo de aprendizagem. A controvérsia entre estas duas correntes deixa de ter fundamento, pois que todo o comportamento humano resulta da interacção entre o organismo e o meio ambiente, pelo que há que atender a uma função conjugada dos factores inatos ou hereditários e dos factores aprendidos ou adquiridos (Teoria Operatória).