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Redação - Redação
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!


































































O relato de um fato, real ou imaginário, é denominado narração. Pode seguir o
tempo cronológico , de acordo com a ordem de sucessão dos acontecimentos, ou o tempo psicológico , em que se privilegiam alguns eventos para atrair a atenção do leitor. A escolha do narrador , ou ponto de vista , pode recair sobre o protagonista da história, um observador neutro, alguém que participou do acontecimento de forma secundária ou ainda um espectador onisciente, que supostamente esteve presente em todos os lugares, conhece todos os personagens, suas idéias e sentimentos. As falas dos personagens podem ser apresentadas de três formas: discurso direto , em que o narrador transcreve de forma exata a fala do personagem; discurso indireto, no qual o narrador conta o que o personagem disse, e discurso indireto livre , em que se misturam os dois tipos anteriores.
O conjunto dos acontecimentos em que os personagens se envolvem chama-se
enredo. Pode ser linear , segundo a sucessão cronológica dos fatos, ou não-linear , quando há cortes na seqüência dos fatos. É comumente dividido em exposição , complicação , clímax e desfecho.
Os Elementos da Narrativa são os seguintes:
*Acontecimento - O quê? Fato
*Tempo - Quando? Época em que ocorreu o fato
*Espaço - Onde? Lugar onde ocorreu o fato
*Modo - Como? De que forma ocorreu o fato
A exposição de idéias a respeito de um tema, com base em raciocínios e argumentações, é chamada dissertação. Nela, o objetivo do autor é discutir um tema e defender sua posição a respeito dele. Por essa razão, a coerência entre as idéias e a clareza na forma de expressão são elementos fundamentais.
A organização lógica da dissertação determina sua divisão em introdução, parte em que se apresenta o tema a ser discutido; desenvolvimento , em que se expõem os argumentos e idéias sobre o assunto, fundamentando-se com fatos, exemplos, testemunhos e provas, o que se quer demonstrar; e conclusão, na qual se faz o desfecho da redação, com a finalidade de reforçar a idéia inicial.
Atenção: a linguagem do texto dissertativo-argumentativo costuma ser impessoal (verbos na 3ª.pessoa) objetiva e denotativa (sentido real das palavras). Mais raramente, entretanto, há a combinação da objetividade com recursos poéticos, como metáforas e alegorias. Predominam formas verbais no
presente do indicativo e emprega-se o padrão culto e formal da língua.
Dissertar é o mesmo que desenvolver ou explicar um assunto, discorrer sobre ele. Assim, o texto dissertativo pertence ao grupo dos textos expositivos , juntamente com o texto de apresentação científica, o relatório, o texto didático, o artigo enciclopédico. Em princípio, o texto dissertativo não está preocupado com a persuasão e sim, com a transmissão de conhecimento , sendo, portanto, um texto informativo.
Os textos argumentativos , ao contrário, têm por finalidade principal persuadir o leitor sobre o ponto de vista do autor a respeito do assunto.
Quando o texto, além de explicar, também persuade o interlocutor e modifica seu comportamento, temos um texto dissertativo-argumentativo.
É um documento que reúne as informações profissionais para alguém que se candidata a um emprego. Contém objetivo, formação escolar, idiomas que domina, experiência profissional, pretensão salarial, etc.
É uma pequena história (uma narrativa inverossímil), com fundo didático, que tem como objetivo transmitir uma lição de moral.
A VIÚVA. Quando a amiga lhe apresentou o garotinho lindo dizendo que era seu filho mais novo, ela não resistiu e exclamou:
— Mas, como, seu marido não morreu há cinco anos? — Sim, é verdade — respondeu a outra, cheia de compreensão, sabedoria e calor que fazem os seres humanos — mas eu não!
MORAL: NÃO MORRE A PASSARADA QUANDO MORRE UM PÁSSARO.
Quando sua redação for uma ficção, ou quando quiser fazer alusão a determinados tipos, aproveite os nomes próprios para auxiliar nas sugestões pretendidas
É um tipo de texto em que alguém expressa sua maneira de ser, seu interior, suas emoções, seu pensamento. É uma conversa consigo mesmo.
