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Relatório cachaça (1)
Tipologia: Notas de estudo
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Não perca as partes importantes!













Estágio realizado no Instituto Federal de Alagoas – Campus Maceió, no bairro do Centro. O IFAL é composto pela Reitoria, cinco pró-reitorias (Ensino, Pesquisa, Extensão, Desenvolvimento Institucional e Administração e Planejamento), oito campus (Maceió, Palmeira dos Índios, Satuba, Marechal Deodoro, Arapiraca, Piranhas, Penedo e Maragogi) e mais três campus avançados (Murici, São Miguel dos Campos e Santana do Ipanema). O compromisso principal do Instituto é com a formação integral do educando, através da rede de educação profissional e tecnológica da SETEC- MEC.
O Instituto Federal de Alagoas oferta o Ensino Técnico Profissional, nas modalidades: Integrado ao Médio e Subsequente, o Ensino Superior, Pós Graduações, o Programa de Jovens e Adultos e o Ensino à Distância, nos polos de Maragogi, litoral norte de Alagoas, e Mata de São João, na Bahia. A Reitoria do IFAL está localizada na Rua Odilon Vasconcelos, 103 (esquina com a Av. Júlio Marques Luz), Jatiúca. Maceió - Alagoas.
O Campus Maceió oferta sete cursos tecnológicos: Edificações, Eletrônica, Eletrotécnica, Estradas, Informática, Mecânica e Química. O curso técnico integrado em Química proporciona ao setor produtivo local acesso a profissionais aptos que apresentem uma sólida base humanista, científica e tecnológica capaz de promover o controle de qualidade consciente e crítico, das matérias primas, produtos finais e intermediários no processamento industrial, observando as tendências e potencialidades tecnológicas da região, procurando responder às demandas dos setores produtivos, pautando-se na perspectiva do desenvolvimento sustentável com responsabilidade social.
O estágio é realizado nos laboratórios um e seis do bloco de Química, sendo estes, sucessivamente, de pesquisa e química geral/físico-química, contando também com a ajuda de instrumentos de análise instrumental do laboratório dois.
Organograma dos novos campus do IFAL
uma concentração de 15º Brix, conforme pesquisa disponibilizada pela Associação Mineira dos Produtores de Cachaça de Qualidade (AMPAQ, 2005), sendo necessária muitas vezes a diluição do caldo com água potável a fim de melhorar a padronização do processo fermentativo. As dornas de fermentação devem, obrigatoriamente, ser construídas de aço carbono ou aço inoxidável. Tanto suas formas, bem como a distância entre elas, devem ser tais que permitam adequada manutenção e higienização. A fermentação do mosto resulta no vinho, que é o resultado desta fase.
A destilação consiste em ferver o vinho volante resultante da fermentação, produzindo vapores que são condensados por resfriamento, resultando na formação de grande quantidade de etanol. O destilador deve ser confeccionado em cobre ou aço inoxidável e ser específico para a destilação de cachaça. Quanto ao processo de destilação, o produtor deve, quando aplicável, ter controle de variáveis como a pressão, temperatura e graduação alcoólica do destilado. O produto resultante da destilação pode ser tradicionalmente dividido em três frações: cabeça, coração e cauda. A primeira e a última fração (cabeça e cauda) são ricas em substâncias indesejáveis, devendo, portanto, serem eliminadas ou recicladas.
Saber separar o coração do destilado é um dos principais requisitos para assegurar a pureza e o sabor de uma cachaça de qualidade. Isto torna extremamente relevante a padronização do Brix do mosto e do teor de álcool do vinho volante.
Após o término do processo, a cachaça deve ser armazenada apenas em recipientes confeccionados de madeira, aço inoxidável ou aço carbono isolada internamente com madeira, capazes de reduzir as perdas por evaporação. As áreas de estocagem ou adegas devem obedecer à legislação pertinente, quanto aos padrões de umidade e temperatura dentre outros (RAC 126, 2005). Uma série de análises físico-química deve ser feitas periodicamente a fim de atender os limites para os índices dos itens estabelecidos no RAC 126 (2005).
Se for o caso, o processo que visa aprimorar a qualidade sensorial da cachaça produzida é o envelhecimento. A variabilidade no tipo de madeira utilizada nos tonéis de envelhecimento, como o carvalho ou bálsamo, por exemplo, trazem também variações quanto às características do produto final. Finalmente, as etapas finais do processo são: envase, rotulagem e distribuição do produto.
Fluxograma do Processo de Produção da Aguardente de Cana-de-açúcar
A atividade da visita técnica visa aperfeiçoar os aprendizados teóricos do estudante, além de aproximá-lo do mundo profissional. Nesta, foi nos ensinado as etapas do processo de produção de aguardente a partir da casca de manga, para que pudesse ser colocado em prática no Campus Maceió.
A produção do mosto foi realizada de acordo com as etapas seguintes:
20h/semanais
Preparo de ácido acético (vinagre)
A produção do vinagre é feita por fermentação acética que corresponde à transformação do álcool em acido acético por determinadas bactérias e essa
20h/semanais
Assepsia dos equipamentos
O preparo do mosto requer a maior atenção, pois é onde podemos observar o início da obtenção da aguardente. Cuidados e meticulosas pesagens e aferições devem ser realizadas para que não haja erros que possam atrapalhar a fermentação do mosto, considerada a parte mais importante do processo de produção de aguardente.
Após ser filtrado e estar livre de impurezas, o caldo é acrescido de nutrientes e leveduras que favorecem a fermentação. A preparação do mosto é feita de acordo com os seguintes procedimentos:
27/05/2013 – 29/05/2013 e 31/05/ 16h/semanais
Estas análises foram realizadas diariamente durante a fermentação, garantindo assim a qualidade e bom andamento do mesmo. As análises são feitas na seguinte ordem e de acordo com os seguintes procedimentos:
Antes da medição do grau brix do mosto é necessário que se coloque gotas de água destilada na lente do refratômetro para ajustar a escala. Após o ajuste, com o auxílio de uma colher de metal, retira-se uma pequena amostra do mosto para encharcar o algodão que servirá como um filtro impedindo a passagem de partículas sólidas do mosto para o refratômetro. Pingam-se, aproximadamente, três gotas da amostra na lente do refratômetro, fecha-o e faz-se a leitura do grau Brix ajustando a linha de foco entre os dois meios do equipamento. Anota-se o grau brix aferido. Sabe-se que a fermentação chegou ao fim quando o brix do mosto se encontra entre 3 a 5ºbrix.
20h/semanais
Determinação da graduação alcoólica do mosto utilizando o ebuliômetro.
É de extrema importância a realização de análise para determinar a graduação alcoólica do mosto para que não ultrapasse os limites padrões de álcool permitido na aguardente.
20h/semanais
Destilação do mosto fermentado.
A destilação do mosto é de absoluta importância para obtenção e finalização da aguardente. É onde se aquece o mosto até a temperatura de ebulição do álcool, que posteriormente passa por uma serpentina de condensação e mais a frente obtemos a aguardente destilada e finalizada.
O processo de destilação é simples, porém demorado. Baseia-se no abastecimento da caldeira do alambique com o mosto completamente fermentado, em seguida deve-se fechar bem a saída da caldeira, acender o fogareiro para o início do aquecimento e abrir o fornecedor de água do alambique para as etapas de resfriamento e condensação. Os primeiros 10% de líquido destilado que são obtidos são dispensados, assim como os 10% finais. Apenas o coração da aguardente é aproveitado, como é chamado os 80% de líquido intermediário recolhido na destilação.