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Configuração de DeviceNet, Notas de estudo de Engenharia Elétrica

Automação Industrial

Tipologia: Notas de estudo

2012

Compartilhado em 10/11/2012

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fernando-henrique-mariotto-6 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO UFOP
ESCOLA DE MINAS EM
COLEGIADO DO CURSO DE ENGENHARIA DE
CONTROLE E AUTOMAÇÃO CECAU
CONFIGURAÇÃO E PROGRAMAÇÃO DE UMA REDE
DEVICENET PARA UM CCMI
MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE
CONTROLE E AUTOMAÇÃO
BRUNO CÉSAR SOARES KFOURI CAETANO
Ouro Preto, 2009
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO – UFOP

ESCOLA DE MINAS – EM

COLEGIADO DO CURSO DE ENGENHARIA DECONTROLE E AUTOMAÇÃO – CECAU

CONFIGURAÇÃO E PROGRAMAÇÃO DE UMA REDE

DEVICENET PARA UM CCMI

MONOGRAFIA DE GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE

CONTROLE E AUTOMAÇÃO

BRUNO CÉSAR SOARES KFOURI CAETANO

Ouro Preto, 2009

II

BRUNO CÉSAR SOARES KFOURI CAETANO

CONFIGURAÇÃO E PROGRAMAÇÃO DE UMA REDE

DEVICENET PARA UM CCMI

Monografia apresentada como um dos requisitos para obtenção do título de Bacharel em Engenharia de Controle e Automação.

Orientadora:

Profª. Drª. Karla Boaventura Pimenta

Ouro Preto, Dezembro de 2009

IV

AGRADECIMENTOS

À minha tia Glória, aos meus pais e irmãos que, com muito carinho e apoio, não mediram esforços para que eu chegasse até esta etapa de minha vida, e sem eles esta conquista não seria possível.

À professora e orientadora Karla Pimenta por seu apoio e inspiração no amadurecimento dos meus conhecimentos e conceitos que me levaram a execução e conclusão desta monografia.

A todos os professores e funcionários da UFOP, que foram tão importantes na minha vida acadêmica.

Aos amigos pelo constante companheirismo nos árduos momentos de dúvida e desespero, tanto nos agradáveis momentos de distração.

Ao Luiz da Mata pelo conhecimento técnico e pelo empréstimo dos equipamentos utilizados durante este trabalho.

A todas as repúblicas, botecos e rocks que apenas Ouro Preto pode proporcionar.

À inesquecível e gloriosa Escola de Minas.

V

EPÍGRAFE

“Às vezes... boas decisões são comprometidas por más respostas emocionais.” Benjamin Linus (LOST)

VII

ABSTRACT

The advent of industrial networks caused major changes in industrial processes. The constant developments of industrial automation has made possible more dynamic processes. The possibility to acquire large amounts of information from real-time processes, together with the versatility and ease of maintenance, make essential to use of industrial networks in the more several industrial sectors. The electric motors represent one significant portion between the more used industrial devices, and they require a drive system that is safe and easy operation and maintenance. From this need appear the MCC, accountable for triggering and maneuver of electric motors. In This work been presented one Ladder programming for a relay E3-Plus installed in a drawer for IMCC, and configured a DeviceNet network responsible for communication of relay with the PLC. The program implemented is responsable for turn on one output from the relay, and read some values provided as: phase current, earth fault, failure of communication, etc. They also exposed the physical and operational differences between a MCC and a IMCC.

KEY-WORDS: CLP, Industrial Networks, DeviceNet, Electric Motors, MCC, IMCC, Ladder.

VIII

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS ......................................................................................................X