Se não tem ninguém para conversar e fala sozinho (“com seus próprios botões”) ou com alguém (ou algo) que não pode responder, está, então, monologando.
Deveria falar-lhe, dizer-lhe o que sentia por ela? Talvez não pudesse conter as emoções toda vez que a visse. E então diria a ela tudo o que sempre quisera. Que a amara desde a primeira vez que a vira, que aguardava ansiosamente o momento em que a veria de novo. Que não hesitaria em fugir com ela, se essa fosse a condição para ficarmos juntos. Largaria tudo: casa, emprego, posição social, amigos...
1.1 .O aluno deve preencher corretamente todos os itens do cabeçalho com letra legível.
1.2 .Centralizar o título na primeira linha, sem aspas e sem grifo. O título pode apresentar interrogação desde que o texto responda à pergunta.
1.3. Pular uma linha entre o titulo e o texto, para então iniciar a redação.
1.4. Fazer parágrafos distando mais ou menos três centímetros da margem e mantê-los alinhados.
1.5. Não ultrapassar as margens (direita e esquerda) e também não deixar de atingi-las.
1.6. Evitar rasuras e borrões. Caso o aluno erre, ele deverá anular o erro com um traço apenas..
1.7. Apresentar letra legível, tanto de fôrma quanto cursiva.
1.8. Distinguir bem as maiúsculas das minúsculas.
1.9. Evitar exceder o número de linhas pautadas ou pedidas como limites máximos e mínimos. Ficar aproximadamente entre cinco linhas aquém ou além dos limites.
1.10. Escrever apenas com caneta preta ou azul. O rascunho ou o esboço das idéias podem ser feitos a lápis e rasurados. O texto não será corrigido em caso de utilização de lápis ou caneta vermelha, verde etc. na redação definitiva.
Discurso direto
Examinando este passo do conto Guaxinim do banhado, de Mário de Andrade:
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele - “Chente! que vida dura esta de guaxinim do banhado!...”
verificamos que o narrado, após introduzir o personagem, o guaxinim, deixou-o expressar- se “Lá na língua dele”, reproduzindo-lhe a fala tal como ele a teria organizado e emitido.
A essa forma de expressão, em que o personagem é chamado a apresentar as suas próprias palavras, denominamos discurso direto.
Observação
No exemplo anterior, distinguimos claramente o narrador, do locutor, o guaxinim.
Mas o narrador e locutor podem confundir-se em casos como o das arrativas memorialistas feitas na primeira pessoa. Assim, na fala de Riobaldo, o personagem-narrador do romance de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa.
“Assaz o senhor sabe: a gente quer passar um rio a nado, e passa; mas vai dar na outra banda é num ponto muito mais embaixo, bem diverso do que em primeiro se pensou. Viver nem não é muito perigoso?”
Ou, também, nestes versos de Augusto Meyer, em que o autor, liricamente identificado com a natureza de sua terra, ouve na voz do Minuano o convite que, na verdade, quem lhe faz é a sua própria alma:
“Ouço o meu grito gritar na voz do vento:
Características do discurso direto
“E Alexandre abriu a torneira:
“Felizmente, ninguém tinha morrido - diziam em redor.” (Cecília Meirelles)
“Os que não têm filhos são órfãos às avessas”, escreveu Machado de Assis, creio que no Memorial de Aires. (A.F. Schmidt)
Quando falta um desses verbos dicendi, cabe ao contexto e a recursos gráficos - tais como os dois pontos, as aspas, o travessão e a mudança de linha - a função de indicar a fala do personagem. É o que observamos neste passo:
“Ao aviso da criada, a família tinha chegado à janela. Não avistaram o menino:
Nada. Será que ele voou mesmo?”
Daí ser esta forma de relatar preferencialmente adotada nos atos diários de comunicação e nos estilos literários narrativos em que os autores pretendem representar diante dos que os lêem “a comédia humana, com a maior naturalidade possível”. (E. Zola)
Discurso indireto
“Elisiário confessou que estava com sono.”
variados efeitos artísticos, em consonância com intenções expressivas que só a análise em profundidade de uma dada obra pode revelar.
