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Tipologia: Notas de estudo
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Autor: Constantino Seixas Filho 1
Autor: Constantino Seixas Filho 2
A rede DeviceNet classifica-se como uma rede de dispositivo, sendo utilizada para interligação de equipamentos de campo, tais como sensores, atuadores, AC/DC drives e CLPs. Esta rede foi desenvolvida pela Allen Bradley sobre o protocolo CAN ( Controller Area Network ) e sua especificação é aberta e gerenciada pela DeviceNet Foundation. CAN, por sua vez, foi desenvolvida pela empresa Robert Bosh Corp. como uma rede digital para a indústria automobilística. Hoje existem inúmeros fornecedores de chips CAN: Intel , Motorola, Philips/Signetics, NEC, Hitachi e Siemens.
Figura 1: DeviceNet e faixa de aplicação das redes de campo
A figura 3 ilustra a relação entre CAN e DeviceNet e o stack OSI/ISO:
Aplicação (Nível 7) Nível Aplicação Controle de Enlace Lógico Enlace de Dados (Nível 2) (LLC) Controle de acesso ao meio (MAC) Sinalização do nível físico
Protocolo CAN
Físico (Nível 1) Unidade de Acesso ao Meio (MAU) Meio (Nível 0) Meio de transmissão Figura 2 : DeviceNet e CAN Esta rede possui uma linha tronco de onde derivam as drop lines.
Faixa de Aplicação de Redes
NÍVEL DE AUTOMAÇÃO
Discreto (^) Processo
Negócio
Controle
Dispositivo
SensorNível de Bit^ Interbus
Loop
InterbusProfibus DP
ControlNet
ATM/FDDI
CCLink DeviceNet
SDS Ethernet 10/100/1000 Base-T
ASI Seriplex
CAN
Profibus
FMS
HART
LonWorks
Profibus
PA
IEC/SP50H
IEC/SP50 H
DeviceWFIP
WorldFIP
Aplicações
Autor: Constantino Seixas Filho 4
Figura 4 : Caixa de conexão aberta e conexão selada
A partir de cada dropline vários dispositivos podem ser ligados em daisy chain.
Multiport Tap
Tee Tap
Trunk line segments -molded mini-connectors Drop lines
Field Installable trunk line connectors -screw type -crimp type
Linha Tronco
Trunk line
Droplines
Droplines
Taps may mounted in panels or in junction type boxes with cord grips
Zero drop with temporary terminal support
Zero drop with temporary terminal support
Autor: Constantino Seixas Filho 5
Figura 5 : Topologia da rede DeviceNet As seguintes regras devem ser obedecidas para que o sistema de cabos seja operacional:
Velocidade de Comprimento da derivação transmissão
Distância Máxima (Cabo Grosso)
Distância Máxima (Cabo fino) Máxima^ Acumulada 125 Kbps 500 m 100m 6 m 156 m 250 Kbps 250 m 100m 6 m 78 m 500 Kbps 100 m 100m 6 m 39 m
Tabela 1: Velocidades de transmissão e comprimentos de cabo na DeviceNet
E x e m p l o : C á l c u l o d a d e r i v a ç ã o c u m u l a t i v a
Figura 6 : Cálculo da derivação cumulativa
Autor: Constantino Seixas Filho 7
Figura 8 – Cálculo de queda de tensão numa rede DeviceNet [Sense 2001]
A colocação da fonte de alimentação também segue uma série de regras. Aqui examinaremos apenas alguns princípios básicos:
A corrente máxima suportada pela fonte, em um dado segmento, é função do comprimento máximo do segmento e deve obedecer à tabela abaixo:
Cabo Grosso
Cabo Chato
Cabo Grosso
Cabo Chato Comprimento da rede (m)
Corrente Máxima (A)
Corrente Máxima (A)
Comprimento da rede (m)
Corrente Máxima (A)
Corrente Máxima (A) 0 8.00 8.00 240 1.28 1. 20 8.00 8.00 260 1.19 1. 40 6.53 7.01 280 1.10 1. 60 4.63 4.72 300 1.03 0. 80 3.59 3.56 340 0.91 0. 100 2.93 2.86 360 0.86 0. 120 2.47 2.39 380 0.82 0. 140 2.14 2.05 420 0.74 0. 160 1.89 1.79 440 0.71 ---- 180 1.69 1.60 460 0.68 ---- 200 1.53 1.44 480 0.65 ---- 220 1.39 1.31 500 0.63 ----
Tabela 3 : Comprimento do segmento de rede x corrente máxima para fonte única
Princípios gerais a serem observados para melhorar o posicionamento da fonte:
Autor: Constantino Seixas Filho 8
E x e m p l o
Figura 9 : Posicionamento da fonte de alimentação
Vamos determinar se a fonte de alimentação está sobrecarregada ou não:
Somatório das correntes dos dispositivos da Seção 1: (1,10 + 1,25 + 0,50) = 2,
Somatório das correntes dos dispositivos da Seção 2: (0,25 + 0,25 + 0,25) = 0,
O comprimento da seção 1 é de 86 metros. Consultando a tabela para 100 metros verificamos que a corrente máxima permitida é de 2,93 A. O comprimento da seção 2 é de 158 metros. Consultando a tabela para 160 metros encontramos 1,89 A.