LISTA DE TABELAS.................................................................................................... XI

X

  • I – INTRODUÇÃO LISTA DE ABREVIAÇÕES......................................................................................... XII
    • 1.1 1.2 – – Justificativas 1Metodologia
  • II – INTRODUÇÃO AUTOMAÇÃO
  • III – MOTORES ELÉTRICOS.........................................................................................
    • 3.1 – Motores de Corrente Alternada
      • 3.1.1 3.1.2 – – Motor de Indução Assíncrono 6Motor Síncrono
    • 3.2 – Motores Mais Utilizados na Indústria
      • 3.2.1 – Motor com rotor em gaiola de esquilo..........................................................
      • 3.2.2 – Motor de rotor bobinado
  • IV 4.1– O CONTROLADOR LÓGICO PROGRAMÁVEL 10 – Arquitetura básica de um CLP...........................................................................
    • 4.2 – O Processador
    • 4.3 – Sistema de memória...........................................................................................
      • 4.3.1 – Memória do Sistema de Operação
    • 4.4 4.3.2 – Sistema de Entrada e Saída – Memória de Aplicação ou Memória de Usuário
    • 4.5 – Fonte de Alimentação
    • 4.6 – Terminal de Programação
  • V – A REDE DEVICENET............................................................................................
    • 5.1 5.1.1 – Protocolo DeviceNet.......................................................................................... 20 – Modos de Comunicação
      • 5.1.2 – Arquivo de Configuração
      • 5.1.3 – A camada de link de dados ( Data link layer )
    • 5.2 – Camada Física e Meio de Transmissão
      • 5.2.1 – Cabos
  • VI 5.3 – CENTRO DE CONTROLE DE MOTORES – Topologia da rede
  • VII – LINGUAGENS DE PROGRAMAÇÃO
    • 7.1 – Ladder
      • 7.1.1 – Estrutura da Linguagem Ladder
  • VIII 8.1 – – MONTAGEM Principais Elementos Empregados na Montagem - 8.1.1 – CLP Allen-Bradley FlexLogix - 8.1.2 – Relé de Sobrecarga em Estado Sólido E3-Plus
    • 8.2 – Configuração e Programação.............................................................................
      • 8.2.1 8.2.2 – – RSLogix 5000RSLinx
      • 8.2.3 – RSNetworks for DeviceNet
    • 8.3 – Configuração da Rede DeviceNet e do Relé E3-Plus........................................
      • 8.3.1 – Configuração do Relé E3-Plus
    • 8.4 8.3.2 – Programação no RSLogix 5000 – Configurando o Scanner 1788-DNBO
  • IX – CONCLUSÕES E SUGESTÃO PARA TRABALHOS FUTUROS.....................
  • Figura 2.1 – Diagrama de Blocos de um Sistema de Automação. LISTA DE FIGURAS
  • Figura 3.1 – Constituição de um Motor Elétrico de CA Rotor Gaiola de Esquilo.
  • Figura 4.1 – Diagrama de Blocos do CLP.
  • Figura 4.2 – Ciclo de Varredura.
  • Figura 4.3 Figura 5.1 – – Estrutura Básica do Sistema de Memória 13A DeviceNet e a Faixa de Aplicação das Redes de Campo.
  • Figura 5.2 – DeviceNet Como Parte do Modelo CIP OSI.
  • Figura 5.3 – Formato do Frame de Dados.
  • Figura 5.4 – Estrutura do Sinal DeviceNet.
  • Figura 5.5 Figura 5.6 – – Anatomia dos cabos padrão DeviceNet 26Vista dos componentes do cabo padrão DeviceNet.
  • Figura 5.7 – Topologia de uma rede DeviceNet.
  • Figura 6.1 – Armário de CCM composto por três colunas.............................................
  • Figura 6.2 – Vista Externa da Gaveta Utilizada.
  • Figura 6.3 Figura 6.4 – – Vista Interna da Gaveta Utilizada. 30Comparação Entre Uma Gaveta para CCM e Uma Para CCMI.
  • Figura 6.5 – Estrutura Básica de Controle de um CCMI Utilizando rede DeviceNet
  • Figura 7.2 – Símbolo Referente à Bobina no RSLogix 5000.
  • Figura 8.1 – Esquema de ligação Física Utilizada..........................................................
  • Figura 8.2 Figura 8.3 – – CPU 5434 de Um CLP FlexLogix. 45Relé de Sobrecarga em Estado Sólido E3-Plus.
  • RSNetworks for DeviceNet. Figura 8.4 – Visualização da Rede DeviceNet contendo o scanner 1788-DNBO no
  • E3-Plus no RSNetworks for DeviceNet. 52 Figura 8.6 - Aba Destinada a Configuração dos Parâmetros do Relé E3-Plus. Figura 8.5 – Visualização da Rede DeviceNet contendo o scanner 1788-DNBO e o Relé
  • Figura 8.7 – Seleção dos Equipamentos DeviceNet Ativos na Rede.
  • Figura 8.8 – Visualização das Palavras de Entrada e Saída Destinada ao Relé E3-Plus.
  • Tags. Figura 8.9 – Palavras de Entrada Provenientes do Relé E3-Plus, exibidas no Controller
  • Figura 8.11 – Palavras Status da Rede DeviceNet. Figura 8.10Tags. 59 – Palavras de Saida Provenientes do Relé E3-Plus, exibidas no Controller
  • Figura 8.12 – Tags Criadas no Controller Tags..............................................................
  • Figura 8.13 – Linha Para Acionamento do Motor.
  • Figura 8.14 Figura 8.15 – – Linhas para Leitura do Sinal Proveniente do Relé.Linhas de Status do Relé.
  • Figura 8.16 – Linha para Verificação de Erros de Comunicação para o Relé.
  • Figura 8.16 – Exemplo de Funcionamento da Função BTD.
  • Figura 8.17 – Linhas de Tratamento do Sinal e Conversão de Valores.