Do confronto destas duas frases:
“- Guardo tudo o que meu neto escreve - dizia ela.” (A.F. Schmidt)
“Ela dizia que guardava tudo o que o seu neto escrevia.”
verifica-se que, ao passar-se de um tipo de relato para outro, certos elementos do enunciado se modificam, por acomodação ao novo molde sintático.
a)Discurso direto enunciado 1ª ou 2ª pessoa.
Exemplo: “-Devia bastar, disse ela; eu não me atrevo a pedir mais.”(M. de Assis)
Discurso indireto: enunciado em 3ª pessoa:
“Ela disse que deveria bastar, que ela não se atrevia a pedir mais”
b)Discurso direto: verbo enunciado no presente:
“- O major é um filósofo, disse ele com malícia.” (Lima Barreto)
Discurso indireto: verbo enunciado no imperfeito:
“Disse ele com malícia que o major era um filósofo.”
c) Discurso direto: verbo enunciado no pretérito perfeito:
“- Caubi voltou, disse o guerreiro Tabajara.”(José de Alencar)
Discurso indireto: verbo enunciado no pretérito mais-que-perfeito:
“O guerreiro Tabajara disse que Caubi tinha voltado.”
d) Discurso direto: verbo enunciado no futuro do presente:
“- Virão buscar V muito cedo? - perguntei.”(A.F. Schmidt)
Discurso indireto: verbo enunciado no futuro do pretérito:
“Perguntei se viriam buscar V. muito cedo”
e) Discurso direto: verbo no modo imperativo:
“- Segue a dança! , gritaram em volta. (A. Azevedo)
Discurso indireto: verbo no modo subjuntivo:
“Gritaram em volta que seguisse a dança.”
f) Discurso direto: enunciado justaposto:
“O dia vai ficar triste, disse Caubi.”
Discurso indireto: enunciado subordinado, geralmente introduzido pela integrante que:
“Disse Caubi que o dia ia ficar triste.”
g) Discurso direto:: enunciado em forma interrogativa direta:
“Pergunto - É verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora?” (Guimarães Rosa)
Discurso indireto: enunciado em forma interrogativa indireta:
“Pergunto se é verdade que a Aldinha do Juca está uma moça encantadora.”
h) Discurso direto: pronome demonstrativo de 1ª pessoa (este, esta, isto) ou de 2ª pessoa (esse, essa, isso).
“Isto vai depressa, disse Lopo Alves.”(Machado de Assis)
Discurso indireto: pronome demonstrativo de 3ª pessoa (aquele, aquela, aquilo).
Perdido... completamente perdido...”
( H. de C. Ramos)
Do exame dos enunciados em itálico comprova-se que o discurso indireto livre conserva toda a afetividade e a expressividade próprios do discurso direto, ao mesmo tempo que mantém as transposições de pronomes, verbos e advérbios típicos do discurso indireto. É, por conseguinte, um processo de reprodução de enunciados que combina as características dos dois anteriormente descritos.
Observe-se que essa absoluta liberdade sintática do escritor pode levar o leitor desatento a confundir as palavras ou manifestações dos locutores com a simples narração. Daí que, para a apreensão da fala do personagem nos trechos em discurso indireto livre, ganhe em importância o papel do contexto, pois que a passagem do que seja relato por parte do narrador a enunciado real do locutor é, muitas vezes, extremamente sutil, tal como nos mostra o seguinte passo de Machado de Assis:
“Quincas Borba calou-se de exausto, e sentou-se ofegante. Rubião acudiu, levando-lhe água e pedindo que se deitasse para descansar; mas o enfermo após alguns minutos, respondeu que não era nada. Perdera o costume de fazer discursos é o que era.”
a) Evitando, por um lado, o acúmulo de quês, ocorrente no discurso indireto, e, por outro lado, os cortes das oposições dialogadas peculiares ao discurso direto, o discurso indireto livre permite uma narrativa mais fluente, de ritmo e tom mais artisticamente elaborados;
b) O elo psíquico que se estabelece entre o narrador e personagem neste molde frásico torna-o o preferido dos escritores memorialistas, em suas páginas de monólogo interior;
c) Finalmente, cumpre ressaltar que o discurso indireto livre nem sempre aparece isolado em meio da narração. Sua “riqueza expressiva aumenta quando ele se relaciona, dentro do mesmo parágrafo, com os discursos direto e indireto puro”, pois o emprego conjunto faz que para o enunciado confluam, “numa soma total, as características de três estilos diferentes entre si”.