Logo, toda a rede está operacional.
D e v i c e N e t A s s i s t a n t
A Rockwell Automation desenvolveu um aplicativo que facilita a configuração de um barramento DeviceNet. O software realiza os cálculos necessários para verificação de comprimentos de cabo, corrente, etc.
Autor: Constantino Seixas Filho 10
Um nodo só inicia o processo de transmissão, quando o meio está livre. Cada nó inicia um processo de transmissão e escuta o meio para conferir bit a bit se o dado enviado é igual ao dado recebido. Os bits com um valor dominante sobrescrevem os bits com um valor recessivo.
Figura 12 : Processo de arbitragem
Suponha que os nodos 1, 2 e 3 iniciem a transmissão simultaneamente. Todos os nodos escrevem e lêem o mesmo bit do barramento até que o nodo 2 tenta escrever um bit recessivo (1) e lê no barramento um bit dominante (0). Neste momento o nodo 2 passa para o modo de leitura. Um pouco mais à frente o mesmo acontece com o nodo 1. Isto significa que o valor do identificador da mensagem 3 tem um menor valor binário e portanto uma maior prioridade que as demais mensagens.
Todos os nodos respondem com a ACK, dentro do mesmo slot de tempo, se eles receberam a mensagem corretamente.
Autor: Constantino Seixas Filho 11
Utiliza paradigma Produtor/Consumidor que suporta vários modelos de rede:
Produtor/Consumidor O Dado é identificado pelo seu conteúdo. A mensagem não necessita explicitar endereço da fonte e destino dos dados. Também não existe o conceito de mestre. Qualquer nodo pode iniciar um processo de transmissão. Este modelo permite gerar todos os demais:
Mestre/Escravo
O PLC ou scanner possui a função de mestre e realiza um polling dos dispositivos escravos. Os escravos só respondem quando são perguntados. Neste sistema o mestre é fixo e existe apenas um mestre por rede.
Peer to peer
Redes peer to peer não possuem um mestre fixo. Cada nó tem o direito de gerar mensagens para a rede, quando de posse de um token. O mecanismo de passagem de token pode ser baseado na posição do nodo no anel lógico ou definido por um mecanismo de prioridades.
Autor: Constantino Seixas Filho 13
Nestes dois últimos tipos de mensagens o consumidor deve enviar uma ACK ao produtor. Para gerenciar o envio de mensagens de múltiplos consumidores, o ACK handler object deve ser utilizado.
O identificador CAN é utilizado para estabelecer a prioridade do nó no processo de arbitragem e é usado pelos nodos que recebem a mensagem para filtrar as mensagens do seu interesse.
A rede DeviceNet define dois tipos de mensagens: mensagens de entrada e saída e mensagens explícitas.
M e n s a g e n s d e e n t r a d a / s a í d a
São dados de tempo crítico orientados ao controle. Elas permitem o trânsito de dados entre uma aplicação produtora e uma ou mais aplicações consumidoras.