XI

LISTA DE TABELAS

Tabela 5.1 – Velocidade Máxima de Tráfego em Relação ao Comprimento do Cabo.. 25 Tabela 5.2 - Esquema de cores dos cabos DeviceNet. ................................................... 27 Tabela 7.1 – Comparação Entre Diagramas Booleano, Relé e Ladder. ......................... 39 Tabela 7.2 – Representação de Contatos NA e NF em Situações Diversas. .................. 40 Tabela 8.1 - Montagem da Instância de Objeto 101. Tabela 8.2 - Montagem da Instância de Objeto 103. ...................................................... 53...................................................... 54 Tabela 8.3 - Montagem da Instância de Objeto 100. ...................................................... 54

I – INTRODUÇÃO

1.1 – Justificativas

No atual cenário industrial, o emprego de sistemas automatizados, é imprescindível para as empresas que almejam alcançar destaque industrial, redução no preço de produção e melhor qualidade de produto.

Várias foram às evoluções dos sistemas de automação industrial desde seus primórdios, e dentre estas, o Controlador Lógico Programáveis detêm grande importância. Por meio dos CLP, significativas melhorias surgiram no cenário da automação. Por tratar-se de um dispositivo extremamente versátil, robusto, e pode ser adotado nos mais divergentes e exigentes processos encontrados pela indústria atual.

A integração das etapas que envolvem os processos produtivos vem sendo cada vez mais buscada nos diversos segmentos industriais. A instalação e manutenção de sistemas de transmissão de dados convencionais implicam em altos custos, principalmente quando se deseja ampliar instalações preexistentes. Para tanto, são requeridas grandes somas para elaboração de projetos e compra de equipamentos. Buscando minimização de custos e aumento da operabilidade das aplicações, introduziu-se o conceito de redes industriais para interligar os vários equipamentos de uma planta de forma eficiente e possibilitar a expansão destas instalações de forma simplificada.

Com o emprego destas tecnologias foi possível uma melhoria no sistema de acionamento de motores através dos Centros de Comando de Motores. Com a utilização de relés inteligentes conectados através de redes industriais, é possível obter grande quantidade de informações proveniente dos motores instalados em campo, bem como prover o controle de cada motor.

Usando estes conceitos foi desenvolvido um programa para comandar e monitorar uma gaveta de um CCMI. Utilizando-se um relé Allen-Bradley E3-plus conectado através da rede DeviceNet a um CLP Allen-Bradley FlexLogix 5434.

1.2 – Metodologia

Inicialmente, foi feito um levantamento bibliográfico a respeito de Controladores Programáveis, Redes Industriais, principalmente sobre a rede DeviceNet, e um estudo sobre CCM.

Foi proposta a programação de um relé de estado-sólido E3-Plus instalado numa gaveta de um CCMI, o relé comunica-se pela rede DeviceNet com o CLP. O programa consiste no que seria o acionamento de um motor de corrente alternada, e na coleta de dados oriundos do relé e status da rede DeviceNet.

