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trabalho de redaçao forense
Tipologia: Trabalhos
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Leia o relatório, a fundamentação e a conclusão do Parecer que se apresenta e, de forma compatível com esse conteúdo, redija uma ementa para essa peça. Não deixe de respeitar, também, todas as orientações já explanadas.
Ementa Interrupção de gravidez. Anomalia incurável. Anacrania. gestantes de risco e em tratamento de problemas no período neo-natal Problemas no período neo-natal. evitar o prolongamento do sofrimento da mãe Aborto.
Trata-se de questão referente à solicitação encaminhada ao Poder Judiciário para a obtenção de autorização que assegure à autora o direito de interrupção de sua gravidez, uma vez comprovado que o feto é portador de uma anomalia incurável, denominada anacrania. O pleito da autora baseia-se nos laudos periciais apresentados pelo Instituto Fernandes Filgueiras, pertencente à Fundação Oswaldo Cruz, especializado no atendimento a gestantes de risco e em tratamento de problemas no período neo-natal. De acordo com a perícia, além de colocar em risco a vida da gestante, em 100% dos casos, a anacrania é incompatível com a vida, Em razão disso, uma comissão de ética médica do Instituto recomendou o aborto do feto, como forma de evitar o prolongamento do sofrimento da mãe. Em despacho datado de 19 de dezembro de 2002, a juíza negou a autorização para a realização do aborto, sob a alegação de que, apesar de os laudos certificarem a morte do feto, seja na fase intra-uterina, seja na neonatal, a lei não confere ao magistrado o poder de determinar o término da vida. Uma autorização legal para o aborto, mesmo nas circunstâncias descritas, equivaleria, segundo a juíza, à condenação de um ser humano com vida à morte. Fundamentou ainda sua sentença com o argumento de que há registros médicos de bebês portadores de anacrania que, submetidos a cuidados especiais posteriores ao nascimento, sobreviveram por um período superior a um mês. A autora recorreu da decisão. É o relatório.
Fundamentação A análise do caso concreto em questão impõe-nos um exercício de prudência e sensibilidade, uma vez que o princípio constitucional que tutela o direito à vida e lhe confere o estatuto de "bem maior" está em pauta. Mãe e feto são possuidores do mesmo direito; entretanto, para que o direito de um possa ser assegurado, mesmo que por um breve tempo, a vida de outro haverá de ficar exposta a risco. A matéria em exame, além de dialogar com o campo dos direitos da personalidade,
nascimento, ou da concepção –, apresenta em seu núcleo um conteúdo de valores ético-morais e religiosos colidentes, que a revestem, ainda mais, de complexidade. Se assumirmos uma perspectiva puramente legalista, a impossibilidade de conceder uma autorização judicial para a prática do aborto, em razão de circunstâncias não previstas pelo Código Penal brasileiro, por si só, seria argumento suficiente para fundamentar uma decisão pela improcedência do pedido encaminhado pela autora à Justiça. Todavia, entre a invocação da norma e sua aplicabilidade linear ao caso concreto existe a dimensão excepcional e o caráter singular do pleito da autora. Trata-se, efetivamente, do
Leia o caso concreto e a ementa que foi para ele produzida. Em seguida, redija o relatório jurídico.
Caso concreto Maria Silva celebrou contrato de compra e venda com a empresa “Casa Clean”, localizada em Porto Alegre, produtora e vendedora de aparelhos domésticos, para adquirir uma máquina de lavar louça, no dia 1º de março de 2006. A empresa fabricou e entregou a máquina no dia 15 de março de 2006. Logo depois, no dia 20 do mesmo mês, a máquina se incendiou, causando danos à cozinha. A empresa providenciou o conserto da máquina, que passou a funcionar regularmente. Contudo, no dia 2 de setembro de 2007, a máquina se incendiou outra vez, causando mais danos à cozinha, destruindo a própria máquina e ferindo Lúcia, de 4 anos de idade, filha de Maria que, no momento do incêndio, estava sozinha na cozinha. Maria e Lúcia propuseram uma ação, no dia 15 de janeiro de 2008, pedindo devolução de dinheiro no valor da máquina e indenização por danos patrimoniais e morais sofridos. A empresa alegou que não era responsável pelo defeito por desconhecê-lo; e que a lesão da menina era culpa preponderante da mãe, que a deixou sozinha na cozinha quando a máquina estava ligada.
Ementa RESPONSABILIADE CIVIL POR DANOS DECORRENTES DE VÍCIO DE PRODUTO – relação de consumo – danos materiais em cozinha – acidente com criança causado por defeito de produto – responsabilidade objetiva – hipossuficiência da consumidora – Parecer favorável à devolução do valor do produto e indenização por danos morais e patrimoniais.
consumo, com o fim de esclarecer a culpa de danos materiais em cozinha por defeito de produto resultando um acidente com criança causado por defeito de produto, gerando uma responsabilidade objetiva em seus produtos postos em circulação. Hipossuficiência da consumidora. Parecer favorável à devolução do valor do produto e indenização por danos morais e patrimoniais. Eis o relatório.
Fortaleza, 22 de setembro de 2009.
Ana Cristina Moraes Nogueira OAB-CE 22150
Caso concreto