As mensagens possuem campo de dados de tamanho de 0 a 8 bytes que não contém nenhum protocolo, exceto para as mensagens de I/O fragmentado, onde o primeiro byte da mensagem é usado para o protocolo de fragmentação. O significado de cada mensagem é função do identificador CAN. Antes que mensagens utilizando este ID possam ser enviadas, tanto o dispositivo emissor quanto o receptor devem ser configurados.
Identificador Dado CRC <- 0..8 bytes ->
Quando a mensagem supera os 8 bytes, existe um serviço de fragmentação de mensagens que é aplicado. Não existe limite no número de fragmentos.
M e n s a g e n s e x p l í c i t a s
São utilizadas para transportar dados de configuração e diagnóstico ponto a ponto. Estas mensagens possuem baixa prioridade. Elas constituem uma comunicação do tipo pergunta/resposta geralmente utilizadas para realizar a configuração de nodos e o diagnóstico de problemas. O significado de cada mensagem é codificado no campo de dados.
Mensagens explícitas também podem ser fragmentadas.
0 Cabeçalho da mensagem 0 Cabeçalho da Mensagem 1 1 Protocolo de fragmentação 2 2 3 3 4 4 5 5 6
Corpo da Mensagem
Corpo de Mensagem Fragmentada
Autor: Constantino Seixas Filho 14
Figura 13 : Quadro de dados: mensagem explícita não fragmentada x fragmentada
A definição do comportamento de um dispositivo inserido na rede é definida pelo Device Profile.
DeviceNet divide os 11 bits do identificador CAN em quatro grupos: Os três primeiros grupos contém dois campos, um campo de 6 bits para o MAC ID (6 bits <-> 64 endereços) e o restante para o MESSAGE ID. Os dois campos combinados formam o CONECTION ID.
Bits de identificação 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
0 Group 1 Msg ID Source MAC ID 000-3ff Grupo de mensagens 1 1 0 MAC ID
Group 2 Message ID
400-5ff Grupo de mensagens 2 1 1 Group 3 Message ID
Source MAC ID 600-7bf Grupo de Mensagens 3 1 1 1 1 1 Group 4 Message ID (0-2f)
7c0-7ef Grupo de Mensagens 4 1 1 1 1 1 1 1 X X X X 7f0-7ff Idenficadores Inválidos 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
Figura 14: Grupos de mensagens DeviceNet
P r e d e f i n e d M a s t e r / S l a v e C o n n e c t i o n S e t
Em aplicações Master slave com dispositivos simples, não existe necessidade de configuração dinâmica de conexões entre os dispositivos. Neste caso pode-se usar um conjunto especial de identificadores conhecidos como Predefined Master/Slave Connection Set. O tipo e a quantidade de dados a serem gerados por estes dispositivos simples é conhecido em tempo de configuração.
As mensagens do grupo 2 são utilizadas na definição destes identificadores. Neste grupo, o MAC ID não é especificado como Source MAC ID, o que possibilita utilizá-lo como Destination ID. O group ID e o MAC ID estão localizados nos primeiros 8 bits da mensagem o que permite sua filtragem por chips antigos do protocolo CAN, que só trabalham com 8 bits.
Um mestre, desejando se comunicar com diversos escravos, pode pedir emprestado o endereço do destino da mensagem e usar o campo de MAC ID para este fim.
BITS DE IDENTIFICAÇÃO 10 9 8 7 6 5 4 3 2 1 0
Descrição
0 Group 1 Msg ID Source MAC ID (^) Group 1 Messages
Group ID
Autor: Constantino Seixas Filho 16
Os principais objetos definidos são:
O b j e t o I d e n t i d a d e
Cada produto DeviceNet terá uma única instância do objeto identidade. Os atributos serão:
Atributos Serviços
O b j e t o R o t e a d o r d e M e n s a g e n s
Cada produto DeviceNet terá uma única instância do objeto roteador de mensagem (Instância #1). O componente roteador de mensagens é o componente de um produto que passa mensagens explícitas para outros objetos. Ele em geral não possui nenhuma visibilidade externa na rede DeviceNet.