III – MOTORES ELÉTRICOS

Um motor elétrico é uma maquina destinada a transformar energia elétrica em energia mecânica. O aparecimento do motor elétrico foi possível a partir de 1800, quando Alessandro Volta construiu a primeira bateria elétrica. Em 1820 o cientista inglês Michael Faraday descobriu o principio do motor elétrico, ao fazer experiências com bobinas energizadas e imãs. Por volta de 1830, o motor elétrico foi aperfeiçoado do ponto de vista prático, tendo o primeiro motor sido construído por Thomas Davenport em 1835. Eram motores muito rudimentares que consumiam rapidamente a bateria. O uso de motores elétricos ficou dependente da possibilidade de se ter energia elétrica de forma permanente. Isso só foi possível com a invenção do dínamo elétrico em 1873, pelo cientista belga Zénobe Gramme. O dínamo transforma a energia mecânica em energia elétrica, que pode ser usada pelo rotor para novamente gerar energia mecânica. A partir de 1880, com a instalação de cabos elétricos em fábricas, escritórios e habitações, a eletricidade estava à mão, e podia ser usada para acionar pequenos motores elétricos.

Os motores elétricos são muito usados na indústria e são, sem duvida, os mais usados de todos os tipos de motores, principalmente devido ao fato de:

  1. Serem mais baratos, principalmente se comparados a motores de combustão interna, mas também pneumáticos e hidráulicos;
  2. Serem faces de transportar devido às suas dimensões relativamente pequenas;
  1. Serem muito fáceis de comandar, e serem máquinas “limpas”;
  2. Serem de construção muito simples;
  3. Serem fáceis de manter;
  4. Se adaptarem razoavelmente bem às cargas a que são sujeitos;
  5. Apresentarem rendimentos elevados, principalmente para cargas médias e elevadas com bons fatores de potencia se a seleção for correta. (PIRES, 2002).

Os motores elétricos utilizados são de dois tipos:

  1. Motor de corrente continua,
  2. Motor de corrente alternada.

De acordo com Pires (2002), os motores de corrente continua eram os mais populares até muito pouco tempo, principalmente até ao aparecimento e generalização de variadores de velocidade eletrônicos, que facilitariam o controle de motores de corrente alternada. Isso a par do desenvolvimento construtivo dos motores de indução, permitiu que rapidamente se invertesse a situação, principalmente por que:

  1. Os motores CC têm custos mais elevados que os motores CA;

do campo girante do estator, havendo, por isso, uma diferença (denominada deslizamento) que justifica a denominação de motor assíncrono.

3.1.2 – Motor Síncrono

Neste caso, os enrolamentos do rotor são alimentados por meio de escovas, o que permite um contato permanente e, em conseqüência, os campos girantes no rotor e no estator rodam no mesmo ritmo, de onde resulta que o rotor roda à mesma velocidade do campo girante no estator. Os campos estão sincronizados, o que justifica o nome de motor síncrono.

3.2 – Motores Mais Utilizados na Indústria

O motor de indução polifásico assíncrono é o tipo mais utilizado, tanto na indústria como em ambiente doméstico, devido ao fato da maioria dos sistemas atuais de distribuição de energia elétrica serem trifásicos de corrente alternada.

Consideram-se dois tipos de motores polifásicos: motor com rotor em gaiola de esquilo, e motor com rotor bobinado.

3.2.1 – Motor com rotor em gaiola de esquilo

Por se tratar de um motor mais econômico em relação aos motores monofásicos, seja ao nível de construção ou utilização, capaz de possuir enorme adaptabilidade ao ambientes mais agressivos, é o motor mais utilizado na indústria. Se escolhido adequadamente seu

método de arranque, possui um vasto campo de aplicações, o que se traduz numa grande versatilidade. Resume-se em um motor robusto, barato, de rápida produção e ligação à rede. A principal desvantagem refere-se ao fato do reduzido conjugado de partida, em relação à corrente absorvida pelo estator. Trata-se de um motor de velocidade praticamente constante. Sendo o mais utilizado para acionamento de bombas, ventiladores e compressores.

2Figura 3.1 – Constituição de um Motor Elétrico de CA Rotor Gaiola de Esquilo. Fonte: PIRES, 2005

3.2.2 – Motor de rotor bobinado

O motor de rotor bobinado consiste em um motor capaz de fornecer elevado conjugado de partida. O motor de rotor bobinado substitui o de rotor em gaiola de esquilo em potencias muito elevadas, devido ao abaixamento da corrente de partida permitida pela configuração do rotor. Apesar de poderem ser utilizados em casos de velocidades constantes de serviço, este motor é empregado para aplicações em que as velocidade de serviço são variáveis. Geralmente, este motor tem sido utilizado para vencer cargas de