( Celso Cunha in Gramática da Língua Portuguesa, 2ª edição, MEC-FENAME.)
As qualidades do texto valorizadas pelo Enem são o uso de conhecimentos de várias áreas, a utilização dos materiais de apoio e a linguagem direta, simples e correta
O Enem, a proposta da redação é um texto dissertativo. A dissertação é um dos três “gêneros escolares” mais exercitados no ensino médio. Trata-se de uma redação que apresenta a opinião do autor de modo direto, sem a intermediação de personagens, enredos ou de qualquer tipo de recurso que esteja além da sintaxe mais regular possível. Portanto, não seria um exagero afirmar que é, de todos, o gênero mais simples de ser concebido. Mesmo assim, a hora do exame pode ser muito incômoda para o exercício de tanta simplicidade, não é mesmo? Nem sempre desenvolver um texto que exponha a opinião do autor é tarefa fácil, quando esse autor dispõe de um horário e de um tempo “limitadíssimo”. Por isso, preparamos algumas dicas para você:
E muitas disciplinas escolares, estudar bem é treinar bem. Quem seguir as instruções anteriores, a partir de provas do Enem de anos anteriores, terá realizado um bom treino para o exame que vem pela frente. Veja nossas sugestões. Trata-se de um plano de texto e de um roteiro idealizados com base no último exame. Veja abaixo a proposta de redação do Enem
Uma vez que nos tornamos leitores da palavra, invariavelmente estaremos lendo o mundo sob a influência dela, tenhamos consciência disso ou não. A partir de então, mundo e palavra permearão constantemente nossa leitura e inevitáveis serão as correlações, de modo intertextual, simbiótico, entre realidade e ficção.
Lemos porque a necessidade de desvendar caracteres, letreiros, números faz com que passemos a olhar, a questionar, a buscar decifrar o desconhecido. Antes mesmo de ler a palavra, já lemos o universo que nos permeia: um cartaz, uma imagem, um som, um olhar, um gesto. São muitas as razões para a leitura. Cada leitor tem a sua maneira de perceber e de atribuir significado ao que lê.
Inajá Martins de Almeida. O ato de ler. Internet: www.amigosdolivro.com.br (com adaptações).
Minha mãe muito cedo me introduziu aos livros. Embora nos faltassem móveis e roupas, livros não poderiam faltar. E estava absolutamente certa. Entrei na universidade e tornei-me escritor. Posso garantir: todo escritor é, antes de tudo, um leitor.
Moacyr Scliar. O poder das letras. In: TAM Magazine, jul./2006, p. 70 (com adaptações).
Existem inúmeros universos coexistindo com o nosso, neste exato instante, e todos bem perto de nós. Eles são bidimensionais e, em geral, neles imperam o branco e o negro.
Estes universos bidimensionais que nos rodeiam guardam surpresas incríveis e inimagináveis! Viajamos instantaneamente aos mais remotos pontos da Terra ou do Universo; ficamos sabendo os segredos mais ocultos de vidas humanas e da natureza; atravessamos eras num piscar de olhos; conhecemos civilizações desaparecidas e outras que nunca foram vistas por olhos humanos.
Estou falando dos universos a que chamamos de livros. Por uns poucos reais podemos nos transportar a esses universos e sair deles muito mais ricos do que quando entramos. Internet: www.amigosdolivro.com.br (com adaptações).
Considerando que os textos acima têm caráter apenas motivador, redija um texto dissertativo a respeito do seguinte tema:
Existem dois tipos de dissertação: a dissertação expositiva e a dissertação argumentativa. A primeira tem como objetivo expor, explicar ou interpretar idéias; a segunda procura persuadir o leitor ou ouvinte de que determinada tese deve ser acatada. Na dissertação argumentativa,