O b j e t o A s s e m b l y
Cada produto DeviceNet terá uma única ou múltiplas instâncias do objeto assembly. O propósito deste objeto é agrupar diferente atributos (dados) de diferentes objetos de aplicação em um único atributo que pode ser movimentado com uma mensagem única.
O b j e t o s d e C o n e x ã o
Cada produto DeviceNet terá tipicamente pelo menos dois objetos de conexão. Cada objeto de conexão representa um ponto terminal de uma conexão virtual entre dois nodos numa rede DeviceNet. Uma conexão se chama Explicit Messaging e a outra I/O Messaging. Mensagens explícitas contém um endereço do atributo, valores de atributo e código de serviço descrevendo a ação pretendida. Mensagens de I/O contém apenas dados. Numa mensagem de I/O toda a informação sobre o que fazer com o dado está contida no objeto de conexão associado como a mensagem de I/O.
O b j e t o s d e P a r a m e t r i z a ç ã o
Este objeto é opcional e será usado em dispositivos com parâmetros configuráveis. Deve existir uma instância para cada parâmetro configurável. Uma ferramenta de configuração necessita apenas endereçar o objeto de parametrização para acessar todos os parâmetros. Opções de configuração que são atributos do objeto de parametrização devem incluir: valores, faixas, texto e limites.
Autor: Constantino Seixas Filho 17
O b j e t o s d e A p l i c a ç ã o
Todo dispositivo usualmente possui pelo menos um objeto de aplicação. Existem vários objetos de aplicação padrões na biblioteca de objetos DeviceNet.
Figura 16: Modelo de objetos DeviceNet
Autor: Constantino Seixas Filho 19
$ Author: BJT $ Date: 11/28/ $ $ Edit History: BJT 11/28/94 Created $ BJT 11/30/94 Support Rev C $ BJT 04/10/95 Added Output and Margin $ BJT 06/01/95 MaxInst should equal # of parameters in EDS $ BJT 06/23/95 Added IO Info section $ BJT 8/16/96 Add COS and Diagnostic Mode
[File] DescText = "DeviceNet 9000 Photoelectric Sensor EDS File";
CreateDate = 11-22-94; CreateTime = 11:00:00; Revision = 1.0; $ EDS file revision
[Device] VendCode = 1; ProdType = 6; ProdCode = 10;
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[ParamClass] MaxInst = 4; Descriptor = 0x09;
[Params] Param1 = $ Operate Mode 0, $ Data Placeholder 6, "20 0e 24 01 30 08",$ Path size and Path to Operate Mode Attribute 0x02, $ Descriptor - (Support Enumerated Strings) 4, 1, $ Data Type and Size - (16 bit word) "Operate Mode", $ Name " ", $ Units (Not Used) "LIGHT OPERATE [DARK OPERATE] - The output is "on"["off"] when \n" " the photoelectric sensor(receiver) sees light generated by the light \n" " source(emitter). The output is "off"["on"] when the target object breaks \n"
Autor: Constantino Seixas Filho 20
" the light beam between source and receiver. The default is Light Operate.", $ Help 0,1,0, $ min, max, default values 1,1,1,0, $ mult, div, base, offset scaling (Not Used) 1,1,1,0, $ mult, div, base, offset links (Not Used) 0; $ decimal places
A especificação DeviceNet define muito mais que a conexão física e protocolos. Define também modelos padrões para tipos de dispositivos. O objetivo final é promover a intercambialidade e interoperabilidade entre dispositivos de diferentes fabricantes.
Os perfis de dispositivos definem os requisitos mínimos que cada dispositivo: push button, fotocélulas, atuadores de válvulas pneumáticas, etc. devem possuir para serem considerados compatíveis.
Um perfil de dispositivo deve conter as seguintes seções:
E x e m p l o : S e n s o r f o t o e l é t r i c o
Tipo do objeto Quantidade Identidade 1 Roteador de Mensagem 1 DeviceNet 1 Conexão 2 (1 explícito, 1 I/O) Assembly 1 Parametrização 1 (opcional) Sensor de Presença 1